CPI do Master é o único caminho

Publicado em Política

Texto escrito por Denise Rothenburg e publicado neste sábado (28/2) — Com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa dos irmãos Dias Toffoli, a alternativa dos senadores que desejam investigar o caso Master é ampliar a pressão pela CPI sobre o banco, nem que seja recorrendo ao STF para conseguir esse objetivo. É que tudo indica que será muito difícil uma das CPIs em curso, seja no Senado, seja na Câmara ou mista, ter acesso à integralidade do material a respeito do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados. Ainda que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) tenha anunciado que irá recorrer da deliberação de Gilmar, a avaliação de muitos é de que só uma CPI específica terá sucesso.

Por falar em direito…/ Na visão de especialistas em direito constitucional, a decisão de Gilmar foi acertada. “Caso, no curso da apuração, surjam indícios de novos fatos ou condutas distintas, o caminho adequado é a abertura de procedimentos próprios e autônomos, e não a ampliação indefinida da investigação original. Esse cuidado preserva a legalidade dos atos investigativos e evita que o inquérito se transforme em instrumento genérico e sem limites”, defendeu o advogado constitucional Ilmar Muniz.

“Operação Amarra Tarcísio”

A colocação de Tarcísio de Freitas na coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, fora do período eleitoral oficial, foi sob encomenda para evitar novas investidas em favor da troca do candidato conservador à Presidência da República. É que um grupo de potenciais aliados do filho 01 ainda tinha esperanças de ver o governador de São Paulo como o nome dos bolsonaristas. Agora, as esperanças estão enterradas.

Enquanto isso, na Faria Lima…

A turma do mercado financeiro que apoiou Jair Bolsonaro nas duas últimas eleições tem dito, em conversas reservadas, que está com Flávio e não abre. O que querem é derrotar o PT.

… há dúvidas e soluções

A indicação de muitos ali é de que dinheiro não faltará na campanha do filho 01 ao Planalto. O receio, porém, é a imagem de “filhinho de papai”. Por enquanto, esse ponto ajuda por causa do ex-presidente. Mas, para vencer, precisa ampliar e esse perfil pode atrapalhar.

Onde mora o perigo

Afinal, a candidatura pode terminar vista como um “capricho” da família, que não aceitou Tarcísio, que tem experiência de gestão. Algo que Flávio não tem.

Celina que se cuide/ As anotações de Flávio Bolsonaro na reunião do PL vazaram no mesmo dia em que Ibaneis Rocha (MDB) afirmou à coluna Eixo Capital, de Ana Maria Campos, que não se sente traído pelo PL ao lançar chapa pura ao Senado. O filho 01 escreveu que se o governador do Distrito Federal for candidato ao Senado, não dá para “oficializar” com Celina Leão (foto) ao GDF.

Pior momento/ O vazamento das anotações do pré-candidato ao Planalto veio no pior momento. Agora, tem muita gente desconfiada de que não terá apoio de Flávio e, se brincar, cruzará os braços na campanha presidencial.

Carreira solo/ Não é pequeno o número de deputados que pretende fazer sua própria campanha, deixando de lado os presidenciáveis. Por enquanto, a ordem é cada um por si, divulgando nas bases eleitorais as famosas emendas ao Orçamento.

Aproveita a onda/ O que anima os senadores para investir na CPI do Master é o fato de o ministro relator do caso no STF, André Mendonça, ter liberado o acesso à documentação relativa à CPMI do INSS. Se foi benevolente numa situação, tende a ser na outra.

Cerco fechado para raio-x de Vorcaro

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Reforma tributária, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A intenção do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao aprovar as convocações dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e do ex-controlador do banco Master Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, é montar a teia de conexões nos Três Poderes do ex-banqueiro. Vieira quer expor os nomes da República que estão ligados à maior fraude financeira do país. A ideia é avaliar qual o grau de participação do ministro no caso para definir se há razões para se promover um pedido de impeachment.

Crédito: Caio Gomez

Na hipótese de Vorcaro não comparecer à CPI, o senador espera conseguir esse objetivo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Vorcaro deve comparecerem 10 de março. Os senadores querem o ex-banqueiro explicando como um esquema de pirâmide cresceu tanto e quem são as pessoas que lhe deram suporte político.

O chamado está próximo

Muitos parlamentares aguardam a saída do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha do cargo para concorrer a uma vaga no Senado. O plano é, assim que ele desincompatibilizar, convocá-lo ao Senado para dar seu testemunho sobre o caso Master, sem o direito de negar convites.

Enrolou, recorreu

A demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em convocar uma sessão do Congresso Nacional e fazer a leitura do pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do banco Master levou um grupo de senadores a mudar o jogo. O plano agora é preparar um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação de uma CPI do Senado.

Sem desculpa

A avaliação é a de que o Supremo não teria como negar esse pedido, uma vez que autorizou na CPI da Covid. Quanto ao fato de já haver um inquérito no próprio Supremo, os senadores avaliam que os fatos sob investigação na CPMI do INSS também estão sob a lupa da Política Federal.

E por falar em STF…

Penduricalhos que ultrapassam o teto salarial e caso Marielle vão ajudar o Tribunal a melhorar a percepção do trabalho perante a opinião pública. O que as pesquisas qualitativas indicam é que, se cada um cumprir com sua obrigação, não tem crise de imagem.

Haja calmante

As bets respiraram aliviadas, quando, na noite de terça-feira, os parlamentares retiraram a nova taxação do Projeto de Lei Antifacção. Porém, agora dormem ansiosas com a promessa da base governista de apresentar um projeto com o CIDEBets para financiar o fundo da segurança pública. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), atualmente, as bets pagam 32% de impostos, o que correspondeu quase 1/3 do faturamento das casas em 2025, que foi de R$ 37 bilhões. A expectativa é que os impostos passem dos 40% em 2033, ano em que a reforma tributária estará totalmente implementada.

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Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Ainda há tempo/ Na avaliação de parte do PT, o baixo desempenho do presidente Lula entre os mais pobres na pesquisa Atlas/ Bloomberg, divulgada na última quarta-feira, não é o fim do mundo. Na perspectiva dessa ala, a grande surpresa positiva foi pontuar bem entre os mais ricos e mais velhos. Já entre os menos favorecidos, os petistas calculam que dá para recuperar devido aos projetos sociais do governo.

Recalcular a rota I/ O que os petistas não esperavam era um empate no segundo turno tão cedo. Por isso, a ordem agora é partir para o confronto com o senador Flávio Bolsonaro, que aparece muito bem posicionado neste pós-carnaval.

Recalcular a rota II/ O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, fez questão de telefonar ao senador Esperidião Amin (PP-SC) para informar da escolha do PL, de bancar a candidatura da deputada Caroline De Toni (PL-SC) ao Senado. Agora, o senador conversa com a outra chapa, do PSD de Gilberto Kassab, para conseguir uma vaga por ali.

Projetos para o país, nome para o futuro/ A senadora Tereza Cristina (foto) lançou o Instituto Diálogos com pesos-pesados do mercado financeiro, do agro e apoio de uma série de parlamentares. Entre os aliados dela, muita gente diz que 2026 está lotado de candidatos, mas 2030 ainda é uma incógnita.

Por falar em mulheres…/ O seminário “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo” hoje, a partir de 08h30, no auditório do Correio Braziliense vem num momento em que o país vive quase que uma epidemia de feminicídio. “Aqui, foram 19 assassinatos este ano”, comenta a ex-senadora Ana Amélia Lemos.

Redução de escala 6 x 1 puxa desoneração da folha

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF, publicada na sexta-feira 20 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg 

Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) vai colocar a desoneração da folha de salários na roda da discussão em torno da redução da escala 6 x 1. A avaliação dele é de que o custo das empresas deve aumentar, uma vez que o comércio, por exemplo, terá que fazer novas contratações. “Vocês acham que shopping vai fechar por causa da redução da jornada? Não vai. E alguém vai ter que pagar essa conta”, afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente, da tevê Rede Vida.

Crédito: Maurenilson Freire

Enquanto Passarinho deseja discutir esse tema, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) — que, inclusive ,é um dos autores da proposta de redução da jornada de trabalho —, avalia que é preciso dialogar com todos os partidos e esse tema da desoneração da folha sempre vem à baila. “Vamos debater tecnicamente. O importante é fecharmos um acordo”, afirmou à coluna ,referindo-se à redução da jornada.

Em vez de 4 x 3, 5 x 2

Do alto de quem discutiu a Reforma Tributária sobre o consumo e obteve todo sucesso, o deputado Reginaldo Lopes acredita que para aprovar a redução da escala 6X 1 será preciso abandonar o projeto mais radical, de 4X3, e focar na proposta de, a cada cinco dias trabalhados, dois folgados.

Devagar e sempre

Reginaldo Lopes quer puxar a redução da jornada de 44 horas para 40 horas, com quatro anos para implementação. Ou seja, reduzir uma hora por ano. É isso que deve entrar na discussão.

Olho neles

Os senadores de oposição vão voltar suas atenções para os movimentos dos senadores da Bahia na segunda-feira, quando o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve prestar depoimento na CPMI do INSS. Podem ser os primeiros acordes do ex-controlador do Banco Master no Congresso e todos os movimentos serão acompanhados muito de perto.

Chama o Augusto

A oposição calcula já ter maioria para emplacar os pedidos de depoimento e quebra de sigilo de Augusto Lima, dono do banco Pleno, tamborete liquidado na quarta-feira pelo Banco Central (BC). Entre os congressistas, Lima é chamado “o rei do consignado”, setor que ele cuidou quando era sócio do Master de Vorcaro.

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Crédito: Instagram pessoal

Fala, Rebeca I/ Procuradora do estado de Roraima, Rebeca Ramagem (foto) trabalha de forma remota desde 2016. Agora, chamada a dar expediente presencial, inclusive com perícia médica, ela, dos Estados Unidos, onde acompanha o marido, alega perseguição política. “Uma injustiça”, diz. “Uma canalhice dessas pessoas”, completa o ex-deputado Alexandre Ramagem, numa transmissão pelo Instagram.

Fala, Rebeca II/ Revoltada com a convocação à perícia presencial, Rebeca conta que um terço dos procuradores do estado nem pisam na sede. Seu marido diz ainda que quer saber se o procurador-geral do Estado cumpre expediente na sede da PGE.

Haja reza/ O governo passa esses dias torcendo para que seja uma “flor do recesso” a polêmica em torno da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enredo da Acadêmicos de Niterói, a escola rebaixada no Carnaval carioca. Como o leitor da coluna sabe, “flor do recesso” é como os políticos chamam aquela notícia que, durante o recesso parlamentar, fica do tamanho de uma grande mangueira, mas, na volta aos trabalhos, vira uma plantinha quase inofensiva dentro do Parlamento.

Abre alas/ A polêmica carnavalesca ficará mais afeita à Justiça Eleitoral, enquanto o que vai pegar fogo no Congresso é o escândalo do Master. Com ou sem CPMI, esse tema estará presente no dia a dia do parlamento e deste período de pré-campanha.

Anabb 40 anos/ A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) faz, hoje, sua festa de aniversário, para marcar conquistas em defesa dos servidores do banco. Apesar de ser uma sexta-feira e Lula estar na Índia, a expectativa é presença de autoridades dos Três Poderes para homenagear a instituição.

A política em suspense por causa do Master

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2025, por Denise Rothenburg

Crédito: Caio Gomez

Previstos para breve, um novo depoimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no escândalo do Banco Master, e a fala de Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, do Senado, paralisaram grande parte das movimentações políticas por esses dias. Ninguém pretende fechar qualquer acordo no escuro — ou seja, sem saber o peso de cada personagem nesse processo. No Distrito Federal, por exemplo, o único que se adiantou em carreira solo foi o PL, que decidiu manter distância regulamentar do grupo do governador Ibaneis Rocha(MDB) e lançou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis ao Senado, com direito a foto das duas num outdoor e a mensagem “Fé para construir, amor para transformar”.

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Na política nacional, ninguém vai fechar com o PP de Ciro Nogueira ou o União Brasil de Antonio Rueda sem saber a verdade a respeito da amizade que os unia a Vorcaro. O que se espera é que o depoimento do ex-dono do Master à comissão do Senado esclareça alguns pontos, da mesma forma que os políticos do DF esperam que, num novo depoimento, o ex-presidente do BRB fale tudo o que sabe a respeito dos políticos da cidade e do banco que comandava.

Vai encarar?

Os parlamentares que aprovaram o reajuste dos servidores a toque de caixa, inclusive os tais penduricalhos extra-teto, não se veem tão fortes ao ponto de conseguir enfrentar a opinião pública e derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, mandou parar tudo, a justificativa é de que não há como mexer nisso.

Por falar em Flávio Dino…

As razões elencadas para o veto não citam, em nenhum momento, a decisão do ministro do STF. Lula observa os limites constitucionais e a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), que andava para lá de esquecida.

E o 6 x 1, hein?

Os opositores ao projeto de redução da escala 6 x 1 no Congresso, que são poucos, devem recorrer aos cálculos de encolhimento do Produto Interno Bruto e da necessidade de o governo custear a mudança, a fim de atrasara votação. Os governistas, porém, virão com tudo a fim de transformar o tema em bandeira de campanha. Essa discussão promete tomar conta do pós-Carnaval, dividindo as atenções com o escândalo do Master-BRB.

Mais um foco

Com a liquidação do banco Pleno, de Augusto Lima, marido da ex-deputada e ex-ministra Flávia Arruda, tem muita gente interessada em apurar as portas que ela abriu para antigos sócios do Master nos tempo sem que estava no governo de Jair Bolsonaro.

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Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O périplo de Cappelli…/ O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial(ABDI), Ricardo Cappelli (foto),continua com a maratona de passar uma semana na casa de morador de uma região administrativa do DF. Pré-candidato ao GDF, ele fará a16ª cidade em breve…

…e sem ar condicionado/ Nesses dias, inclusive dispensa o motorista para sentir de perto a realidade daqueles que precisam de transporte público diariamente para chegar ao trabalho.

Pé frio e pé quente/ Com o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói à Série Ouro do Carnaval carioca, a oposição deita e rola nas redes, dizendo que a culpa foi de Lula. Os petistas, no entanto, arrumaram um jeitinho de driblar a derrota, dizendo que a vitoriosa é adepta do vermelho, a cor predominante da campeã Viradouro.

A internet não perdoa/ O resultado oficial nem havia saído e já circulava nas redes a foto de uma lata com o rótulo “Família rebaixada”, com a foto de Lula e da primeira-dama Janja no Carnaval.

O jogo de Hugo Motta

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Ao encaminhar a proposta da redução da escala 6×1 para os trabalhadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atua em três frentes. Primeiro, se tornar sócio de qualquer benefício que o governo possa obter em termos de ganho de popularidade junto aos que hoje cumprem essa carga horária de trabalho. Em segundo lugar, mostrar ao Planalto que está em sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa campanha reeleitoral, caso os votos do petista possam ajudar o Republicanos na Paraíba. A terceira é mostrar que ele não trata apenas dos projetos que beneficiam os servidores do Legislativo.

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Por falar em servidores…/ Hugo Motta fez questão de dizer na reunião de líderes que, certa ou errada, a criação de mais um penduricalho para engordar os vencimentos dos trabalhadores do Legislativo foi feita mediante aprovação de um projeto de lei. Logo, estaria fora daquelas propostas atingidas pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Flávio Dino. O magistrado, porém, ganhou muita popularidade ao tomar a decisão. O presidente da Câmara e o Congresso como um todo ficaram com o desgaste. Agora, é hora de tentar, pelo menos, de empatar essa partida colocando a redução da escala 6×1 na roda.

Separem as estações

Com a Câmara prestes a avaliar o futuro dos deputados acusados de desvio de emendas, tem muita gente na Casa apostando na cassação dos mandatos de quem tiver enrolado. A ideia é mostrar que as emendas têm o seu valor, e as indicações dos parlamentares são corretas. O que não pode é desviar os recursos.

Consolidado I

Por mais que o presidente do PT, Edinho Silva, tenha dito no almoço do Lide, em São Paulo, que está conversando com o MDB sobre alianças estaduais e nacional, a avaliação geral é a deque o vice-presidente Geraldo Alckmin permanece onde está. Os elogios de Lula, ao compará-lo a José Alencar, companheiro de chapa do petista em 2002 e em 2006, é um sinal de que não haverá substituição.

Consolidado II

O vice-presidente é visto como a ponte para o empresariado paulista, segmento em que Lula tem perdido musculatura nos últimos quatro anos. O cálculo é o de que, se alguém pode, com calma e paciência, restabelecer conexões, esse nome é Alckmin.

Hora do olho no olho

A conversa entre o presidente Lula e o prefeito de Recife, João Campos, será para afinar a viola entre o PSB e a campanha reeleitoral do petista ao Planalto. E também ouvir sobre o cenário em São Paulo. Em princípio, nada que seja no sentido de rever a chapa presidencial.

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Crédito: Reprodução/redes sociais

Te cuida, Ibaneis/ Os adversários do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha(MDB), estão listando todas as declarações do comandante do GDF em prol da compra do Banco Master pelo BRB. A ideia é separar tudo para usar no horário eleitoral.

E Caiado, hein?/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi o mais radical opositor da PEC da Segurança apresentada pelo governo Lula. Agora, enquanto candidato a presidente da República, muita gente aposta que, se não rever o discurso, terá dificuldades em fazer pelo Brasil o que fez pelo seu estado nessa seara.

Perfil/ Ao mencionar no telefonema ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um brasileiro que vive em Miami, o presidente Lula se referia a Ricardo Magro, acusado de sonegação fiscal. O empresário é dono da Refit (novo nome da antiga refinaria de Manguinhos).

Janja e o Hanbok/ A primeira-dama Janja Lula da Silva (foto) fez questão de vestir na mesma hora o Hanbok, o traje típico que recebeu de presente da Associação Brasileira dos Coreanos, durante visita ao consulado da Coreia do Sul em São Paulo. Logo depois do carnaval, ela acompanhará Lula àquele país. A visita ao consulado foi justamente para estreitar as relações.

O “raio X” do Master vai tensionar a política

Publicado em Banco Central, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PP, Senado, STF, União Brasil

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Que ninguém espere complacência do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Renan Calheiros, em relação ao caso Master. Nem tampouco que ele preserve aliados ou adversários. Quem estiver enrolado, que responda por seus atos. Até aqui, Renan tem colocado seu maior adversário na roda. Numa conversa com jornalistas em seu gabinete, o senador foi claro: “Os dirigentes da Câmara do Centrão chantagearam o ministro do Tribunal de Contas da União (Jhonatan de Jesus). Arthur Lira e Hugo Motta levaram o rapaz a isso (tentar reverter a liquidação do Master). O presidente do TCU evitou e Jhonatan foi para Roraima e não voltou mais”.

Vem mais/ Da mesma forma que fala de Arthur Lira, Renan quer que o governo Lula explique as três reuniões palacianas com Daniel Vorcaro. Até aqui, Renan Calheiros não se pronunciou sobre a investigação aberta pelo Superior Tribunal de Justiça em relação ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que é do seu partido, o MDB. Seu plano de trabalho não cita o BRB. Porém, com os três senadores do Distrito Federal na subcomissão, não faltará quem proponha o chamamento do GDF e do Banco Regional de Brasília (BRB), para prestar esclarecimentos.

União e PP longe dos palanques presidenciais

As primeiras reuniões de cúpula dos presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, indicam que eles pretendem oficializar um casamento com qualquer candidato ao Planalto. A ordem é focar na eleição de deputados e senadores. Afinal, é o número de deputados que define o valor do fundo partidário destinado a cada agremiação. A federação, segundo cálculos de parlamentares, planeja eleger entre 109 e 120 parlamentares.

A polêmica das salvaguardas

No acordo do Mercosul-União Europeia, parlamentares do agro querem que o Brasil negocie as salvaguardas adotadas pelos europeus, de forma a evitar que a aplicação de gatilhos automáticos, o que pode levar a suspensão dos benefícios tarifários em caso de queda nos preços de 5%. O setor quer que o gatilho seja negociado caso a caso, quando houver algum pedido para que seja aplicado. É isso que vai nortear as discussões da tramitação no Congresso.

Falta atuação

Convidados para participar da solenidade de pacto contra o feminicídio no Palácio do Planalto, alguns parlamentares não compareceram. A senadora Margareth Buzetti (MT), por exemplo, aprovou seu projeto do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, que entrou em vigor em novembro de 2024, mas até hoje não viu a implementação. Basta uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o cadastro começar a valer e o Ministério da Justiça tomar a frente dessa implementação.

Quer bancar, que pague

O setor produtivo olha com atenção e cautela a discussão da PEC 6×1, que propõe a redução da jornada dos trabalhadores brasileiros. Os empregadores são favoráveis a conceder direitos, mas querem que o governo arque com os custos. Uma possível saída é a desoneração da folha de pagamento para setores que tiverem a carga horária reduzida. O assunto ainda está incipiente e foi colocado na roda durante almoço na Frente Parlamentar de Comércio e Serviços.

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Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

É para investigar, viu?/ Escaldado com o fato de o senador Izalci Lucas (PL-DF) defender o governo Jair Bolsonaro na CPI da Covid, em 2021, o ex-relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), virou-se para Izalci e foi direto: “Aqui é para apurar tudo. Não faremos uma investigação com cloroquina!”

“No Senado colocamos o feminicídio no Código Penal. Não pude ir à solenidade do Planalto porque estava abrindo a investigação contra o Master. Mas a ausência master de Alagoas na solenidade de combate às agressões contra a mulher foi do deputado Arthur Lira”. Do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos autores da proposta que colocou o feminicídio no Código Penal, ao se referir ao ex-presidente da Câmara e seu ferrenho adversário no estado.

Por falar em Arthur Lira…/ Causou estranheza entre os integrantes do partido Progressistas o fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ter determinado a acareação do deputado José Rocha (União-BA) apenas com Arthur Lira (PP-AL). Os pepistas dizem que outros deputados fizeram as mesmas afirmações que Lira, e por enquanto ao que eles sabem, não serão obrigados a passar por esse constrangimento.

Casa da Liberdade, mas…/ Sem liberdade de circulação. Na festa que promoveu para marcar a abertura do ano legislativo, a Casa da Liberdade, que reúne empresas e parlamentares que defendem o livre-mercado, os anfitriões mantiveram a parte interna apenas para parlamentares, autoridades e convidados com “pulseiras douradas”. E a verde para os demais convidados.

“Investigação do Master não tem mais volta”

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Reforma tributária, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Chamada a integrar a subcomissão de parlamentares que acompanhará as investigações sobre o caso do banco Master, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirma à coluna que as apurações chegaram a um ponto que não tem mais volta, ou seja, “agora é individualizar as condutas, a fim de que, quem estiver responsabilidade, pague pelo seu delito” neste que promete ser o maior escândalo doa últimos tempos.

Crédito: Caio Gomez

O papel deles/ Quanto aos senadores, caberá o trabalho de avaliar o que causou a bandalheira: se foram brechas na legislação, ou falhas na fiscalização que permitiram que fossem colocados no mercado títulos e empréstimos consignados fraudados. “Nosso trabalho será um novo marco regulatório, a fim de fechar essas brecha e ou apertar a fiscalização” , comentou Damares.

Alcolumbre ganha tempo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse à coluna que vai esperar passar o carnaval para avaliar com os líderes se deve ou não ter CPI ou CPMI do banco Master. Na visão de alguns parlamentares, uma Comissão Parlamentar de Inquérito não seria viável, porque essas investigações se tornarão um espetáculo — ainda mais em ano eleitoral. E, para completar, caso haja alguém disposto a fazer uma delação premiada, não faria à CPI.

Desembarque em construção

O PL pretende, de fato, lançar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado no DF. E, se a chapa de Celina Leão (PP) ao Governo do Distrito Federal tiver outro nome, será difícil fechar o apoio. Esse é o discurso que começa a correr léguas no partido de Jair Bolsonaro.

A hora é agora

O governo vai enviar um projeto de lei com urgência constitucional para tratar com mais rapidez a jornada de trabalho 6×1 no Congresso. A intenção, claro, é obter a sanção do presidente Lula assim que possível. Essa decisão, inclusive, é apoiada por líderes de centro ouvidos pela coluna. Os deputados afirmavam que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada hoje teria mais dificuldade de tramitar.

Futuro promissor

Deputados classificam de oportunidade para o Brasil o que consideram o momento político turbulento nos Estados Unidos. A avaliação é a de que, em 2025, projetos importantes aprovados deram mais segurança jurídica — novo marco das PPPs, IOF, fintechs ao panorama econômico nacional. Assim, abriu-se uma janela de oportunidade para atrair os investimentos que não foram para o país de Donald Trump.

CURTIDAS

Crédito: William Sant’Ana

E eu?!!/ Na primeira versão de criação da subcomissão que acompanhará as investigações do caso Master, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) colocou apenas sete senadores, sendo dois do Distrito Federal, Damares Alves e Leila Barros. Izalci (foto) foi questionar por que era o único senador do DF excluído.

Aumenta aí/ Renan prontamente acolheu Izalci no colegiado, até porque o senador do PL é titular da Comissão de Assuntos Econômicos. Agora, a tendência são 11 integrantes, tal e qual o STF.

Ambiente relax/ Durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), o presidente deputado Joaquim Passarinho, em clima descontraído, brincou com o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. “Lógico que ele quer arrecadar. Nossa função é frear um pouco” , disse. Todos riram ao final.

Mudança dos ventos

Publicado em Banco Central, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PT, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Desde o início do caso Master, o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, tenta dinamitar o Banco Central (BC), com afirmações a respeito de uma liquidação precipitada. Agora, esse caminho está praticamente fechado. A investigação que a autoridade monetária abriu para apurar o que houve no passado, em relação à fiscalização do Banco Master, leva à direção inversa: a de que houve, sim, uma demora do BC em cumprir com a necessária supervisão. Até aqui, dois servidores que ocupavam chefias no Departamento de Supervisão Bancária (Desup) pediram afastamento dos cargos. A impressão de muitos é de que não vai parar por aí.

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Enquanto isso, no Supremo Tribunal Federal…/ Embora o ministro-relator do processo, Dias Toffoli, tenha colocado em nota oficial que “encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias” , a avaliação dentro do STF é de que esse momento está muito distante. O novelo apenas começou a ser desfeito e há muitas pontas que ainda precisam de análise detalhada dentro do processo. A tendência, inclusive, é de se esticar o prazo de 60 dias. Por enquanto, os vídeos da parte do inquérito relativa aos depoimentos de Vorcaro, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do BC, Aílton Aquino, e da acareação entre Vorcado e PHC, darão muito o que falar com a reabertura do Congresso, na semana que vem.

“O eterno ministro”

Assim o ex-vereador Carlos Bolsonaro se referiu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comandante do estado que tem o segundo maior orçamento do país e carrega a economia nas costas. A frase foi vista por muitos políticos como o “rebaixamento” a que a família do ex-presidente relegou o afilhado político do ex-presidente.

Pai e filhos

Dentro do espírito de que é “melhor perder liderando do que vencer liderado” , os Bolsonaro deixam claro que o bolsonarismo não abrirá mão de continuar com os herdeiros de sangue. Seja agora ou no futuro, o papel de Tarcísio será de subordinado.

Plantão 24h

O setor de bets luta para evitar o que considera a morte das casas de apostas on-line. Com o imposto de 15% sobre o valor apostado dentro do projeto de lei antifacção, as bets dizem aos quatro ventos que não vão sobreviver. As empresas têm tentado reverter essa taxação na Câmara, que planeja votar a proposta este ano. Mesmo no período de recesso, a mobilização continuou, no sentido de espalhar a máxima de que “quem apoia mais impostos para as bets, apoia as bets piratas que pertencem ao crime organizado” . Atualmente, as casas de apostas ilegais representam 50% do setor.

O que vem por aí

Da parte do governo, haverá em breve uma página no Gov.br onde os apostadores de bets poderão conferir seus perfis. Quanto ganhou, apostou e perdeu, e quanto tempo ficou nos aplicativos apostando serão disponibilizados para os brasileiros em breve.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

PT vai para cima/ O PT começou a agir para jogar o caso do Banco Master no colo do bolsonarismo e do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto. Pelo menos, o ministro de Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (foto), foi às redes sociais para se referir a Campos Neto como o “pai do escândalo” e ao Master como “herança maldita do bolsonarismo” .

Retorno quente/ A primeira semana de volta dos trabalhos do Legislativo vai ser marcada por embates. Um dos primeiros deve ser o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, na próxima quinta-feira. Daniel Vorcaro também foi convocado e depende de liberação do STF. A CPMI quer investigar a relação do Master com o escândalo dos descontos de pensões.

Reza forte/ Os parlamentares da Frente Católica farão uma missa de abertura dos trabalhos na segunda-feira, às 9h, no auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados. O bispo auxiliar de Brasília, dom Vicente Tavares, comandará a celebração, junto com os padres Rafael Souza, reitor do Santuário Nossa Senhora da Saúde, e Agenor Vieira, pároco da Catedral de Brasília.

Governo empurrado para uma nova CPMI

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

O movimento que políticos do governo tentam levar adiante contra a CPMI do Banco Master perderá força tal e qual perdeu os primeiros acordes de resistência à CPMI do INSS. Lá atrás, com as citações envolvendo associações ligadas ao PT, o governo acabou defendendo a comissão parlamentar de inquérito para tentar reverter o jogo e atirar a oposição no fosso da investigação. Desta vez, a reunião do presidente Lula, em 2024, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com direito à participação de um elenco de ministros, colocará o governo com dificuldades de segurar a apuração por parte dos congressistas.

Mais uma vez, a criação ou não da CPMI depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até aqui, Alcolumbre tem dito a amigos que ano eleitoral dificulta instalação da CPI’s, porque fica difícil evitar a formação de um ringue entre adversários políticos, atrapalhando a pauta positiva que ele pretende empreender, escala 6X1 e segurança pública, coincidentemente, os mesmos assuntos que o governo pretende levar adiante este semestre.

Mudança de alvo

Até aqui, a parte interessada do mercado financeiro atacava o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli para tentar catapultá-lo da relatoria do caso Master. Não conseguiu. Agora, a mira se volta ao governo do presidente Lula e a reunião de 2024, pedida pelo então consultor do Master, Guido Mantega, ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff.

Imagem é tudo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por enquanto, se segura apenas no nome do pai e terá que mostrar que é mais do que isso, se quiser que sua pré-candidatura realmente vá além do recall bolsonarista. Entre os poderosos da indústria no país, muitos consideram que ele é um “bon vivant” , arrogante e que não se agarra no serviço da política.

Gestão conta

Muitos industriais continuam rezando por uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Acreditam que ele é mais competitivo do que Flávio e tem o que mostrar numa campanha nacional. A quinta-feira, porém, quando o governador se encontra com Jair Bolsonaro deverá marcar o fim dessas esperanças.

O que quer Bolsonaro

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em breve. O encontro será para que Bolsonaro defina as prioridades do bloco para 2026. O maior foco, segundo o líder contou à coluna, é montar estratégias para derrubar o PT. Entre as pautas que devem receber atenção especial estão a lei Antifacção, PEC da Segurança Pública, CPMI do INSS e a derrubada do veto da dosimetria aos condenados de 8 de janeiro de 2023.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução redes sociais

Recuperação/ O ex-presidente José Sarney publicou em suas redes sociais uma foto com a filha Roseane Sarney Murad (foto), que enfrenta uma luta contra o câncer e deve passar por uma cirurgia em breve. Recentemente, Roseane teve alta após ficar internada devido a pneumonia.

Expectativas/ O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, entrou numa enrascada com o eleitorado quando a prefeitura colocou uma música da cantora Britney Spears, ao falar do show de Copacabana, em maio. Agora, tem gente cobrando a presença da estrela do pop internacional da seguinte forma: “Acho que se depois dessa você não confirmar a Britney, nem precisa concorrer em outubro” , respondeu um internauta à postagem de Paes sobre não saber quem será a atração deste ano. Já outros, dizem que se ele trouxer essa celebridade do mundo da música, se tornará prefeito vitalício.

Justiça por Orelha I/ Após a repercussão do crime bárbaro contra o cachorro comunitário na Praia Brava, em Santa Catarina, brasileiros criaram um abaixo-assinado para que crimes contra animais sejam enquadrados e punidos com o mesmo rigor aplicado a outros crimes violentos. Já conta com mais de 165 mil assinaturas.

Justiça por Orelha II/ Adolescentes suspeitos de torturar o cachorro terminaram “premiados” com uma viagem aos Estados Unidos e ainda não voltaram ao Brasil para que se defendam e, se culpados, assumam suas responsabilidades. É o mínimo que pessoas de bem devem fazer. Não dá para ficar vendo o Pateta e o Mickey como se nada tivesse ocorrido.

Renan e a Lei Complementar 105

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PT, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai coordenar a comissão composta por ele e mais quatro senadores para acompanhar as investigações do Banco Master/BRB. E vai para cima do mercado financeiro. A partir de 4 de fevereiro, quando essa comissão de acompanhamento será instalada, Renan vai sacar a Lei Complementar 105, que dispõe sobre o sigilo de dados de instituições financeiras, e já tem em mãos pareceres que dão à comissão acesso aos dados sigilosos. Até aqui, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu evitar que os políticos tivessem acesso às informações classificadas da investigação. Resta saber se conseguirá fechar mais essa porta que Renan abrirá.

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O vídeo liberado por Renan menciona R$ 50 bilhões de impacto sobre o Fundo Garantidor do Crédito (FGC) e descasca a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Renan quer ir atrás dos fundos de investimento cujos beneficiários eram outros fundos. E seguir o caminho do dinheiro até chegar aos beneficiários finais. Em um ano eleitoral, é ouro puro para quem tiver acesso às informações.

A esfinge

Os políticos estão fazendo fila para tentar uma conversa com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master/BRB. Até aqui, o ministro está “fechado em copas”. Não recebeu ninguém. Aliás, ele foi escolhido relator por sorteio. E, conforme o leitor da coluna já sabe, não abrirá mão da relatoria e vai trabalhar no caso em silêncio.

Lula de olho no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado quase todos os seus momentos de folga para montar os palanques estaduais. Em São Paulo, fará de tudo para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ser candidato ao Senado. No entorno do presidente, há um consenso: sem o Senado, não dá. Hoje, o “plenário azul” é estratégico para qualquer lado da política.

Na mira

Paralelamente a projetos com peso eleitorais, parlamentares ligados ao livre mercado vão defender a regulamentação dos cigarros eletrônicos, os “vapes”. De acordo com a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), 100% do mercado de venda de “vapes” é ilegal e pertence ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, 66% dos brasileiros acreditam que o combate ao cigarro eletrônico não tem sido eficiente. Por isso, legalizar com regras semelhantes às do tabaco é visto como uma boa solução.

Um dos problemas

Na análise de João Accioly, presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o antigo hábito de resolver tudo com termo de compromisso pode ser uma das lições que a autarquia deverá aprender. “Os acordos (relativos às empresas ligadas ao Banco Master desde 2019) foram feitos sem prever que o escândalo chegaria onde chegou”, disse. Conforme disse, o primeiro processo com empresas ligadas ao banco de Daniel Vorcaro são de 2020 e, por isso, as investigações começaram, no mínimo, em 2019.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB

Não desiste nunca/ O coach e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal está oferecendo consultoria política para précandidatos. Apesar da derrota no primeiro turno e da inelegibilidade, Marçal acredita que teve importância no cenário político paulistano e pode ajudar os interessados.

Cinema brasileiro em alta!/ Com quatro indicações ao Oscar, O Agente Secreto bate o recorde de indicações para um filme brasileiro. Direto de Recife para Los Angeles!

“O pessoal lá sempre falava que o Senado era o céu, o mais perto do paraíso. A casa do equilíbrio. Mas estão transformando num inferno. Uns capetinhas ganharam o mandato fazendo selfies e espalhando fake news, com inserções aventureiras nas redes sociais. Tem que se resgatar o paraíso. Não é à toa que é preciso ter 35 anos para ser senador” Do presidente da Agência Brasiliera de Exportações (Apex-Brasil), Jorge Viana, que já foi senador e governador do Acre