Categoria: Congresso
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.
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O que vem por aí/ Os próximos dias prometem muita tensão entre União Brasil e PP, uma vez que as alianças já estão fechadas na maioria dos estados e nem todas estão alinhadas ao PL. Nem no Sul do país. No Paraná e em Santa Catarina, a federação é adversária do PL, situação que se repete em, pelo menos, outros 10estados. Essa será a queda de braço do momento.
Mensagem clara
O fato de a direção do Republicanos trazer a convenção nacional do partido para a sede em Brasília foi lido como uma forma de reforçar a neutralidade da legenda na corrida presidencial deste ano. Interlocutores afirmam à coluna que a decisão está tomada e será anunciada na próxima terça-feira. Como o foco da legenda é aumentar as bancadas no Legislativo, os diretórios têm pedido ao presidente, deputado Marcos Pereira (SP), que mantenha a agremiação neutra.
E a Bahia, hein?
É um dos lugares em que Flávio Bolsonaro deverá usar o palanque de candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado, como o do pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos), para se promover. É que interlocutores próximos a ACM Neto, postulante ao governo baiano, afirmam que ele deve apoiar o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.
Pressão para o “sim”
O ex-prefeito de Divinópolis (MG) e pré-candidato a deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), foi às redes sociais pedir o apoio dos eleitores a fim de pressionar a legenda a lançar a candidatura do senador ao governo de Minas Gerais. Gleidison afirma que a demora em decidir foi devido ao luto pela perda de outro irmão, Matheus, e disse que “eles (o partido) não querem deixar ele ser candidato”. No vídeo, Gleidson elogia o presidente Marcos Pereira e acredita que a decisão de barrar Cleitinho foi apenas devido a um desencontro.
E o Lulinha, hein?
Todas as vezes que alguém do PT cita as agruras de Flávio Bolsonaro no caso BRB-Master — em especial o financiamento do filme Dark Horse —, a turma do PL rebate citando as suspeitas sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silvano escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Agora, com a perspectivada investigação, Lula ganha o discurso de que não protege ninguém. E, para completar, o filho do presidente não é candidato ao Palácio do Planalto.
CURTIDAS

Queremos mais/ Com quase R$ 881milhões em valor de fundo eleitoral, o PL lançou uma vaquinha virtual para arrecadar doações para a campanha de Flávio Bolsonaro. “A contribuição é fundamental para fortalecer nossa mobilização”, afirma o candidato. Mesmo com esse montante, o partido disse não ter recurso suficiente para bancar todas as candidaturas lançadas.
Empatou geral/ A última pesquisa Quaest mostrou cinco pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul tecnicamente empatados: Manuela D’Avila (PSol, foto), com 12% das intenções devoto; Germano Rigotto (MDB), com 9%; Paulo Pimenta (PT), também com 9%; Marcel Van Hattem (Novo), com 7%; e Ubiratan Sanderson (PL), com 6%. Outro dado da pesquisa mostra que 65% do eleitorado gaúcho não sabe em quem votar.
Polarização no RS/ O levantamento da Quaest também analisou o cenário eleitoral para o Planalto. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no estado. O presidente com 30% e o senador com 32%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Melhor prevenir…/ …do que remediar. Preocupada com o efeito do El Niño nos municípios brasileiros, uma vez que há a possibilidade de se tornar um dos eventos climáticos mais intensos das últimas décadas, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lança um guia para as cidades. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para prefeituras, secretarias e equipes técnicas. A ideia é dar subsídio para organizar prevenção, resposta emergencial e recuperação dos territórios atingidos.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.
Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.
Cada um com seu cada qual
Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.
Por falar em Tarcísio…
O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.
Porta de saída
Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.
Ainda tem muito chão
A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.
CURTIDAS

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).
Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.
Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.
Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Essa frase será muito ouvida nas campanhas dos adversários da família Bolsonaro no nível estadual e federal. O fato de todos os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro terem deixado o Rio de Janeiro para outros voos — inclusive o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina — reforçará esse discurso. Ainda que Rogéria Bolsonaro, a ex-mulher de Bolsonaro, mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente, seja cotada como candidata a deputada federal pelo PL e use o sobrenome do ex-marido, não será a mesma coisa. Até porque nenhum dos filhos conseguirá acompanhá-la diariamente na campanha. Não por acaso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Rio de Janeiro nessa terça-feira. É um dos estados em que Bolsonaro nadou de braçada em 2022.
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Calcanhar de Aquiles/ O tema segurança pública também não será um mar de rosas para Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, por causa do enfrentamento do crime organizado no estado. “Um aliado principal de Flávio, o ex-governador do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), e os seus aliados de forma geral no Rio de Janeiro, estão profundamente imbricados num estado onde a questão da segurança está longe de ter sido enfrentada com a eficiência necessária”, comentou o cientista político Antônio Lavareda, em recente almoço do grupo Lide (Líderes Empresariais).
Ponto para Flávio
O Ranking dos Políticos foi acampo verificar quais os reflexos eleitorais da decisão dos Estados Unidos de classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na Câmara, 73,6% dos deputados acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) é mais beneficiado. No Senado, esse percentual aumenta para 78,6%. O levantamento mostra que até na esquerda há essa percepção: 11,5% de deputados e 28,6% dos senadores desse viés político afirmaram que Flávio capitaliza mais.
Aposta eleitoral
A Polymarket, maior plataforma de mercado de previsões (prediction market) baseada em criptomoedas do mundo, anunciou que as chances de reeleição de Lula dispararam para um recorde histórico de 63% entre os seus usuários. Na plataforma, os apostadores compram tokens de “sim” ou “não” e, caso o desfecho escolhido se concretize, as pessoas podem trocar as criptomoedas pelo valor proporcional ao total apostado.
Plano B em curso
Como forma de contornar a falta de palanques nas disputas para os governos estaduais, os candidatos à corrida presidencial planejam compartilhar os comícios e caminhadas dos correligionários que concorrem às vagas no Legislativo. Assim, os presidenciáveis conseguem viabilizar campanhas em estados, mesmo sem a chapa completa. Antes de entrar para a sabatina do Correio, Ronaldo Caiado deixou claro que contará mais com os deputados do PSD e o seu vice, Gilberto Kassab, do que com Tarcísio de Freitas.
CURTIDAS

Olho no Joaquim/ O futuro político de Joaquim Barbosa (foto) é mais um dos vários suspenses que rondam as eleições deste ano. Ele deixou para a última semana a decisão sobre uma candidatura a vice-presidente, em parceria com outro mineiro, o ex-governador de Minas Romeu Zema, que oficializou seu nome ao Planalto.
“Não sou pão de queijo para me meterem conversa de dois mineiros” João Caldas, presidente do Democracia Cristã, numa conversa com a coluna em que foi incisivo ao dizer que se Joaquim Barbosa topar ser vice de Zema, está feito
Todos têm meta/ Não existe um só partido sem projeções eleitorais. O Novo, por exemplo, calcula conseguir eleger três senadores e de 10 a 15deputados federais.
Hora H/ Pré-candidatos e candidatos com baixa expressão em pesquisas de intenção de votos apostam nos debates como momento de virada entre o eleitorado brasileiro. O que mais defendem é que, ao serem escutados, os indecisos e eleitores que desejam uma opção à polarização do PT e PL vão, finalmente, se ver representados na disputa.
Coreia e Brasil/ Depois do forró no Alvorada, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jaemyung, saiu-se com esta, ao referir-se à proximidade que está criando com Lula: “Nos tornamos uma relação em que ‘como tem passado?’ soa mais natural do que ‘prazer em conhecê-lo’”. Vale lembrar que, na visita de Lula e da primeira-dama Janja à Coreia, o uso do “hanbok” (traje típico coreano) por Janja foi considerado uma deferência positiva às tradições daquele país.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Por mais que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, insista numa chapa com um integrante do Republicanos de vice, esse casamento partidário está para lá de difícil — e o motivo principal nem é o peso de Lula no Nordeste. É a entrada do senador e filho 01 nas igrejas evangélicas Brasil afora sem pedir bênção a ninguém. Esse é o principal motivo apontado nas conversas mais reservadas dentro do partido.
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Demorou demais/ Obviamente, somam-se a isso as parcerias fechadas pelo Republicanos com outros candidatos ao Planalto Brasil afora. Vale lembrar que, na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994,o então presidente do extinto PFL, Jorge Bornhausen, que iria indicar o vice em abril daquele ano, cobrou dos tucanos que se esforçassem para apoiar os candidatos pefelistas e recusassem outros parceiros. Houve tempo de corrigir algumas rotas, mas não todas. No caso do Republicanos, a avaliação é de que Flávio demorou demais. Tratou o partido como “sobra”, uma vez que outros movimentos fracassaram. E agora é tarde. A legenda caminha para anunciar a neutralidade, tal e qual a federação União Progressista e o MDB.
“Quem é esse cara?!”
A pergunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva referindo-se ao presidente Javier Milei, logo depois que tomou conhecimento das críticas e acusações feitas pelo argentino. No Planalto, a avaliação é de que Milei quer chamar Lula para o ringue a fim de se cacifar para ser o interlocutor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, caso Flávio Bolsonaro perca a eleição.
Respostas institucionais, mas…
Lula está decidido a não cair nas provocações de Milei. A intenção, conforme avaliam assessores palacianos, é o presidente ficar quieto e “não bater palma para maluco dançar”. Obviamente, no calor de um discurso de improviso num palanque, vai ser difícil cumprir a própria determinação.
Enquanto isso, no Itamaraty…
As medidas oficiais a respeito do comportamento de Milei ainda serão decididas em um novo encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli. O desta semana foi apenas para troca de ideias.
Meta robusta
A neutralidade do MDB na eleição presidencial deste ano vem no sentido de criar condições para a eleição de 50 deputados federais e algo entre 10 e 12 senadores. Em Alagoas, por exemplo, o partido está aliado a Lula, mas, em Goiás, a Ronaldo Caiado (PSD). E em São Paulo, o partido apoia Flávio Bolsonaro (PL).
CURTIDAS

Adesivo agressivo/ A campanha do deputado Zucco, em Porto Alegre, começa com um adesivo que entrou no perigoso terreno da violência contra a mulher. Diz “Seja Anti Manu Ela”, com o rosto da ex-deputada Manuela D’Ávila riscado com um X (foto). A bancada feminina na Câmara dos Deputados não gostou. Até deputadas do PL consideram a postura de muito mau gosto.
Mais uma escanteada/ Filiada ao partido Novo e mãe de João Giffoni, um dos presos do 8 de Janeiro, a pedagoga Theresa Vale contava com uma candidatura de deputada federal no DF. Só descobriu que estava fora da nominata na convenção local. Ela culpa o candidato a governador Kiko Caputo: “Soube que meu nome saiu porque o partido decidiu lançar candidato a governador. Como usa a dor de uma mãe, faz palanque comigo e, depois, me descarta sem nenhuma explicação?”, reclamou.
Não é a única/ Antes de Theresa Vale, Sílvia Waiãpi, no Amapá, teve a mesma surpresa na convenção local do PL. E ninguém duvida deque outras mulheres correm o risco de ter a mesma surpresa na hora de conferir as nominatas.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O senador Flávio Bolsonaro demorou mais de um mês para pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pela desconsideração com que a tratou quando foi guindado à condição de pré-candidato do PL ao Planalto. Agora, porém, diante das inúmeras dificuldades que sua campanha atravessa, não teve saída, senão buscar a aproximação. Coincidentemente, o gesto vem no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autoriza a abertura de inquérito para investigar o financiamento do filme Dark Horse — que levou Flávio a pedir dinheiro ao ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. A avaliação de muita gente próxima ao senador é a de que Michelle pode ajudar em várias frentes, até no episódio do filme.
Pulinhos/ Quando o nome de André Mendonça foi aprovado para ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2021, Michelle foi ao Senado acompanhar a votação ao lado de Mendonça. Ali, fizeram orações e comemoraram. À época, o vídeo em que Michelle aparece pulando de alegria pela aprovação do nome fez o maior sucesso nas redes sociais. Tem muita gente avaliando que se tem alguém capaz de fazer com que Mendonça dê algum alento a Flávio, é a madrasta do senador.
Nem vem
O ministro André Mendonça tem dito a amigos que suas atitudes não têm nada de deslealdade com os Bolsonaro. Ele tem feito o que foi indicado para fazer: seguir a lei e a Constituição. Nesse sentido, qualquer conversa com Michelle Bolsonaro sobre a investigação do filme Dark Horse não surtirá o efeito desejado pelos aliados de Flávio Bolsonaro.
Mais urgentes
Paralelamente à lupa que a Polícia Federal colocará sobre financiamento do filme Dark Horse, Michelle é considerada crucial para ajudar Flávio no eleitorado feminino, especialmente, no segmento evangélico. O senador está com dificuldade de conseguir mais espaço entre as igrejas pentecostais, onde Michelle fez muita campanha em 2022 em defesa da reeleição do marido.
Por falar em dificuldades…
Flávio Bolsonaro retomou as lives que o pai dele tinha o hábito de comandar. Aliás, ele tem estudado tudo o que o pai fez lá atrás para ver se consegue repetir o feito do então deputado, vitorioso em 2018. A diferença é que, naquela época, os filhos do então candidato a presidente eram desconhecidos. A receita das lives precisa de alguns ingredientes novos.
Hora de arrumar a casa
Interlocutores da campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará afirmam que o pré-candidato está muito ocupado com a corrida ao Palácio da Abolição para se preocupar com a eleição nacional. De acordo com a equipe econômica de Ciro, o estado deverá ter um déficit fiscal de R$ 2,2 bilhões em 2026, considerado uma situação “dificílima de recuperar”. Já existe um plano para reduzir o número de secretarias. Quando Ciro foi governador, eram 18 pastas. Cid Gomes governou para 21. Elmano de Freitas aumentou para 39.
CURTIDAS

O agradecimento dela/ No vídeo em que aceitou o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradece à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (RepublicanosDF) pelo trabalho de pacificação entre madrasta e enteado. Não citou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Roseana e a saúde/ Recuperada do câncer, a ex-governadora, ex-senadora e ex-deputada Roseana Sarney (foto) está de volta aos palanques políticos maranhenses como candidata ao Senado. “Estou preparando uma série de projetos para a área de saúde e a luta contra o câncer”, diz ela à coluna. Roseana, que foi uma das musas do impeachment de Fernando Collor de Mello e da defesa da democracia no passado, agora se dedicará de corpo e alma a esses projetos.
Meu país, Piauí/ O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), está totalmente em modo campanha eleitoral. Menos de 24 horas após anunciar a neutralidade da federação União Progressista no pleito nacional e depois de diversas publicações sobre entregas no estado, o senador postou um vídeo curto com a filha. Dirigindo, ainda fez dancinha, em clima de “zero” preocupação.
Para onde vai Leila/ Pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-interventor na segurança pública Ricardo Cappelli não desistiu de ter a senadora Leila Barros compondo a sua chapa como candidata à reeleição. No PDT, porém, o que se diz é que Leila deve sair alinhada ao PT. A ausência do PSB nacional na convenção do PDT esta semana e a presença em peso do PT no evento foram lidos como um sinal de que Leila sairá na chapa petista.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A ordem agora no governo brasileiro é dialogar com cada setor afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, de forma a tentar reduzir os danos. Porém, negociação direta com os norte-americanos só mesmo depois das eleições. A ideia é repisar que o tarifaço é, na verdade, um “Tariflávio”, numa referência ao pré-candidato do PL à Presidência da República, que, quando das primeiras tarifas, no ano passado, elogiou a atitude dos Estados Unidos e, agora, amplia as críticas a Lula sem atacar diretamente o governo de Donald Trump pela decisão. Flávio, por sua vez, promete enfatizar o “PT — o partido do tarifaço”. O tema vai tomar conta deste período de pré-campanha justamente na largada das convenções. No entanto, a avaliação de aliados de Flávio é de que, a partir de agosto, a segurança pública ainda prevalecerá sobre esse assunto das tarifas, em que o senador do PL espera ter mais vantagem sobre o presidente Lula.
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Divisor de águas/ A nota divulgada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a respeito das tarifas, com críticas às negociações por parte do governo brasileiro, deixou claro que a instituição não apoiará a reeleição de Lula. A dúvida de muitos empresários é se abraça Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro, a quem muitos paulistas têm forte resistência.
Pouco a apresentar
Até os deputados do PL titubeiam na hora de elencar os trabalhos de destaque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Parlamento. Este ano, ele não relatou qualquer proposta importante e votou de forma presencial apenas sete vezes, conforme levantamento da coluna no portal do Senado.
Um defensor inesperado
Especialista em Orçamento, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi, dia desses, à tribuna defender o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), adversário ferrenho de seu partido no estado. Rocha tem dito que Dino está certo em cobrar transparência e foi incisivo ao dizer que, no MDB, presidente de partido não pede emendas a demais parlamentares. “No MDB não tem disso. Isso e coisa de partido que tem dono.”
E a reforma tributária, hein?
Estudo da consultoria fiscal V369, que analisou 6,4 milhões de notas fiscais, mostra que 66,2% desses documentos têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS, previsto na reforma tributária. A advogada tributarista e coordenadora do MBA em gestão tributária da Trevisan Escola de Negócios, Elizabeth Martos, adverte: “A partir de 1º de agosto, encerram-se as flexibilizações e passam a produzir efeitos as penalidades pelo descumprimento das novas obrigações acessórias. Em 3 de agosto, os sistemas passarão a rejeitar os documentos fiscais eletrônicos emitidos sem os campos obrigatórios de IBS e CBS”.
Origem de tudo
O estudo demonstra que a origem do erro nas notas fiscais ocorre no começo do processo, na compra de materiais com os fornecedores, que não estão preenchendo o campo obrigatório de IBS e CBS. “Se o documento for rejeitado e a operação ocorrer sem documento fiscal válido, há risco de agravamento das penalidades e da responsabilização do contribuinte”, ressalta Martos.
CURTIDAS

Atrás delas/ Com o crescimento do eleitorado feminino, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques de forma a tentar alavancar sua empatia com as mulheres. No início, 2,8 mil pessoas acompanhavam a live.
Compensa aí/ Brigado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), Flávio quer transformar Daniela em sua grande ponte com as eleitoras brasileiras.
Proteção dos jovens/ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ambiente digital — lei que protege meninas e meninos na internet — completa quatro meses de vigência e, até aqui, o iFood é a única plataforma de delivery a cumprir as exigências do ECA. À coluna, o Ministério da Justiça justificou a classificação: é que o aplicativo “apresentou comprovação de bloqueio de acesso para crianças e adolescentes não acessarem funcionalidades permitidas exclusivamente para adultos e, por isso, recebeu reclassificação indicativa como não recomendado para menores de 14 anos”, afirmou.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O PL deixará nas mãos do senador Flávio Bolsonaro a escolha do nome que o acompanhará na vaga de candidato à vice-presidência da República. Só vai ponderar que o escolhido tenha votos. Se essa premissa for levada ao pé da letra, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques ficará dedicada ao programa de governo. Afinal, nunca concorreu a qualquer mandato eletivo. A senadora Tereza Cristina, que tem votos e prestígio, é pré- candidata a presidente do Senado. E se colocou exatamente para sair desse imbróglio, especialmente depois de Flávio se referir à parlamentar como “vozinha”. Embora tenha tentado justificar, dizendo que ela lhe lembrava a sua avó, a fala foi vista como machista e “etarista” até por parlamentares do próprio PL. A tendência hoje é chapa pura.
Tensão só aumenta
Os partidos estão meio zonzos diante da decisão do ministro Flávio Dino de cobrar que todos se expliquem sobre as indicações de emendas parlamentares. A nota do MDB, por exemplo, afirma que “o jurídico está analisando como se posicionar, pois — via de regra — é evidente que emenda é prerrogativa só de parlamentar”. PSol e Novo negaram veementemente o uso desse tipo de prática. Os demais também se mostraram indignados, mas ninguém pretende descumprir a ordem do ministro do STF.
Quem procura…
… acha. Deputados de partidos de esquerda preparam um requerimento de informação para saber exatamente onde Tuca está trabalhando neste momento. No site de consulta do sistema da Câmara dos Deputados, a servidora aparece lotada na Diretoria Administrativa, mas não especifica em qual departamento. Esses parlamentares acreditam que, pela lógica, ela deveria estar no Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, mas quem telefona para lá é informado que não há nenhuma Mariângela Fialek trabalhando ali.
Segue o fio
Parlamentares querem entender a função que Tuca exercia e para quem ela respondia dentro da Casa, afinal, até agora já foi descoberto que a servidora cuidava de emendas do Progressistas, PL e Republicanos. Deputados desejam entender como funciona o sistema de sugestão e até que ponto Tuca apenas “realizava seu trabalho técnico”.
E as pesquisas, hein?
O PT respirou aliviado com a melhora da aprovação do presidente Lula apontada na pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana. Porém a avaliação interna é de que não dá para o petista se deitar em berço esplêndido. Não pode haver erros. Nem de Lula, nem de seus principais aliados. Vale lembrar que ele ganhou por uma pequena diferença em 2022.
Ainda tem jogo
Os eleitores de direita não bolsonaristas que, na pesquisa espontânea, afirmam votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno caíram de 44% para 32% entre junho e julho. No meio bolsonarista, a queda foi de cinco pontos percentuais, de 50% para 45%. Porém, até o momento, esses votos não migraram para Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%) ou outro candidato. Sinal de que, a depender da forma como Flávio levar a sua campanha, podem voltar.
CURTIDAS

Onde pega/ Embora o gabinete de Flávio Bolsonaro tenha divulgado uma nota dizendo que o senador não conhece o “Sicário” de Daniel Vorcaro com quem aparece numa foto que circulou na internet, o PL ficou com pé atrás ante a notícia. É que Flávio aparece sem camisa ao lado de Luiz Phillipi Mourão, indicando algo bem diferente das fotos tiradas nas ruas. Há o receio de que se repita o que houve no episódio do encontro com Vorcaro, quando, num primeiro momento, o senador mentiu, dizendo que não havia se encontrado com o banqueiro. Por isso, a ordem agora é aguardar as investigações.
A luta pelo 2222 e pelo 1313/ Em todos os estados, pré-candidatos a uma das vagas de deputado federal pelo PL e pelo PT brigam pelo direito de usar os números dos respectivos partidos na hora de se apresentar ao eleitor. Há uma certeza de que isso ajuda, e muito, a incrementar o número de votos. No PL, Valdemar Costa Neto vai deixar essa questão a ser resolvida por cada estado.
E o Missão?/ A legenda está bem otimista com as eleições deste ano. O foco do partido é crescer as bandas estaduais e federais, principalmente a da Câmara dos Deputados. Pela conta dos dirigentes, em um cenário pessimista, a legenda deve eleger quatro deputados em São Paulo, e eles consideram que no estado cinco pré-candidatos têm projeção relevante.
Lembrança dos tucanos/ Ao dizer, em entrevista ao portal Uol, que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira- dama que trabalhasse efetivamente”, Janja Lula da Silva (foto) se esqueceu dos anos 1990, em que Ruth Cardoso, professora e intelectual, trabalhava, e muito, conforme lembram os representantes do PSDB que conviveram com a primeira-dama no governo Fernando Henrique Cardoso. Aliás, quando Lula foi eleito pela primeira vez, Fernando Henrique e D. Ruth receberam o casal Lula e Marisa Letícia para jantar e mostrar as dependências do Palácio da Alvorada. Um exemplo de respeito à democracia e ao voto do povo brasileiro.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 15 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A contar pelo discurso dos presidentes de partidos, a “terceirização” das indicações de emendas está generalizada entre os deputados, inclusive entre parlamentares, que cedem um pedaço de suas quotas para outros. Especialmente, aqueles mais ligados aos presidentes das duas Casas, no caso, o da Câmara, Hugo Motta, e o do Senado, Davi Alcolumbre. Nas conversas mais reservadas, há quem diga que presidentes de partido e os comandantes do Parlamento são os maiores beneficiados desse sistema. E mais: Muita gente diz que a Polícia Federal já tem muitas informações para tentar acabar com a farra. É exatamente esse trabalho que o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino está fazendo e não vai parar.
Pedir não é crime/ Alguns parlamentares ressaltam que pedir emendas é uma prática comum e, invariavelmente, tem um objetivo político. Os aliados de Eduardo Cunha, por exemplo, comentam que ele “apenas pediu” que um parlamentar apresentasse a emenda. E, o fato de Cunha não ter assinado qualquer documento, não pode ser responsabilizado pela indicação. Quem tem que responder é o deputado, que aceitou o pedido de Cunha. E falam mais: Tuca (Mariângela Fialek) não “fez” nenhuma emenda, como técnica apenas realizou seu trabalho, verificar disponibilidade e nomes de quem poderia indicar. A defesa por Tuca, aliás, dá-se em praticamente todos os campos políticos.
Momento único
Só mesmo algo muito forte para produzir a união de partidos de direita e de esquerda num ano eleitoral. Agora, depois do escândalo que misturou as bets com a Copa do Mundo da Fifa — inclusive com comentários técnicos mesclados a sugestões para apostas nas bets —, parlamentares dos dois lados se juntam para pregar o fim desse setor. O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) é mais um que apresenta projeto contra as bets. Além dele, há propostas de deputados como o líder do governo na Casa, Paulo Pimenta (PT-RS), e do líder do PT, Pedro Uczai (SC).
Foco eleitoral
O tema é visto pelos parlamentares como um dos mais importantes nestas eleições. Os evangélicos, por exemplo, são contra as bets, que tira dinheiro dos templos. E as igrejas atualmente representam um segmento forte do eleitorado, capaz de mobilizar os congressistas.
Tudo, menos voltar à Câmara
O que levou a um consenso para votar a medida provisória (MP) sobre os fretes dos caminhoneiros foi evitar a desfiguração da proposta, em caso de volta para uma nova análise dos deputados. O relatório da Câmara foi considerado uma “anomalia” por alguns senadores e deixar a MP caducar não era uma opção devido à importância do setor. Foram diversas reuniões nos últimos dias e acordos para vetos e emendas redacionais, de forma a evitar um retorno à Câmara dos Deputados. A Frente Parlamentar do Agro, a poderosa FPA se comprometeu, inclusive, a manter os vetos que vierem dentro do acordo.
CURTIDAS

União no Ceará/ Com menos de um mês para as convenções partidárias, o PT conseguiu resolver um dos maiores impasses na formação do palanque no Ceará ao oficializar o senador Cid Gomes (PSB) para reeleição e o deputado Júnior Mano (PSB) como seu suplente. Assim, a crise que impedia Cid se juntar à chapa de Elmano de Freitas se foi.
Juntos esperam chegar lá/ Interlocutores do PT no estado afirmam que a foto com o presidente Lula, Camilo Santana, o governador Elmano de Freitas, Cid e Júnior foi para encerrar especulações sobre a campanha.
Vem aí/ Para a segunda vaga ao Senado, o nome em vista é o da deputada Luizianne Lins (Rede), que tem um apoio considerável por parte do PT. O PSD negocia a indicação de um vice-governador para Elmano. O entorno da campanha acredita que, com essa composição PT, PSB, Rede e, quem sabe, o PSD, aumentam as possibilidades de vitória contra Ciro Gomes (PSDB), que deve sair em coligação com o PL.
Livro novo na praça/ Em 6 de agosto, a biblioteca do Supremo Tribunal Federal recebe o lançamento da obra O Avesso do Arbítrio: Estudos em Homenagem a Paulo Brossard de Souza Pinto, ex-ministro da Justiça, do STF e ex-senador da República. Sob a coordenação dos juristas Guilherme Barcelos, Gustavo Bohrer Paim e Miguel Tedesco Wedy, o livro tem prefácio do ex-presidente da República José Sarney, apresentação do ministro decano do STF, Gilmar Mendes; artigo do ministro André Mendonça, também do STF, e posfácio da ministra Maria Cristina Peduzzi, do Superior Tribunal de Justiça.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 14 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Embora tenha mencionado a necessidade de união do PL e daqueles que votaram em Jair Bolsonaro no passado, o senador Flávio Bolsonaro e “porta-voz” do pai não apresentou nenhum pedido de sincero de desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nem fez refluir os ataques a ela e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) nas redes sociais. Chegou ao ponto de Damares ir à tribuna dizer que é “do time” de Bolsonaro e que é chegada a hora de a direita parar de atacar os seus soldados na internet. Damares usou a seguinte expressão para reforçar seu apoio à pré-candidatura de Flávio: “O Flávio ainda é o meu pré-candidato, indicado do presidente Jair Bolsonaro”. O “ainda” deixou a muitos a impressão de que, se a briga continuar, poderá deixar de ser. Não por acaso, já tem muita gente que votou em Bolsonaro no passado acompanhando de perto os movimentos de Ronaldo Caiado (PSD).
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Onde mora o perigo/ O embate interno nas hostes bolsonaristas corre o risco de deixar muitos potenciais aliados em alta nas pesquisas — caso de Michelle Bolsonaro — de braços cruzados por Flávio ao longo da campanha. E, embora as pesquisas atuais apresentem o senador no segundo turno, a avaliação de muitos no PL é a de que ele não está em posição de dispensar aliados.
Dino abrirá o pós-eleição
Enquanto a campanha eleitoral pede passagem, o ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pelo processo relativo a emendas parlamentares, Flávio Dino, dá o tom do que vem por aí. Ele não vai tirar o dedo dessa ferida nem recuar em relação à necessidade de transparência e prestação de contas de cada centavo aplicado por sugestão dos congressistas e de outras pessoas alheias ao mandato parlamentar.
Vem mais
Muita gente diz que essa influência externa não se restringe a Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, que já tiveram parte dos bens bloqueados. Outros nomes vão aparecer ao longo do processo. Afinal, ainda há muito material a ser analisado, além do celular da assessora Mariângela Fialek, que ajudou no rastreio desses padrinhos.
Quis poder, agora aguenta
Nos casos das emendas individuais, o que se comenta no Parlamento é que o Executivo tem que liberar e ponto, porque é determinação constitucional pagar as emendas impositivas. Diz-se que, se o Poder Executivo segurar essa liberação, terá que responder. Logo, os parlamentares responsáveis pelas indicações e os prefeitos que recebem as verbas têm que prestar contas.
Façam um acordo
Independentemente de quem vencer as eleições deste ano, está claro que será preciso um pacto entre os Poderes para resolver essa questão orçamentária. Se os parlamentares continuarem nessa queda de braço com os outros dois Poderes sobre as emendas, o contribuinte pagará a conta.
CURTIDAS

E o Moraes, hein?/ A proibição das visitas do senador, filho e advogado Flávio Bolsonaro ao pai aumentará a carga contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes (foto) no Senado. Se a direita mais ligada a Bolsonaro for vitoriosa, Moraes terá que torcer para que os senadores elejam um moderado para presidir a Casa.
Por falar em carta…/ Em 2002, quando foi candidato pela quarta vez ao Planalto, Lula editou uma carta aos brasileiros de quatro páginas e meia sobre o cenário econômico e o projeto do PT. Em 2018, editou uma segunda carta retirando-se da candidatura, em setembro daquele ano, quando ainda estava preso. Cunhou a expressão “somos milhões de Lulas e Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros”.
… nem sempre funciona/ Lula ganhou em 2002, e Haddad perdeu em 2018, quando o atual presidente o apontou como o seu candidato. Vejamos como o eleitorado reagirá à carta apresentada no último sábado.
Mesmo sem Brasil, tem futebol/ Por enquanto, o brasileiro apaixonado por futebol está mais ligado nas semifinais da Copa do Mundo. E hoje, Data Nacional da França, que marca a queda da Bastilha em 1789, o feriado por lá promete atenção máxima ao confronto França x Espanha — muito diferente das duas primeiras rodadas, em que a população francesa não se mostrava muito atenta às partidas. Uma grande semifinal europeia para tentar amenizar as agruras da nossa política.
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Em fase final de elaboração da medida provisória que pretende dar um respiro aos produtores rurais endividados por causa dos problemas climáticos, os governistas fazem um alerta àqueles parlamentares que planejam ampliar o número de produtores beneficiados, incluindo todos que não conseguem pagar as dívidas: se a Câmara insistir no projeto que tramita na Casa, o governo vai vetar integralmente o texto. E se os parlamentares derrubarem o veto, o Supremo Tribunal Federal será acionado, onde a possibilidade de suspender tudo até a apreciação do mérito será grande.
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Pense bem/ A ideia é deixar o agro certo de que, para não comprometer a ajuda a quem teve problemas por causa dos eventos climáticos, o melhor a fazer é aceitar a MP que vier do Planalto e votar tudo rapidamente.
Um projeto…
Silenciosamente, um grupo que conta com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da comunidade evangélica, da qual faz parte o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, constrói uma plataforma política para tentar levar adiante um pleito futuro. Aliás, é esse braço político em construção, do qual não fazem parte os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mais incomodou o pré-candidato do PL ao Planalto, uma vez que tudo é baseado na religião, e não é algo para ser colocado a serviço na ala mais radical do bolsonarismo.
….ainda sem partido
Guardadas as devidas proporções e conjunturas inerentes a cada período, a tentativa se assemelha ao que lá nos idos de 1750 os jesuítas instalados nas Missões sonhavam em construir. Ainda não está fechado qual agremiação deve abraçar a proposta, embora haja especulações a respeito do Republicanos. Isso é algo para depois das eleições deste ano.
Em nome do pai
A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro em que seu pai o nomeia “meu porta-voz” e diz que o “momento é de arregaçar as mangas” é vista como uma tentativa de sair da defensiva em que se encontra e tentar evitar que os votos da direita migrem para outro candidato, seja Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos.
Nem tanto
A live em que o filho Zero Um de Jair Bolsonaro divulgou a carta foi considerada acima do tom até por simpatizantes dele, por mencionar que “ou a gente ganha, ou o Brasil acaba”. Muitos presidentes se sucedem desde a Proclamação da República, o país passou por várias crises, mas não acabou.
Chega de postergar
E Contrariando a percepção de alguns líderes de centro e direita, o PT não pretende demorar a nomear os deputados da comissão especial para analisar a redução da maioridade penal. Parlamentares acreditavam que a esquerda poderia postergar as indicações para deixar o início da comissão para depois do recesso parlamentar, mas o líder da bancada, Pedro Uczai (SC), afirmou que é hora de “enfrentar” o debate.
CURTIDAS

Cada um com os seus problemas/ Embora a assessora Mariângela Fialek trabalhe na liderança do Progressistas, os parlamentares do partido capitaneado pelo senador Ciro Nogueira (foto) fizeram “cara de paisagem” sobre o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, por causa da suspeita de desvio de emendas ao Orçamento. O presidente do PL e seus filiados que se expliquem.
Insatisfação I/ O setor de mercados digitais não gostou do relatório apresentado pelo deputado Aliel Machado (PV-PR) sobre a proposta de regulação, com a criação de uma nova estrutura dentro do governo para esse fim. Para algumas empresas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) já realiza um ótimo trabalho em monitorar e aplicar sanções para promover mais competitividade. Parte do empresariado considera que o certo seria investir mais recursos no CADE e contratar pessoal para essa finalidade.
Insatisfação II/ Outro ponto é a falta de diálogo. Empresários afirmam que, nos nove meses de tramitação do texto na Casa, nunca houve nenhuma reunião, audiência pública ou comissão especial.
Tudo é política/ A aposta de parte desse setor é que o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) quer aprovar a matéria com objetivos políticos porque a proposta é de interesse do governo. Em conversas reservadas, líderes concordam em deixar o projeto para ser votado apenas após o retorno do recesso parlamentar, mas ainda não bateram o martelo em reunião.









