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Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Em fase final de elaboração da medida provisória que pretende dar um respiro aos produtores rurais endividados por causa dos problemas climáticos, os governistas fazem um alerta àqueles parlamentares que planejam ampliar o número de produtores beneficiados, incluindo todos que não conseguem pagar as dívidas: se a Câmara insistir no projeto que tramita na Casa, o governo vai vetar integralmente o texto. E se os parlamentares derrubarem o veto, o Supremo Tribunal Federal será acionado, onde a possibilidade de suspender tudo até a apreciação do mérito será grande.
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Pense bem/ A ideia é deixar o agro certo de que, para não comprometer a ajuda a quem teve problemas por causa dos eventos climáticos, o melhor a fazer é aceitar a MP que vier do Planalto e votar tudo rapidamente.
Um projeto…
Silenciosamente, um grupo que conta com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da comunidade evangélica, da qual faz parte o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, constrói uma plataforma política para tentar levar adiante um pleito futuro. Aliás, é esse braço político em construção, do qual não fazem parte os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mais incomodou o pré-candidato do PL ao Planalto, uma vez que tudo é baseado na religião, e não é algo para ser colocado a serviço na ala mais radical do bolsonarismo.
….ainda sem partido
Guardadas as devidas proporções e conjunturas inerentes a cada período, a tentativa se assemelha ao que lá nos idos de 1750 os jesuítas instalados nas Missões sonhavam em construir. Ainda não está fechado qual agremiação deve abraçar a proposta, embora haja especulações a respeito do Republicanos. Isso é algo para depois das eleições deste ano.
Em nome do pai
A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro em que seu pai o nomeia “meu porta-voz” e diz que o “momento é de arregaçar as mangas” é vista como uma tentativa de sair da defensiva em que se encontra e tentar evitar que os votos da direita migrem para outro candidato, seja Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos.
Nem tanto
A live em que o filho Zero Um de Jair Bolsonaro divulgou a carta foi considerada acima do tom até por simpatizantes dele, por mencionar que “ou a gente ganha, ou o Brasil acaba”. Muitos presidentes se sucedem desde a Proclamação da República, o país passou por várias crises, mas não acabou.
Chega de postergar
E Contrariando a percepção de alguns líderes de centro e direita, o PT não pretende demorar a nomear os deputados da comissão especial para analisar a redução da maioridade penal. Parlamentares acreditavam que a esquerda poderia postergar as indicações para deixar o início da comissão para depois do recesso parlamentar, mas o líder da bancada, Pedro Uczai (SC), afirmou que é hora de “enfrentar” o debate.
CURTIDAS

Cada um com os seus problemas/ Embora a assessora Mariângela Fialek trabalhe na liderança do Progressistas, os parlamentares do partido capitaneado pelo senador Ciro Nogueira (foto) fizeram “cara de paisagem” sobre o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, por causa da suspeita de desvio de emendas ao Orçamento. O presidente do PL e seus filiados que se expliquem.
Insatisfação I/ O setor de mercados digitais não gostou do relatório apresentado pelo deputado Aliel Machado (PV-PR) sobre a proposta de regulação, com a criação de uma nova estrutura dentro do governo para esse fim. Para algumas empresas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) já realiza um ótimo trabalho em monitorar e aplicar sanções para promover mais competitividade. Parte do empresariado considera que o certo seria investir mais recursos no CADE e contratar pessoal para essa finalidade.
Insatisfação II/ Outro ponto é a falta de diálogo. Empresários afirmam que, nos nove meses de tramitação do texto na Casa, nunca houve nenhuma reunião, audiência pública ou comissão especial.
Tudo é política/ A aposta de parte desse setor é que o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) quer aprovar a matéria com objetivos políticos porque a proposta é de interesse do governo. Em conversas reservadas, líderes concordam em deixar o projeto para ser votado apenas após o retorno do recesso parlamentar, mas ainda não bateram o martelo em reunião.


