A preocupação dos políticos

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Primeiramente, a Polícia Federal (PF) prendeu o próprio Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seus sócios. Agora, foi a vez de parentes e empresários, com destaque para o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, e para o investidor Nelson Tanure. Muitos estão apreensivos com a perspectiva de uma nova fase da investigação ter como alvo o braço político do banqueiro. Por isso, ninguém estranhe se, abertos os trabalhos do Congresso, os discursos das excelências que conviviam com Vorcaro forem na linha de “receber uma pessoa não é crime”, “circular com uma pessoa não é crime”. Em conversas reservadas, muitos dizem que é preciso averiguar muito a fim de evitar injustiças, porque, antes de o escândalo explodir, o dono do Master era tido como um empresário sempre se cercando de figuras poderosas como forma de se blindar. E nem todo envolvimento resultaria em cumplicidade com os crimes cometidos.

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Joio e trigo/ Os parlamentares de centro consideram que é preciso identificar quem, no meio da política, ajudou na construção das fraudes ou se omitiu na hora de denunciar o esquema. Se os malfeitos tivessem sido revelados antes, muita gente não teria se reunido com Vorcaro.

A visão do governo sobre o Master

Se o caso Master virar tema da campanha presidencial deste ano, o governo já tem o discurso na ponta da língua. Foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem aprovou a indicação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), que, acertadamente e tecnicamente, liquidou o banco de Daniel Vorcaro.

Arrefeceu, mas…

Tanto no União Brasil quanto no Progressistas tem muita gente dizendo que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto foi um balde de água fria na federação entre os dois partidos. Mas os presidentes das respectivas agremiações continuam apostando na junção das duas legendas para gastar menos na eleição de deputados federais.

Noves fora…

O cálculo das direções é de que a federação interessa porque serão dois partidos lançando candidatos como se fosse um só. Isso significa que dá para dividir os custos das campanhas.

O que vem por aí

Os mesmos deputados que prometem trabalhar para derrubar os vetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a respeito dos valores inscritos na conta “restos a pagar” vão lutar para que seja derrubado também o veto às emendas.

Mais uma tensão

No governo, porém, o que se diz é que o dinheiro é um só e os políticos terão que escolher: ou os “restos a pagar” ou as emendas deste ano. Não tem recursos para executar tudo.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Embate/ A regulamentação do trabalho para quem presta serviço a aplicativos ainda vai demorar. Mesmo com o parecer do projeto entregue em dezembro pelo relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), as empresas do setor apresentaram um documento de 60 páginas com supostos dados que comprovam o aumento do valor cobrado pelos serviços, caso o texto seja aprovado. Contudo, a comissão só vai voltar a se debruçar sobre a matéria em fevereiro, no retorno dos trabalhos legislativos.

Ficou ruim/ A contar pelo que se diz nos bastidores, deve ficar apenas naquela decisão a bronca pública que o ministro Dias Toffoli deu na Polícia Federal (PF) ao reclamar do não cumprimento do prazo da operação relacionada ao Banco Master. O foco deve ser a apuração das fraudes e a punição aos culpados.

“Foi uma decisão acertada cortar uma parte das emendas. Tem que haver um equilíbrio entre os pedidos dos parlamentares e a execução das políticas públicas” Do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (foto), em entrevista ao Frente a Frente, da Rede Vida

TCU amplia espaço

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg

Crédito: Caio Gomez

A reunião entre os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, serviu para ampliar o poder da Corte tal e qual ocorreu em momentos passados, com a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O que se diz nos bastidores é que, quanto mais o TCU estiver presente, mais importância seus ministros adquirem. O tribunal é órgão assessor do Legislativo. E, como tal, não tem poder de barrar uma liquidação, uma vez que o Bacen é independente. No entanto, pode dar instrumentos para que os poderes competentes tomem decisões. Agora, coloca um pé no banco. Resta saber a que senhor servirá.

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A perder de vista/ A única certeza que se tem, atualmente, é de que o caso Master entrará no calendário eleitoral. Não será o principal tema da campanha, mas, dadas as ligações de Daniel Vorcaro, as apostas são de que muita gente abrirá a temporada de 2026 com explicações a dar.

Vai-se um banco, ficam os bens

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro não desistiu da ideia de recuperar seu banco. Mas o que se diz entre agentes do mercado financeiro em São Paulo é que ele deseja mesmo é recuperar seus bens.

É o que tem para hoje

Políticos paulistas são praticamente unânimes em afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recolheu os flaps para voos nacionais. Agora, está cuidando da campanha pela reeleição. Sinal de que o candidato a presidente da República a carregar a bandeira bolsonarista será o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Funciona na avenida Faria Lima

Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro tem usado suas redes sociais para atacar os gastos do governo federal. Só tem um probleminha: se as despesas governamentais atenderem os programas que beneficiam o povo, será difícil esse discurso crítico “pegar” entre a população mais pobre. Em especial, no Nordeste.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Troca no ministério I/ Ricardo Lewandowski pegou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de surpresa. Quando o ministro avisou que estava de saída, o chefe do Executivo não acreditou que seria tão rápido. Afinal, outros já disseram que iam sair e, a pedido do petista, acabaram ficando. Com o ministro aposentado do STF, não funcionou.

Troca no ministério II/ Ao deixar para enviar ao Congresso apenas em fevereiro a indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula ganhou prazo para escolher o substituto na Advocacia-Geral da União (AGU).

Hora de contar os votos/ A ideia é só anunciar um novo ministro depois da aprovação no plenário do Senado. Até aqui, o governo acredita que vence na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda não garantiu a vitória final.

O samba de Wagner Moura/ Quem é da política avisa que os prêmios conquistados pelos filmes Ainda estou aqui e O agente secreto elevaram o sarrafo. Agora é buscar histórias da nossa gente. “Não deixe o samba morrer” , no caso, o cinema brasileiro.

Vorcaro e PHC cara a cara

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Política, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

Faltando pouco para acabar o ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli movimentou o caso do Banco Master. O magistrado determinou, nesta quarta-feira, véspera de Natal, uma acareação entre o presidente da instituição, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. O procedimento ocorrerá de forma virtual, na terça-feira da semana que vem. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, também se colocou “à disposição” da Corte para prestar esclarecimentos sobre a liquidação da empresa.

Crédito: Caio Gomez

Para entender

Ailton de Aquino era o diretor do BC mais favorável à operação de venda do Master para o BRB. O diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Dias Gomes, mostrava-se resistente. Daniel Vorcaro está em prisão domiciliar, em São Paulo, desde o mês passado. Segundo a Polícia Federal, há indícios de R$ 12,2 bilhões em fraudes no sistema financeiro.

Ninguém quer

A opinião pública será decisiva para a elaboração e possível aplicação de um código de conduta para os ministros de Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, Edson Fachin, o mais empolgado com a proposta, tem tentado blindar a imagem do Judiciário por causa da série de ataques e críticas da população nos últimos anos. Apenas a ministra Cármen Lúcia está do seu lado nessa briga. A maior parte dos integrantes da instituição rejeita a ideia, pois argumenta que há regras no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o assunto. Para Fachin, no entanto, as normas não são tão claras. A discussão reacendeu após a suspeita do envolvimento de magistrados no escândalo do Banco Master.

Todos perdem

Parlamentares do Centrão resistem em apoiar a oposição no novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes tendo por base a atuação dele no caso Master. A avaliação dos líderes é de que esse é um balaio que atinge muito mais os deputados e senadores que disputarão a reeleição em 2026 do que o próprio magistrado e sua mulher, a advogada Viviane Barci.

Mudanças à vista

O presidente Lula tem dito a aliados que a reforma ministerial, para a disputa das eleições de 2026, é a sua prioridade. Ele quer colocar o bloco na rua com os melhores nomes nos estados para aumentar os seus palanques. O problema é combinar com os russos. Os diretórios estaduais do Partido dos Trabalhadores têm seus próprios planos para o ano que vem.

Crédito: Arquivo Pessoal

Vai ficar

Especialistas do direito migratório afirmam que Eduardo Bolsonaro deve permanecer nos Estados Unidos por enquanto. Como o ex-deputado entrou no país de forma regular, não há risco de uma deportação apenas com o cancelamento do passaporte diplomático e sem violação das leis estadunidenses.

Sem chance

Contudo, caso o filho do ex-presidente saia dos EUA e tente retornar, ele deverá fazê-lo com seu passaporte pessoal e seguir as regras de migração cabíveis. O documento diplomático, que garante uma certa agilidade quando justificada a viagem a trabalho, não está mais disponível para o ex-parlamentar.

Simples em foco

O Conselho Federal da OAB ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a interpretação da Receita Federal que pretende aplicar às sociedades do Simples Nacional o novo regime de tributação de dividendos. A entidade alega violação à Constituição e à Lei Complementar 123/2006, que garantem isenção de IR para micro e pequenas empresas.

Direito de defesa

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acolheu parcialmente pedido da OAB Nacional e da seccional de Santa Catarina, recomendando ao Tribunal de Justiça catarinense que assegure a realização de sustentações orais síncronas, presenciais ou por videoconferência, sempre que houver solicitação tempestiva. A medida reforça que o direito à sustentação em tempo real é uma garantia processual da advocacia. A decisão liminar foi do conselheiro Marcello Terto e será submetida ao Plenário do CNJ.

Boas festas

A coluna deseja um feliz Natal para os leitores, que a ceia seja farta e repleta de amor e esperança. Que Papai Noel deixe de presente mais respeito para todos.

Tudo novo de novo

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 24 de dezembro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

O último ato do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre as emendas parlamentares mostra o que está por vir em 2026. O Congresso está inconformado com a suspensão da proposta aprovada pela Casa, que visava ressuscitar os recursos não pagos pelo governo entre 2019 e 2023, e decidiu que irá procurar o magistrado para buscar um acordo. Hugo Motta (Republicanos-PB) quer evitar atritos com o Judiciário, mas tudo indica que acabarão voltando ao mesmo impasse. Dino está irredutível e, para a surpresa de ninguém, janeiro começará com um embate entre os dois Poderes. Quem está tranquilo com isso é o Planalto — que se vê fora dos holofotes e sem desgaste para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em paz

O espírito natalino amoleceu o coração de todos os presentes no evento de ontem, no Palácio do Planalto, que reconheceu a cultura gospel como patrimônio cultural. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se disse “honrado” por compartilhar o momento com Lula e distribuiu elogios para todos os lados. A situação é bem diferente da observada no mês passado, quando a relação entre o governo e o Congresso se desgastou após a votação do Projeto de Lei Antifacção.

Apoio

Católico, Hugo Motta conta com a simpatia e o apoio formal da bancada evangélica da Câmara. O presidente da Casa também sempre manteve uma excelente relação com a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi uma das maiores fiadoras de seu nome para assumir a Presidência da Câmara.

Sem vice

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não decidiu quem será seu vice na chapa para concorrer à Presidência da República no ano que vem. No PSD, comenta-se que Gilberto Kassab está “vendendo” a desistência de Ratinho Júnior, seu correligionário, para tentar emplacar o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Quem não tem sido citado nessa história ultimamente é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos maiores aliados da família Bolsonaro.

Indefinição

Com a saída do Ministério do Turismo, o deputado federal Celso Sabino (sem partido-PA) deve concentrar as energias em sua pré-candidatura ao Senado. Ele aguarda uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), para definir as estratégias de campanha e o apoio das siglas. O ex-ministro lutou para ficar no Executivo, foi expulso do União Brasil e, em seguida, acabou exonerado pelo petista.

Prioridades

Sabino tem sido procurado por outros partidos, mas alegou que irá escolher a legenda que lhe dê autonomia para concorrer ao Senado, independentemente do campo político. Ele colocou outra exigência: o apoio à campanha de reeleição do presidente Lula.

A polêmica continua

As críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, não param. Após a denúncia de que ele teria supostamente procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar em favor da venda do Banco Master para o BRB, há quem esteja, nos bastidores, chamando o magistrado de “Moro do Supremo”. Moraes declarou que tratou apenas da Lei Magnitsky com o presidente do BC.

Rigor regulatório

Parte do setor portuário vê como positiva a investigação antitruste aberta pela Comissão Europeia contra uma empresa da gigante suíça MSC. “Na Europa, assim como no Brasil, já se reconhece que o setor portuário opera sob forte concentração, criando incentivos para práticas altamente lesivas”, explica a advogada Marcela Bocayúva, especialista no tema. Por aqui, o Tribunal de Contas da União (TCU) validou recentemente o modelo em que os grandes armadores, como a própria MSC, não participam da fase inicial do leilão do novo terminal do porto de Santos e só podem avançar caso nenhum player novo apresente uma proposta válida.

Desvantagem brasileira

Uma fatia do mercado financeiro critica o Banco Central por ter fixado de R$ 10 milhões a R$ 37 milhões o valor das licenças para empresas que querem operar no Brasil como “Exchanges” (plataformas para negociação de compra e venda de criptomoedas). “Na Europa, o custo total da licença varia de cerca de R$ 420 mil a R$ 1,3 milhão. O Brasil era, até pouco tempo, uma praça promissora nesse mercado, mas agora perdemos qualquer possibilidade de competitividade”, afirma o brasileiro Matheus Puppe, mestre e doutorando no tema pela Universidade de Frankfurt.

Brasil conciliador

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, GOVERNO LULA, Lula, Política, PSB, PSD, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 23 de dezembro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito 

Entre analistas do Itamaraty e de órgãos internacionais de direitos humanos, existe a avaliação de que o Brasil, atualmente, é o único país da América do Sul que poderia frear a escalada militar dos Estados Unidos sobre a Venezuela. Esse papel, seja bilateral, com Donald Trump, seja de diálogo com Nicolás Maduro, seria possível, graças ao bom momento na relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o republicano. Recentemente, eles trocaram afagos após a revogação do tarifaço.

Crédito: Caio Gomez

O petista não descarta reunir seu time para tentar solucionar a crise. Além da importância regional histórica, o governo federal mostrou que é independente e que consegue resolver seus dilemas econômicos e comerciais com os EUA na base do diálogo. Para os diplomatas, o caminho de não se acovardar rende frutos.

Ninguém mete a colher

Os deputados distritais do Partido Liberal afirmaram que não irão assinar o requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco de Brasília (BRB) na Câmara Legislativa do DF. Segundo eles, a recusa se deve ao fato de o pedido ter sido apresentado pelo PSol, além de manterem o apoio à base do governo de Ibaneis Rocha (MDB). Parlamentares da esquerda se movimentam para uma investigação sobre a tentativa de compra do Banco Master pela instituição.

Em planejamento

Não foi batido o martelo para a criação das chapas de José Roberto Arruda (PSD) e do senador Izalci Lucas (PL) na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Os pré-candidatos não definiram quem serão seus respectivos vices. Izalci também tenta permanecer no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas, caso a sigla mantenha o apoio à vice-governadora Celina Leão, o parlamentar poderá mudar de legenda. As alternativas são: Republicanos ou União Brasil.

Lá em Minas

Para o marqueteiro Leandro Grôppo, que fez as duas campanhas de Romeu Zema (Novo) ao governo de Minas Gerais, as eleições mineiras podem surpreender no próximo ano, assim como ocorreu em 2018. Com a esquerda sem um candidato definitivo e o vice-governador Mateus Simões (PSD) trabalhando nos bastidores para ser o único nome da direita, o especialista observa que sobra uma avenida inteira aberta para uma terceira via.

Para relembrar

Naquele ano, de um lado o então governador petista Fernando Pimentel, pensando em não dividir os votos da esquerda, acabou demovendo o ex-prefeito da capital Márcio Lacerda (PSB) de disputar o cargo. De outro, Antonio Anastasia, à época senador pelo PSDB, negociou a retirada da candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD), que era do DEM, em troca de uma vaga na chapa ao Senado. Correndo por fora, Zema bateu os dois no primeiro e no segundo turno.

Aposta no interior

O prefeito reeleito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, emerge como um “fato novo” com potencial para sacudir a sucessão mineira em 2026. Sem partido e empunhando a bandeira municipalista, Falcão já aparece com 3% na pesquisa F5 Atualiza Dados, empatado com o vice-governador Mateus Simões — um desempenho expressivo para quem acaba de entrar no radar estadual e ainda é bastante desconhecido do eleitorado mineiro.

Mágoa compartilhada

As recentes operações da Polícia Federal têm deixado o Congresso Nacional preocupado com a imagem perante a sociedade. Da esquerda à direita, a maioria concorda que os políticos saem, de 2026, “machucados” diante dos desdobramentos das investigações da PF.

Em alta

A Polícia Federal é avaliada como uma das instituições mais bem conceituadas do Brasil, com alta confiança da população. A última pesquisa, realizada pela Atlasintel, em fevereiro, revelou que 53% dos brasileiros confiam na instituição, principalmente em atuações contra a corrupção e o crime organizado.

Novo ministro

Toma posse, hoje, o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano (foto). Filho e indicado do deputado Damião Feliciano (União-PB), o nome foi uma reivindicação da bancada governista do União Brasil na Câmara. Nos bastidores, há quem diga que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou da negociação com o objetivo de acenar para o governo.

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Ficou sem nada

Os parlamentares do União Brasil, de Antônio Rueda, avaliam que Celso Sabino pode ter sido “sacaneado” ao ser demitido do Turismo. O ex-ministro lutou para ficar na gestão de Lula, o que causou sua expulsão da legenda. Em seguida, acabou exonerado e ficou sem um cargo para chamar de seu.

Efeito Flávio Bolsonaro

Publicado em Anistia 8 de janeiro, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Orçamento, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg e Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Quanto mais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentar fôlego nas pesquisas, mais os partidos de centro se aproximarão do governo Lula. Inclusive, a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo faz parte desse “pacote”. O cálculo que se faz nos bastidores é de que “melhor um cenário conhecido do que as incertezas dos Bolsonaro”, que obedecem a um líder que não tem uma conduta linear. Jair Bolsonaro é visto como um político de altos e baixos, imprevisível. Era assim na Presidência da República. E embora Flávio seja mais do diálogo, estará sempre sujeito à imprevisibilidade do pai.

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Tendências/ Por isso, a tendência dos partidos de centro é não formalizar coligação com filho 01. Ciente disso, já tem gente no PL defendendo que Flávio ofereça a vice a uma das legendas de centro. Alguns vislumbram a chapa Flávio-Ratinho Júnior (PSD) ou Flávio-Tereza Cristina, a líder do PP e ex-ministra da Agricultura do governo do ex-presidente.

Vem “doideira”

É assim que os deputados se referem, nos bastidores, às consequências da operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o deputado Antônio Doido (MDB-PA).  O parlamentar é suspeito de desvio de emendas. O que se diz é que, se ele cair, não cairá sozinho.

Uma no cravo, outra na ferradura

O governo teve que engolir a aprovação do PL de Dosimetria das penas dos condenados do 8 de janeiro de 2023. Porém, estava tudo acertado para levar em troca o projeto de corte dos benefícios fiscais e aumento de impostos das bets e das fintechs e juros sobre capital próprio. Os deputados fecharam esse acordo, porque a arrecadação decorrente deste último é considerada crucial para aprovar o Orçamento do ano que vem.

O bordão mudou

Os deputados até aqui diziam que eram totalmente contrários ao aumento de impostos. Bastaram ameaças sobre corte em emendas, que a redução de benefícios fiscais e aumento de imposto passou. Agora, só falta o Orçamento, que deve ficar para amanhã. Hoje, vai ficar difícil, porque o relator precisará de tempo para adequar o texto.

Xepa de apostas

Os senadores pretendiam votar, ainda ontem, na última sessão do Senado de 2025, o projeto que legaliza os cassinos no Brasil. A bancada evangélica se mobilizou contrariamente.

CURTIDAS

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Alcolumbre controla tudo/ Do alto da Mesa Diretora da Presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) interrompeu o discurso do senador Marcelo Castro (MDB-PI) para avisar que os fotógrafos nas galerias do plenário estavam de olho nos celulares dos senadores, fotografando mensagens. “Isso é invasão de privacidade”, avisou.

Há precedente/ Há alguns anos, um deputado foi flagrado assistindo a vídeos obscenos em plena sessão da Câmara.

Efeito Kandir/ O senador Fabiano Contarato (PT-ES, foto) votou a favor da dosimetria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Sou totalmente contrário ao PL da Dosimetria e tudo o que ele representa. Hoje na CCJ, lutei para que o projeto fosse derrubado ou que a discussão fosse, pelo menos, adiada. No entanto, por engano, no momento da votação, registrei no aplicativo do Senado um voto diferente à minha convicção e já procurei a Presidência da CCJ para retificar no painel”, justificou à coluna.

Homenagens/ O agrônomo João Henrique Hummel, que ajudou na profissionalização da Frente Parlamentar de Agricultura e outras, foi saudado em seu aniversário de 63 anos por vários parlamentares como o fundador da FPA. Aliás, passaram pela festa de homenagem a Hummel mais deputados do que na confraternização de fim de ano da FPA.

Lula planeja vetar dosimetria

Publicado em Anistia 8 de janeiro, Congresso, Crise entre os Poderes, GOVERNO LULA, Lula, Política, Senado
Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Por Denise Rothenburg e Eduarda Esposito — Se Lula cumprir o que disse a alguns políticos, os bolsonaristas terão apenas a virada do ano para comemorar a aprovação do projeto de dosimetria das penas dos condenados do 8 de janeiro de 2023. Lula deve vetar a proposta integralmente.

O prazo para que o presidente Lula delibere se vetará ou não a aprovada hoje por 59% dos senadores é de 15 dias úteis. Até o 8 de janeiro de 2026, serão 13 dias úteis.

Durante a reunião ministerial, o presidente Lula avisou aos ministros que forem tirar férias neste fim de ano, que estejam de volta a Brasília no dia 7 de janeiro. O presidente planeja um ato para que o 8 de janeiro de 2023 não caia no esquecimento.

Caso Master vai abrir o ano eleitoral

Publicado em Anistia 8 de janeiro, Bolsonaro na mira, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições 2026, Orçamento, Política, PSD, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 16 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A turma enroscada no Banco Master não terá um fim de ano tranquilo, depois da decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de determinar à Polícia Federal que, em 30 dias, proceda os depoimentos dos investigados no caso. Porém, as consequências na política virão justamente no ano eleitoral. O fato de o magistrado determinar, ainda, que a PF avalie a quebra de sigilo telemático, fundamentando A turma enroscada no Banco Master não terá um fim de ano tranquilo, depois da decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de determinar à Polícia Federal que, em 30 dias, proceda os depoimentos dos investigados no caso. Porém, as consequências na política virão justamente no ano eleitoral. O fato de o magistrado determinar, ainda, que a PF avalie um a um, indica nuvens pesadas para o primeiro trimestre, quando os partidos definem candidaturas. Ao mencionar a “necessidade de diligências urgentes”, Toffoli indica que quer tudo pronto para, quando o STF e o Congresso retomarem os trabalhos, as investigações estejam avançadas. (Leia mais no Blog da Denise).

Crédito: Caio Gomez

Bote salva-vidas

A emenda do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), que restringe a dosimetria das penas aos eventos do 8 de Janeiro é vista como a salvação da proposta e garantia de apreciação este ano. Pelo menos, é a aposta do PL, para assegurar o apoio do centro e aprovar o texto na Casa.

Até o fim

A proposta de restrição do alcance da dosimetria foi fruto de um acordo entre Otto Alencar e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O PL não abre mão de votar logo esse tema. Seja dosimetria ou seja anistia, o assunto foi a grande pauta dos bolsonaristas este ano e promessa eleitoral para 2026.

Ele manda

Quem selará a chapa do PSD no Distrito Federal será o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Aliás, onde houver problemas, é Kassab quem moverá as pedras. No caso do DF, isso será feito até para evitar constrangimentos ao presidente do PSD do Distrito Federal, Paulo Octávio.

Contagem regressiva

No Congresso, o que se diz é que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem menos de 48 horas como deputado federal. Alexandre Ramagem (PL-RJ) tem uma situação melhor entre os colegas, mas, se for preservado, o “xará” dele, Alexandre de Moraes, não hesitará em pedir o afastamento, tal e qual fez com Carla Zambelli.

Os empresários reclamam

Na solenidade que marcou os 500 mercados abertos para produtos brasileiros, nos últimos três anos, e a inauguração do edifício-sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), empresários elogiaram esse trabalho. Mas, nas conversas, diziam que não é possível tirar os incentivos de 10% da indústria, linearmente, como o governo pretende fazer. O empresariado quer que isso seja visto caso a caso.

CURTIDAS

Crédito: Pedro França/Agência Senado

Aquele abraço/ A filiação de José Roberto Arruda ao PSD contou com a presença de Gilberto Kassab, do líder da bancada na Câmara dos Deputados, Antonio Brito (BA), e vários parlamentares, como Eliziane Gama (MA), Nelsinho Trad (MS), Sérgio Petecão (AC) e Domingos Neto (CE). Ausência de destaque foi o presidente do PSD do DF, Paulo Octávio. Arruda começou o discurso mandando um abraço ao empresário.

Caminhos/ Expulso do União Brasil, o ministro do Turismo, Celso Sabino (foto), está conversando com o PDT para se filiar à legenda. Em conversas reservadas, fontes ligadas ao partido disseram à coluna que a negociação está em andamento, mas ainda sem definição.

A volta de Heloísa Helena/ Fundadora do PSol, a ex-senadora Heloísa Helena (AL) assume hoje um mandato de deputada federal pelo partido, na vaga aberta com a suspensão de Glauber Braga (PSol-RJ). Tal e qual Braga, Heloísa não dará sossego à oposição. Em especial, aos bolsonaristas.

“Código de conduta não é moralismo barato. A magistratura precisa observar uma linha de conduta. Não existe desinfetante melhor do que a luz do sol. A corrupção do juiz é uma das piores, porque ele é o último recurso do cidadão. É preciso honrar a toga” Da presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, em café com a coluna e outros jornalistas, ontem

A madrugada em que o Centrão rachou

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

A suspensão do deputado Glauber Braga (PSol-RJ) e a manutenção do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) representaram uma das raras vezes em que o grupo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rachou. O cálculo dele previa a cassação de Glauber e de Carla, um da esquerda e outro da direita, de forma a preservar a imagem da Casa, não permitindo que um parlamentar que expulsou um influencer da Câmara a chutes, há alguns meses, e uma deputada presa exercessem o mandato. Porém, deu tudo errado. O plenário não desejava cassar Glauber por um destempero, porque muitos acreditavam que poderiam responder do mesmo jeito, se estivessem sob forte pressão. Para completar, viam na cassação uma vingança pessoal do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), contra Braga. Outros não queriam cassar Zambelli para dar uma resposta ao Supremo Tribunal Federal. Porém, o STF foi rápido e, em menos de 24 horas, o ministro Alexandre de Moraes anulou a decisão da Câmara e determinou a posse do suplente. E o Centrão ficou a ver navios.

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Moral da história/ Aos parlamentares, ficou a certeza de que o Centrão é forte unido, mas sempre poderá haver uma brecha para quebrar essa unidade. Ontem, pela esquerda e pela direita, essa hegemonia foi rompida. No agrupamento, há o sentimento de que Motta não está alinhado nem com esquerda nem com os conservadores e, nesse sentido, ou ele se recompõe com um dos dois ou não terá condições de concorrer à reeleição. Embora 2027 ainda esteja longe, e não dê para fazer movimentos ostensivos antes da eleição de 2026, uma parte desse grupo começa a estimular o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) a uma candidatura a presidente da Câmara em 2027.

Voltas da política I

Glauber e seus apoiadores acusaram publicamente que a cassação era um desejo de Arthur Lira e que o ex-presidente da Câmara dos Deputados estava pessoalmente trabalhando para que ele perdesse o mandato. Contudo, foi graças a uma alteração de rito de apreciação de cassação em Plenário, que o próprio Lira fez em 2021, que permitiu a Glauber não ser cassado, e sim suspenso por seis meses.

Voltas da política II

O rito de cassação foi mudado no processo da ex-deputada Flordelis. Na época, Lira permitiu que pudessem ser apresentadas emendas de Plenário e destaques, instrumentos que não podiam ser usados antes. Glauber foi “salvo” graças ao destaque do PSol que pedia seis meses de suspensão em vez da cassação.

Sinais

O governo ainda não entregou ao Senado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para completar, está a maior pressão das mulheres por uma mudança no nome. Na marcha “Mulheres Vivas”, no último domingo, a primeira-dama Janja e as ministras foram cobradas, em alto e bom som, pela indicação de uma mulher ao Supremo. A hora em que a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi justificar a escolha de Messias, muitas vaiaram. E olha que, ali, era uma plateia de maioria alinhada ao governo.

Discurso pronto

A base governista vai usar o discurso da segurança pública contra a oposição. Com o retorno da Lei Antifacção à Câmara, o governo quer garantir a aprovação do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) na íntegra, e planeja usar o discurso da segurança pública contra a oposição. E caso o secretário de Segurança do Estado de São Paulo licenciado, Guilherme Derrite (PP), queira alterar o parecer, os parlamentares de esquerda vão acusá-lo de proteger as bets e sucatear o Fundo da Segurança Pública.

CURTIDAS

Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Em busca de emprego/ Alguns funcionários do gabinete de Carla Zambelli iriam aproveitar esse período até fevereiro, quando ela deveria perder o mandato por faltas, para buscar colocação com outros parlamentares. Com a decisão de Moraes, terão de que acelerar essa procura.

Dosimetria sob risco/ Ainda que o Senado aprove a dosimetria na semana que vem, há um sentimento de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá as pesquisas que apresentam uma posição mais crítica. Aliás, hoje muitos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro consideram que, quanto mais o tempo passa, mais a campanha pela anistia arrefece.

Tarefas divididas/ Já era quase madrugada, quando, depois de Glauber ter o mandato preservado, a deputada Sâmia Bonfim (PSol-SP, foto), mulher do deputado, foi abordada por um colega, que confirmou a história à coluna, mas pediu o anonimato. Disse ele a Sâmia: “Olha, votei a favor da suspensão do Glauber. Agora, os papéis estão definidos: ele vai ficar em casa cuidando das crianças enquanto você fica aqui, fazendo política.”

Por falar em ficar em casa…/ Na semana que vem, a Câmara não exigirá a presença dos deputados em plenário para proceder votações. As deliberações serão pelo sistema remoto.

Gilmar tira a “gordura” da liminar do impeachment

Publicado em Anistia 8 de janeiro, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

A certeza de que 2026 já está no ar e a negociação de uma nova proposta para tratar de pedidos de impeachment levaram ministros do STF e o comando do Senado a combinar com o decano, Gilmar Mendes, que ele tirasse de campo a parte da liminar que restringia esses casos à Procuradoria Geral da República. O próximo passo nessa matéria é aprovar uma proposta que amplie o quórum necessário à instauração de processos desse tipo para dois terços, ou seja, 54 senadores, e, de quebra, seja iniciativa de partidos políticos e organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sai do texto de Gilmar um ponto e entram vários da sua liminar no projeto do Senado sobre o tema.

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O problema central/ Da parte dos políticos, a avaliação é a de que, um projeto alternativo para pedidos de impeachment e a resolução dos casos Glauber Braga e Carla Zambelli (leia nota nesta coluna) será possível baixar um pouco a poeira. Restará a investigação sobre as emendas, que deixará alguns deputados sem dormir nesse período natalino.

Limpe a imagem

Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o União Brasil virou cinco votos em favor da cassação do mandato da deputada Carla Zambelli. Quem cavou esses votos foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Há quem diga que Motta deseja aproveitar esse caso para tentar melhorar a imagem.

Ali tem jogo

Muitos senadores da base admitem que é possível a aprovação do projeto da dosimetria das penas. Pelo menos, muita gente no centro votará a favor. As apostas são as de que o destino e a discussão do projeto não serão iguais aos da PEC da blindagem, que foi direto para a gaveta.

Teste de fidelidade

A avaliação dos senadores é a de que a votação da dosimetria na CCJ vai mostrar ao governo quais parlamentares de centro são mais confiáveis ao Planalto. A oposição, porém, conta com o apoio do centrão na Casa para aprovar a matéria na CCJ e no plenário.

Revolta

No Senado, parlamentares ainda não superaram a aprovação do marco temporal. Para muitos, é a legalização do “usucapião” para quem roubou terra da União.

CURTIDAS

Crédito: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Impedidos/ Na hora da confusão na Mesa Diretora, na terça-feira, os funcionários do café reservado a credenciados e parlamentares foram proibidos de acessar o plenário. Em conversas reservadas, interlocutores deles contaram à coluna que ficaram dois guardas na porta para evitar que os servidores saíssem e filmassem a retirada de Glauber.

Surpresas/ As falas de Pedro Paulo e Laura Carneiro em favor de Glauber Braga deixaram muitos parlamentares boquiabertos. Ambos são do PSD do Rio de Janeiro. A decisão de falar e votar a favor tem relação direta com as eleições. Se o prefeito Eduardo Paes for mesmo candidato a governador e o PSol do Rio não estiver num segundo turno, eles vão atrás desse apoio.

Olhos da família/ O filho da deputada Carla Zambelli (foto) acompanhou do Plenário a votação de cassação da mãe. João, pré-candidato à vereador em São Paulo pelo PL, caminhava ansioso pedindo aos parlamentares para manter o mandato de Zambelli.

Júlio Lopes e Lula/ No debate “Desafios 2026”, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) ensaiou o novo estilo indignado que adotará na campanha pela reeleição e surpreendeu a muitos ao dizer que a isenção do IR dará um gás a Lula. “Eu sou de direita, mas admiro e respeito o Lula. Ele é inteligente, e, se ganhar, vai ganhar com um Congresso à direita e terá que tocar pela direita”, disse.