Xandão é inegociável

maurenilson
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Desde que o ex-presidente Michel Temer anunciou o apoio a Flávio Bolsonaro, cresce a suspeita entre os políticos de que o emedebista fez isso para tentar obter um acordo capaz de preservar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, seu ex-ministro da Justiça que o então presidente Temer indicou ao STF. Somam-se a essas suspeitas de acordo as ações do próprio ministro, no sentido de distensionar o ambiente com os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas hostes bolsonaristas, entretanto, a avaliação é a de que, se os senadores do PL recuarem em relação ao impeachment de Alexandre de Moraes, deixarão
de cumprir o discurso que levou à construção da bancada que saiu das urnas. Nesse sentido, ou o STF resolve o caso até o final do ano, ou a nova bancada do partido vai tratar de eleger um presidente do Senado que não impeça a abertura de processo contra o ministro. Diante dessa perspectiva, há quem diga que caberá a Alexandre de Moraes pedir para sair.

Outros acordos

A aproximação do Centrão com Flávio Bolsonaro vai muito além dos cargos de primeiro escalão e da identidade ideológica. Ali, falou mais alto a sobrevivência. Primeiro, há nos aliados de Ciro Nogueira, do PP, e de Antonio Rueda, o presidente do União Brasil, a esperança de que Flávio promova trocas na Polícia Federal no próximo ano, de forma a estancar as denúncias que vinculam nomes importantes do bloco ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O fato de Flávio ter chegado à frente de Lula no primeiro turno e a vitória dos petistas na Bahia indicam que o caso Vorcaro ficou à margem do processo eleitoral. Além disso, os políticos
registram que, até aqui, as investigações não cessaram e a posição do presidente do STF, Edson Fachin, tem sido no sentido de
dar transparência aos documentos que não comprometam essas investigações. Da parte do ministro Fachin, esse ponto é inegociável

Fiquem na penumbra

Com o comando da Federação União Progressista desgastada em função do enrosco com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a ordem é manter os caciques voando abaixo dos radares, tanto o senador Ciro Nogueira (PP-PI), derrotado nas urnas, e Antonio Rueda, eleito deputado federal pelo União Brasil do Rio Janeiro. Nenhum dos dois falará pela federação ao longo deste segundo turno.

Aproveite os holofotes

Quem falará pelas duas legendas é a líder do PP no Senado, Tereza Cristina. Aliás, ela só não foi vice na chapa de Flávio Bolsonaro porque Ciro Nogueira disse não. Agora, enquanto representante da Federação no arco de alianças do candidato do PL neste segundo turno, Tereza terá a chance de se projetar para presidir o Senado.

Deu discurso

O aceno de Flávio Bolsonaro sobre mudanças na Constituição leva o PT a acreditar que essa talvez seja o principal mote para tentar conter a onda que levou o candidato do PL a sair na frente no primeiro turno. A ordem agora é espalhar que as garantias e direitos inscritos na Constituição estão sob risco. Embora o candidato não tenha citado direitos fundamentais dos cidadãos tampouco nenhuma mudança trabalhista, tudo isso fará parte dessa curta etapa da campanha.

E a 6X1, hein?

O governo do presidente-candidato Lula vai massificar que o projeto do PL de colocar a remuneração por hora trabalhada é considerado um “7×0”. Os petistas acreditam que o lado mais fraco é o do trabalhador, que não conseguirá fechar um bom acordo com o patrão. Esse é outro tema que promete dominar esses dias.

CURTIDAS

Celina e Flávio/ Na reunião com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a governadora-candidata Celina Leão pediu ao candidato que não repetisse o gesto do “V” da vitória, usado na campanha de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis no DF para massificar o 22. “Flávio, aqui use só os indicadores: É 11”, disse Celina, dedicada agora a massificar o seu número nas urnas. Afinal, ela passou ao
segundo turno porque 26 mil eleitores registraram o 22 nas urnas achando que estavam votando nela.

Janja e Alckmin/ A polêmica “menos Janja, mais Alckmin”, que a ex-senadora Kátia Abreu levantou na reunião dos petistas, não é apenas uma avaliação da ex-ministra da Agricultura da presidente Dilma Rousseff. É também de várias pessoas próximas a Lula. Muitos dizem que Janja conquistou todos os votos que poderia obter. Ela deveria, avaliam, dar lugar ao vice-presidente para tentar agregar o que Lula precisa a fim de ultrapassar Flávio Bolsonaro e vencer no segundo turno. Muita gente de dentro do PT diz que, se isso não mudar, Lula que assuma os erros depois. Não dá para culpar o marqueteiro Sidônio.

Minerais críticos/ O Instituto Diálogos, think tank criado pela senadora Tereza Cristina, tem reunião hoje em Brasília com o alto escalão do Ministério de Minas e Energia, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e especialistas em terras raras para debater a política nacional desse recurso tão importante e estratégico para o país. Entender o setor e seus conceitos é considerado um passo fundamental para criar um detalhamento das regras que vão reger a política desses minerais no Brasil, cuja industrialização hoje está praticamente concentrada na China.

Reflexões sobre mineração/ O IDP abre hoje suas portas para o lançamento do livro Manual Aplicado de Mineração: Geologia,
Regulação, Direito e Economia dos Recursos Minerais, escrito a seis mãos por André Garcia, Marcela Tainã e Rafael Favetti. A obra nasceu da proposta de reunir, em um mesmo trabalho, diferentes dimensões da atividade mineral — geologia, regulação, direito e economia — procurando aproximar o conhecimento técnico dos problemas concretos enfrentados por quem atua e toma decisões no setor. A sessão de autógrafos será no auditório do IDP, na 609 Norte, a partir de 18h30.

O jogo deles

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula, Política

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 3 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Enquanto a maioria do Brasil assiste a uma campanha eleitoral sem debates e repleta de decisões judiciais, os partidos de centro fazem suas projeções e acreditam que continuarão mandando no Congresso Nacional, pelo menos até a temporada eleitoral de 2030. Nesse sentido, trabalham, via frentes parlamentares, vários projetos para tentar resgatar a própria imagem e não deixar tudo nas mãos do Poder Executivo.

Com ou sem segundo turno, está prevista para 21 de outubro a apresentação de megaprojetos, sob o guarda chuva “Empreende Brasil” e  “Congresso pelo Brasil”. Em gestação na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, a ideia dessas propostas é tratar de temas como taxa de juros, insegurança jurídica, ambiente de negócios no país e segurança pública — apontados pelo empresariado como os grandes responsáveis pela dificuldade de atração de investimentos no país. Assim, seja quem for o presidente da República, os congressistas terão seus próprios projetos, com prioridade sobre qualquer proposta a ser apresentada pelo Palácio do Planalto.

Propostas nada constitucionais

O Grupo Livres, organização que promove soluções liberais para o Brasil, comparou todos os planos de governo dos candidatos à Presidência da República e um dado chamou a atenção. No quesito segurança pública, quatro presidenciáveis — Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) — propõem medidas consideradas incompatíveis com a Constituição Federal, segundo análise do grupo. Castração química, prisão preventiva automática e decretos sucessivos de Estado de Defesa são alguns desses projetos.

O tempo e a razão

Logo que foi escolhido candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) comentou com um amigo que estava indo para o “sacrifício”. Em seis meses, saiu do “sacrifício” ao tornar-se um candidato competitivo, graças aos votos que herdou do pai. Agora, o resultado, seja para o bem ou para o mal, estará na conta do próprio candidato, que não debateu seu programa de governo com os adversários. Desde a redemocratização, a única vez que um desafiante não participou de nenhum debate em primeiro turno foi Fernando Collor, em 1989.

Tensão no ar

Embaixadas começaram a emitir alertas de precaução a viajantes e estrangeiros residentes no Brasil devido à proximidade do primeiro turno das eleições, amanhã. O movimento foi iniciado pela embaixada dos Estados Unidos, que fechou a sede e consulados e pediu reforço na segurança junto à polícia militar. Irlanda, Austrália e Reino Unido emitiram avisos também. Com a polarização acirrada, o temor é que possa haver uma tentativa de golpe ou atos violentos após os resultados.

Sátiras da política

Durante as últimas semanas, diversos jogos on-line foram criados revivendo momentos recentes de políticos e de magistrados do Supremo Tribunal Federal, como um simulador de luta entre os ministros. O mais recente é sobre Flávio no mesmo estilo do jogo Super Mario World, com missões para o presidenciável. A primeira exige que o filho 01 bata ponto como assessor na Câmara dos Deputados enquanto estuda e faz estágio no Rio de Janeiro. A ideia de usar joguinhos on-line com figuras políticas não é nova. Em 2023, apareceu um jogo chamado Lula, escape da Prisão, em que o jogador era o Lula que precisava escapar da penitenciária.

24 horas

Hoje é dia de refletir sobre as escolhas, tentar conquistar os últimos votos e, o mais importante, não brigar com seus parentes por causa de opções políticas. Seja quem for seu candidato, converse com respeito e educação.

Enquanto o STF briga…

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Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 6 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro espera que as discussões sobre o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes e a crise interna no Supremo Tribunal Federal terminem abrindo uma brecha para que ele possa sair da cadeia — e com dinheiro no bolso, oriundo de fundos de pensão e do BRB. Juristas que acompanham o caso perceberam esse perigo, diante da avalanche de nulidades que os advogados começam a levantar em relação ao processo envolvendo o ex-controlador do Master. E até aqui, a contar pelo que já se sabe a respeito da delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, da Entre Investimentos, que fazia parte do esquema de Daniel Vorcaro, há muito serviço a ser feito, uma vez que Freixo Junior teria relatado, inclusive, pagamentos em malas de dinheiro, feitas a pedido do ex-controlador do Master. Toda essa documentação está no gabinete de André Mendonça, à espera de análise.

Muito dinheiro fica esquecido/ Ao que se sabe até aqui, o empresário detalhou que movimentou R$ 1,3 bilhão, a fim de efetuar os pagamentos determinados por Vorcaro. Foi a Entre Investimentos, de Freire Junior, que fez as remessas para o Havengate, o fundo com sede no Texas, para o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Nas conversas mais reservadas, o receio é de que tudo isso fique sob o tapete, por causa das relações entre Alexandre de Moraes e o presidiário Daniel Vorcaro.

Corre aí…

Em reuniões e conversas ao longo dos últimos dias, ficou patente entre muitos atores da política que não bastará tirar processos de ministros ou declarar impedimentos, como já foi feito lá atrás, com Dias Toffoli e o caso Master. Agora, é preciso uma reforma profunda.

…E muda logo

No embalo das mudanças, começa a ganhar corpo uma proposta de idade mínima para ingresso no Supremo Tribunal Federal. Cogita-se, inclusive, algo em torno de 55 ou 60 anos. Nesta idade, a pessoa já demonstrou notório saber jurídico e já tem uma carreira consolidada no direito.

Vale lembrar

Se a mudança for feita, o governador do Rio, o desembargador Ricardo Couto, poderia ser indicado. Tem 62 anos. O advogado-geral da União, Jorge Messias, estaria fora. Tem 46 anos.

Espere o segundo turno

O PL aposta que, se houver um segundo turno no Ceará, o candidato Ciro Gomes (PSDB) terá que dividir o palanque com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. Entretanto, aliados de Ciro avisam que, se houver segundo turno, a neutralidade do candidato a governador deve permanecer, de forma a aglutinar votos de todos os presidenciáveis.

PL e PT unidos…/ … por um contabilista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado, estão em campos opostos da política, mas dividem o mesmo representante de contabilidade das campanhas deste ano. A informação encontra-se na prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Corrida acirrada/ Em Santa Catarina, a eleição para o Senado é considerada a mais difícil de vislumbrar um final, numa disputa embolada entre a deputada Carol de Toni (PL), o senador Esperidião Amin (PP) e o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL). A última pesquisa Quaest por lá mostrou Amin na liderança, o Zero Dois de Bolsonaro em segundo, e a deputada, em terceiro. O governador Jorginho Mello (foto) e demais candidatos têm falado bem dele em eventos, e isso fortaleceu o ex-vereador fluminense.

Enquanto isso, no Paraná…/  A direita tem enfrentado uma divisão de votos no estado. Dos cinco melhores candidatos avaliados ao Senado nas pesquisas, quatro são desse campo: Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graml (PSD). A outra candidata é a deputada e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann (PT). Esse cenário pode beneficiar Gleisi, porque enquanto eles dividem o mesmo eleitorado, a deputada aglutina os votos da esquerda em torno de um só nome.

Por falar em divisão…/ Os partidos mais à direita fazem questão de marcar diferenças, haja vista a convocação de duas manifestações distintas contra Alexandre de Moraes para o Sete de Setembro. Uma da deputada Bia Kicis (PL) e outra de Sebastião Coelho (Novo). Ambos concorrem ao Senado.

Campanha em 30 segundos

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Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 9 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito.

Informações falsas, robôs, redução dos mecanismos de checagem de fatos pelas grandes big techs e o ambiente de ataques gratuitos e xingamentos nas redes sociais levam marqueteiros e especialistas em campanha eleitoral a reverem os conceitos a respeito do domínio dessas redes na corrida eleitoral. Há entre eles o sentimento de que o eleitor está um pouco cansado desse modelo das redes e tem tudo para voltar ao horário eleitoral de rádio e tevê — não aos programas, mas às inserções no meio da programação. Isso sem contar debates e sabatinas promovidos pela imprensa. O eleitor está cansando da polarização e do uso das redes no ambiente político. Caberá a cada candidato dosar sua campanha de forma a não ficar tão dependente do “piscinão” que se tornaram as redes sociais.

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Embora as redes sociais comecem a ser vistas com algum cuidado pelos especialistas, o investimento na campanha digital ainda deverá ser maior, uma vez que é preciso garantir a preferência de visualização para os conteúdos da própria campanha nos sites de busca e nas redes sociais, em especial, as transmissões ao vivo. Porém, tem muita gente que vai hesitar em colocar todos os ovos, no caso, recursos, na cesta das redes. Afinal, se o eleitor estiver mesmo cansado, não será ali o melhor lugar para garantir votos.

A vingança de Flávio

Em carreira solo no PL, sem nenhum outro partido para chamar de seu, o candidato Flávio Bolsonaro já tem planos caso seja eleito em outubro. O primeiro deles é dificultar a vida dos partidos. Aqueles que disseram não à composição da chapa ou de alianças, ou não serão chamados a participar do ministério, ou terão que pagar caro pelo ingresso. Afinal, o senador não deverá a sua chegada ao Planalto a nenhum deles.

Cansaço crescente

Os analistas e marqueteiros começaram a avaliar os gráficos de comportamento do eleitor ao longo das seis últimas eleições presidenciais no Brasil. Descobriram que o eleitor vem perdendo o interesse em votar. A abstenção só caiu de 2002 para 2006, de lá para cá, só cresce. Em 2006, 16,75% dos eleitores não foram às urnas. Em 2022, esse número subiu para 20,89%. Se a abstenção continuar nesse ritmo, o universo de votos válidos pode levar a uma eleição no primeiro turno, para quem estiver na frente.

Inteligência limitada

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teve o orçamento total ampliado ao longo dos últimos 25 anos, mas o dinheiro para investimentos, que permite a compra de novas tecnologias, equipamentos e infraestrutura, está cada vez mais curto. Houve um respiro no primeiro ano do governo Lula, com R$ 113 milhões, mas, de lá para cá, esse valor vem caindo. O patamar mais baixo foi no ano passado, R$ 64 milhões.

Quem perde

O baixo montante de investimentos ocorre justamente num cenário de crescimento das ameaças cibernéticas, do crime organizado transnacional, guerras espalhadas pelo mundo e de espionagem internacional.

Elas perceberam…

Em evento recheado de promessas ao eleitorado feminino no interior paulista, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que não chamou nenhuma mulher do seu partido para compor a chapa, pediu votos ao Senado para dois homens com o intuito de derrotar duas mulheres candidatas em São Paulo.

…Mas não alertaram o candidato

Até deputadas alinhadas ao senador consideraram que não era o momento de se referir aos votos paulistas para o Senado. Uma vez que o evento era “Café entre elas”, voltado às mulheres, o melhor seria deixar os votos para os senadores para um outro momento.

O susto deles

Muitos políticos ficaram assustados com a foto publicada pela revista piauí em que aparecem vários parlamentares na piscina com o advogado Willer Tomaz, alvo de mais uma fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga o roubo dos aposentados do INSS. Houve quem entrasse em pânico, achando que tinha algo a ver com as festas de Daniel Vorcaro. Nada a ver. Tomaz é outro caso, que tem potencial para abalar muitas candidaturas.

Dia dos Pais/ Fica aqui a homenagem da coluna a todos aqueles que, junto com as mães, suam a camisa para criar e educar seus filhos. Que este domingo seja coberto de bênçãos.

A outra batalha da PF

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Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 8 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito.

Em meio ao estica e puxa sobre as operações do Caso Master e do roubo dos aposentados do INSS, a Polícia Federal (PF) enfrentará um novo embate em breve. É que os senadores planejam tirar da gaveta o projeto que regulamenta a inteligência de Estado. No geral, há entre os policiais federais o receio de que a proposta abra ao pessoal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informações que, hoje, são exclusivas da PF. A Abin, por sua vez, defende a aprovação da matéria. Seus integrantes contam com o relator do projeto, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que já conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para a inclusão na pauta do esforço concentrado, em agosto. Até lá, Trad terá tempo de tentar buscar um acordo capaz de garantir a aprovação.

Origem e argumentos/ O projeto teve origem na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), em 2025. Já houve várias tentativas de votação, sem sucesso, por causa da falta de acordo e de maioria. A PF considera que a inteligência deveria ser apenas da corporação e a Abin rebate o argumento, apontando as diferenças entre o tipo de inteligência que cada uma das instituições utiliza — a PF focada para operações, com persecução penal, ao contrário da Agência, que usará os recursos para proteção do Estado e da soberania brasileira. A proposta detalha procedimentos para a produção de conhecimento; operações sensíveis e monitoramento remoto; exigência de autorização judicial prévia para monitoramento; e garantia à proteção da identidade dos agentes.

Separe as estações

As menções do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, como alguém que “odeia o Brasil”, vêm no sentido de chamá-lo para o ringue. A ideia agora é tentar mostrar que é ali que os bolsonaristas têm sua ponta de lança para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Entreguismo x soberania I

Aliás, os últimos movimentos do governo dos Estados Unidos, com o cancelamento do visto da embaixadora brasileira, Maria Luiza Viotti, e as pesadas tarifas a determinados setores, deixaram no governo brasileiro a certeza de que a tensão só se dissipará após o período eleitoral. Lula, porém, tentará fazer desse limão uma limonada, colocando a soberania na pauta da eleição presidencial.

Entreguismo x soberania II

A ideia que prevalece entre os aliados de Lula é associar os movimentos contrários ao Brasil à viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, no mês passado, quando o pré-candidato do PL, de acordo com o governo brasileiro, prometeu mundos e fundos a Washington. Depois da visita, Flávio reforçou o discurso contra as urnas eletrônicas e o Departamento de Estado pretendia enviar dois observadores ao Brasil — a imprensa norte-americana divulgou que viriam para corroborar essa narrativa. O visto, então, foi negado. Tudo isso deve ser abordado na eleição por aqui.

Enquanto isso, em São Paulo…

Embora Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) apareçam bem posicionadas nas pesquisas para o Senado, os petistas temem que Tarcísio de Freitas (Republicanos) acabe puxando um dos candidatos conservadores. A esperança da turma de Marina Silva é que a divisão nas hostes conservadoras entre Guilherme Derrite, Ricardo Salles e Andre do Prado acabe dificultando a vida daqueles que apoiam a reeleição do governador.

Saltos/ Eleger-se deputado federal foi um ótimo negócio para Nikolas Ferreira (PL-MG). Em 2022, ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio R$ 36.820,46. Agora, candidato à reeleição, registrou R$ 3.898.456,67 em imóvel e investimentos, um crescimento de 10.487,75%. Nesses quatro anos, Nikolas financiou uma casa de R$ 2,2 milhões, que ainda está pagando, aumentou o número de aplicações e adquiriu ações em companhias privadas e públicas.

Veja bem/ Em nota à coluna, o deputado afirma que parte significativa do aumento se deveu ao financiamento da casa. Ele ainda tem saldo devedor. “O valor integral do bem consta na relação patrimonial, mas não representa patrimônio líquido efetivamente incorporado pelo parlamentar, uma vez que parcela substancial permanece vinculada à obrigação financeira assumida para sua aquisição”, justifica a nota. E afirma que “justamente por cumprir integralmente o dever de transparência é que os bens e atividades do parlamentar estão devidamente registrados e declarados”.

A arte do enfrentamento/ O Supremo Tribunal Federal inaugurou, nesta semana, o painel “Sete Marias” (foto), doado pelo pintor brasileiro Antonio Veronese. A obra, um manifesto artístico contra o feminicídio e a violência de gênero, foi instalada no Hall dos Bustos, no edifício-sede da Corte. Na cerimônia de instalação, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, ressaltou a importância e o simbolismo da obra “que carrega vida, dor, tragédia e esperança”. “A partir deste momento, ela passa a integrar a memória, a paisagem e o patrimônio simbólico do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

A arte da união/ Há tempos, os ministros não tinham um momento tão descontraído entre eles. A ministra Cármen Lúcia, única representante do sexo feminino na Suprema Corte, destacou que o painel é um instrumento de conscientização e defesa dos direitos das mulheres. “Somos todos humanos e humanas, e os direitos têm de ser de todos nós”, afirmou. “Este painel é exatamente a demonstração da violência que se vem praticando, a denúncia de um feminicídio que não para”, frisou.

Colaborou Renato Souza

De ações e operações

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado, Tarifaço de Trump

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

Até aqui, deram errado todos os movimentos do pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, para tentar sair da maré de desgastes que se abate sobre a campanha. A viagem aos Estados Unidos foi vista como um tiro n’água por empresários cientes de que a Terra é redonda. Não há sinais de suspensão do tarifaço ou de parcerias com o governo de Donald Trump que mantenham o Brasil numa posição de altivez. Flávio, até o momento, prometeu terras raras aos EUA sem detalhar qualquer plano que beneficie o Brasil; acenou com a criação de um grupo de transição específico para a relação com os Estados Unidos, caso vença o pleito, desprezando o resto do mundo. O empresariado acredita que essa postura mais afasta do que ajuda a aproximar o pré-candidato do PL de seus objetivos. Tem muita gente se voltando a Ronaldo Caiado (PSD).

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Por falar em Caiado…/ O pré-candidato do PSD começou a bater forte nos “polarizados” Lula e Flávio Bolsonaro. Ele responsabiliza ambos pelo tarifaço. Lula, por rivalizar com os Estados Unidos para surfar no discurso da soberania; e Flávio Bolsonaro, por dizer que a penalização do Brasil só deve se dar depois da eleição. Na opinião de Caiado, Flávio não prega o fim do tarifaço e sim apenas um adiamento. “São farinhas do mesmo saco”, afirma.

Crise instalada I

O PL vive um momento de disputa interna. Provocou muito mal-estar na bancada a declaração de Valdemar Costa Neto jogando a responsabilidade da indicação das emendas ao Orçamento no colo do líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Sóstenes não havia sequer sido citado nesse caso e agora terá que responder.

Crise instalada II

Aliás, o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de apropriação indevida de emendas parlamentares, é mais um capítulo de desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Agora, além do caso Daniel Vorcaro e o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não foi lançado, o partido tem o seu núcleo obrigado a se explicar sobre esse outro escândalo.

Efeito borboleta

Foi a partir do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que a Polícia Federal chegou ao suposto esquema de emendas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Fialek foi alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro do ano passado. Com as investigações em seu telefone, foram expostas conversas e negociações de emendas em nome de Valdemar. Tuca foi assessora de Arthur Lira (PP-AL) e depois passou a trabalhar na liderança do PP na Casa. Agora começam a aparecer os primeiros movimentos a partir daquela operação. O material ainda não foi totalmente avaliado.

Além da 6×1

Governistas trabalham a todo vapor para tentar votar outros projetos de importância para o governo federal, além da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6×1. Senadores acreditam que o projeto que regulamenta a exploração de terras raras e minerais críticos deva ter alguma atualização antes do recesso parlamentar. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é visto como favorito para a relatoria da proposta.

CURTIDAS

Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

Campanha solo/ Ao contrário de Lula, que costuma discutir todos os passos da pré-campanha com sua equipe, o pré-candidato Flávio Bolsonaro tem tomado decisões e feito movimentos sem avisar. Vai pela própria cabeça.

E eles?/ Os aliados cobram a presença de Flávio em eventos partidários nos estados para se apresentar e dar entrevistas. Na semana passada, entretanto, o pré-candidato do PL preferiu os Estados Unidos, o que deixou muita gente chateada.

E a PEC da Segurança, hein?/ Só depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto), continua com o texto na gaveta. O mesmo deve ocorrer com a PEC do fim da escala de trabalho 6X1.

Sabatina do Correio/ Em 28 de julho, a partir de 8h, o Correio realiza sua tradicional maratona de sabatinas com os pré-candidatos ao Planalto. Foram convidados todos aqueles que se apresentaram para a corrida presidencial deste ano. Em 2018 e 2022, o Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília, foi o único veículo de comunicação que entrevistou todos os postulantes ao Planalto.

De ações e operações

Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Até aqui, deram errado todos os movimentos do pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, para tentar sair da maré de desgastes que se abate sobre a campanha. A viagem aos Estados Unidos foi vista como um tiro n’água por empresários cientes de que a Terra é redonda. Não há sinais de suspensão do tarifaço ou de parcerias com o governo de Donald Trump que mantenham o Brasil numa posição de altivez. Flávio, até o momento, prometeu terras raras aos EUA sem detalhar qualquer plano que beneficie o Brasil; acenou com a criação de um grupo de transição específico para a relação com os Estados Unidos, caso vença o pleito, desprezando o resto do mundo. O empresariado acredita que essa postura mais afasta do que ajuda a aproximar o pré-candidato do PL de seus objetivos. Tem muita gente se voltando a Ronaldo Caiado (PSD).

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Por falar em Caiado…

O pré-candidato do PSD começou a bater forte nos “polarizados” Lula e Flávio Bolsonaro. Ele responsabiliza ambos pelo tarifaço. Lula, por rivalizar com os Estados Unidos para surfar no discurso da soberania; e Flávio Bolsonaro, por dizer que a penalização do Brasil só deve se dar depois da eleição. Na opinião de Caiado, Flávio não prega o fim do tarifaço e sim apenas um adiamento. “São farinhas do mesmo saco”, afirma.

Crise instalada I

O PL vive um momento de disputa interna. Provocou muito mal-estar na bancada a declaração de Valdemar Costa Neto jogando a responsabilidade da indicação das emendas ao Orçamento no colo do líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Sóstenes não havia sequer sido citado nesse caso e agora terá que responder.

Crise instalada II

Aliás, o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de apropriação indevida de emendas parlamentares, é mais um capítulo de desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Agora, além do caso Daniel Vorcaro e o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não foi lançado, o partido tem o seu núcleo obrigado a se explicar sobre esse outro escândalo.

Efeito borboleta

Foi a partir do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que a Polícia Federal chegou ao suposto esquema de emendas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Fialek foi alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro do ano passado. Com as investigações em seu telefone, foram expostas conversas e negociações de emendas em nome de Valdemar. Tuca foi assessora de Arthur Lira (PP-AL) e depois passou a trabalhar na liderança do PP na Casa. Agora começam a aparecer os primeiros movimentos a partir daquela operação. O material ainda não foi totalmente avaliado.

Além da 6×1

Governistas trabalham a todo vapor para tentar votar outros projetos de importância para o governo federal, além da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6×1. Senadores acreditam que o projeto que regulamenta a exploração de terras raras e minerais críticos deva ter alguma atualização antes do recesso parlamentar. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é visto como favorito para a relatoria da proposta.

Campanha solo

Ao contrário de Lula, que costuma discutir todos os passos da pré-campanha com sua equipe, o pré-candidato Flávio Bolsonaro tem tomado decisões e feito movimentos sem avisar. Vai pela própria cabeça.

E eles?

Os aliados cobram a presença de Flávio em eventos partidários nos estados para se apresentar e dar entrevistas. Na semana passada, entretanto, o pré-candidato do PL preferiu os Estados Unidos, o que deixou muita gente chateada.

E a PEC da Segurança, hein?

Só depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto), continua com o texto na gaveta. O mesmo deve ocorrer com a PEC do fim da escala de trabalho 6X1.

Sabatina do Correio

Em 28 de julho, a partir de 8h, o Correio realiza sua tradicional maratona de sabatinas com os pré-candidatos ao Planalto. Foram convidados todos aqueles que se apresentaram para a corrida presidencial deste ano. Em 2018 e 2022, o Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília, foi o único veículo de comunicação que entrevistou todos os postulantes ao Planalto.