Categorias: Política

Jungmann foi apenas dar adeus

O primeiro ato de peso do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, foi substituir o diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia. A reunião que Jungmann teve há pouco a portas fechadas com Segóvia foi apenas para informá-lo da substituição. O governo concluiu que não dava para manter um diretor da PF que a Justiça manda ficar calado.

A decisão de substituir Segóvia foi tomada internamente no domingo e amadurecida na segunda-feira, com a escolha do secretário de Justiça e Segurança Pública, Rogerio Galloro, para o cargo. No governo, há quem diga que Segóvia vinha se dedicando mais aos holofotes do que ao trabalho discreto que deve ter um diretor da PF. Ainda mais depois de, nesta segunda-feira, na posse de Jungmann, fazer ironias com jornalistas, dizendo que não falaria porque a Justiça não deixava.

A chegada de Galloro à direção da PF indica ainda uma mudança de direção nas investigações que agora devem se voltar mais ao comando do narcotráfico do que às apurações da Lava Jato. O governo, entretanto, nega que isso possa ocorrer.

Denise Rothenburg

Compartilhe
Publicado por
Denise Rothenburg

Posts recentes

Uma carta, mas nada de desculpas

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 14 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda…

7 horas atrás

Os alertas do Planalto

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda…

2 dias atrás

De ações e operações

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda…

3 dias atrás

De ações e operações

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda…

3 dias atrás

O foco do MDB

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 9 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda…

5 dias atrás

Contenção de danos

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 8 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda…

6 dias atrás