Os respingos em Messias

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A crise aberta entre Legislativo e Judiciário, depois da apresentação do relatório da CPI do Crime Organizado, terá reflexos nos votos de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. É que começa a se cristalizar na Casa a ideia de que, diante da tensão entre Senado e STF, com pedidos de indiciamento de ministros — algo já rejeitado no Senado —, e a reação da Corte — com pedido de investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) —, o melhor no momento é pisar no freio quanto à escolha de um ministro para o Supremo. Ainda mais em se tratando de um indicado tão afeito a um lado da política. Nesse sentido, o trabalho do governo daqui até 28 de abril, data da sabatina de Messias no Senado, será separar essas estações e acalmar os ânimos entre os dois Poderes. Serão 11 dias para cuidar da relação entre a “Casa dos Onze” e o Senado, a fim de garantir maioria dos 81 senadores favoráveis a Messias, o que ainda está incerto.

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Quem chega para ajudar/ Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) entrou em campo para tentar ajudar Messias. Quem ainda não entrou de corpo e alma nesse barco foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda tem dificuldades em abraçar a campanha do advogado-geral da União para o STF.

Conselhos para Sidônio

Aliados de Lula foram ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizer que o discurso do governo sobre o fim da escala 6 x 1 não pegou e que o povo nem sabe do que se trata de conceder uma folga a mais aos trabalhadores que só têm o domingo, ou outro dia na semana. A ideia desses amigos do presidente é que o governo fale mais que o objetivo da proposta é que as pessoas tenham dois dias de folga para cuidar da vida e… orar. De quebra, ajuda até a chamar a atenção do eleitorado evangélico.

Por falar em 6 x 1…

Enquanto o Centrão defende que não é hora para se discutir sobre o fim da escala 6 x 1, o governo tenta convencer os parlamentares a optarem pelo projeto de lei: é que, em caso de criarem muitos problemas com a nova escala de trabalho, o PL é de mais fácil tramitação do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A base governista vai usar esse argumento para defender a discussão do texto com urgência constitucional, enviado pelo Planalto esta semana.

A cobrança da Reforma Administrativa

O 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema eficiência na gestão pública, trouxe à baila a Reforma Administrativa e a necessidade de destinação das emendas parlamentares a obras estruturantes. “São R$ 50 bilhões em emendas e cadê as obras estruturantes?”, perguntou o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes.

Por falar em emendas…

O ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU) — que já foi senador —, defendeu as emendas como instrumento de gestão. “É um recurso para localidades que, muitas vezes, não recebem recursos”, afirmou. Ele acredita que não se deve criminalizar as indicações, mas que o TCU deve fiscalizar e punir os desvios. “O grande empenho neste momento é que seja identificado um plano de trabalho adequado para que essas emendas tenham, de fato, sua origem, seu destino, e qual será seu percurso. E será objeto de avaliação permanente pelo TCU, que tem capacidade, legitimidade e estrutura administrativa para fazer isso em relação aos recursos federais”, disse, logo após o 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense.

CURTIDAS

Crédito: TV PT/Reprodução

Cálculos na ponta do lápis I/ Davi Alcolumbre foi incisivo ao afirmar que não pautará mais nenhum projeto de lei que cria piso ou impacto financeiro nas contas do governo federal, estaduais ou municipais. A fala vem em meio à votação, na Câmara dos Deputados, de uma PEC que destina 1% da receita corrente líquida dos entes federados à Assistência Social.

Cálculos na ponta do lápis II/ “A minha decisão é não botar na pauta nenhum (piso), mas ouvir vossas excelências para agente buscar entendimento com o governo federal, estados brasileiros, municípios e decidir em conjunto quais as matérias vamos deliberar no plenário do Senado que impactam, direta ou indiretamente, as finanças públicas no Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas”, justificou Alcolumbre.

Contagem de votos/ Após a aprovação da indicação do deputado mineiro Odair Cunha (PT-MG) ao TCU, seus aliados estão contando os votos. Alguns relataram à coluna que antes de chegarem ao Plenário eram esperados cerca de 280 votos, mas, com a porcentagem dos “traidores”, acreditavam que ficaria entre 250 votos. Já perto da votação, o partido contou 308 votos, cinco a mais do que o resultado final, e são justamente esses “traidores” que os aliados de Cunha procuram para cobrar o combinado.

Mineiros no TCU/ Depois dos pernambucanos, chegou a vez dos mineiros. O ministro Antonio Anastasia deu boas-vindas ao futuro novo ministro Odair Cunha. Inclusive, lembrou que os dois são da mesma região de Minas Gerais, algo que não ocorria há algum tempo na corte. O TCU, há alguns anos, chegou a ter três ministros de Pernambuco: o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ex-ministro da Educação e de Minas e Energia, José Jorge; e a ex-deputada Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, e avó do presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos (foto).

Guimarães: PEC 6×1 pode ser votada até o fim de maio

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Crédito: Maurenilson

Por Eduarda Esposito — O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou durante almoço na Casa Parlamento do Grupo Esfera Brasil, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 pode ser votada na Câmara até o fim de maio. De acordo com Guimarães, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que o texto pode ser votado na próxima terça-feira (14/4) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ou na quinta-feira (16), caso haja pedido de vista.

“O presidente Hugo apresentou para nós que vota na próxima terça-feira na CCJ e se tiver visto coletivo, vota na comissão propriamente dita na quinta e move-se para a comissão especial com celeridade. E entregaria votado no plenário da câmara, no máximo, até o final de maio”, disse.

Sobre o envio de um projeto de lei com urgência constitucional sobre o mesmo tema, o líder afirmou que, assim como a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann, é contra. Guimarães defende que no cenário em que o governo não é maioria no Congresso Nacional, o caminho para a aprovação é o diálogo. Contudo, assim como a tramitação de projetos, o governo também tem a prerrogativa de enviar o projeto caso deseje.

“Na reunião, nós colocamos que vamos aguardar. Se evoluir, não precisa mandar, se enviar é crise. Mas sei que no governo tem a opinião que devia ter mandado há muito tempo e eu estou segurando. Já recebi reclamação e disse: tenha calma, tudo se resolve com diálogo. A não ser que a Câmara interditasse, não pode empurrar desse jeito, tem que ser mediada com o setor e os trabalhadores, construir um consenso”, ressaltou.

Obstáculos

Durante um jantar na Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) afirmou que estuda apresentar um voto em separado para a PEC 6×1 na CCJ, porque considera inconstitucional o Estado proibir o cidadão de trabalhar, já que é um direito garantido pela Constituição.

Rejeição será o fiel da balança nas eleições

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Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 4 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Com o fechamento da janela partidária, ontem, e do fim do prazo para os candidatos deixarem os mandatos no Executivo, hoje, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará correr contra o tempo para melhorar a avaliação dos eleitores. O fator rejeição será decisivo na campanha eleitoral deste ano, alertou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Conforme dados da pesquisa Arko/Intel, divulgada ontem, Lula está em uma posição muito incômoda. Ele lidera o ranking de rejeição dos eleitores, com 50,6%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um rejeição menor, de 24% — maior do que a dopai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de16,3%. Assim, o chefe do Executivo terá uma boa dose de trabalho pela frente para reverter esse quadro, apesar de denúncias contra o filho 01 no radar, como a da rachadinha.

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“A chance do Flávio Bolsonaro é dada, independentemente de como ele vai performar ao longo da campanha, porque a rejeição de Lula ainda é muito alta. Isso significa que o eleitorado é crítico ao governo. Portanto, qualquer nome da oposição tem chance, sem dúvida”, destacou Cortez. Para ele, a disputa já está aberta e se o governo Lula não conseguir melhorar a avaliação junto aos eleitores, Flávio é um nome forte para ganhar as eleições neste ano, “ainda que ele tenha uma série de questionamentos como candidato”. Logo, tudo indica que a eleição deste ano será definida por pouquíssimos votos, tal como foi a de 2022.

Prazo curto

A partir de agora, o governo federal vai ter que correr contra o tempo para mostrar o que fez para a população desde 2023. E, para isso, tem até 4 de julho, quando vence o prazo para o Executivo fazer propaganda, inaugurar obras para conquistar os indecisos e melhorar a imagem junto ao eleitorado. Depois dessa data, começa a propaganda intrapartidária dos candidatos.

Imagem negativa

Assim como a rejeição elevada, a imagem negativa de Lula também é elevada, chegando a 55%, acima da positiva, de 43%, conforme os dados da pesquisa da Atlas/Arko. Já Flávio Bolsonaro tem imagem positiva para 53%do eleitorado e positiva para 44% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, por sua vez, tem uma imagem negativa maior, de 57%, e só é superado pela primeira-dama Rosângela Janja da Silva (62%); pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (66%); pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) — os dois últimos empatados com 90% de percepção negativado eleitorado.

Senadores na berlinda

Seis pesquisas estaduais da AtlasIntel, divulgadas recentemente, mostram senadores governistas e da oposição que podem perder os mandatos que têm. No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT) aparece em terceiro lugar no consolidado dos votos para as duas vagas disponíveis para o Senado, com 16,3%. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também está em terceiro lugar, com 17,7% dos votos. Outros ex-senadores também estão com dificuldade em retornar para à Casa, como a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná — em terceiro lugar, com 16,5%; Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, em quarto lugar, com 8,7%; e Marina Silva (Rede), em São Paulo, em terceiro lugar, com 19,6%.

Discurso regional

Na próxima quarta-feira, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) realizam juntas uma reunião-almoço para discutir os impactos da mudança na escala 6 x 1,agora no âmbito dos municípios. As frentes têm promovido diversas rodadas de conversa sobre a pauta. O encontro contará com a participação do prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, além de representantes do setor produtivo.

Pente fino

Enquanto as negociações para o acordo de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, caminham, investigadores responsáveis pelo caso buscam os bens do empresário mineiro e o emaranhado de fundos dele no exterior. O mapeamento dos recursos de Vorcaro em paraísos fiscais, inclusive, deve ajudar no processo de devolução de ativos do banqueiro como contrapartida do acordo de delação premiada. A expectativa é de que Vorcaro aponte outros CPFs de beneficiários desse dinheiro que está lá fora.

Siga o dinheiro

Não à toa, o Banco de Brasília (BRB) se adiantou às investigações em busca dos bens de Vorcaro no exterior para o acordo de delação premiada. Entrou na Justiça como pedido de tutela cautelar, com o objetivo de “resguardar o direito à eventual recomposição integral dos danos sofridos”. Assim, o banco do Distrito Federal tenta reduzir o estrago provocado pelo Master nas contas da instituição que, pelas investigações da Polícia Federal, comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master. O BRB tenta achar recursos para cobrir o rombo deixado pelo Master e que ainda não foi divulgado no balanço de 2025.

Surpresa boa

Fora da política, a Sexta-Feira Santa trouxe uma bela surpresa para os fãs da banda U2, incluindo a interina desta coluna. A banda de rock irlandesa lançou o EP Easter Lily, com seis músicas inéditas. Em carta publicada no Instagram da banda, o vocalista Bono escreveu que o novo álbum trouxe muitas perguntas pessoais envolvendo vários temas nesse cenário de guerras, como religião e amizade. Bono ainda destacou que o álbum faz uma uma homenagem a Patti Smith, em referência ao álbum Easter, que, segundo ele, deu muita esperança para ele, um jovem de 18 anos, quando foi lançado em 1978. “Tentaremos fazer alarde e pompa em outra ocasião para lembrar ao resto do mundo que existimos, mas enquanto isso… isso fica entre nós”, escreveu o vocalista.

Vorcaro muda de patamar…

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 5 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

As ameaças do ex-controlador do Master Daniel Vorcaro a várias pessoas levam os políticos a tirarem o ex-banqueiro da posição de um sujeito esperto, que havia descoberto um método de ganhar dinheiro fácil e enrolar alguns. Agora, Vorcaro ganhou a imagem de um “bandido, gangster e mafioso” capaz de usar as mesmas técnicas de intimidação do crime organizado, sejam milicianos, sejam traficantes. Por isso, não será surpresa se pelo menos parte do apoio político for retirado.

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… e de apoio/ Entre os parlamentares, cresce a pressão para que seja instalada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), algo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), continua relutando em fazer (leia notas nesta coluna). O Parlamento retomou seus trabalhos há mais de um mês, depois do longo recesso, e ainda não houve sequer uma sessão do Congresso para leitura do pedido e futura instalação da investigação.

Se foi assim com jornalista…

… imagine o que Vorcaro não faz com aqueles que participaram de seus ilícitos. Esse era o comentário nas rodas de políticos nos restaurantes de Brasília no almoço de quarta-feira. Tem muita gente especulando sobre o que o ex-banqueiro possa tentar fazer, ainda que esteja preso.

Precedente & prorrogação

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de suspender a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, abre precedente para que os outros cinco alvos que tiveram o sigilo quebrado na mesma votação recorram ao STF para suspender os pedidos de forma individual. Essa é uma das preocupações da CPMI do INSS neste momento. A outra é a dificuldade em prorrogar a CPMI, algo que Alcolumbre pretende dar ao governo depois de não interferir na quebra de sigilo de Fábio Lula da Silva, o Lulinha.

Corrida pelo destaque

Ao saber que os senadores planejam recorrer ao Supremo Tribunal Federal para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Senado, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foi estudar para fazer o mesmo com a sua CPMI, que aguarda leitura em sessão do Congresso Nacional para instalação. Na avaliação de Jordy, a CPMI é o caminho, não a CPI, onde o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode controlar o desenrolar dos trabalhos.

Pressionem Alcolumbre

Carlos Jordy descobriu que, para recorrer ao STF para tentar garantir a CPMI, precisará esperar a realização de uma sessão do Congresso Nacional. E, se Davi Alcolumbre não fizer a leitura do pedido, aí, sim, caberia o recurso ao Supremo. Acontece que o presidente do Senado é o senhor do tempo sobre a convocação da reunião das duas Casas legislativas.

Riscos políticos

Parlamentares calculam que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a escala 6×1 dos empregados de diversos setores promete virar um “perde-perde” para os deputados. É que quem não votar a favor será desmoralizado na base eleitoral, e quem votar favoravelmente ao projeto e, porventura, a nova lei desencadear menores salários e desemprego, sofrerá o mesmo efeito.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Hora da conversa/ Na próxima terça-feira, o relator da regulamentação dos trabalhadores por aplicativos, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE, foto), se reunirá com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para chegarem a um consenso sobre o texto.

Entrave/ O ponto de discussão tem sido a remuneração mínima por entrega que Boulos defende ser R$ 10, e o setor quer R$ 7,50. Contudo, durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS), o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Jr., sugeriu uma remuneração por hora de trabalho. Coutinho gostou da sugestão e pediu que a Abrasel apresentasse a proposta formalmente o mais rápido possível.

Espírito republicano…/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, na próxima quarta-feira, 11 de março, de forma a acompanhar de perto a mudança de espectro político no país. “A ida do presidente Lula à posse de José Antonio Kast é um gesto político que vai além do protocolo diplomático. Trata-se de um movimento que sinaliza pragmatismo em um momento de crescente polarização ideológica na América Latina” , diz o especialista em risco político Eduardo Galvão.

… e estudo/ Esse cenário de transição e reconfiguração regional é matéria-prima de Eduardo Galvão em seu livro, Riscos Políticos na América Latina, obra que utiliza casos como o chileno para evidenciar como alternâncias de poder e novos alinhamentos ideológicos impactam investimentos, estratégias corporativas e o ambiente regulatório, consolidando a política como variável central na tomada de decisões empresariais no continente. A sessão de autógrafos será nesta quinta-feira, das 18h30 às 21h, no Ibmec Brasília, SIG quadra 04, edifício Capital Financial Center, bloco A.

Alckmin e PSB apostam no DF

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 3 de março de 2026. por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Em meio ao tumultuado cenário político brasiliense, o PSB prepara suas baterias para ir à luta. O partido não abre mão de candidatura própria ao Governo do Distrito Federal. No fim de semana, essa disposição ganhou força após uma reunião entre lideranças regionais e o vice-presidente Geraldo Alckmin. No encontro, Alckmin elogiou o pré-candidato Ricardo Cappelli, crítico frequente de Ibaneis Rocha e Celina Leão.

Crédito: Caio Gomez

Para os integrantes do PSB, Cappelli reúne condições para derrotar, em outubro, o grupo político que domina o cenário brasiliense desde 2018. O agravamento do escândalo Master-BRB entra como um dos elementos centrais na estratégia da oposição. Dentro do PSB, a leitura é de que o partido entra na corrida eleitoral fortalecido, com alinhamento nacional, base organizada e candidatura. O encontro com Alckmin é interpretado como gesto de respaldo político e integração entre o projeto local e a direção nacional da legenda.

Conversa fiada

Conselheiro do grupo Movimento Pessoas à Frente, o ex-deputado distrital Israel Batista tem sérias ressalvas ao grupo de trabalho, formado por integrantes do Judiciário e do Legislativo, que deverá definir critérios no pagamento dos penduricalhos. “Quando ninguém quer trabalhar, monta-se um GT. Se tem lei, se tem reforma, vai montar um grupo pra quê?”, dispara.

Debate franco

Para Israel Batista, a decisão do ministro Flávio Dino é uma oportunidade de debater um tema que enfrenta um lobby fortíssimo do setor público. Os supersalários nos três Poderes da União, estados e municípios custam R$ 20 bilhões por ano.

Convergência

Diversas frentes parlamentares participam, nesta terça-feira, de uma rodada de debates na sede da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) para tratar do fim da escala 6×1. O tema, como se sabe, é controverso e considerado uma prioridade para o governo Lula. Parlamentares defendem uma discussão mais ampla, que contemple, também, inovação tecnológica e qualificação da mão de obra.

“A autoridade de uma Corte Constitucional não se sustenta na retórica do poder, nem na ilusão desse mesmo poder. Afirma-se, sobretudo, na coerência institucional, na disciplina de conduta, na prudência da palavra, na integridade da decisão e na dos seus julgadores” Celso de Mello, ministro aposentado do STF, em mensagem por ocasião da celebração dos 135 anos da Corte

Ser ou não ser

Com a indefinição da presidência da federação União Progressistas na Paraíba e a neutralidade que os partidos querem seguir durante a eleição, o senador Efraim Filho (União-PB) está perto de migrar para o PL. Efraim pretende ser crítico ao presidente Lula no palanque — o que lhe foi prometido lá atrás pelas siglas. Mas, com a nova orientação do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, o parlamentar procura uma casa que apoie sua candidatura de oposição.

Na Papudinha

O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão em razão da trama golpista. A partir de relatórios sobre a estado de saúde de Bolsonaro, o magistrado concluiu que o paciente está em boas condições.

Crédito: Miguel Schincariol/AFP

Movimento intenso

Moraes ressaltou a intensa atividade política na Papudinha — com visitas frequentes de apoiadores — como indicativo de que o ex-presidente está em plena atividade. “O apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”, escreveu o ministro.

E tem mais

Por fim, Moraes destacou que prisão domiciliar seria um benefício inadequado para quem desobedeceu medidas cautelares e tentou inutilizar uma tornozeleira eletrônica.

Vivi para contar

Ministro de três presidentes, ex-governador do Rio de Janeiro e uma vida pública de mais de 50 anos, Moreira Franco (foto) conta a própria trajetória no livro Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização. Em formato de entrevista, Moreira Franco relata, em mais de mil páginas, o testemunho dele dos principais fatos políticos nas últimas décadas. O lançamento será na Livraria da Travessa, dia 5, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro.

O jogo de Hugo Motta

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Ao encaminhar a proposta da redução da escala 6×1 para os trabalhadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atua em três frentes. Primeiro, se tornar sócio de qualquer benefício que o governo possa obter em termos de ganho de popularidade junto aos que hoje cumprem essa carga horária de trabalho. Em segundo lugar, mostrar ao Planalto que está em sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa campanha reeleitoral, caso os votos do petista possam ajudar o Republicanos na Paraíba. A terceira é mostrar que ele não trata apenas dos projetos que beneficiam os servidores do Legislativo.

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Por falar em servidores…/ Hugo Motta fez questão de dizer na reunião de líderes que, certa ou errada, a criação de mais um penduricalho para engordar os vencimentos dos trabalhadores do Legislativo foi feita mediante aprovação de um projeto de lei. Logo, estaria fora daquelas propostas atingidas pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Flávio Dino. O magistrado, porém, ganhou muita popularidade ao tomar a decisão. O presidente da Câmara e o Congresso como um todo ficaram com o desgaste. Agora, é hora de tentar, pelo menos, de empatar essa partida colocando a redução da escala 6×1 na roda.

Separem as estações

Com a Câmara prestes a avaliar o futuro dos deputados acusados de desvio de emendas, tem muita gente na Casa apostando na cassação dos mandatos de quem tiver enrolado. A ideia é mostrar que as emendas têm o seu valor, e as indicações dos parlamentares são corretas. O que não pode é desviar os recursos.

Consolidado I

Por mais que o presidente do PT, Edinho Silva, tenha dito no almoço do Lide, em São Paulo, que está conversando com o MDB sobre alianças estaduais e nacional, a avaliação geral é a deque o vice-presidente Geraldo Alckmin permanece onde está. Os elogios de Lula, ao compará-lo a José Alencar, companheiro de chapa do petista em 2002 e em 2006, é um sinal de que não haverá substituição.

Consolidado II

O vice-presidente é visto como a ponte para o empresariado paulista, segmento em que Lula tem perdido musculatura nos últimos quatro anos. O cálculo é o de que, se alguém pode, com calma e paciência, restabelecer conexões, esse nome é Alckmin.

Hora do olho no olho

A conversa entre o presidente Lula e o prefeito de Recife, João Campos, será para afinar a viola entre o PSB e a campanha reeleitoral do petista ao Planalto. E também ouvir sobre o cenário em São Paulo. Em princípio, nada que seja no sentido de rever a chapa presidencial.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução/redes sociais

Te cuida, Ibaneis/ Os adversários do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha(MDB), estão listando todas as declarações do comandante do GDF em prol da compra do Banco Master pelo BRB. A ideia é separar tudo para usar no horário eleitoral.

E Caiado, hein?/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi o mais radical opositor da PEC da Segurança apresentada pelo governo Lula. Agora, enquanto candidato a presidente da República, muita gente aposta que, se não rever o discurso, terá dificuldades em fazer pelo Brasil o que fez pelo seu estado nessa seara.

Perfil/ Ao mencionar no telefonema ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um brasileiro que vive em Miami, o presidente Lula se referia a Ricardo Magro, acusado de sonegação fiscal. O empresário é dono da Refit (novo nome da antiga refinaria de Manguinhos).

Janja e o Hanbok/ A primeira-dama Janja Lula da Silva (foto) fez questão de vestir na mesma hora o Hanbok, o traje típico que recebeu de presente da Associação Brasileira dos Coreanos, durante visita ao consulado da Coreia do Sul em São Paulo. Logo depois do carnaval, ela acompanhará Lula àquele país. A visita ao consulado foi justamente para estreitar as relações.