Evaristo Sá/AFP
Terminou há pouco a reunião da bancada do Partido dos Trabalhadores sobre o destino dos petistas na eleição para presidente da Câmara. Nesse preliminar, o PT definiu que não apoiará o candidato que leva a chancela de Jair Bolsonaro, ou seja, não formalizará um bloco com Arthur Lira (PP-AL). A decisão final virá até sexta-feira e a tendência, conforme relatam os petistas, é seguir no bloco que Rodrigo Maia está formando com o DEM e mais cinco partidos.
O PT não sairá desse acordo com os partidos de centro de mãos abanando. A tendência é que leve ou a vice-presidência ou a primeira secretaria, cargos de ponta na correlação de forças da Câmara. A primeira secretaria é uma espécie de prefeitura da Casa e a primeira-vice, bem, é aquela que substitui não só o presidente da Câmara como o do Congresso Nacional. O PT só fechará o apoio depois que estiver com tudo amarrado no grupo dos seis partidos.
A decisão de não apoiar Lira não foi tão difícil quanto muitos pensavam. Em especial, no dia em que Marcos Pereira, do Republicanos, foi comemorar o apoio a Lira dentro do Palácio do Planalto, ao lado do presidente Jair Bolsonaro.
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