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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Em conversas reservadas, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não escondem o desconforto pelo fato de o presidente da Corte, Edson Fachin, ter começado a trabalhar no Código de Ética sem combinar com os demais. Eles consideram que era preciso, antes de anúncios e defesas, discutir no colegiado e usar mais o “nós”. Ali, a terceira pessoa do plural conta, e muito, na hora de fazer valer projetos que afetam a todos. O tema certamente será tratado no almoço da semana que vem, marcado para 12 de fevereiro, quinta-feira, vésperas de carnaval. Depois de anunciar o tema como “prioridade de sua gestão” e dizer que “os ministros são responsáveis pelas escolhas que fazem”, não há caminhos alternativos para os colegas de Fachin: ou apoiam ou se desgastam ainda mais.
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Muito além do gênero feminino/ A escolha da ministra Cármen Lúcia para relatar o Código de Ética do STF vem sob medida, e não tem nada a ver com o fato de ser a única mulher a ocupar uma cadeira no STF. Ela é, atualmente, quem tem mais alinhamento com Edson Fachin e sempre caminhou no sentido de tornar a análise dos processos mais ágeis, transparentes. Não cede a pressões e tem duas ferramentas consideradas fundamentais para redigir esse texto: paciência para ouvir a todos e coragem para enfrentar desafios.
Tem que ver isso aí I
Aumenta a sensação dentro do Congresso Nacional de que é urgente regular as fintechs. Para deputados ouvidos pela coluna, é preciso ter um sistema que evite a entrada do crime organizado nessas plataformas digitais.
Tem que ver isso aí II
Parlamentares apostam que o momento é propício para essa regulamentação, porque o setor produtivo deve apoiar a medida. Representantes de empresas que pagam seus impostos estão preocupados com o fato de as fintechs acabarem servindo para uma concorrência desleal em diversos setores. Citam, inclusive, o caso da operação Carbono Oculto, que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro, em que as plataformas digitais eram usadas para burlar a fiscalização. Agora, é preciso apertar a Legislação.
E o Banco Master?
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer apoiar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Muitos relembraram que o deputado está sendo investigado por desvio de verba parlamentar e não querem assinar um pedido dele. A intenção é apoiar o requerimento da deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS).
Hugo e a bandeira branca
Ao começar o ano votando a Medida Provisória do Gás do Povo, o objetivo do presidente da Câmara, Hugo Motta, foi mostrar boa vontade para com o governo. Ainda que a tensão por causa das emendas parlamentares não tenha se dissipado, é hora de pacificar. Os políticos paraibanos logo viram nesse gesto de votar a MP no primeiro dia de funcionamento pós-recesso um sinal de que a proximidade com Lula importa. Especialmente, para a campanha de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado pela Paraíba. Nabor é pai do presidente da Câmara
CURTIDAS

Sólido anfitrião/ O camarote do BRB no Estádio Mané Garrincha reuniu em torno de cem convidados no último domingo, durante o jogo Corinthians X Flamengo, com buffet Renata La Porta. Vida que segue.
Mal-estar geral/ Com a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, os filiados da legenda estão meio frustrados com a capacidade de articulação de Antonio Rueda, que comanda a legenda. Uma excelência comentava no plenário da Câmara que Rueda está mais para um “comerciante” do que para presidente de partido.
“Somos todos iguais”/ O fato de o presidente da Câmara discursar da tribuna foi um gesto no sentido de deixar claro que não há diferença entre ele e os demais parlamentares. Pelo menos, esta foi a leitura de muitos que estavam no plenário.
Destaque econômico/ O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, recebe, na sexta-feira, o prêmio Personalidade Econômica de 2025 do Conselho Federal de Economia. A solenidade será na Câmara Legislativa do DF. Ele será o 21º economista agraciado com a premiação. Já ganharam o mesmo reconhecimento Maria da Conceição Tavares, Delfim Netto, Tania Bacelar e André Roncaglia. O BNDES será premiado como Destaque Econômico na categoria Desempenho Técnico, pelo segundo ano consecutivo.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 1⁰ de outubro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

O ministro Edson Fachin conduz, hoje, sua primeira sessão plenária como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele escolheu iniciar a gestão a todo vapor, com um tema de grande impacto social e econômico: a discussão do trabalho por aplicativo — a chamada “uberização” . De um lado, as grandes empresas de transporte e de entrega. De outro, trabalhadores que pedem vínculo empregatício. Ontem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um parecer contra a ligação trabalhista entre as partes.
Correndo para não chegar
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), tem atribuído ao ministro da Secretaria de Comunicação da Previdência, Sidônio Palmeira, as notícias sobre o investimento de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência da capital alagoana no Banco Master. Nos bastidores, crescem as apostas de que o episódio pode azedar de vez a relação de JHC com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O prefeito convenceu o presidente a nomear sua tia, Marluce Caldas, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em troca, prometeu deixar o PL, partido de Jair Bolsonaro. Marluce tomou posse em 4 de setembro, mas JHC continua filiado à sigla e, agora, não demonstra tanta pressa em cumprir a promessa.
Cobrança no calendário
No próximo dia 21, em Brasília, Lula e seus ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da República) passarão a ser cobrados publicamente pela ausência de medidas concretas para instalar a Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV). A criação do colegiado foi uma das recomendações feitas, em 2014, pela Comissão Nacional da Verdade e reforçada em 2025 pelo relator das Nações Unidas para justiça e reparação. O movimento indígena afirma que não há democracia verdadeira sem estancar as violações atuais e sem reparação do Estado pelos crimes cometidos, no passado, contra os povos originários.
Penduricalho robusto
Em deliberação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no início deste mês, o conselheiro José Rotondano deu um dos votos decisivos contra o auxílio-transporte de até R$ 7,2 mil mensais para magistrados do Mato Grosso do Sul. Para ele, o penduricalho em favor dos juízes é incompatível com a Lei Orgânica da Magistratura. Rotondano disputa com outros dois desembargadores o comando do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A eleição está prevista para novembro.
Vetos a derrubar
O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), disse que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve ocorrer na terça-feira da semana que vem. O Centrão vai aproveitar a semana para alterar os vetos do PL da Devastação. Nos bastidores, a avaliação é de que a maioria dos itens deve ser derrubados — e os que não forem serão modificados na medida provisória do licenciamento especial.
Cabo de guerra
Por outro lado, quem não tem muito mais tempo é a medida provisória das taxações. Com data para caducar na sexta-feira, o texto será votado na comissão especial um dia antes. Não estão fechados os acordos que precisam ser feitos, como o impasse sobre a tributação das Letras de Crédito do Agronegócio. O setor pleiteia a isenção de impostos, enquanto o governo federal quer pelo menos tributar as LCAs em 5%.

Alto nível 1
O Ibmec Brasília promove, hoje, o primeiro Encontro Jurídico Nacional em Brasília, local das principais decisões políticas e jurídicas do país. Entre os destaques da programação estão os ministros do STF Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.
Alto nível 2
O evento também contará com uma mesa de debates composta por nomes que são referência na área jurídica, como Humberto Dalla, desembargador do TJ-RJ e coordenador do Grupo CNPq; Marcelo de Oliveira Milagres, desembargador do TJ-MG e professor da UFMG; Francisco Rezek, ex-ministro das Relações Exteriores e ex-juiz da Corte Internacional de Justiça; Flávia Piovesan, procuradora do Estado de São Paulo; e Claudia Romano, presidente do Instituto Yduqs.
Patrimônio recuperado
A pedido de Lula, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petrobras e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vão restaurar a Praça dos Três Poderes, depredada por vândalos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Além da recuperação do piso, o projeto envolve a realização de exposição da história e visitas guiadas pelo espaço pensado por Lúcio Costa.



