DPDF: “Edital robusto,” avalia especialista sobre concurso com 60 vagas para analistas

Publicado em Deixe um comentárioDefensoria Pública, Distrito Federal

São 60 vagas para analistas de nível superior distribuídas em 13 áreas distintas. Salário inicial de R$ 5,2 mil

O edital de abertura do concurso público da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) foi lançado nesta terça-feira (21/7), com oferta de 60 vagas de nível superior para analistas de apoio à assistência judiciária. As chances foram distribuídas em 13 áreas distintas de atuação e a remuneração inicial é de R$ 5,2 mil para os aprovados. Organizado pelo Cebraspe, o concurso vai aplicar provas em novembro, e, para ajudar a direcionar melhor os estudos dos concurseiros, o Papo de Concurseiro conversou com especialista em seleções para uma melhor análise do edital. Confira!

 

A quantidade de matérias pode enganar à primeira vista, já que serão exigidas apenas três matérias básicas, mas, de acordo com o professor de direito constitucional Gustavo Machado, do IMP Concursos, o edital veio robusto, pois as matérias específicas estão grandes e completas. ”De um modo geral é um edital bastante robusto, mas um edital que não foge muito dos outros editais para esse tipo de cargo, então quem já vem estudando não terá dificuldade.”

E apesar de ser um edital apenas para cargos que exigem graduação em funções específicas, Machado acredita que a concorrência vai ser grande sim. ”Estamos vivendo numa época em que não há tantos concursos assim. A própria pandemia fez muita gente voltar a estudar, aproveitando o tempo livre para se preparar de uma maneira mais forte, então acredito que vai ser um concurso bem acirrado.”
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Sobre a quantidade de vagas, o especialista avalia não ser tão pequena assim. ”Temos que lembrar que é comum hoje os editais trazerem o número de vagas inferior à quantidade que realmente vai ser provida, isso vai depender sempre das questões orçamentárias, havendo espaço orçamentário devem ser chamados mais candidatos do que o número previsto em edital. Isso tem sido uma praxe em todos os concursos.”

Em relação à banca, a grande vantagem para o aluno é que é uma organizadora muito conhecida, os alunos já sabem qual é o estilo de prova do Cebraspe, aquilo de uma errada anular uma certa, por exemplo, porém é preciso cuidado. ”É importante ter estratégia para o aluno não errar questões que poderia deixar de marcar e, assim, não anular questões certas.”

Com provas marcadas para 8 de novembro, agora é um ótimo momento para fazer uma boa revisão. ”Quem precisar estudar o edital inteiro, possivelmente vai ter muita dificuldade. Agora, quem já está em um ritmo bom de estudos, esse tempo é suficiente sim para poder começar uma boa revisão e tentar acertar na hora da prova.”

Sobre a redação, o professor não tem dúvidas de que o candidato deve se deparar com alguma questão relacionada ao que estamos vivendo nos últimos tempos: pandemia, isolamento, discussão sobre liberdade de expressão, fake news, até que ponto o Estado pode limitar os direitos fundamentais de alguém para controlar uma crise, entre outros temas relacionados.

Questionado se a DPDF teria um perfil de candidato pré-definido, Machado diz que ”a Defensoria Pública tem um papel relevantíssimo dentro da Constituição, para sociedade, então quem queira trabalhar lá tem que ter um perfil de realmente saber que ali ele vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas que não têm condições de ter uma assistência judiciária adequada, e se integrar à DPDF, não apenas no exercício do cargo, mas também no sentido de também agregar valores e motivação para que o órgão preste esse papel que é tão importante na sociedade brasileira.”

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O ‘’novo normal’’ dos concursos: especialistas analisam cenário de provas e bancas se pronunciam sobre aplicações

Publicado em Deixe um comentárioCoronavírus, Dicas de estudo

”Ficar sem seleções pode prejudicar diversas áreas do país até a segurança nacional”

 

A pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19) acertou em cheio o mundo dos concursos públicos. Logo que as primeiras orientações sobre isolamento social foram recomendadas pelas autoridades, as seleções e suas provas, que causam aglomeração de milhares de pessoas, foram suspensas, adiadas, canceladas. Um cenário de incertezas mais uma vez acometeu os concurseiros brasileiros, já calejados pelo vai e vem da contenção de gastos com pessoal dos governos. Agora, passados alguns meses da descoberta do vírus, com a reabertura do comércio, escolas e áreas de lazer, o que muitos vem chamando de ‘’novo normal’’ também se reflete nos concursos públicos. Os editais começaram a sair com uma frequência um pouquinho maior, além das seleções simplificadas apenas com provas de títulos da área de saúde – vide Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e Itamaraty -, e as provas já estão com datas marcadas para aplicação. A dúvida é: como isso será implementado e sem riscos? Ainda estamos sem vacina e o Brasil alcançou recentemente a posição de segundo no ranking de países com mais mortes provocadas pelo coronavírus, atrás somente dos Estados Unidos.

 

Para Gabriel Granjeiro, especialista em concursos públicos do Gran Cursos Online, ninguém no mundo tem a resposta do que vai acontecer em relação a pandemia. “O cenário a curto prazo mais provável é: ou os concursos terão suas provas jogadas mais a frente, quando teremos vacina e tratamento eficaz; ou, se percebemos ser algo com qual vamos precisar conviver por um tempo, serão criados protocolos de segurança. Ficar sem seleções pode prejudicar diversas áreas do país até a segurança nacional. Então o que devemos esperar é o uso obrigatório de máscaras nos locais de prova, distanciamento entre as mesas dos candidatos, menor número de pessoas nas salas de aula, álcool em gel à disposição, pulverização dos locais de aplicação, medição de temperatura.”

“O concurso é uma aglomeração de pessoas, como se fosse uma sala de aula, é uma situação que exige cuidado maior, não é uma logística fácil, mas, se essa situação se prolongar, como tudo na vida, temos que nos adaptar.”

 

Para Granjeiro, será necessário que todas essas medidas protetivas, porém, sejam determinadas em forma de lei, norma, como aconteceu com alguns estados em que alguns reabrem restaurantes, ou academias devido a decretos dos governadores, por exemplo, mas que seja algo com validade legal e abrangente. “Eu acho que que as bancas não podem fazer isso sozinhas, por analogia a aplicação de provas só poderiam voltar com o retorno das aulas nas escolas [como anunciado recentemente por Ibaneis no DF]. A banca não pode extrapolar sua competência, precisaria haver determinação do governante regional ou federal.”

Nesse ínterim, é muito provável que as taxas de inscrição dos concursos aumentem, para garantir toda a logística e aparato necessários para cumprir com as demandas de saúde mencionadas. Granjeiro concorda. “Vai ficar mais oneroso realizar prova, alugar mais escolas para espaçar mais os candidatos, contratação de mais fiscais… é uma questão econômica muito simples, o custo se eleva e, para compensar, ou se tem um volume maior de inscritos ou se aumenta o custo da inscrição, que é a maneira mais provável, já que não há como prever a quantidade de inscritos de uma seleção.”

A possibilidade de provas virtuais, levantada para o vestibular da UnB, foi descartada pelo especialista: “Possivelmente não”.

 

Para Mário Machado, coordenador do Direção Concursos, “o cenário de aplicação de provas no contexto da pandemia tende a se regularizar conforme as atividades econômicas forem retomadas. Então, na medida em que os governos dos estados, prefeituras comecem a flexibilizar, a exemplo do que está acontecendo hoje no DF, de retomar escolas no fim do mês, academias, restaurantes… esse deve ser o cenário que deve pintar antes da retomada da aplicação das provas. Em termos de logística de aplicação de provas eu não acredito em aumento das taxas de inscrição, porque as bancas também estão sendo bastante impactadas com a redução de receita, por conta de muitas provas que eles deixaram de aplicar.”

O recado que o especialista dá para os concurseiros que devem estar apreensivos tanto com relação à aplicação das provas, por conta do possível contágio, quanto sobre a retomada dos concursos adiados é manter a serenidade. “Continuar estudando e entender que existe dois tipos de variáveis, a que a gente pode controlar e as que não podemos, então questionamentos de quando a prova será aplicada, se o concurso será suspenso ou não, se a banca vai permitir aglomeração no local de prova, isso a gente não controla. O que podemos controlar é manter o estudo firme, diário, produtivo, para poder chegar o mais preparado possível no dia da prova, seja ela quando for.”

 

De acordo com Fernando Cocito, professor do IMP Concursos, acredita que os cuidados de prevenção serão tomados e os certames urgentes, como os da PCDF, serão realizados, ainda que isso implique em logística muito maior. “Mantenham a fé e uma boa rotina de estudos. Caso as autoridades decidam pelo adiamento, você apenas ganhará tempo para consolidar o conhecimento. Está difícil para todos, mas vamos superar.”

 

Já Madalena Coatio, professora de conhecimentos pedagógicos do IMP Concursos, acredita que, em um contexto de pandemia, as bancas organizadoras primarão por uma logística que cumpra todas as orientações da OMS preservando a saúde dos colaboradores e dos concurseiros. “Para se cumprir as determinações sanitárias estabelecidas pela OMS há um custo que talvez seja repassado para o valor das taxas das inscrições. No entanto, convém lembrar que dia 1º de julho último, o Cebraspe publicou o edital do concurso de agente da PCDF e o valor da taxa se manteve no mesmo patamar do valor da taxa do concurso de escrivão da PCDF cujo edital foi publicado em dezembro de 2019.”

“Especificamente no que tange ao processo seletivo simplificado para professor temporário da Secretaria de Educação daqui (SEEDF), acredito que a prova será em fins de janeiro ou começo de fevereiro quando, possivelmente, o quadro pandêmico deverá estar contido.”

 

Tempo de plantar

Granjeiro ainda afirma que, devido a diversos fatores emocionais e econômicos, muitos concurseiros têm deixado o sonho do funcionalismo público estremecer, porém, esse é um erro grave. “Nesse momento da pandemia, muito concurseiros vem desacelerando os estudos, pensando em desistir, até mesmo já pararam de certa forma, mas esse é um erro grave. Não é fácil, eu sei, mas agora é um momento divisor de águas para alcançar a aprovação. Depois do período de seca que a colheita é mais farta, quem persistir vai colher bons frutos. Cumprir as metas, se organizar, dar o melhor nas condições que se tem, para lá na frente ter uma vida mais próspera e também contribuir para sociedade.”

E, se seu edital ainda não saiu, a recomendação é tentar manter a calma e a esperança. “Concurso é um projeto de médio a longo prazo, então para quem está começando agora é um momento bom para plantar, os concursos não pararam por falta de interesse dos órgãos, a questão é de saúde publica, estão estudando meios de fazer isso, alguns editais podem ser segurados, pra que quando a prova venha a pessoa possa brigar pela vaga. A situação está complexa para todas as áreas, e o que dá para fazer é continuar, plantar, seguir, de passo em passo conseguir alcançar esse objetivo. Os concursos serão retomados, os editais vão sair em algum momento.”

 

E o concurso do Senado? 

Um dos maiores concursos prometidos para esse ano foi atingido diretamente pelo coronavírus. Mas a autorização saiu, já sabemos detalhes importantes como os cargos oferecidos, e a escolha da banca está acontecendo. “O concurso do Senado teve altos e baixos até agora, e estava em vias de se acelerar quando a pandemia começou, aí pisaram no freio. A assessoria da Casa já informou que há interesse de lançar o edital tão logo acabe a pandemia. Eu acredito no Senado até o fim deste ano, com provas em 2021, até o fim do primeiro semestre. Mas, claro, tudo depende da questão de saúde, dificilmente vão liberar um concurso desse nessa situação, é um órgão muito político,” analisa Granjeiro.

 

O que dizem as bancas

 

Iades 

”O único concurso público que temos em andamento é o da ADASA-DF. Por determinação do órgão, todas as atividades estão suspensas. Havíamos concluído a fase de pedidos de isenção da taxa e ficou suspensa a abertura de inscrições e todo o cronograma do certame. Estamos aguardando orientação da Administração pública para o retorno das atividades.

 

Organizaremos o próximo Vestibular da UniCeplac, no campus do Gama, e fomos contratados pelo Ministério das Relações Exteriores para o concurso público para acesso a carreiras de diplomatas.

 

A nossa Coordenação Logística está trabalhando em soluções para garantir o distanciamento social e os controles sanitários necessários visando a minimizar o risco de contágio quando da aplicação das provas. As providências ainda estão sendo discutidas e definidas junto aos contratantes, portanto não há como antecipar as medidas que serão adotadas.

 

Sobre o possível aumento de despesas para maior segurança em termos de saúde: Sim, é uma preocupação que está presente. O acesso ao serviço público, mediante a realização de processos seletivos amplos, é uma conquista da sociedade brasileira e devemos preservá-lo. Os custos com todo o procedimento de aplicação logística das provas representam um componente significativo do orçamento de um concurso público. Deverá haver um equilíbrio entre o aumento nas despesas e o repasse de tais custos na taxa de inscrição.”

 

IBRAE 

”Nas provas que iremos aplicar adotaremos o protocolo de medidas de segurança à saúde indicado no Regulamento do Curso de Formação Profissional. Entre essas medidas estão as seis a seguir: 1) uso de máscara facial de proteção, 2) de álcool gel antisséptico e 3) de medidor de temperatura corporal, bem como 4) salas com apenas metade do número de candidatos (em média 25 por sala), 5) sala individual para grávidas e 6) escalonamento do horário de entrada dos candidatos no local de prova.

Também seguiremos outros protocolos indicados pela Secretaria de Saúde. Vamos aplicar a Prova de Verificação de Aprendizagem do Curso de Formação Profissional do concurso público da SEDES/DF, para mais de 1.000 candidatos.

A adoção do protocolo de segurança à saúde não aumentará o valor da taxa de inscrição.

No dia da prova, o candidato deverá se apresentar com a máscara facial de proteção e com álcool gel antisséptico (70º INPM) armazenado em embalagem transparente e incolor.”

 

AOCP 

”A respeito das questões relacionadas as ações e condutas do Instituto AOCP no que tange a aplicação de concursos nesse momento tão delicado para o nosso país, declaramos que:

Seguiremos os protocolos de segurança orientados e respaldados pelas autoridades de saúde e governamentais adequados para o momento da aplicação. Desde 17/03/2020 não aplicamos concursos. A previsão de aplicação mais próxima é para o Processo Seletivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, agendada, a princípio, para o dia 02/08/2020. Conforme informado anteriormente, seguiremos os protocolos de segurança orientados e respaldados pelas autoridades de saúde e governamentais adequados para o momento da aplicação.

Ainda não há previsão para um aumento nas taxas de inscrição.”

 

Cebraspe 

”Em tempos de pandemia e em respeito ao compromisso do Centro com a responsabilidade social, diversos cuidados e protocolos foram adotados para que a fase ocorresse com total segurança para candidatos e para colaboradores.

 

O Cebraspe disponibilizou, nos locais de aplicação, álcool 70%, sabão líquido nos banheiros, papel toalha, lenços para higiene nasal e sacos plásticos individuais para descartes. Além disso, foi organizada uma logística de aplicação com estratégia de afastamento entre os participantes, de forma a assegurar o distanciamento necessário para a prevenção da Covid-19.

 

Há um manual de procedimento de segurança para os candidatos, os avaliadores corrigem as provas com luvas, foi realizada também doação para a Universidade de Brasília de materiais utilizados para a produção de álcool em gel, quando o recurso estava escasso nas prateleiras das farmácias. Internamente, foram adotados o trabalho remoto e produção de campanhas informativas para conscientização da equipe.

 

O Cebraspe continuará aperfeiçoando seus protocolos de aplicação de provas e inovando, de forma a garantir a execução dos eventos sob sua responsabilidade com a excelência pela qual é reconhecido e com total segurança para todos que participem das avaliações.”

 

Idecan 

”O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan) planeja uma série de medidas para evitar a transmissão do novo coronavírus na ocasião das provas de concursos públicos organizados pela instituição. Os ambientes dos exames terão reforço na limpeza com sanitização via pulverizador. Mesas e cadeiras estarão posicionadas a 2 metros de distância uma das outras. Quando chegar ao local da prova, cada candidato receberá um pacote de lenços de papel e um mini frasco de álcool em gel. Todos serão submetidos a aferição de temperatura corporal e a exame de diagnóstico da Covid-19. O uso de máscaras será obrigatório para candidatos, aplicadores, fiscais e demais envolvidos no concurso.”

 

Idib 

”A primeira prova de um concurso público no país desde março, quando a pandemia do novo coronavírus isolou parte da população brasileira, foi organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib), em parceria com a Prefeitura de Araguaína. Inicialmente, o exame seria realizado em um só dia, mas foi divido entre sábado e domingo e os candidatos foram separados em grupos com horários agendados: a cada hora, 15 ou 16 participantes chegavam ao local das provas para garantir o distanciamento preventivo aconselhado pelas autoridades de saúde.

O mais recente teste da banca foi para organização do Teste de Aptidão Física (TAF) da 2ª fase do concurso para a Guarda Municipal de Araguaína-TO, no Tiro de Guerra da cidade, nos dias 4 e 5 de julho. As regras incluíram testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19; distanciamento de 1,5m entre as pessoas; avaliação física individual; ambulância particular; medição de temperatura corporal; limpeza das solas dos calçados; borrifação de desinfetante no imóvel, equipamentos e objetos; uso de álcool gel; luvas e máscaras. Antes das provas, os 211 candidatos que compareceram foram submetidos ao exame de sangue específico para a Covid-19; o resultado foi positivo para 29 participantes que foram atendidos por uma equipe médica no local e orientados a fazer quarentena. Esses candidatos vão realizar o TAF no próximo dia 26.”

 

Provas com datas já previstas

A maioria está prevista para setembro e outubro. Algumas seleções ainda estão com inscrições abertas também, confira: 

 

Depen: 6 de setembro 

PCDF: 18 de outubro 

Itamaraty: 30 de agosto 

Aeronáutica: 18 de outubro 

Exército/IME: 28 de outubro 

Exército – oficiais: 20 de setembro 

Exército: 13 de setembro 

Exército – cadetes: 26 e 27 de setembro 

Marinha: 29 de agosto 

Marinha – Escola Naval: segunda quinzena de agosto 

Ministério da Justiça: 2 de agosto 

FUB: 11 de outubro 

Sejuc/RR: 27 de setembro 

CRP-14: 4 de outubro 

CRESS da 13ª Região: 30 de agosto 

CRM/MT: 25 de outubro 

 

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Estatística, contabilidade? Especialistas analisam edital para agente da PCDF 2020

Publicado em Deixe um comentárioCarreira policial, Distrito Federal, DODF, GDF, PCDF, segurança

Edital para agentes da PCDF, com 1.800 vagas para qualquer curso de nível superior, foi lançado hoje e o conteúdo veio com surpresas. Especialistas acreditam que o concurso deverá ser maior que o do Senado Federal

 

Após o super lançamento, mais que aguardado, do edital de abertura do concurso público para agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), no Diário Oficial local (DODF), desta quarta-feira (1/7), o Papo de Concurseiro bateu um papo (😉) com especialistas na área, para analisar a fundo o novo regulamento e direcionar melhor os estudos dos concurseiros. Segundo os professores, o edital veio bastante diferente do concurso passado para o cargo, lançado em 2013 pela PCDF, e mais condizente com os crimes atuais. Nesse sentido, houve surpresa com relação ao conteúdo programático.

 

A novidade do concurso é a inserção das disciplinas de contabilidade e estatística, o aumento significativo da importância da informática e a diminuição de “matérias clássicas”, como direito constitucional e, surpreendentemente, dos direitos penal e processual penal.

 

Segundo Arthur Rodrigues Lima, professor de matemática, estatística e raciocínio lógico do Direção Concursos, e engenheiro aeronáutico pelo ITA, a primeira impressão é de que o edital de agente da PCDF se assemelha muito com edital de agente da Polícia Federal (PF). “Um grande pleito da corporação é a equiparação com a PF, de certa forma um primeiro passo é justamente ter uma seleção com mesmo nível de dificuldade e exigência. A prova de agente da PF de 2018 chamou atenção por cobrar contabilidade, matéria não comum em concursos policiais. Assim, estatística veio pesada e específica e informática, que normalmente é básica, veio em nível mais alto, nível TI. Deu para ver que houve uma convergência muito grande.”

 

Com relação ao concurso de 2013, o especialista viu grandes mudanças, “antes o concurso privilegiava o policial bacharel em direito, as matérias de direito acabavam tendo peso grande, quem fosse bem nelas definia a aprovação, nesse edital de agora não.  A ideia é selecionar o candidato mais generalista, que entenda direito, mas com noções de português, de TI e contabilidade, um candidato que tem mais a ver com o perfil que a PCDF busca hoje, com maior foco em crimes de corrupção. Por exemplo, hoje se precisa que o agente tenha noções de contabilidade para rastrear o dinheiro roubado; estatística também é muito importante para crimes de lavagem de dinheiro, informática para crimes cibernéticos, entre outros.”

 

Lima avalia que matemática e raciocínio lógico vieram muito parecidos com a maioria dos editais do Cebraspe, banca organizadora da seleção, por isso é fundamental a resolução de muitas questões anteriores, pois “vai haver muita repetição de modelos de questão”.

 

O professor ainda alerta os candidatos que é importante não negligenciar a matéria de estatística, já que muitos acreditam ser um conteúdo difícil e acabam nem tentando entendê-lo. “Eu já percebi que os assuntos mais difíceis têm cobrança fácil na prova, então se você estuda as definições e fórmulas básicas, você consegue acertar.”

 

Sobre a prova discursiva, Lima afirma que esse ano de 2020 está permeado de assuntos e que não são só pandemia de coronavírus (covid-19). “O perido é o concorrente ficar muito preso nesse assunto e vai esquecer de outros eventos, como no começo do ano os EUA mataram um importante general iraniano que quase levou a uma escalada de guerra, eleições americanas, corrupção, fake news (ontem emsmo foi provado PL sobre o tema), atos antidemocráticos, entre outros.”

 

Menos direitos

De acordo com o coordenador de áreas policiais, também do Direção Concursos, Júlio Ponte, historicamente concursos policiais sempre cobraram muito a parte penal, mas neste a legislação extravagante foi suprimida, a legislação especial saiu e o conteúdo penal e processual foi bastante reduzido. “Essas sempre foram as áreas mais pesadas dos concursos, todo mundo estudava para ficar expert nelas, mas acabaram diminuindo, o que faz parte da evolução do próprio cargo. Hoje o perfil do agente é mais de inteligência do que ‘braçal’, a polícia precisa de servidores com mais conhecimento em informática, estatística, lavagem de dinheiro, do que a parte mais ‘bruta’ anteriormente.”

 

Ponte também destacou que “houve significativa diminuição no conteúdo de direito constitucional, com apenas dois assuntos. Em direito penal, que costumava ser extenso, tem apenas parte geral do código penal, sem novidade; e em relação a parte específica do código, só tem crimes contra pessoa, patrimônio e administração pública. E em direito processual penal, é quase todo formado somente por inquérito policial e prisão.”

 

Para a prova discursiva, o especialista também afirma que “não existe coisa mais em pauta no mundo todo do que a pandemia, por outro lado, sempre imagino algo voltado para o cargo, como ações da polícia voltadas para sociedade, o candidato deve ficar ligado nas notícias de interesse ao próprio órgão”.

 

Sobre a preparação e rotina de estudos para o concurso, Ponte acredita que mais de três meses para aplicação das provas em 18 de outubro é um tempo considerável. “É tempo suficiente para que o candidato estabeleça seu cronograma com quantidade de horas relevante para que de hoje até a prova tenha condições de fazer uma boa avaliação, até porque não é um edital gigantesco. Claro que quem vem estudando a mais tempo vai usar essa reta final o que apareceu de novo, isso não deixa de ser uma vantagem.”

 

Saiba mais detalhes sobre o edital de agente da PCDF 2020 aqui! 

 

Conciliando concursos

Para Érico Palazzo, especialista em direito penal e processual penal do Gran Cursos Online, para fazer uma análise do concurso para agente é preciso comparar com o edital de escrivão, lançado em dezembro de 2019, pela PCDF. “Esse regulamento já trouxe outro parâmetro de redução dos direitos, então seria um repeteco, sabíamos que isso iria acontecer, assim como a cobrança das disciplinas de raciocínio logico, direito humanos, conhecimentos do DF e inglês. O que surpreendeu foi a inclusão de direito administrativo, que não veio para escrivão. O conteúdo voltou com muita matéria. Além da ênfase para informática, assemelhando-se a prova de agente da PF, contabilidade e estatística também foram surpresas (esta última nunca pedida para agentes).

Segundo o especialista, a corporação com esse edital deixou claro que tem que entender bem de direito é a função de delegado, agentes precisam de conhecimentos básicos sobre.  “Claro que isso não quer dizer que a banca vai facilitar na hora das questões de direito, mas não será voltada para isso como antigamente. É um concurso de matérias mais heterogêneas, democráticas (como disse o próprio diretor da PCDF), abarca pessoas de todas as áreas, de direito (esperamos cerca de 40 questões), pessoal de exatas, informática e TI, e passa a abarcar também quem é de contabilidade e economia e até letras, pois português é a disciplina que deve ter sozinha mais questões (esperamos cerca de 20).”

“São disciplinas novas, mas que não devem ser o bicho papão para todo mundo, já que todos estão no mesmo barco, e temos que lembrar que nem todos sabem de tudo em um certame público. Nesse sentido, é importante o candidato fazer uma análise do edital, e ver as disciplinas que precisará dedicar um maior tempo nos estudos.”

Sobre a redação, o professor frisa que a etapa equivale a um quinto da nota e pode cair qualquer tópico,  apesar de destacar alguns: fake news, feminicídio (que, infelizmente, é um assunto em voga no DF) e toda a situação do coronavirus, não só de risco para saúde, como também as implicações na segurança pública em caso de calamidade.

Sobre as disciplinas de penal e processual penal, Palazzo pede que os candidatos se atentem para o Pacote anticrime (Lei 13.964); em processual, umas das alterações foi com relação a prisão em flagrante, prisão preventiva, inclusão do juiz garantias (apesar de estar suspenso pelo STF), e mudanças no inquérito policial; em penal, por sua vez, houve algumas alterações importantes na parte especial do código penal entre elas:

  • estelionato era crime de ação penal publica incondicionada, e agora é condicionada a representação da vítima;
  • Crime de roubo praticado com arma branca vai ter causa de aumento de pena;
  • Roubo com arma de fogo, se a arma for de uso restrito ou proibido gera o dobro da pena;
  • Algumas alterações importantes que tem relação com a função da PCDF é a nova Lei de abuso de autoridade (13.869/19) – extremamente importante!

 

Quanto ao TAF, Palazzo afirma que veio igual ao de escrivão com apenas uma alteração considerável: a inclusão do shuttle run, ou corrida de ir e vir ou ainda em seguimento. “Essa modalidade nunca foi cobrada. Importante também é ver que o TAF será realizado apenas em 2021, ou seja, é um tempo interessante para o aluno se preparar, mesmo assim não se deve menosprezá-lo e começar o treino o quanto antes é o recomendado.” O professor lembra também que meio sugado e corrida são etapas que mais reprovam. “O TAF da PCDF tem outro dificultador que é a pontuação a mais que o aluno tem que obter, não basta a pontuação mínima, tem que ter média aritmética de 60 pontos dos cinco itens do TAF para ser aprovado, ou seja, fazer 300 pontos. Vai ser puxado.”

Mas todo o esforço deverá ser recompensado! “Vale muito a ser aprovado para a PCDF, se não for a melhor, é uma das melhores polícias do Brasil, em termo de infraestrutura, remuneração e respeito ao servidor.”

 

E mais: O que vai cair na prova do concurso para agentes da PCDF 2020? 

 

Concurso maior que o Senado

Já o delegado da PCDF e professor de direito penal do IMP Concursos, Vitor Falcão, já esperava que a área de direito seria reduzida devido ao edital de escrivão da PCDF já vir nesse molde, no começo deste ano. O professor acredita que, sem dúvidas, será o concurso mais disputado do Brasil na área policial e deverá ter mais inscrições do que o aguardado concurso do Senado Federal. “A quantidade de vagas e a remuneração é de altíssimo nível, acredito que será maior que o concurso do Senado, que paga melhor, mas não terá tantas vagas e para qualquer graduação.”

 

A dica do professor para a disciplina é, como está muito enxuta, não estudar, como normalmente indicamos, só os principais crimes na parte especial (como homicídio, roubo, furto, estelionato e receptação), tem que fazer a leitura de todo conteúdo. Há chances também, por conta da diminuição do conteúdo, de cair crimes que não são tão cobrados em prova, como dano ao patrimônio, por exemplo.”

 

Sobre o provável tema das provas discursivas, Falcão destaca a Lei Maria da Penha e a violência doméstica como um todo, “como a PCDF pode atuar na prevenção da violência doméstica aumentada devido ao no cenário de confinamento pelo covid-19 e crise econômica, é uma bomba relógio.

 

Para finalizar, o especialista orienta os candidatos a não entrarem em desespero. “Da mesma forma que os novos conteúdos de contabilidade e estatística pegaram você de surpresa, certamente os outros candidatos também tiveram a mesma sensação, estão todos no mesmo barco. Agora é sentar, fazer uma análise sincera da sua situação, ver o que pode ser feito, traçar sua estratégia e colocar os planos em prática o quanto antes.”

 

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Mais perto do que nunca: DPDF publica contrato com banca no Diário Oficial

Publicado em Deixe um comentárioautorização, Defensoria Pública, Distrito Federal, DODF, GDF

Publicação ainda estipula o valor da taxa de inscrição e a quantidade de inscritos esperadas no concurso de analista

Mais um passo decisivo para a abertura do mais novo concurso da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) foi publicado no Diário Oficial local (DODF), desta segunda-feira (22/6). O órgão divulgou o extrato do contrato com a banca organizadora, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que foi escolhido por meio de dispensa de licitação no final de abril deste ano.

No extrato do contrato é possível verificar ainda qual será o valor da taxa de inscrição e o quantitativo de inscrições que a DPDF espera receber no concurso, que vai abrir 60 vagas, além da formação de cadastro reserva, para o cargo de analista de apoio à assistência jurídica. Segundo a publicação, o valor global estimado do contrato é de R$ 1.528.050, considerando-se 15.000 inscrições pagas, o que perfaz um valor unitário de R$ 101,87.

“Para efeito de cálculos, considerou-se o quantitativo de inscrições pagas, uma vez que as isenções serão arcadas pela CONTRATADA. Acima desse quantitativo de inscrições (15.000), será retido pela CONTRATADA o valor unitário de R$ 64,00 por inscrição paga excedente. Caso os recursos arrecadados com as taxas de inscrição excedam a remuneração da CONTRATADA, o excedente será revertido em favor do Fundo de Aparelhamento da Defensoria Pública do Distrito Federal – PRODEF.”

 

Leia também: DPDF suspende nomeações de aprovados em concursos públicos; veja o prazo! 

 

O contrato – assinado por Mari José de Nápolis, defensora Pública-Geral e pelas diretoras geral e executiva do Cebraspe Adriana Rigon Weska e Cláudia Maffini Griboski -, tem vigência de 12 meses a contar da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos até o limite legal, desde que o objeto não tenha sido finalizado.

 

 

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Ibaneis prorroga prazo de autorização para concurso de agentes da PCDF

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Saiu no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta quarta-feira (3/6), que o governador Ibaneis Rocha decidiu prorrogar o prazo de validade da autorização para o concurso público de agentes da Polícia Civil local (PCDF). A nova autorização é valida por mais 180 dias. A primeira autorização para o concurso foi dada pelo governador em setembro de 2019. 

 

 

Apesar do novo prazo, o edital é esperado já para este mês de junho, segundo declarações em lives oficiais da PCDF feitas pelo diretor-geral da corporação recentemente. Robson Cândido da Silva, que também assina a prorrogação de hoje, veio a público em seu perfil pessoal no Instagram há dois dias, em 1º de junho, afirmando que está correndo para que a publicação do edital seja feita o mais breve possível: “Bom dia!! Estamos finalizando os ajustes no edital do concurso de Agente de Polícia da Polícia Civil do DF. Correndo para publicar o mais breve possível !!!!” 

 

 

Serão abertas 600 vagas imediatas para agente da corporação e 1,2 mil para cadastro de reserva. O Cebraspe será a banca organizadora.

Concurso PCDF: ele passou para escrivão, agente e delegado! Conheça suas estratégias de estudo 

Delegado-geral altera regulamento de concursos públicos da PCDF 

 

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Concurso PCDF: ele passou para escrivão, agente e delegado! Conheça suas estratégias de estudo

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Pegar dicas direto de quem passou, simplesmente, em TRÊS concursos públicos para diferentes postos na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é realmente um privilégio! Seu nome é Douglas Fernandes de Moura, atualmente delegado da corporação, mas também já aprovado para escrivão e agente. O Papo de Concurseiro bateu um papo com ele para saber sobre sua trajetória e para revelar, a nossos queridos leitores (s2), suas estratégias de estudo, que certamente renderam bons frutos. Confere aí!

 

Nome: Douglas Fernandes de Moura

Posto: delegado da 4ª Delegacia de Polícia Civil, no Guará

 

Quem vê o resultado do empenho e foco em passar em concursos da área policial no Distrito Federal, mal sabe que antes disso Douglas não queria ser servidor, e, quando se decidiu pelo funcionalismo público, mal sabia a carreira que queria seguir.

Mesmo com esse pensamento, formado em direito em 2006, pela Universidade de Brasília (UnB), Douglas decidiu prestar o concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Foi aprovado para técnico, chegou a ser nomeado, mas não assumiu o cargo.

Então, passaram-se oito anos atuando como advogado na iniciativa privada, mas, por conta da crise econômica, acabou sendo demitido e a estabilidade de ser servidor público falou mais alto. Foi quando voltou a estudar para concursos. “Queria ser funcionário público, por causa da estabilidade mesmo, mesmo que isso significasse ganhar menos, já tinha sido demitido de um escritório por conta de crise econômica.”

Nessa retomada, fazia apenas exercícios. Prestou concurso para analista do Ministério Público da União (MPU), mas reprovou na prova discursiva. Fez o concurso do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), e reprovou na discursiva de novo. Viu aí seu erro de estratégia, resolução de exercícios apenas não era suficiente. “Eu estudava sem foco, fazia qualquer concurso.”

Foi quando surgiu a vontade de ser delegado. Na ocasião, o concurso para escrivão da PCDF havia sido lançado e o de agente concomitantemente. “Minha meta passou a ser os concursos policiais no DF. A partir daí eu comecei a estudar com foco. Estudava mais resumos, jurisprudência, lia a lei seca e treinava mais. Vi que antes o que faltava era profundidade nos estudos, já que o problema não era português, porque as provas discursivas eram perguntas e não redação”.

Para o cargo de escrivão, Douglas foi reprovado, mas acabou passando na fase de recursos, e, quando veio a prova de agente, ele considerou o concurso mais tranquilo. Na época do curso de formação da academia, optou por assumir o posto de escrivão, já que havia passado na 14º posição, pois em contrapartida havia ficado aproximadamente na posição 500 para agente.  “Como meu foco era me tornar delegado, entendi que escrivão era o cargo mais próximo da posição”.

Para se tornar enfim um delegado, Douglas continuou estudando, dessa vez sozinho, já que já tinha muito material de consulta, e também aumentou o quantitativo de exercícios. Após seis meses da nomeação como escrivão, saiu o concurso de delegado!

“Foi quando fiz uma verdadeira maratona de estudos, tiro rápido. Trabalhava e estudava cinco horas por dia. Pra escrivão e agente também trabalhava o dia todo, depois estudava até a Biblioteca Nacional fechar, cerca de quatro horas por dia. Ainda assim, tive muita tribulação durante os estudos, como a gravidez da minha esposa, mudança de residência, reforma…”

“Quando você tem foco e objetivo, você consegue arrumar tempo pra tudo, as vezes se tem muito tempo e não conseguimos utilizá-lo em prol do estudo, sempre há algo para nos distrair. O diferencial que encontrei foi estudar com foco em concursos de uma carreira específica, com objetivo certo para um cargo, daí o estudo começou a fluir e passei a ser aprovado. Fiz vários concursos e tive muitas reprovações antes de ter essa consciência.” O resultado da nova maneira de encarar os estudos para concursos: ele passou em 34º lugar no concurso pretendido!

Dicas mais pontuais

Em sua trajetória de preparo, o delgado conta que teve dificuldade em raciocínio lógico e matemática, e para driblar isso sua estratégia foi estudar a teoria. “Não precisava saber tudo, tinha muita dificuldade, fui pra prova com o que eu conseguiria aprender. Depois, fiz até um cursinho específico só para essas disciplinas e vi que ajuda muito, pois aprender sozinho esse tipo de matéria era difícil pra mim. Cursinho de todas as matérias de um concurso pode ser cansativo, principalmente para quem trabalha e estuda. No meu caso, eu poderia estudar toda a parte de direito sozinho.”

Sobre o temido, mas muita vezes delgado para segundo plano, teste de aptidão física (TAF, para os mais íntimos), Douglas admite que estava sedentário e com sobrepeso quando prestou os concursos de agente e escrivão. Mas decidiu agir rápido, e esse foi o pulo do gato. “No dia seguinte a divulgação do gabarito, quando vi que tinha ido bem na nota, já comecei a treinar, mesmo sem a garantia de ser aprovado, porque senão não teria tempo hábil. O TAF tem uma dificuldade grande, principalmente pra quem está sedentário, na corrida mesmo passei faltando apenas três segundos!”

A dica do delegado é estudar e já praticar algum tipo de atividade física, para o corpo ficar condicionando ao esforço. Ele também lembrou que é preciso considerar e se preparar na medida do possível para as prováveis condições adversas que podem acontecer no dia do TAF, como aconteceu com ele, como a realização da prova sob o sol das 14h. Douglas também procurou a ajuda específica de profissionais de exercícios de TAF. “Cada fase tem sua dificuldade e nenhuma fase pode ser menosprezada.”

Sobre a avaliação psicológica, outra fase temida desse tipo de concurso, Douglas afirma que cada cargo exige alguma característica a mais, em escrivão, por exemplo, ser muito organizado é positivo e a agressividade não pode ser alta, já para agente a agressividade deve ser maios. “É uma fase que também precisa de preparação, a pessoa não pode ser pega de surpresa, para isso recomenda-se ler com atenção o edital e também vale pesquisar na internet possíveis testes que podem ser aplicados de modo geral. Isso não quer dizer que se terá a resposta correta, mas ficará ciente dos perfis que aquele cargo exige. O ideal é ir tranquilo pra prova, até porque não dá pra mascarar um psicotécnico, a banca, isso inclusive pode causar problema futuramente porque você mentiu, e é necessário que se responda com a maior verdade possível.”

Para finalizar, o delgado Moura deixou uma mensagem para os atuais candidatos dos concursos públicos para escrivão e agente da PCDF: “Manter o foco. A carreira é excelente, o trabalho na polícia é emocionante. É dignificante servir e defender a sociedade das pessoas contra a Lei. As pessoas são muito felizes aqui. Que os candidatos busquem a PCDF e fiquem aqui, precisamos de profissionais comprometidos. Assim, o importante é ter foco e vontade de entrar, permanecer e fazer a diferença”.

 

Concursos para escrivão e agente da PCDF

O edital para escrivão já foi aberto e está temporariamente suspenso devido à pandemia de coronavírus. Até o momento não há previsão de retomada da seleção.

 

Já o concurso para agente está quase sendo lançado. O contrato com a banca organizadora, o Cebraspe, já foi fechado. Serão abertas 1.800 vagas para o posto. Saiba mais aqui. 

 

Recentemente, o delegado-geral alterou o regulamento dos concursos públicos da PCDF. Super vale a pena conferir as alterações aqui! 

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1.800 vagas para agentes: PCDF publica contrato com banca de concurso no Diário Oficial

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Saiu no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta sexta-feira (8/5), o extrato do contrato firmado entre a Polícia Civil (PCDF) e o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

Segundo a publicação, o contrato tem por objeto a contratação de empresa especializada na prestação de serviços técnicos de organização e realização de concurso público, para o provimento de 600 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva de duas vezes o número de vagas para o cargo de agente de polícia.

O contrato foi assinado há dois dias e divulgado em uma live transmitida no perfil oficial do Instagram da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Na transmissão, Silverio Andrade, diretor de Administração-Geral da corporação, afirmou que a PCDF e o Cebraspe agora têm um prazo de aproximadamente 30 dias para que o edital de abertura fique pronto para publicação. Depois disso, serão 90 dias para a aplicação da primeira prova, ou seja, em meados de setembro. Saiba mais aqui.

Segundo o extrato de contrato, a cobertura dos custos com a realização do concurso, bem como do Curso de Formação Profissional, será feita mediante captação integral das taxas a serem cobradas dos candidatos no momento da inscrição, sem qualquer tipo de ônus para a PCDF. O contrato terá vigência de 48 meses.

 

 

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Concurso Depen 2020: especialista indica disciplina que deve ter foco absoluto de candidatos

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O aguardado concurso público do Departamento Nacional Penitenciário (Depen) foi lançado e abriu 309 vagas de níveis médio e superior. O edital trouxe uma penca de novidades em termos de conteúdo com relação ao edital anterior, lançado em 2015. Várias disciplinas foram incluídas, o que aumentou e muito a carga de matérias para serem estudadas pelos concurseiros. Para tirar algumas dúvidas e analisar o edital, conversamos com o professor e coordenador das carreiras policiais do Gran Cursos Online, Érico Pallazo. Confira o bate-papo:

 

– Faltam ainda datas importantes no cronograma do edital, como a data das provas discursivas, a que você atribui isso?

Isso é relativamente normal, nem todo edital prevê todas as datas até a homologação do concurso. Inclusive o edital da PCDF foi impugnado por causa disso e na época eles tiveram que fazer um cronograma completo. É possível que o edital do Depen seja impugnado e venham determinar que ele traga já o cronograma completo, mas caso isso não aconteça não é tão incomum. Lembrando que a prova discursiva vai acontecer no dia da prova objetiva.

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– Há no cronograma apenas a previsão das provas objetivas para 6 de setembro, você acha que quatro meses é um tempo bom para vencer o edital? Acha que até lá a pandemia estará controlada a ponto de podermos ter aplicação de provas?

Eu acredito que até setembro, não que a situação do Brasil esteja normalizada, mas a realização da prova ocorrerá, provavelmente com o uso de máscaras, mas não vai impedir a aplicação.

O prazo de quatro meses até a aplicação das provas é bem razoável, inclusive para aquela pessoa que eventualmente tem interesse em começar a estudar agora, vai ter que obviamente ter um esforço muito grande para conseguir a aprovação, mas isso se torna possível. Antigamente os concursos do Executivo federal tinham dois meses entre a publicação do edital e a realização da prova, agora foi determinado por decreto que tenha esse espaçamento de pelo menos quatro meses entre o edital e prova. É um prazo bom para que o candidato se prepare sabendo exatamente o que vai ser cobrado e se adeque às novidades do regulamento, que veio com conteúdo maior, mesclando conteúdo das duas provas passadas.

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– Você pode fazer uma comparação com o concurso passado, o que mudou?

Vários conteúdos do edital de 2015 estão repetidos nesse edital. A novidade é que agora eles resgataram conteúdos de 2013 e que não apareceram em 2015: raciocínio lógico, informática, direito constitucional, administrativo, penal e processual penal. A expectativa é que sejam cobradas de 8 a 9 questões para cada uma dessas disciplinas.

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– Quais as disciplinas-chave do concurso? Quais as dicas pontuais para ajudar nos estudos dos candidatos?

Português sempre tem uma grande relevância, apesar do peso ser de 0,75, é uma disciplina que deve vir com muitas questões (cerca de 15 a 20 delas). E, sem dúvida alguma, o que há de mais importante (até porque tudo é importante, já que o conteúdo é dividido em blocos e o candidato tem que atingir uma pontuação mínima em cada um para ser aprovado), são as disciplinas que vão ter maior peso na nota do aluno, que são aquelas dos conhecimentos complementares. São 40 itens sobre execução penal com peso 1,5. E então são 60 pontos, ou seja, metade da pontuação de toda a prova, que vale 120 pontos. E a lei que encabeça e que mais será cobrada, sem dúvida alguma, será a Lei 7.210; e todo o tópico de Departamento Penitenciário Nacional, que são leis, decretos, portarias, resoluções, aplicadas especificamente ao Depen. Então os conhecimentos complementares tem que ser o foco absoluto, e não único, dos estudantes.

 

– O cargo de nível médio tem uma remuneração maior do que o cargo de nível superior, pode isso?

O vencimento básico de nível superior é maior, a grande diferença é que o cargo de nível médio, apesar de ter um vencimento básico inferior, ele tem uma gratificação específica de atividade de execução penal, e aqui vai englobar inclusive a periculosidade do cargo. Como é um posto que lida com a área fim do órgão, diretamente com os internos, com transferência e escolta de presos, acaba tendo esse grau de periculosidade maior, e a gratificação também fica maior.

 

Vale destacar que a banca que aplicou as provas, tanto em 2015 quanto em 2013, também foi o Cebraspe, mesma organizadora atual. Confira aqui as páginas dos concursos com os editais, para comparações sobre o conteúdo, e com as provas e cadernos de respostas: 2015 e 2013.

 

O concurso do Depen

Há chances de nível superior para especialista federal em assistência à execução penal, com remuneração de R$ 5.865,70. O posto é dividido nas áreas de enfermagem, médico clínico, médico psiquiatra, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. Já para quem tem nível médio, há vagas para agente federal de execução penal, com remuneração R$ 6.030,23. Para concorrer também é necessária carteira de habilitação de categoria B.

 

Interessados devem se inscrever entre 15 de maio e 5 de junho. As taxas variam de R$ 120 a R$ 130. Para saber mais detalhes sobre o edital clique aqui! 

 

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PCDF assina contrato com banca; edital com 1.800 vagas para agentes deve sair em junho

Publicado em Deixe um comentárioautorização, Carreira policial, Distrito Federal, GDF

Em uma live transmitida no perfil oficial do Instagram da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o diretor-geral da corporação, delegado Robson Cândido, divulgou que o contrato com a banca Cebraspe foi assinado. O objetivo é a abertura do novo concurso público para agente de polícia, que ofertará 1.800 vagas.

Na transmissão, Silverio Andrade, diretor de Administração-Geral da corporação, afirmou que a PCDF e o Cebraspe agora têm um prazo de aproximadamente 30 dias para que o edital de abertura fique pronto para publicação. Depois disso, serão 90 dias para a aplicação da primeira prova, ou seja, em meados de setembro.

As autoridades disseram que ainda não há data para as provas do concurso já lançado para escrivão, que oferta 300 vagas. Saiba mais.

Presidente do TJRJ se pronuncia sobre continuidade do concurso para técnicos e analistas

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O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, anunciou nesta terça (21/4), em live realizada no canal do TJRJ no Instagram, que o concurso do TJRJ está garantido!

Durante a live, o desembargador garantiu que o concurso do TJRJ para analista judiciário e técnico de atividade judiciária está garantido para o segundo semestre. Um novo cronograma será divulgado para quem já se inscreveu e ainda não conseguiu ir ao banco efetuar o pagamento por causa da Covid-19. São 160 vagas no total.

“Os candidatos que não conseguiram pagar terão um prazo maior para concluir a inscrição. E recomendo que, quem puder, aproveite o tempo que está em casa para se dedicar aos estudos,” aconselhou.

A seleção foi suspensa como medida preventiva à propagação no novo coronavírus no começo deste mês. Em comunicado, na ocasião, o Cebraspe, banca organizadora, afirmou que as inscrições já realizadas e pagas até 29 de abril permanecem válidas e que a reabertura do prazo de inscrições e pagamento, bem como as novas datas das demais atividades e provas do concurso serão divulgadas oportunamente.

 

Técnicos

São 140 vagas para o cargo de técnico de atividade judiciária. Os candidatos receberão remuneração de R$ 3.870,06, para exercer jornadas de trabalho de 40 horas semanais. As chances serão para as seguintes cidades: Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaguaí, Itaperuna, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Vassouras e Volta Redonda.

Para participar é necessário possuir certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino médio ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo órgão competente.

Os candidatos serão avaliados por provas objetivas, contando com disciplinas de conhecimentos gerais (língua portuguesa, legislação especial, noções de direitos das pessoas com deficiência, ética no serviço público) e conhecimentos específicos (noções de direito – administrativo, constitucional, processual civil e processual penal e legislação).

Analistas

Estão sendo ofertadas 20 vagas para analistas, que exercerão jornadas de trabalho de 40 horas semanais para receberem remuneração de R$ 6.373,89. A seleção será realizada por provas objetivas, discursiva e avaliação de títulos. A prova contará com disciplinas de conhecimentos gerais (língua portuguesa, legislação especial, ética no serviço público e noções dos direitos das pessoas com deficiência) e conhecimentos específicos de cada especialidade.

As chances são para analista judiciário nas especialidades de assistente social, médico, médico psiquiatra, psicólogo, contador, comissário de justiça da infância, da juventude e do idoso, execução de mandados, analista de gestão de TIC, analista de infraestrutura de TIC, analista de negócios, analista de projetos, analista de segurança da informação e analista de sistemas.

Os aprovados poderão ser lotados em Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaguaí, Itaperuna, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Vassouras e Volta Redonda.

Veja os editais de abertura completos aqui.