O envio puro e simples do caso de Daniel Silveira ao Conselho de Ética é criticado duramente pelos parlamentares, que, debruçados sobe o Regimento Interno da Câmara, consideram que o melhor caminho seria levar logo ao plenário, uma vez que, não tem Comissão de Constituição e Justiça instalada. “Para quê esticar um assunto desses? O regimento é claro: O artigo 250 diz que em caso de prisão em flagrante, a Mesa Diretora teria que decidir se referenda ou não a prisão e levar ao plenário, para saber se referenda ou não a decisão da Mesa”, diz o deputado Hildo rocha (MDB-MA). “Arthur ficou com medo de decidir. Amarelou”,acusa o parlamentar, referindo-se ao presidente da Câmara, Arthur Lira.
A negociação com o Supremo Tribunal Federal (STF) em curso desde ontem não está prevista no Regimento Interno da Casa. É um jeitinho, encontrado para tentar evitar que a Câmara tenha que decidir sobre a prisão. Nos bastidores, há quem diga que os integrantes da Mesa Diretora estão com medo: Se decidirem a favor da prisão, serão acusados por parte dos colegas de não defender o mandato dos deputados e ainda estarão expostos à ira dos radicais do bolsonarismo, tal e qual Rodrigo Maia ficou no passado. Se decidirem contra a prisão, haverá uma tensão com o STF, algo que quem tem processo em andamento não deseja.
Nessa sinuca de bico, a direção da Câmara torce para que o STF decida transformar a preventiva em temporária. Assim, Daniel Silveira estará livre no sábado e, como Wilson Santiago e Flordelis, aguardará o desfecho do caso no Conselho de Ética, que sequer foi instalado e costuma atrasar bastante. E a nem a mesa Diretora, nem a Casa serão obrigados a avaliar a prisão no plenário.
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