Uma janela de problemas

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, PL, Política, PSD, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 9 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Fechada a janela para troca de partido, a ordem agora entre aqueles que têm candidato à Presidência da República é tentar aparar arestas que ficaram. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terão que oferecer mundos e fundos à federação PP-União Brasil se quiserem garantir a oficialização da aliança. Daí o aceno para que a deputada Simone Marquetto (PP-SP) ocupe a vaga de candidata a vice na chapa presidencial encabeçada pelo filho 01 de Jair Bolsonaro. Só tem um probleminha nesse movimento: foi feito sem consultar primeiramente os caciques da federação União Progressista. Se Flávio divulgou a reunião com Simone, a fim colocar o nome dela na chapa como fato consumado, será mais uma insatisfação de aliados a administrar. Não é segredo para ninguém que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) acalentava o sonho de ocupar a vice na chapa.

Não foi apenas na ala mais à direita que as mudanças de partido geraram insatisfações. Em almoço na Casa Parlamento, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), criticou os motivos que levaram muitos a trocar de legenda. “O princípio da fidelidade partidária deveria ser fundamental para acabar com o que nós presenciamos nessa janela — uma esculhambação. Nunca vi nada igual. Negócio feio. Se a sociedade tivesse conhecimento desse bastidor, seria um escândalo. Por que que a sociedade, em geral, é antipolítica? Porque ela vê tudo isso. Um quinto da Casa mudou de partido e você não sabe por que mudou”, disse. O líder deu exemplo de um colega parlamentar que mudou de sigla porque o novo partido teria prometido uma fatia maior do fundo. Pior: a nova legenda não tem nenhuma identidade partidária com o deputado em questão.

Bruno Dantas e o BRB

Nem o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), escapou das garras do Banco Master. Ele contou à coluna que há algum tempo seu gerente do BRB fez a proposta de aplicar um recurso parado, algo em torno de R$ 40 mil, num CDB que iria render 140%. Quando o escândalo estourou, ele foi atrás para saber onde o dinheiro estava investido. Aí que descobriu tratar-se do Master. Já foi restituído pelo Fundo Garantidor de Crédito, mas ficou a lição: quando o ganho é demais, o santo desconfia.

Segurar o rombo

Deputados e bancos não conseguem chegar a um acordo sobre o projeto batizado de “resoluções bancárias”, que trará novas regras para o sistema financeiro, a fim de evitar um “vale a pena ver de novo” do escândalo do Master. O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), por exemplo, quer propor que a prioridade seja o uso do patrimônio dos banqueiros como forma de compensar rombos deixados nas instituições. Mas o setor não quer nem saber dessa possibilidade.

Tesouro Nacional na mira

No atual relatório, a primeira opção é buscar formas de o gestor pagar a dívida, seguida pelos acionistas e, depois, operações de crédito. Contudo, Benevides afirma que se o banco realmente faliu, esses três primeiros caminhos seriam inviáveis, e o empréstimo da União, que está na quarta opção, viraria a primeira, o que prejudicaria o Tesouro Nacional. “Antes do Tesouro, o patrimônio do cara tem que ser usado”, disse Benevides à coluna.

A aposta do União

Se tem uma região em que o União Brasil jogará todas as suas fichas é o Nordeste .Lá estão 16 dos 51 deputados do partido, sendo cinco da Bahia, onde o PT tem o governo estadual, e o União, a Prefeitura de Salvador. O estado é uma das prioridades eleitorais do partido.

CURTIDAS

Crédito: Eduarda Esposito

Horas de dedicatórias/ O ex-governador e ex-ministro Wellington Moreira Franco (foto) ficou quatro horas autografando seu livro Moreira Franco, a política como destino — Caminhos e descaminhos da redemocratização, lançado ontem, em Brasília.

O périplo de Caiado/ O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vai a Porto Alegre conversar com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). A ordem é afastar qualquer ruído de insatisfação do gaúcho com a chapa.

Por falar em chapa…/ Caiado ainda não definiu o vice ou a vice. Quer alguém que agregue e essa escolha não ficará para depois da Copa do Mundo.

O sonho de Izalci/ O senador Izalci Lucas (PL-DF) mantém a esperança de ser o candidato do partido ao Governo do Distrito Federal. Ele aposta que a governadora Celina Leão (PP) tem tudo para se desgastar com escândalo do Master, levando Michelle Bolsonaro a abandoná-la. O problema é que, dentro do PL, o plano B para o GDF é a senadora Damares Alves (Republicanos)e não Izalci.

Uma janela para Caiado

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Política, PT, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 7 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Pré-candidato do PSD ao Planalto, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado é visto pelo mercado financeiro como um nome com potencial para conquistar terreno no setor. É que os financistas começam a olhar com certa desconfiança para Flávio Bolsonaro, do PL. O senador é visto nos bastidores como um candidato que, antes mesmo de entrar em campo, reclama das urnas eletrônicas e terá que dar muitas explicações sobre a formação de seu patrimônio. Para completar, tem um irmão nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro — brigando dentro do próprio partido, e outro — Carlos Bolsonaro — considerado instável. Se Caiado conseguir se colocar como um gestor experiente e equilibrado, atrairá grande parte do centro, deixando Flávio na extrema-direita que, sozinha, não conseguirá chegar ao segundo turno.

Crédito: Caio Gomez

Discurso pronto

O PT tem uma resposta às acusações da oposição sobre o voto contrário de seus parlamentares ao relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS: A fraude foi descoberta no governo Lula, que dá autonomia aos órgãos de fiscalização. “O relatório da maioria da CPMI do INSS prova que o esquema foi gestado, montado e executado durante o governo Bolsonaro. Prova, também, que foi sob a administração do presidente Lula que a PF e a CGU tiveram autonomia para investigar e desmontar esse esquema. A verdade é essa: Bolsonaro deixou roubar, Lula mandou investigar e devolver o dinheiro dos aposentados” , afirma o secretário nacional do partido, Éden Valadares.

Aliás…

Os petistas lembram, ainda, a reunião de 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro disse: “Não vou esperar f.. a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar. Se não puder trocar, troco o chefe dele. Se não puder, troco o ministro e ponto final” . Os vídeos das reuniões de Bolsonaro e de seus ministros voltaram a circular com força nos últimos dias.

Pescaria

O movimento de filiação do senador Rodrigo Pacheco no PSB não foi apenas para viabilizar um palanque em Minas capaz de abrigar o presidente Lula. Na cúpula do partido de João Campos, Pacheco é visto como um atrativo para que outros nomes possam se juntar à sigla no futuro, a fim de fortalecer o PSB em Minas Gerais.

Se depender de Alcolumbre…

… Não haverá prorrogação da CPI do Crime Organizado. Ainda que o relator da CPI no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), tenha conseguido as assinaturas para ampliar o prazo da investigação, parlamentares ouvidos pela coluna não estão otimistas e apontam para o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o maior empecilho.

Justiça tributária em pauta

O discurso do PT para taxação dos super-ricos ganha um empurrãozinho nesta quarta-feira, com o lançamento da campanha nacional por justiça tributária e enfrentamento das desigualdades no Sistema Tributário Nacional. Teresa Ruas, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), diz que a ideia do movimento é ampliar a pressão pública por mudanças estruturais no sistema tributário. “O Brasil precisa de um sistema mais justo, que combata desigualdades e garanta recursos para políticas públicas. Essa campanha é um chamado à sociedade e ao Congresso para que a taxação dos super-ricos avance de forma concreta” , diz.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução redes sociais

Sem aviso/ Os deputados tomaram um susto quando chegaram à Câmara, nesta semana, e se depararam com a montagem das cabines de votação na área do plenário. A única votação secreta pendente é para ministro do Tribunal de Contas da União. Só tem um probleminha: O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) não avisou aos pré-candidatos, não abriu inscrição e tampouco marcou sabatinas na Comissão de Finanças e Tributação.

Precedente/ No passado, Arthur Lira fez o mesmo, votou sem sabatina. Agora, porém, os partidos que não apoiam o candidato do PT, Odair Cunha (MG), vão cobrar as sabatinas.

Noite literária/ Em São Luís, o ex-presidente José Sarney e os escritores Ignácio de Loyola Brandão (E) e Valter Hugo Mãe (foto) trocaram impressões sobre literatura, cenário político e outros temas, na noite de Páscoa, degustando um sorvete de coco.

Vem aí/ O ex-ministro Moreira Franco lança, amanhã, em Brasília, o livro Política como destino, abordando os caminhos de descaminhos da redemocratização. O evento será realizado na Casa Parlamento, do grupo Esfera Brasil, a partir das 17h30.

Caiado bate em Lula de olho em Flávio

Publicado em Banco Central, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula, Política, PSD, Senado, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 31 de março de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Ronaldo Caiado lançou-se pré-candidato à Presidência da República com um discurso que em nada sugere uma terceira via no cenário polarizado das eleições. O governador manteve a postura de político de direita, com críticas contundentes ao lulopetismo. Essa linha de oposição ao Planalto vem sendo conduzida há meses, como se viu no debate sobre a PEC da Segurança Pública.

Mas, no dia em que se apresentou ao país como postulante ao Palácio do Planalto, Caiado sinalizou uma bandeira para atrair o eleitorado de Flávio Bolsonaro. Disse que, como primeiro ato na Presidência, assinaria a anistia ampla e irrestrita aos envolvidos na trama golpista. Foi a senha para esvaziar uma das principais promessas do filho 01 do ex-presidente Bolsonaro.

Ainda em relação a Flávio Bolsonaro, Caiado pode mostrar que tem muito mais experiência como gestor público doque o senador, que jamais exerceu um cargo no Executivo. Com seis mandatos parlamentares, o pré-candidato do PSD é, ainda, um articulador importante para o PSD cumprir o objetivo de formar uma bancada forte no Congresso em 2027. Caiado é adversário de Lula, sem dúvida. Mas é Flávio Bolsonaro quem está no caminho dele.

Sou agro

No lançamento da pré-candidatura, Caiado deixou clara a antiga aliança com o agro nacional, muito antes de o setor ganhar fama mundial e virar “pop” ou “tech”. Lembrou que foi fundador da União Democrática Ruralista (UDR), entidade contrária à atuação do MST entre 1985 e 1994. Caiado afirmou que a atuação política nesse período permitiu ao agro se tornar a estrela da economia brasileira.

Mordida

Assim como havia feito nas redes sociais nos últimos dias, Caiado resolveu espezinhar novamente Lula após o presidente sugerir que brasileiros estão endividados porque gastam muito no cuidado com cachorros. Disse ser “muito dedicado ao criatório de meus cachorros, que ultimamente o presidente tem tentado responsabilizar pela alta taxa de juros”.

Na ponta do lápis

Considerando apenas os números, o PSD encontrou motivos para preferir Caiado a Eduardo Leite. Pesquisa da BTG Nexus divulgada ontem mostra que o gaúcho tem uma rejeição ligeiramente (34%) maior do que o governador de Goiás (31%). No mesmo levantamento, Caiado também pontuou melhor em intenção de votos no primeiro turno e se saiu melhor contra o presidente Lula que seu colega de legenda.

Regional e nacional

Dentro do PSD, predominou a avaliação de que Leite estaria muito isolado no Rio Grande do Sul e de que a capilaridade de Caiado seria maior.

União é força

Durante o almoço empresarial do Lide em São Paulo, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que não tem dúvidas de que Caiado apoiará Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas ressalta que o momento é de união. “Todos nós sabemos que pode ter quantos candidatos a presidente do Brasil, que no segundo turno vai estar o Flávio e o Lula”, comentou.

Vem logo

“Tenho certeza de que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar. O ideal para nós era que todos eles nos acompanhasse no primeiro turno para dar chance para nós ganharmos a eleição no primeiro turno”, previu o presidente do PL.

Chamem

Após analisar os documentos elaborados pelo Tribunal de Contas da União, parlamentares aumentaram a pressão para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado chamar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A investigação do TCU indica que a gestão de Campos Neto apenas enviava ofícios, com advertências, ao banco de Daniel Vorcaro, e não tomou medidas mais drásticas.

Não é comigo

Na semana passada, em nota pública, Campos Neto afirmou que não era atribuição da presidência do BC analisar as atividades de bancos do porte do Master, com ativos inferiores a 1% do PIB. Essa seria uma atribuição de servidores do BC. “A presidência do BC não pode ser responsabilizada por terceiros”, alegou Campos Neto.

Sem cadeira cativa

Em entrevista a um programa de TV local, o deputado Arthur Lira (PP-AL) mandou recado ao eterno rival Renan Calheiros, ainda que sem citá-lo. “O Senado está devendo a Alagoas. Disse no lançamento (da pré-campanha) e reafirmo aqui: o Senado não é morada permanente de ninguém, não”, afirmou.

Na disputa

A primeira-dama de Rondônia e titular da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, almeja uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026 pelo União Brasil. Ela quer concentrar os esforços em projetos que promovam a assistência à população mais vulnerável.

Política é poesia

Com um livro de poesias recém-lançado, o ex-governador e pré-candidato José Roberto Arruda (PSD) resume a própria trajetória em versos sucintos. “Experimentei o poder, os palácios e o gosto amargo da prisão (…) Fiz curva em alta velocidade e, agora, cheguei a uma idade em que tudo faz sentido. Era esse o meu destino”, escreve o poeta-político, em Destino.

Ataque à Venezuela, mais um reforço à polarização

Urna eletrônica
Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 4 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg

Os primeiros acordes dos oposicionistas brasileiros ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela indicam que este será mais um tema para apimentar as discussões. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação norte-americana como “inaceitável”, nomes mais ligados ao bolsonarismo, como o deputado Zucco (PL), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e outros aplaudiram a ação do governo de Donald Trump. Falaram, inclusive, de “devolução da liberdade” ao povo venezuelano. Para quem havia perdido o discurso de defesa da democracia depois do 8 de janeiro de 2023, os bolsonaristas, agora, acreditam ter em mãos um reforço da “defesa da liberdade” e do “respeito à democracia”. Ainda que tenha sido pelo uso da força, é por aí que eles tentarão construir uma narrativa com vistas a fazer uma limonada do limão do 8 Janeiro.

Só tem um probleminha/ A maioria do centro não aplaudiu efusivamente a operação de Trump na Venezuela. Aliás, esse segmento da política brasileira tem muitas críticas sobre mais esse abalo nas relações internacionais, em que um país invade outro, leva seu presidente e primeira-dama sem dar satisfações a ninguém. O maior temor, revelado nos bastidores, é o de que mais dia, menos dia, alguém invente supostos envolvimentos em atividades ilícitas para tentar justificar uma invasão a outras nações.

No escuro

Até o início da primeira reunião de emergência no Itamaraty sobre a operação dos Estados Unidos na Venezuela, o governo brasileiro quase não tinha informações precisas sobre tudo o que havia ocorrido. Aliás, no fim de 2025, Lula tentou mediar o conflito e o governo de Washington não deu qualquer resposta.

A conta dos partidos

A maioria dos pré-candidatos a cargos majoritários já está no aquecimento para deflagrar as pré-campanhas neste trimestre, mas os presidentes de partido estão com o foco ajustado para a eleição das bancadas de deputados federais. É esta eleição que define o montante do fundo partidário e eleitoral a que cada legenda tem direito e, ainda, o tempo de horário eleitoral gratuito na tevê.

Ganhou peso

A tevê aberta perdeu força diante da velocidade e do alcance das redes sociais, mas ainda é considerada um ativo importante. Especialmente, em tempos de muita fake news embalada por inteligência artificial, os canais de acesso livre são considerados um bom meio para transmitir a mensagem real dos partidos.

Lhes dê motivos

O veto de Lula aos recursos destinados ao seguro do agro terá troco. A contar pelo pronunciamento do presidente da Frente Parlamentar do Agro, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a vingança virá na primeira votação importante que tiver este ano. Seja ela qual for.

Alivia aí

A expectativa do governo, porém, é que diante da crise da Venezuela, a oposição dê um refresco. Vem aí o discurso clamando por união e soberania.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A mudança de Caiado

Se o União Brasil não apoiar e aprovar a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (foto), ao Planalto, ele mudará de partido. Já tem convite para se filiar, por exemplo, ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SP).

Senado na defesa com a anistia

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, COP30, Economia, Eleições, EUA, GOVERNO LULA, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 4 de setembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com pressões a favor e contra a anistia pela tentativa de golpe e os atos de 08 de janeiro, o Senado quer ser o grande protagonista no sentido de colocar essa bola no chão e esperar a situação acalmar antes de levar esse tema a votos. A ideia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de apresentar um texto sobre o assunto, é o maior sinal de que, embora setores da Câmara tenham pressa, nada será feito de forma atabalhoada e nem seguirá no “liberou geral”. Já está acertado que, se a Câmara correr com o texto, o Senado terá uma proposta alternativa. Não descarta, inclusive, jogar o texto da Câmara no cesto mais próximo e começar.

Crédito: Caio Gomez

Enquanto isso, na Câmara…/ … a divergência impera. Muitos têm apostado na votação da urgência da anistia na semana que vem, após o julgamento. Mas alguns líderes de centro têm negado essa tese, já que o texto sequer foi apresentado. Os deputados do PL têm dito à coluna que o projeto está sendo construído com o centro, mas uma ala não quer desistir da anistia ampla, geral e irrestrita.

O diabo mora nos detalhes

Juristas que acompanham com uma lupa o julgamento em curso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal colocam como os pontos mais frágeis da acusação o tempo que os advogados de defesa tiveram para avaliar o extenso material sobre seus clientes e as várias versões de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, para o caso. Não foi à toa que, conforme o leitor da coluna já sabe, o procurador-geral, Paulo Gonet, evitou colocar a delação no centro da sua exposição no STF.

Razão e sensibilidade

Vem do PP o esforço dos políticos em prol do projeto que tenta reduzir a autonomia do Banco Central. E, no plenário da Câmara, tem muita gente se preparando para relacionar essa proposta à resistência da diretoria da autoridade monetária à venda do Banco Master ao BRB — cujo veto veio ontem à noite.

Façam suas apostas

Muita gente está dizendo que, se o governo investir no aumento de imposto das Bets para garantir a isenção de imposto para quem recebe até R$ 5 mil, vai emplacar. Muitos já se arrependeram, inclusive, de ter votado a favor desses cassinos virtuais.

Decidam-se

Relator do projeto que, entre outras coisas, trata sobre os consignados descontados em folha no INSS, o deputado Danilo Forte (União-CE) ouviu apelos do governo para inserir um fundo garantidor para atender aposentados e pensionistas lesados. O PT, porém, não estava convencido. A avaliação geral dos congressistas é a de que, se o PT e o governo adotarem caminhos opostos nos projetos, não terá acordo que dê jeito.

CURTIDAS

Crédito: Rodrigo Félix Leal

Não o subestimem/ À mesa num restaurante de Brasília durante a comemoração do aniversário do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), políticos experientes apontaram um nome como o mais promissor para concorrer ao Planalto: o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (foto), do PSD.

Veja bem/ A avaliação dos tarimbados parlamentares e ex-parlamentares foi a de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, terá dificuldades em deixar o cargo, porque Jair Bolsonaro não conseguirá levar o núcleo familiar a fechar esse apoio até abril, quando Tarcísio teria que sair do governo estadual para abraçar uma candidatura presidencial.

E o Caiado?/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez questão de comparecer ao aniversário de seu colega de partido. E hoje é quem está mais próximo de garantir a candidatura. Aliás, há quem diga que só não terá o apoio da própria legenda se Tarcísio for o candidato.

Por falar em Tarcisio…/ O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), foi para São Paulo se encontrar com o governador, Tarcísio de Freitas. Os dois jantaram juntos para conversar sobre anistia e como avançar o processo na Casa.

“Humilhação”, diz Caiado sobre tornozeleira em Bolsonaro

Publicado em Crise com os EUA, Crise diplomática, Economia, EUA, GOVERNO LULA, Política, Politica Externa, STF

Por Eduarda Esposito — O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Caiado, as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a investigação da Polícia Federal (PF) são uma vingança contra o ex-presidente.

Crédito: Secom/Goiás

“Não condizem com o regime democrático. Respeito decisões judiciais, mas há limites. Julgar é papel da Justiça, vingar não. O Supremo julga, não vinga. Não se pode impor esse tipo de humilhação a quem sequer foi condenado”, afirma o governador.

Segundo o governador, a medida foi desproporcional. “Colocar tornozeleira em um ex-presidente que não tem condenação, não responde criminalmente e sempre se colocou à disposição da Justiça? Isso é um absurdo”, critica.

“Ele está presente nos processos. Para quê essa atitude? Por que esse tipo de espetáculo? Isso não combina com um país democrático”, questiona o governador goiano.

A culpa é do Lula

Caiado também defendeu Bolsonaro quanto ao tarifaço aos produtos brasileiros ameaçado pelo presidente dos Estados Unudos, Donald Trump. Para o governador, o culpado pela sanção é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — mesmo que o deputado licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tenha admitido a articulação nos EUA para que Trump defenda seu pai e aplique sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

“Querer imputar a ele a responsabilidade por isso é forçar uma narrativa. O culpado pelo tarifaço é o governo Lula”, acusa.

Não esperou: Goiás é o 1º estado a ter um marco civil de IA no Brasil

Publicado em Economia, Política, Politica Externa

Por Eduarda Esposito — Enquanto o Brasil ainda discute um marco regulatório para Inteligência Artificial no Congresso Nacional, o estado de Goiás aprovou hoje (14) a Política Estadual de Fomento à Inovação em Inteligência Artificial (IA). A política havia sido aprovada na última terça-feira em 1º turno e hoje foi aprovada no 2º turno. O projeto chamou a atenção da multinacional Amazon, que ficou interessada e convidou o governador Ronaldo Caiado para um encontro na noite da última terça-feira (14) em Nova Iorque. Caiado apresentou a proposta para o vice-presidente mundial de Relações Institucionais da Amazon, Shannon Kellogg.

O secretário de Governo de Goiás, Adriano da Rocha Lima, acompanhou o governador no encontro e afirmou que tanto Caiado quanto a empresa acreditam que a proposta do governo federal de regulamentação da IA é “excessivamente restritiva e baseada em uma lógica punitiva”. De acordo com a comitiva, o projeto de Goiás se destacou justamente por seguir uma “bordagem abrangente e transparente para o uso da inteligência artificial”.

Ronaldo Caiado está otimista com o interesse da Amazon pela Política aprovada na câmara estadual de Goiás. O motivo é que a empresa já destinou US$ 21 bilhões à implantação de data centers e estruturas para o desenvolvimento da IA em duas cidades dos Estados Unidos — e que o mesmo valor pode ser investido em outros países que ofereçam ambiente propício para o avanço da tecnologia.

Que, segundo a comitiva, Kellogg teria afirmado sobre Goiás com a aprovação da legislação. De cordo com o secretário, o vice-presidente acredita que “Goiás já reúne os dois principais critérios exigidos pela empresa para receber esse tipo de aporte: segurança jurídica, garantida pelo marco civil da IA aprovado no estado, e o uso de energia limpa nos data centers”. Outro ponto destacado pelos interlocutores é que o estado goiano conta com uma legislação específica sobre bioinsumos e abriga cinco indústrias do setor, sendo uma delas controlada por uma empresa norte-americana.

Conheça o projeto

O projeto goiano prevê a criação de uma plataforma de software aberto — auditável e acessível à sociedade —, a implantação de um Núcleo de Ética em IA, a inclusão de conteúdos sobre inteligência artificial no currículo do ensino fundamental e médio, além da capacitação de servidores públicos para aplicação da tecnologia nos órgãos governamentais. Além disso, a proposta também tem a “diplomacia da IA”, que contará com parcerias internacionais e integração entre centros de pesquisa globais e instituições brasileiras. A Universidade Federal de Goiás (UFG) já é referência na área por ter o Centro de Excelência em Inteligência Artificial, um dos maiores da América Latina.

A lei também vai contar com a inclusão pioneira da IA no currículo escolar estadual, parceria com o Sistema S (SESI, SENAI, SEBRAE, SENAC, entre outros) para capacitação em inteligência artificial, a criação de Sandbox Estadual Permanente, incluindo para temas de ponta da inteligência artificial, como Agentes Autônomos, criando assim no estado um ambiente regulatório seguro e com previsibilidade jurídica para o desenvolvimento da tecnologia. A proposta criou um arcabouço legal para a atração de data centers para o estado priorizando a questão energética. ao incentivar o uso de energias renováveis, inclusive o biometano, para a operação dos data centers e infraestruturas tecnológicas relacionadas à inteligência artificial.

O biometano é produzido por resíduos da produção agrícola, incluindo a vinhaça da cana, e possui molécula idêntica ao do gás natural (GNV). De acordo com Goias, o Brasil e o estado têm imensa capacidade de liderar nessa produção energética de baixo impacto de carbono e a iniciativa reforça o compromisso de Goiás com o desenvolvimento sustentável e o posiciona como destino preferencial para empresas comprometidas com práticas ambientalmente responsáveis.

Pensando no agronegócio, a lei institui o programa “IA no Campo – Agro-Tech Aberta Global”, com o objetivo de aumentar ainda mais a produtividade agrícola através da tecnologia e tornar o Brasil competitivo no treinamento de IAs aplicadas ao agronegócio, com visão computacional aplicada ao campo. O projeto vai ainda fomentar projetos de IA com apoio técnico, financeiro e fiscal, unindo universidades, centros de pesquisa, setor privado e iniciativas que queiram desenvolver soluções baseadas em IA, com infraestrutura digital compartilhada e segurança jurídica. E ainda vai premiar com a criação do Prêmio Anual Goiás Aberto para Inteligência Artificial. A premiação vai reconhecer, nacional e internacionalmente, projetos inovadores que utilizem IA de forma ética, sustentável e aberta.

Federação União Progressistas tem prazo para deixar o governo

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso
Crédito: Caio Gomez

Coluna Brasília/DF, publicada em 30 de abril de 2024, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Se depender do vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, os filiados à federação União Progressista deixam o governo no segundo semestre. A ideia é lançar candidato próprio ao Planalto ou integrar uma construção do centro à direita, ou seja, montar uma chapa para enfrentar Lula e os demais partidos de esquerda. (leia mais sobre a conversa com ACM Neto no blog da Denise, no site do Correio). O prazo até o fim do ano é anterior ao de desincompatibilização, em abril, quando os candidatos às eleições de 2026 terão de entregar os cargos de ministros. A tendência, a preços de hoje, é continuar com um pé no governo e outro fora dele. Essa divisão, aliás, foi um dos fatores que levaram o líder do União a recusar o convite para assumir um ministério de Lula. Agora, com 109 deputados, essa nova força da política está assediada por todos os lados. Com tantas incertezas rumo a 2026 e Lula enfraquecido, a ordem, neste momento, é distribuir as fichas e todo mundo conversando.

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E vem mais/ O fato de a federação adotar o nome União Progressista (UP) não foi à toa. A ideia é, mais à frente, se tudo der certo, realizar uma fusão das duas legendas. Aliás, a partir de agora, a ordem é tentar resolver as divisões internas, para juntar mais à frente. Até aqui, as apostas levam à oposição. Porém, se Lula conseguir se recuperar politicamente, a tendência é repetir o que sempre fez o MDB, com uma ala no governo, outra na oposição. E, quem ganhar, carrega os demais.

Lupi em maratona

A ida do ministro da Previdência, Carlos Lupi, ao Congresso não fará com que ele saia da mira da oposição. A ordem entre os oposicionistas é continuar com artilharia pesada sobre o ministro.

Pelo trabalhador

Sem Lula no 1º de Maio, os líderes sindicais se reuniram com ele no Planalto. Como todos os anos, nesta época, discutiram assuntos que interessam aos trabalhadores de forma geral, como o fim da escala 6×1, que já tem apoio dos governistas no Congresso, faltando apenas uma posição mais contundente por parte do presidente Lula.

Celina e Caiado

Num rápido encontro na chapelaria da Câmara, logo depois da solenidade de lançamento da federação União Progressista, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi direto quando perguntado se apoiará Celina Leão ao GDF: “Somos todos goianos. Vamos sair fortes, ela disputando o governo e o Caiado disputando a Presidência da República”, disse à coluna. (Veja vídeo no site do Correio).

“Se não estivermos juntos no primeiro turno, estaremos juntos no segundo turno. Temos que ter um ótimo relacionamento com o PP e o União Brasil e prestigiarmos em tudo que nós pudermos” Valdemar da Costa da Neto, presidente do PL, quando estava saindo do encontro do União Brasil

CURTIDAS

Lobo solitário/ O ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho chegou sozinho e saiu da mesma forma da Câmara, logo depois da solenidade de lançamento da federação União Progressista. Nenhum colega de bancada lhe fez companhia.

Enquanto isso, nas comissões…/ Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), usou o argumento da dosimetria de penas aos acusados no 8 de Janeiro para se referir à punição que o PL defende que o deputado Glauber Braga (PSol-RJ) sofra em seu processo de cassação, no caso, a pena máxima. Não dá para defender anistia dos acusados do 8 de Janeiro e querer cassar Glauber Braga.

… as provocações não param/ Depois de um bate-boca que quase foi às vias de fato com o deputado Gilvan da Federal na Comissão de Segurança Pública, Lindbergh comentou que houve uma “luz de Deus, ele (Gilvan da Federal) quer que você (Lindbergh) bata”. O líder do PT irá conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pedir que as regras de convivência na Casa sejam endurecidas.

A lista só cresce/ Lindbergh relembrou que a agressão de Gilvan da Federal é o terceiro episódio relacionado a ele de provocação vinda do PL. Os dois outros foram as postagens do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) com insultos à ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, e depois a alusão a um trisal envolvendo Gleisi, Lindbergh e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Com Bolsonaro doente, ninguém se mexe

Publicado em coluna Brasília-DF
Crédito: Caio Gomez

Coluna Brasília/DF, publicada em 15 de abril de 2024, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro fez com que todos os pré-candidatos a presidente da República paralisassem os movimentos. A palavra mais usada para definir a situação dos partidos mais conservadores é “imprevisível”.

O União Brasil, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, está totalmente dividido. O PL, maior partido conservador, não admite que se fale em outros nomes para concorrer em nome do seu maior líder, em termos de capacidade de mobilização e de votos. O Republicanos, o PSD e o Novo, que também têm seus atores nesse processo — respectivamente caso dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Paraná, Ratinho Júnior, e de Minas Gerais, Romeu Zema —, também recolheram os flaps.

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Ninguém quer ser acusado de ter aproveitado uma situação delicada para entrar na disputa. Isso significa que, enquanto Bolsonaro não estiver recuperado, a única pauta dos seus aliados será o projeto de anistia aos acusados pelas depredações às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. E olhe lá.

Ruído na relação

Quem acompanha com uma lupa os bastidores da COP 30, tomou um susto ao ver o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar Brasília como sede do encontro preparatório para a cúpula do clima. Esperava-se que essa reunião fosse no Rio de Janeiro.

Nem pensar

Lula pisa em ovos no tema COP 30. No governo, há quem diga que se fizesse o evento no Rio, haveria especulações de favorecimento ao prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD). Brasília é considerada território neutro.

Faltaram eles

O único discurso que arrancou aplausos durante a Lide Brazil Emirates Conference, em Dubai, foi quando o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, mencionou que o empresariado é que deve orientar o governo sobre o que funciona e que não deve ser feito em termos de políticas voltadas à sustentabilidade. E não havia um ministro de Lula sequer para rebater e debater.

Antes tarde do que nunca

A ideia do governo de fazer exames e cirurgias na rede privada, a fim de acelerar a fila do SUS, foi exatamente o que foi feito pelo então governador João Doria. Com o nome de “Corujão da Saúde”, o programa acabou com a fila de exames em 90 dias e mais de 900 mil pessoas foram atendidas na rede de hospitais privados de São Paulo, entre as 20h e as 6h. “Fico feliz que estejam copiando nossa ideia, mesmo 10 anos depois”, disse à coluna.

CURTIDAS

Intensivão/ Nem todos os médicos aguentaram o tranco de 12 horas para operar o ex-presidente Jair Bolsonaro, no domingo. Um deles, dito ser mais novo em idade que outros integrantes da equipe, precisou ser trocado durante o procedimento.

Pausa na agenda/ O governador Ibaneis Rocha aproveitou o tempo livre em Dubai, antes da palestra no Lide Brazil Emirates Conference, para assistir à corrida de Fórmula Um, no Bahrein, no domingo. Outros políticos preferiram visitar o majestoso Burj Khalifa, o maior prédio do mundo. Para subir até o topo, dependendo do dia e da disponibilidade, paga-se quase R$ 1 mil por ingresso, além horas de fila.

Enquanto isso, entre os empresários…/ A aposta principal do empresariado que busca recurso dos petrodólares é Tarcísio de Freitas. Alguns ainda se referiam a Bolsonaro como o Doutor Smith, do antigo seriado Perdidos no Espaço, e emendavam: “Nada tema, com Tarcísio não há problema”.

Queda de braço na segurança pública

Publicado em coluna Brasília-DF
Crédito: Pacífico

Coluna Brasília/DF, publicada em 13 de abril de 2024, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

O Partido Liberal vai avançar na ofensiva contra as propostas do governo federal para melhorar a segurança pública. Após criticar reiteradamente a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada na semana passada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a legenda está elaborando um pacote que agrega vários projetos já em andamento no Legislativo.

Os parlamentares consideram esse pacote mais “efetivo” do que a PEC da Segurança governista. “É muito arriscado aprovar uma proposta de esquerda que não tem coragem de combater o crime organizado. O governo chega atrasado, no final de um mandato, e não entendeu o que já havia no Congresso Nacional sobre o tema”, diz o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Líder da minoria na Câmara, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) aposta na derrota do governo. Mas se porventura a proposta for aprovada, a parlamentar assegura que o PL vai se mobilizar na Casa revisora. “Portinho vai correr no Senado para aprovar o pacote dele e se adiantar”, antecipa.

Olha só

Há meses a PEC da Segurança é alvo de críticas. Oposicionistas avaliam que a integração dos sistemas das forças policiais é bem-vinda, mas estipular diretrizes iguais para todos os estados é inadmissível, em razão das particularidades de cada unidade federativa. Outra ressalva é a suposta ausência de medidas efetivas para o combate ao crime organizado.

Supersalário, sim

Pesquisa do instituto Ranking dos Políticos mostra que deputados e senadores concordam na regulamentação dos supersalários. Segundo o levantamento, 85,5% dos deputados e 92,4% dos senadores querem avançar com a pauta. E que 51,1% da Câmara e 80,8% do Senado acreditam que haverá regulamentação dos supersalários ainda nesta legislatura. Em meio aos atritos entre Legislativo e Judiciário, a pauta promete grande adesão do Parlamento e já é vista como prioridade para alguns líderes.

Nova ameaça

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) está preocupado com a possível aprovação do PL 2.234/22, que autoriza os jogos de azar no Brasil e a abertura de mil bingos e 67 cassinos pelo país. “É o fechamento do ciclo, porque as bets já estão causando um estrago enorme. As pesquisas mostram que as casas de apostas esportivas pegam um público de até 49 anos, e os cassinos vão vir para pegar os idosos”, alertou o senador.

Porta do crime

A Polícia Federal, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip), o Conselho de Controles das Atividades Financeiras (Coaf) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestaram sobre os perigos dessa autorização. Ressaltam que essas atividades abrem brechas para crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção de agentes públicos e evasão de receitas.

Não combina

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse não ver lógica em uma federação entre seu partido, União Brasil, e o Progressistas. “É uma incongruência, o 3º e o 4º maior partido se juntarem com características tão diferentes”, disse em Brasília, durante a inauguração da Casa da Liberdade, sede da Frente Parlamentar do Livre Mercado (FPLM).

Deixa quieto

No entendimento de Caiado, a federação salvou partidos menores do desaparecimento, graças à obrigatoriedade da cota parlamentar. Esse não seria o caso do União Brasil. Outra ressalva são as eleições estaduais. Nem sempre a aliança nacional se reproduz no cenário estadual. “O que se ganha em criar discórdia entre amigos?”, questionou o pré-candidato à Presidência.

Gastos e receitas

Nomeado para presidir a Comissão Mista do Orçamento, o senador Efraim Filho (União-PB) deu o tom fiscalista que pretende adotar no seu mandato de um ano. “Equilíbrio (fiscal) não se faz apenas pelo lado da receita, aumentando imposto para arrecadar, arrecadar e arrecadar. Também se faz pelo lado da despesa. É qualificar o gasto público, reduzir custos e eliminar o desperdício”, afirmou. A ver se as premissas se confirmam.

De vice para vice

O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou profunda reverência a Marco Maciel na última quinta-feira, ao descerrar um retrato oficial do homenageado na galeria dos vice-presidentes. Alckmin enalteceu o espírito público de Maciel, que também foi ministro, senador e presidente da Câmara dos Deputados. Presentes à cerimônia, familiares do político pernambucano agradeceram o reconhecimento.

Paz no mundo

O médico e psicoterapeuta Feizi Milani é o único brasileiro a participar da Cúpula Global pela Justiça, Amor e Paz, realizada este fim de semana em Dubai. O evento reúne 12 laureados pelo Nobel da Paz, além de autoridades e lideranças de vários países. Conhecido por trabalhos que estimulam a cultura da paz, Milani vai abordar em palestra como o amor pode inspirar um mundo mais sustentável.

É só o amor

A exemplo do que defendem vários líderes religiosos, Milani sustenta que o amor tem o real poder mudar a humanidade. “Toda transformação passa pelo amor, tanto em nível pessoal quanto coletivo. Se o amor é mais do que um sentimento, é, na verdade, uma capacidade, todo mundo pode aprender a amar cada vez mais e para além do núcleo familiar”, acredita.