Tag: Eleições 2026
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
As conversas mais fechadas do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, com seus potenciais aliados, incluem cargos para o PP, União Brasil, Republicanos e outros partidos que ficaram longe da campanha do primeiro turno. A lista de agraciados não está fechada, mas há acenos de negociação numa futura composição, a fim de garantir um trabalho dessas legendas nesta segunda rodada. Outro ponto que o senador pelo Rio de Janeiro usará como atrativo — que, inclusive, já foi colocado de público — é o compromisso de não concorrer a um segundo mandato. Isso não significa, contudo, que todos os Bolsonaro ficarão longe de uma campanha ao Planalto, no caso de vitória de Flávio daqui a três semanas. Conforme já antecipou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a perspectiva é a de que Jair Bolsonaro, depois de receber o indulto do filho, seja o candidato em 2030. O clã que conseguiu eleger quase todos os seus no último domingo, mostra que pretende ficar por muito tempo na politica brasileira.
O que preocupa
A alta abstenção no primeiro turno é motivo de preocupação tanto para a campanha do senador quanto para a do presidente Lula. Em 2022, a abstenção no segundo turno foi menor que o primeiro em 570 mil votos. Dentro do PT, há quem diga que, se esse número se repetir, será muito mais difícil para o petista tirar a diferença para o candidato do PL.
Situações inversas
Se no plano federal o PT tem dificuldades em angariar apoios no segundo turno, no Distrito Federal quem está nessa posição é a governadora candidata Celina Leão (PP). A diferença é que ela não venceu no primeiro turno por 168 votos. A ordem agora na campanha é massificar o número 11 e, assim, evitar que os eleitores apertem 22 para o GDF. Leandro Grass (PT) vai massificar o 13 e tentar o apoio dos candidatos que ficaram fora do segundo turno.
Parlamentares chegando
Deputados e senadores reeleitos começam a desembarcar em Brasília. Ontem, foi a vez do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE, foto). Ele levará a Flávio o projeto de reforma do Judiciário. Se o candidato endossar a proposta, Danilo pretende fazer campanha para o PL no Ceará no segundo turno.
Os memes não param
Na internet, circulam vários memes com a deputada Marina Silva (Rede-SP), a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, a ex-senadora Soraya Thronicke, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e outros numa fila de “desemprego”.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Antes mesmo de os eleitores irem às urnas neste primeiro turno da eleição presidencial, o PP decidiu comunicar à Federação União Progressista que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão foi tomada pelo presidente do partido, Ciro Nogueira, ao longo desta semana, depois de consultar integrantes da legenda. O presidenciável tem feito um esforço nesse sentido. Por exemplo, declarou apoio a Arthur Lira (AL) para o Senado, em Alagoas, e tenta buscar outros nomes.
A ordem é sobreviver/ A aposta do comando do PP é de que, na próxima semana, com a eleição para o Congresso definida, quem precisava de alguma ajuda da esquerda para chegar ao Parlamento, não precisa mais. Por isso, estarão livres para escolher um caminho no segundo turno da eleição presidencial. Ciro foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. De lá para cá, só se desgastou. Precisa responder sobre a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, ao se reaproximar de Flávio, sinaliza aos seus que o bolsonarismo readquiriu perfume de poder.
Jovens vizinhos
Enquanto Flávio leva o apoio explícito de Javier Milei, da Argentina, uma parte da juventude latino-americana tem demonstrado apoio à reeleição de Lula. Em vídeos e outras publicações, consideram o petista uma esperança numa América Latina que tem vivido uma onda azul na política
Se não vai ajudar…/ … não atrapalhe. O influenciador Allan dos Santos, foragido da Justiça, bolsonarista e aliado dos Bolsonaros, atacou os bispos católicos nas redes sociais. Em um vídeo reagindo a publicações sobre a Nossa Senhora, proferiu termos ofensivos, homofóbicos e extremamente pesados. “Esses bispos todos são um bando de v…[…] Por que eles não estão apoiando o Flávio? Não, porque eles são mentirosos. Esses vermes, esses malditos, que ficam colocando a batina e sabe lá Deus o que faz (sic) com o a…”, disse. As palavras são tão pesadas que não dá para repeti-las aqui, em respeito ao leitor
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O país já está acostumado a ver líderes das pesquisas ou candidatos à reeleição faltarem a debates no primeiro turno em eleições presidenciais, exceção de Dilma Rousseff e de Jair Bolsonaro. Em 1989, Fernando Collor só compareceu a esses confrontos no segundo turno. Em 1994, FHC foi só ao debate da Band. Em 1998, não compareceu e venceu no primeiro turno. Lula, em 2006, não compareceu a debates de primeiro turno e, agora, repete a dose.
Debates interditados II
Quanto aos desafiantes, também não foi a primeira vez em que um candidato a presidente estreante nessa empreitada foge de debates ao longo de todo o primeiro turno. Collor fez o mesmo. Há quem diga que, até para não repetir o presidente que enfrentou um processo de impeachment e perdeu, Flávio Bolsonaro decidiu ir ao debate da Globo, hoje, mesmo sem Lula.
Estratégia
Ao escolher o Flow para uma entrevista no mesmo horário que o debate da Globo, Lula mira o eleitor indeciso, de centro e de direita, público cativo do programa. A estratégia, além de evitar ser atacado por todos os outros adversários, é conseguir virar alguns votos importantes para domingo. Ou pelo menos, mitigar os danos recentes.
Feitiço contra o feiticeiro
Em seu voto para manter a retirada de conteúdos que propagam a fake news sobre Nossa Senhora, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro relator André Mendonça recorreu a um entendimento do Supremo Tribunal Federal que ele próprio havia discordado, no passado, e foi voto vencido. Quando da análise do Marco Civil da internet, Mendonça votara contra a responsabilidade dos provedores: “A solução adotada estabeleceu que os provedores devem desempenhar papel ativo na remoção de reproduções de conteúdo cuja ilicitude ou falsidade já tenha sido previamente definida pelo Poder Judiciário”, escreveu Mendonça no voto sobre a N.S. Aparecida no TSE.
Olho nos números I
A divisão do Fundo Eleitoral para candidatos do PSB no Distrito Federal causou estranhamento para algumas excelências. A maior dúvida paira sobre o critério de divisão. O candidato ao governo pelo partido, Ricardo Cappelli (foto), recebeu R$ 440 mil do diretório nacional para a campanha e uma doação de R$ 92,5 mil do deputado e candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg.
Olho nos números II
O ex-governador, que tenta manter a vaga na Câmara dos Deputados, recebeu mais de R$ 2,5 milhões do diretório nacional e R$ 65 mil do estadual. O que se diz nos bastidores é que não faz sentido um deputado receber mais verba que um candidato ao governo. A divisão pode ser conferida no site do TSE.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião foi comemorada pela equipe do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que lidera a sondagem. Porém, no cenário nacional, há certa apreensão para seus aliados. É que nem sempre o resultado do DF segue o do Brasil. Por cinco eleições, a vontade dos brasilienses refletiu a nacional: 1998, 2002, 2006, 2010 e 2018. Nas demais, 1989, 1994, 2014 e 2022, o DF escolheu quem perdeu nacionalmente.
Suspense até o fim II
O DF votou igual ao Brasil em 1998, quando reelegeu Fernando Henrique Cardoso e, em 2006, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorreu ao segundo mandato. E votou diferente do Brasil em duas situações em que o incumbente tentava a reeleição: em2014, preferiu Aécio Neves (PSDB), e, em 2022, Jair Bolsonaro. O pleito de domingo desempata o jogo.
Leila e Érika
A briga está grande nos bastidores da esquerda em Brasília. É que a subida de Bia Kicis (PL) começa a deixar todos os partidos com receio de que os conservadores elejam as duas senadoras — a outra é Michelle Bolsonaro. Assim, aparte do PT que boicotava a candidatura de Leila do Vôlei (PDT) está sendo pressionada a rever suas atitudes. Nos partidos mais à esquerda, há quem diga que seria uma humilhação perder as duas vagas. Especialmente, por causa de não querer votar nas duas senadoras que, conforme a pesquisa do Correio, ainda têm chances de tentar conquistar uma das vagas.
E o Caiado, hein?
O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD, foto) concluiu que, se não chegar ao segundo turno, tem que, pelo menos, vencer em Goiás, estado que governou e saiu com uma aprovação na casa dos 80%, conforme algumas pesquisas.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Como se não bastasse a polêmica sobre N.S. Aparecida e o título de Padroeira do Brasil, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, traz à tona as rachadinhas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. E personagens como Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj, e a ex-assessora Danielle da Nóbrega, viúva do miliciano Adriano da Nóbrega, morto pela polícia na Bahia. Gilmar manteve a quebra de sigilo bancário e fiscal de Danielle e deu publicidade à sua decisão e à parte da investigação que aponta a conta bancária de Queiroz como “um centro de arrecadação de valores provenientes de diversos assessores vinculados ao gabinete do então deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro”. Flávio não é investigado, mas Queiroz e Danielle terão que responder.
Por falar em “rachadinhas”…/ A batalha nas redes sociais está grande, com os bolsonaristas reproduzindo reportagem que mencionava a viagem de Lulinha e família com a lobista Roberta Luchsinger à Suécia, à Finlândia e à Suíça em 2025. Petistas, então, perguntam: “Lulinha é candidato a que mesmo?” E emendam com perguntas sobre as rachadinhas e o dinheiro que Flávio pediu a Daniel Vorcaro. Será assim enquanto durar o processo eleitoral.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A recente polêmica envolvendo Nossa Senhora não agradou aos membros da Frente Parlamentar Católica no Congresso. O grupo tem em sua composição parlamentares de diversas legendas e ideologias, e não quer saber de divisão. A ordem é não se pronunciar por agora e estudar medidas para evitar que o assunto continue quente quando os parlamentares voltarem ao trabalho, em outubro. Muitos estão “tristes” em ver a Padroeira do Brasil sendo usada como moeda eleitoral. Princípio totalmente repudiado pela frente, que prega o voto consciente.
Muito além da Santa
Desde domingo, voltou a circular nas redes sociais a reunião ministerial do governo de Jair Bolsonaro em que o então ministro da Economia, Paulo Guedes, defende a liberação das apostas on-line. Ao responder às ponderações da então ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, sobre o jogo, ele diz. “É só maior de idade. Quem ganhou, deixa lá. Não atrapalha ninguém. Deixa cada um se f… do jeito que quiser. O nosso presidente fala em liberdade, deixa cada um se f… do jeito que quiser. Principalmente, se o cara é maior de idade, vacinado e bilionário”.
Por falar em apostas…
O Instituto Brasileiro de Política e Economia (IBPE), ligadoà Frente Parlamentar do Empreendedorismo — comandada pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) —, defende, em nota, que o método adotado pelo governo para acabar com o jogo on-line não ouviu o Congresso e aumentou a insegurança jurídica no país. “Hoje, é o setor de apostas. Amanhã, a mesma lógica poderá alcançar qualquer atividade submetida à autorização, concessão ou regulação estatal. Se investimentos realizados sob regras estabelecidas pelo próprio poder público podem perder seu fundamento por uma mudança abrupta, todo agente econômico passa a incorporar esse risco ao decidir se investe, emprega e produz no Brasil”, diz o IBPE, em nota.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostrou que três partidos aliados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem conquistar ao todo seis vagas para a Câmara dos Deputados: PL, Republicanos e MDB, sendo duas vagas cada um. PSol, Rede e a federação PT-PCdoB-PV ficariam com uma vaga cada um, completando o quadro de oito federais do Distrito Federal. Ambas compõem a coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. Sinal de que as campanhas para o governo ajudam a puxar aliados.
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Enquanto isso, no Senado…/ Coma subida de Bia Kicis (PL-DF) ameaçando a reeleição de Leila do Vôlei (PDT), uma parcela do PT que boicotava a pedetista começa a rever seus conceitos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou um manifesto a favor da reeleição de Leila. Em carta, ele diz ter ficado decepcionado com ela pelo fato de ter assinado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Kakay defende que é necessário olhar o pleito com preocupação e lembra que o DF já tem uma senadora “de extrema direita e bolsonarista” — referindo-se a Damares Alves (Republicanos-DF) — e, por isso, é necessário que as duas vagas não sejam renovadas “pelas candidatas do presidiário Bolsonaro”. Até aqui, Bia foi quem mais cresceu na disputa ao Senado, de acordo com a pesquisa do Correio.
Ganhou a aposta
O comando da campanha de João Campos ao governo de Pernambuco apostou que a caminhada do candidato com Lula, na semana passada, surtiria efeito na pesquisa de intenção de voto. A última rodada da Quaest provou que seus estrategistas estavam certos. João chegou a 42%, empatando com Raquel Lyra (PSD). No levantamento anterior, o presidente do PSB tinha 39%. Campos também alcançou a governadora no segundo turno, saindo de 41%para os mesmos 43% dela.
Enquanto isso, em São Paulo…
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto), candidato à reeleição, manteve-se na liderança das intenções de votos na última pesquisa Quaest. Segundo o levantamento, manteve os 44% no primeiro turno e 49%, no segundo. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad apresentou queda nos dois cenários. No primeiro turno, ele teria 24%, perdendo três pontos, e no segundo turno 29%, perdendo um ponto.
Agora vai
O Operador Nacional do Sistema (ONS) prevê publicar, ainda hoje, nota técnica com os dados de “margem de escoamento” para a realização, em dezembro, do leilão debaterias para armazenamento de energia elétrica. O documento trará informações sobre onde há espaço na rede para conexão desse sistema de armazenamento, um ponto crucial para as empresas que quiserem participar do pregão. O setor espera ansioso por essa publicação a fim de fechar as propostas.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer ao debate promovido pela tevê Globo, na reta final deste primeiro turno. E por um motivo muito simples: teria cinco minutos em cada bloco para falar do governo, enquanto todos os outros o atacariam durante 15 minutos. Ainda há tempo, até quinta-feira, para uma nova reflexão dentro do PT, mas essa contagem de 15 contra cinco é o principal ponto. Flávio Bolsonaro, porém, afirmou que não deixará de ir, com ou sem a presença do presidente.
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Contagem regressiva/ O cálculo da campanha é de que Lula pode aproveitar esse tempo num ato de campanha em algum lugar do país, colocando-se ao lado dos mais pobres. Além disso, não seria a primeira vez que um candidato deixaria de comparecer ao debate de encerramento do primeiro turno. Em 1994, a mesma Globo optou por não fazer esse confronto. Deixou para o segundo turno, mas Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro. Em 1998, o debate da Globo em primeiro turno foi cancelado porque FHC não iria e havia dúvidas sobre um debate sem a presença do líder. Em 2006, Lula, candidato à reeleição, seguindo o exemplo de FHC, optou por não comparecer. Em 2018, Jair Bolsonaro teve orientação médica de não comparecer. Em 2022, já presidente, Bolsonaro compareceu ao debate.
Cresce campanha do voto útil
Não apenas para presidente da República, mas para o Senado também esse movimento ganha força. Em Goiás, por exemplo, os partidos que querem evitar que Gustavo Gayer (PL) suba pedem o segundo voto para Vanderlan Cardoso (PSD), que aparece nas pesquisas tecnicamente empatado com Zacharias Calil (MDB). Em São Paulo, a manobra foi mais radical. Ricardo Salles (Novo) saiu da disputa. Há quem aposte que será secretário de Tarcísio de Freitas, num provável segundo governo estadual.
A incerteza delas
Centros de estudos e pesquisas começam a se preocupar com a alta abstenção de mulheres nesta eleição, tal e qual foi em determinados extratos dessa parcela do eleitorado, em 2022. O principal motivo para uma alta abstenção é a falta de confiança de que o voto resultará em alguma mudança. A percepção foi captada pelo Projeto Brief, que entrevistou mais de 3,5 mil mulheres sobre o motivo delas se afastarem das urnas e o que poderia mudar esse cenário. Segundo o estudo, 30% das mulheres que recebem até dois salários mínimos não votaram em 2022, mais que o dobro do registrado entre as de renda mais alta.
Memórias da greve/ Será lançado hoje o livro No Coração do Sistema, que relembra a greve dos bancários, em 1985. Organizado pela jornalista Fernanda Otero, reúne 43 artigos de participantes da greve. É na sede da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, às 19h. O título foi lançado na 28ª Bienal do Livro de São Paulo.
TRE-DF ordena retirada de outdoors da empresa “Bia Brasil” em até 24 horas
Por Eduarda Esposito — O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) acatou o pedido da campanha da senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) para retirar os outdoors e painéis em Brasília da campanha da empresa Bia Brasil Moda Feminina. O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota deferiu tutela de urgência e decidiu pela retirada de todos os materiais das vias públicas da capital em 24 horas, com multa de R$ 20 mil por dia em caso de descumprimento.
Mota destacou que as frases soltas, a coincidência com o nome da deputada Bia Kicis (PL-DF), a proximidade entre o início da campanha publicitária e o pleito eram elementos suficientes para atender o pedido. As provas apresentadas comprovaram uma probabilidade do direito e o perigo de dano, condições essenciais para um pedido de tutela de urgência.
“A coincidência entre o nome utilizado pela empresa e aquele pelo qual a candidata é conhecida, isoladamente, não seria suficiente para caracterizar a publicidade como eleitoral. As peças juntadas aos atos conferem grande destaque ao nome “Bia”, acompanhado das expressões “Bia é completa”, “Bia é liberdade”, “Bia é moderna” e “Deixe a Bia surpreender você”. Embora formalmente vinculadas à empresa Bia Brasil Moda Feminina, as mensagens não apresentam, ao menos de forma predominante, produtos comercializados pela loja, concentrando o conteúdo da publicidade no próprio nome “Bia” e nas qualidades a ele atribuídas. O momento escolhido para a veiculação da campanha ganha especial relevância. A publicidade passou a ser divulgada gradativamente a partir de 20 de setembro, a poucos dias das Eleições Gerais de 2026. A extrema proximidade temporal com o pleito, aliada ao conteúdo das peças, à ostensiva repetição do nome pelo qual a candidata é conhecida e à massiva exposição em engenhos publicitários de grande impacto visual, evidencia a clara finalidade eleitoral da conduta”, escreveu o juiz.
A decisão também citou o vínculo entre a parlamentar e a dona da loja, Abinoan Simões Rosa Sampaio, que é presidente do Instituto Viver Brasil, que recebeu emenda de R$ 250 mil da deputada até março deste ano. “Ademais, destacam-se os vínculos estruturais informados na exordial: a proprietária da empresa representada figura também como presidente do Instituto Viver Brasil, entidade sem fins lucrativos beneficiada por emenda parlamentar destinada pela própria Representada Bia Kicis para a execução do projeto “Mulheres que Tecem Histórias” — voltado ao fomento do empreendedorismo feminino”, argumentou.
O magistrado também destacou a desproporção da operação da campanha publicitária e do faturamento anual da loja, que é de no máximo R$ 360 mil. “O cenário ganha traços ainda mais graves ao se constatar a desproporção da operação. A empresa enquadrada como microempresa, com faturamento anual limitado a R$ 360 mil, e atuante no ramo de organização de feiras e eventos, desencadeou — de forma atípica e na reta final da campanha — uma ostensiva e custosa propaganda no Distrito Federal. As peças conferem destaque central ao prenome “Bia”, associado a slogans de apelo político-eleitoral como “Bia é completa”, “Bia é liberdade”, “Bia é moderna” e “Deixe a Bia surpreender você””, ressaltou.
Nesse sentido, o juiz decidiu que a conduta, em tese, pode caracterizar abuso de poder econômico, meio de comunicações e político, com todas as sanções jurídicas correlatas. E atendeu ao pedido da campanha da senadora em busca da reeleição, Leila do Vôlei (PDT). O Blog entrou em contato com a deputada Bia Kicis, mas sem retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Aliados do ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) apostam na caminhada com o presidente Lula hoje, na capital pernambucana, para assegurar uma arrancada na reta final.
Candidatos do grupo do presidente do PSB afirmam que tem sido uma disputa muito “puxada e dura”, para os dois lados e a ida do petista ao Recife tem tudo para ser um divisor de águas. Lula tem crescido nas pesquisas por lá e isso, avaliam, tende a puxar João Campos, uma vez que a governadora Raquel Lyra (PSD) deu uma estagnada nas sondagens.


















