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Cartas na manga

O uso das palavras “convergência, diálogo, parceria” ontem pela presidente Dilma Rousseff foram no sentido de reforçar os movimentos em curso nos bastidores. Depois de buscar os votos via varejão dos cargos, o governo agora tenta levar atrair setores da esquerda pela política. E foi com esse poropósito que a presidente Dilma Rousseff autorizou conversas com o PSB e outros integrantes da oposição. Ela não aceita nada que encurte seu mandato, mas quem participa dessas iniciativas crê que não está descartado um movimento em prol do parlamentarismo.

O problema é que, a esta altura do campeonato, vésperas da votação do pedido de impeachment na Câmara, está difícil buscar esses votos socialistas. O partido calcula uma maioria favorável ao impedimento. Afinal, desde o início do governo, Dilma ficou de procurar o PSB, mas não fez qualquer gesto de aproximação.

O medo da hora
Com a Lava Jato quieta nos últimos dias, os políticos calculam que algo virá nas vésperas da votação do processo de impeachment no plenário da Câmara

Corpo-a-corpo
A ideia de suspender as sessões neste domingo não foi propriamente para dar descanso aos parlamentares. Ao contrário: A ideia é deixá-los livres para que possam ir às bases ouvir cobranças de votos em favor do impeachment. Afinal pode ser o último fim de semana antes da votação do pedido no plenário da Câmara.

Contagem pepista
Deputados do PP calculam que o governo, “se apertar”, ou seja, levar para dentro do Poder Executivo e cobrar respaldo, pode conquistar 30 votos na bancada.

Lá e cá
Os petistas citam o impeachment como um golpe que dará mais poder ao PMDB do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e Michel Temer não conseguirá governar. Já a ala de Michel Temer cita a todo momento que o ex-presidente Getúlio Vargas escapou de um processo em junho de 1954, mas, emparedado, sem condições de governabilidade, cometeu suicídio em agosto. Dilma pode escapar, mas não conseguirá governar. Façam suas apostas!

CURTIDAS

Não gostou/ Se teve algo que irritou a presidente Dilma Rousseff pro esses dias foi saber que os executivos da Andrade Gutierrez trocavam mensagens chamando-a de “gorda de capacete”. Afinal, se tem algo que a presidente perdeu, além da popularidade, foi peso.

Momento relax no Planalto/ A piada que bomba nas redes sociais,da “determinação” do governo para tiras das artes marciais, como Judô e Karatê das Olimpíadas, foi contada à presidente Dilma Rousseff. Ela sorriu e respondeu “É, no tatame vai ter golpe, no país não”, brincou.

Mapas incertos/ Somados os votos que a oposição diz ter para o impeachment e aqueles que o governo espera contar para barrar o processo, chega-se a quase 540 deputados. Alguém está prometendo votos para os dois lados.

Sessão coruja/ Diante da sessão que iria varar a madrugada, os deputados brincaram com o presidente da Comissão Especial do impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF): “Em vez do suco de maracujá, é melhor distribuir café, guaraná e chás energéticos!”

Denise Rothenburg

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Denise Rothenburg

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