Categorias: coluna Brasília-DF

Ajoelhou, tem que rezar

Quem trocou de partido com promessas de fartura quer o dinheiro na conta. Nesse sentido, deputados do PP e do MDB já avisaram às respectivas direções partidárias que, tão logo as contas de campanha sejam abertas, os tesoureiros terão que cumprir o acordo de transferir os recursos para financiamento das candidaturas. No PP, são R$ 2 milhões para cada deputado. No MDB, R$ 1,5 milhão. Falta um mês para o “pagamento” dessa “dívida”. A tensão na tesouraria dos partidos está grande.

Mina de ouro

O Ministério Público de São Paulo acompanha a distância o que acontece na Polícia Federal, onde está preso Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa. Antes de ir para o governo de São Paulo, Laurence era diretor da Kroll, uma empresa que fez dezenas de investigações relacionadas a congressistas e para congressistas.

Mina de preocupação

O ex-diretor do Dersa Paulo Souza, o Paulo Preto, não delatou ninguém. Com Laurence, porém, ninguém tem certeza absoluta. Ainda mais agora que a Polícia Federal tem sinal verde para empreender delações premiadas sem a participação direta dos procuradores. O MP perdeu totalmente o controle do processo.

E tome desgaste

Tatiana, a filha do engenheiro Paulo de Souza, o Paulo Preto, incluiu o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, entre suas testemunhas de defesa. Para o governo, que já está com uma popularidade ínfima, não afeta. Mas para o PSDB de São Paulo é mais um incômodo. Afinal, CPI, Ministério Público e Polícia Federal são instâncias das quais os políticos geralmente querem distância.

“A segunda turma do STF é que
nem ambulância em congestionamento: sai cortando todo mundo e os motoqueiros vão atrás”

Paulo Delgado (PT-MG), ex-deputado, referindo-se à enxurrada de
habeas corpus concedidos nos últimos dias.

Tem limite

PSol e PCdoB apoiaram o ex-presidente Lula quando da prisão, mas a ordem é parar por aí. Eles querem Lula solto, mas farão, cada um, a sua campanha. O PCdoB, por sinal, está muito feliz com Manuela. E não pretende tirar a candidatura dela para fechar com o PT no primeiro turno.

CURTIDAS

Quadrilha na Papuda/ Ontem, Dia de São Pedro, teve festa junina no pátio do presídio. Geddel Vieira Lima ficou de fora. Ali, ao contrário do que ocorria nos tempos em que ele era ministrO no Planalto, xingar funcionário dá castigo.

Prato feito/ Os petistas não esperavam mesmo que Alexandre de Moraes (foto), relator de mais um pedido de liberdade do ex-presidente Lula, fosse soltar o ex-presidente. Agora, é aproveitar a decisão de Moraes e apostar no discurso de “perseguição” por parte dos tucanos e reforçar que o magistrado é ligado ao MDB, de Michel Temer, de quem foi ministro da Justiça, e ao PSDB, de Geraldo Alckmin. E levar alguns regalos para Lula, que não sai da cadeia tão cedo.

JK, um reencontro com o Brasil I/ Hoje é o último dia para assistir ao espetáculo JK, um reencontro com o Brasil, da cantora Gláucia Nasser, no auditório I do Museu da República, às 20h. Ingressos podem ser trocados
por 1kg de alimento.

JK, um reencontro com o Brasil II/ Quem assistiu, saiu de lá com uma injeção de ânimo e alguma lufada de esperança, não em candidatos, mas na força do brasileiro. #ficaadica

Denise Rothenburg

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Denise Rothenburg

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