Pressão total
Com a liberação do acesso ao sigilo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputados vão cobrar do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que instale a CPI sobre o escândalo do banco Master. “É muito importante que isso seja definido na próxima semana. Caso a decisão seja negativa, iremos ao STF garantir o direito de realizar essa CPI. O regimento interno fala que não pode haver funcionamento simultâneo de mais de cinco CPIs. Como não tem nenhuma funcionando neste momento, não há nenhuma razão para não instalar a CPI do Master”, afirmou à coluna o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Vem por aí
A contar pelos pedidos de CPI apenas de 2026, o presidente da Câmara não terá como negar o de Rodrigo Rollemberg para a abertura da CPI do Master. É o RCP (Requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito) 01/2026.
Por falar em Hugo Motta…
O governo perdeu as esperanças de ter o presidente da Câmara totalmente alinhado às vontades do Planalto. Isso porque Motta fez “cara de paisagem” ao pedido para troca do relator do projeto Antifacção. Guilherme Derrite (PP-SP) assume a missão de relatar o que veio do Senado.
… ele continuará equilibrista
O presidente da Câmara manterá o estilo de um aceno à direita e outro à esquerda. Seus aliados mais próximos dizem que não é o momento de escolher um lado. E tem muita gente apostando que, em 2027, a Casa permanecerá dividida.
CURTIDAS
Sextou I/ Os integrantes da CPMI do INSS estão todos alvoroçados depois que o relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, liberou o acesso aos dados sigilosos sob a guarda da Presidência do Senado. Tem excelência atualizando a cada cinco minutos o sistema para estudar os documentos.
Sextou II/ Dentro da CPMI, a avaliação da cooperação do ministro André Mendonça é positiva. A aposta de muitos é a de que, agora, a investigação terá um grande avanço. E o melhor, sem a espetacularização da comissão. Tem gente aliviada com a desistência de Vorcaro de comparecer à CPMI. Sobrará mais tempo para análise dos papéis e arquivos digitais.
A importância delas I/ O novo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, selou compromisso com a equidade de gênero durante sua gestão. Num dos eventos de despedida em homenagem à Flávia Takafashi, diretora da Antaq que encerrou o mandato nesta semana, ele declarou: “Equidade de gênero não é um problema das mulheres. É um problema de todas as organizações que querem ter relevância, que querem ter continuidade e futuro”. Três testemunhas de peso observavam a declaração, diante de uma plateia de representantes do segmento aquaviário: a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella; a presidente do Prêmio Engenho Mulher e mentora de lideranças femininas, Kátia Cubel; e Flávia Takafashi.
A importância delas II/ Flávia Takafashi foi a única mulher diretora num colegiado de cinco integrantes. Esta semana, Cristina Castro, superintendente ESG da Antaq, foi nomeada para substituí-la. Ela será diretora interina até o governo federal indicar um novo nome para a composição da Antaq.