Categorias: CPI da Covid

Ex-secretário deixará a CPI como mentiroso e pode ter sigilo telefônico quebrado

O ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten evitou dar qualquer informação mais direta sobre a campanha “O Brasil não pode parar”, veiculada em março do ano passado. Justificou que estava afastado do trabalho à época, por causa da covid. Porém, um vídeo exibido há pouco da CPI, numa live daquele período entre Wajngarten e o deputado Eduardo Bolsonaro mostrou imagem de Wajngarten dizendo que, apesar do isolamento, estava bem e continuava trabalhando normalmente, em “calls” e inclusive aprovando campanhas, com frases, do tipo,“a vida segue e a gente tomando todas as precauções não será essa agonia que parte da imprensa vem veiculando”.

Wajngarten já havia dito mais cedo à CPI que estava afastado do trabalho na época em que estava com Covid. Agora, com um vídeo dizendo que estava na ativa, os senadores começam a achar que ele está mentindo. Pelo menos, no que se refere às campanhas de comunicação do governo no início da pandemia, as afirma˜Eos colocam a ser colocadas em dúvida depois da live exibida no colegiado.

O outro momento em que os senadores consideram que ele mentiu diz respeito à entrevista à Veja. Wajngarten repete por duas vezes “incompetência, incompetência”, quando menciona a falta de negociação com a Pfizer. À CPI, ele disse que não negociou com Pfizer, que apenas levou o assunto da carta da Pfizer ao presidente Jair Bolsonaro, em 9 de novembro. Essas situações levarão a um pedido de quebra de sigilo telefônico.

Denise Rothenburg

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