Lula. Editoria de Arte/CB
Da coluna Brasília/DF, por Denise Rothenburg
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo aconselhado a deixar espaço para abraçar ideias de partidos aliados para a campanha reeleitoral, e não foque apenas no que está em fase de elaboração no 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores neste fim de semana. Pois, se o PT não ampliar e não ceder um pouco será difícil ter apoio do centro. Por exemplo, encontrar um meio-termo no projeto que acaba com a escala 6×1, aceitando alguns pontos que aliviem a folha de salários das empresas.
Ainda se o governo não aceitar a desoneração total, já seria uma sinalização aceitar algo nesse sentido dentro dessa proposta. Afinal, o governo precisa entender que embora o PT esteja à esquerda, Lula precisará do eleitorado de centro e de equilíbrio nas propostas para ampliar o potencial de votos a seu favor.
Antes do escândalo do Banco de Brasília (BRB), gerentes do banco andavam pelo Supremo Tribunal Federal (STF) oferecendo empréstimos e aplicações financeiras a servidores. Muita gente hoje coloca as mãos para o céu, agradecendo por não ter aceitado as carteiras oferecidas.
O ex-presidente do Banco Paulo Henrique Costa que, de acordo com os investigadores, receberia vários imóveis de presente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, vai pedir para sair da Papuda e ir para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. É o primeiro passo para a delação.
Cresce no Palácio do Planalto a pressão para que os movimentos do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Pereira, deem uma melhorada nos índices de aprovação do presidente Lula. A avaliação é a de que há uma má vontade para com o presidente da República, apesar de todos os programas do governo.
O governo se divide sobre os reais motivos que levam os brasileiros ao endividamento. Uma parte considera que as apostas on-line representam o maior problema. A outra acha que, atualmente, as pessoas têm muita facilidade para consumir de forma irresponsável.
Deputados avisam que a agenda deste ano no Congresso Nacional não comporta mais temas polêmicos. Estão em debate a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, a derrubada do veto da dosimetria, terras raras e a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). E ainda deve chegar alguma coisa sobre o endividamento dos brasileiros. São temas para agitar tudo até o período de festas juninas, quando o Parlamento dá aquela parada. E, com o ano eleitoral, só vai engatar novamente depois do feriado de Finados.
Fontes do governo afirmam que a criação de uma estatal para extração de minerais críticos é uma ideia apenas do PT. Nos demais partidos, seja dentro ou fora do governo, essa proposta não tem apoio, porque os parlamentares acham mais uma instituição do Estado não será uma medida calibrada. Os congressistas querem proteger as terras raras, mas sem monopolizar.
Foco na sabatina/ O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, está 100% focado na sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal desta quarta-feira (29). O ministro receberá em seu gabinete no ministério cerca de 10 senadores até quarta-feira. Para ser aprovado, Messias precisa ter 41 votos. Os governistas calculam que ele pode chegar a 48 ou 50.
Hora dos convescotes/ Espera-se para esta semana, antes da votação, um jantar de senadores em torno de Messias. Tem muita gente com expectativa que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ajude nessa empreitada.
Dança das cadeiras/ O deputado Júnior Mano (PSB-CE) está praticamente fora da chapa ao Senado no Ceará. É aquele que foi alvo da PF, no ano passado, por suspeita de direcionamento de recursos a determinados municípios em troca de favores. Os nomes prioritários são Cid Gomes (PSB) e o do deputado Eunício Oliveira (MDB). O desafio, agora, é convencer essa dupla a fazer campanha lado a lado.
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