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A guerra das listas

Terminadas as etapas da escolha de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal, o governo estará dedicado à escolha do futuro ministro da Justiça, e os procuradores da República, à do substituto de Rodrigo Janot, que deixa o cargo em setembro e ainda pode buscar a recondução. Dado o destaque que a função de procurador-geral da República ganhou nos últimos tempos, todas as entidades relacionadas a procuradores querem influir: o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, o do Distrito Federal e o Militar. Pelo andar da carruagem, o presidente Michel Temer receberá quatro listas diferentes quando, no passado, essas sugestões eram restritas ao Ministério Público Federal. A eleição está prevista para ocorrer ainda este semestre.

Ou negocia…

Parlamentares atentos às conversas do presidente Michel Temer com a base aliada sobre a reforma da Previdência já se referem ao texto como o ingrediente capaz de fazer a união desandar. Isso, é claro, se não houver uma negociação.

…Ou negocia

A alguns poucos interlocutores, o presidente informou que vai aceitar algumas sugestões da base, de forma a dar uma “vitória” aos parlamentares na discussão do texto. Afinal, não vai deixar o PT posar de bom moço, deixando aos governistas a pecha de insensíveis.

Os movimentos de Gleisi I

A líder do PT, senadora Gleisi Hoffmann, se julgou impedida de votar na escolha de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal a fim de ver se conseguia provocar todo o PSDB a fazer o mesmo no plenário do Senado. O aviso dos tucanos, já no meio da tarde de ontem, era que a estratégia não ia colar.

Os movimentos de Gleisi II

A intenção dos petistas é ainda que Moraes, depois da posse no STF, se declare impedido para julgar qualquer ação da Lava-Jato envolvendo o PT.
É que, depois de ter participado de campanhas do PSDB em São Paulo, não para ele julgar nem aliados nem adversários.

Eunício e o DF

Já tem gente no Distrito Federal disposto a pedir para o presidente do Senado, Eunício Oliveira, concorrer ao GDF. Falta combinar com o próprio, mais interessado hoje em disputar mais um mandato de senador e em buscar
novamente o comando da Casa.

Ganhou apoios/ O subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, começa a receber apoios na Polícia Federal para assumir o Ministério da Justiça. Tudo porque muitos consideram que ele não vai interferir na PF, embora já tenha sido advogado de Eduardo Cunha (foto).

Por falar em Gustavo…/ Além de citado para o Ministério da Justiça, Gustavo Rocha surge agora como padrinho do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios a ser escolhido pelo quinto constitucional. Rocha tem dito aos quatro ventos que a vaga foi criada para ele, que preferiu a Casa Civil. Portanto, caberá ao próprio escolher quem ocupará esse espaço.

…Ele está na torcida/ Há quem diga que ele está em campanha por Roberto Freitas para a vaga de desembargador. Porém, há quem esteja defendendo, junto ao presidente Michel Temer, a escolha de uma das duas mulheres que estão na disputa: Carolina Lisboa e Eliene Bastos.

Moraes e Fachin/ As duas sabatinas mais demoradas da história dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Sinal de que os políticos mudaram muito em relação ao STF desde que começaram a ser investigados de forma mais aprofundada pela Suprema Corte.

Denise Rothenburg

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