Com tanto serviço no PSL, Eduardo Bolsonaro (SP) tem agora o discurso perfeito para, se quiser, desistir da sua indicação para embaixador do Brasil em Washington. Até agora, o 03 não tomou essa decisão, mas, entre os aliados de Eduardo, há quem diga que, enquanto o partido não estiver pacificado, o deputado vai ficando por aqui. Aliás, a crise terminou por tirar o deputado da viagem do presidente à Ásia e ao Oriente Médio.
O PSL, apesar de grande, não tira fôlego nem da reforma previdenciária, nem dos outros projetos relacionados à pauta econômica. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já avisou que não quer saber de polêmica de partido nas reuniões para tratar da pauta. Cada um que cuide de sua bancada. Aliás, a do PSL já vem sendo apelidada de “a ‘pancada’ do PSL na Câmara”.
A bolsa de valores subiu por causa do cenário externo e a perspectiva de aprovação da reforma da Previdência. Porém, a guerra no PSL e a tal declaração do ex-líder Delegado Waldir (GO), de que iria “implodir” o presidente se fosse destituído, ajudaram o dólar a seguir o mesmo caminho. É o saldo de um partido de governo oposicionista.
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