Da coluna Brasília-DF, por Denise Rothenburg
O primeiro desafio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enquanto pré-candidato a presidente da República é fazer com que os potenciais aliados acreditem que o projeto não se refere apenas à sua família. Até aqui, a maioria daqueles que Flávio pensa em atrair considera que o propósito da candidatura é muito mais manter a família em alta do que propriamente o bem comum ou o combate ao PT. Afinal, se o “bem comum” ou o combate ao PT fosse prioridade, o nome para concorrer seria o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Se Flávio não conseguir mostrar que vai muito além do indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentando um verdadeiro projeto de país, não vai conseguir reaglutinar partidos e multidões que seu pai galvanizava em 2018.
Segure os nossos/ A estratégia da candidatura, aliás, é tentar manter o bolsonarismo vivo e nas mãos da família. Segue aquela máxima que o leitor da coluna já sabe: “Melhor perder liderando do que morrer liderado”. Desde que Bolsonaro ficou inelegível, Flávio trabalha para ser o representante do pai. Conseguiu. Se vai ampliar o bolsonarismo, e mantê-lo a ponto de chegar a uma vitória, isso ainda é uma incógnita.
Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) disseram à coluna que não estão lá muito satisfeitos com essa insistência de Jhonatan de Jesus no caso Master. O pedido de inspeção no Banco Central é inédito. E, de mais a mais, Jhonatan virou ministro por obra e graça do Centrão, mais especificamente do PP presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI).
Em outras praças, não pegou bem uma acareação às vésperas da virada do ano. O ministro Dias Toffoli, porém, tirou o Banco Central da roda. Na avaliação de muitos, corrigiu um erro. Afinal, o investigado é o Banco Master e suas carteiras para lá de suspeitas — não o BC. O TCU, entretanto, para constrangimento de seus ministros, parece que extrapolou seu papel.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro está em contato com advogados para ver o que pode ser feito em relação à determinação da Polícia Federal para que retorne ao trabalho de escrivão em Angra dos Reis (RJ). Sem salário e sem emprego, o ex-presidente, que mantém muito dinheiro em conta por causa da arrecadação feita por apoiadores, é quem deve arcar com as despesas do filho.
Planos/ Assim como os bolsonaristas, os petistas também estão de olho no Senado. Depois da Presidência da República, é a eleição majoritária que mais mobilizará os partidos. Mais até do que a de governadores.
A mudança de Eduardo Cunha/ O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já mudou o seu domicílio eleitoral para Belo Horizonte. Será candidato a deputado federal. Falta definir o partido. Afinal, quem tem tempo, não tem pressa.
Não se mova/ A tendência é Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, ficar mesmo preso no Paraná. Pelo menos, até que terminem todos os trâmites, ele não sai de lá.
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