A decisão da maioria dos partidos de esquerda, de apoiar o bloco formatado por Rodrigo Maia (DEM-RJ) para disputar a Presidência da Câmara, em oposição ao Centrão de Arthur Lira, não inclui o PSol. O partido, que teve Marcelo Freixo como candidato na última eleição __ e obteve 50 votos __ seguiu o seu grupo até a decisão de não apoiar o candidato de Jair Bolsonaro, no caso Arthur Lira. Mas prefere lançar um nome próprio. A esquerda, porém, não deixará isso solto.
A formação de dois grandes blocos indica que a sucessão para presidência da Casa promete ser decidida em turno único. E os votos do PSol podem ser cruciais para assegurar uma vitória contra o governo. É esse o discurso que os partidos de esquerda vão usar junto ao Partido Socialismo e Liberdade para agregá-lo ao grupo. É que, se lá na frente, faltarem poucos votos para eleger o candidato do bloco “Câmara Independente” e o PSOL ficar fora do grupo, o partido será acusado de ter jogado de forma ajudar o candidato de Bolsonaro. Algo que, obviamente, o PSol não quer.
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