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Da semana que vem, não pode passar

Nem o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, nem a viagem à China. O que tem tirado o sono do presidente em exercício, Michel Temer, é a falta de votações na Câmara dos Deputados. Esse sinal de apoio, de que a vida voltou ao normal na Casa, precisar ser dado, e logo. De preferência, com a aprovação da criação da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos. A avaliação tirada da reunião de ontem é a de que se os deputados não partirem logo para “demonstração inequívoca” de apoio ao governo, vai ficar difícil convencer o mercado de que Temer terá todo o respaldo para as polêmicas reformas que virão.

Área de risco
O governo está mapeando os pedidos do antigo “centrão” com vistas a tirar o poder de ação conjunta do grupo. Não por acaso, partidos como o PSC e o PR ganharam cargos do governo recentemente, conforme noticiou a coluna.

Tá combinado
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fará o papel do turrão, que não aceita mudanças em tudo o que propuser. E Temer, o conciliador, negociará tudo com os congressistas.

Laços de amizade
Quem conhece Leo Pinheiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Antonio Dias Toffoli assegura que os dois não eram próximos e atribui a citação ao nome do magistrado à vingança por não receber ajuda. Eles foram apresentados por Lula e José Dirceu — esses sim, muito amigos do empreiteiro que acaba de fechar delação premiada e citar Toffoli.

“Tenho o maior respeito por ela, não vejo por que constrangê-la ou ser constrangido. A esta altura do campeonato, a questão do impeachment está resolvida por algo entre 60, 61 votos”
Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-ministro de Minas e Energia e senador

Curtidas

E lá vem Maranhão!/ Alguém ainda se lembra daquele ex-presidente interino da Câmara Waldir Maranhão (foto)? Pois é. Na semana que vem, quando, confirmado o placar do impeachment de Dilma Rousseff, Michel Temer embarcar para a China, e o deputado Rodrigo Maia assumir interinamente a Presidência da República, Maranhão retorna ao comando da Casa.

O segredo do sucesso/ Numa campanha curta, os políticos não têm mais dúvidas: nas grandes cidades, quem não tiver um tempo expressivo na tevê não terá fôlego eleitoral. É nisso que os adversários de Celso Russomanno apostam para deixá-lo fora de um segundo turno em São Paulo.

Ibope…/ Depois da delação de Leo Pinheiro, da OAS, e das menções ao ministro Antonio Dias Toffoli, as sessões do Supremo Tribunal Federal prometem atrair muito mais atenção do que o impeachment de Dilma, onde o placar já é considerado definido.

…e Poder/ O fato de Renan Calheiros ter ido a Dilma Rousseff apenas depois da viagem com Michel Temer ao Rio de Janeiro e sair do Alvorada direto para uma nova reunião com o presidente em exercício em São Paulo deixou a todos a certeza de que os dois peemedebistas se acertaram. Inclusive quanto ao Ministério do Turismo.

Denise Rothenburg

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