Concurso PCDF: TCDF recomenda retificação do edital para escrivães

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Decisão liminar do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) pede que a Polícia Civil local retifique o edital do concurso público que está com inscrições abertas para 300 vagas de escrivães. A informação foi publicada nesta sexta-feira (24/1), no Diário Oficial. Veja o que foi solicitado:

  • Insira no edital normativo a possibilidade de interposição de recurso contra o resultado da avaliação biopsicossocial prevista no subitem 5.6, fixando prazo para tanto;
  • Exclua do edital o subitem 10.12.7, que contraria não apenas os termos do art. 59 da Lei DF nº 4.949/2012, como também as adequadas disposições do subitem 10.11.2, que contemplou o ajuste proporcional ao sistema de pontuação em caso de anulação de questão das Provas Objetivas;
  • Retifique o subitem 11.7.2 para deixar claro que os candidatos não convocados para a prova discursiva, na forma do subitem 11.7.1, bem como aqueles que, convocados, não a realizarem estarão eliminados e não terão classificação alguma no certame;
  • Retifique os subitens 11.8.6, 15.19 e 16.15 para que estabeleçam o prazo de 10 dias úteis para interposição dos recursos neles previstos, conforme disposto no § 1º do art. 55 da Lei nº 4.949/2012, relativamente aos resultados provisórios da prova discursiva, da avaliação psicológica e da sindicância da vida pregressa e investigação social, respectivamente;
  • Retifique o subitem 14.2.1 para que, na forma do art. 42-A da Lei DF nº 4.949/2012, com a redação dada pela Lei nº 6.392/2019, disponibilize aos candidatos, para efeito de recurso, o registro, também, da gravação do teste de corrida de 12 minutos;
  • Promova alterações ao longo do edital normativo para que, em atendimento ao comando do art. 10, X, da Lei DF nº 4.949/2012, com a redação dada pela Lei DF nº 6.074/2018, faça constar as datas prováveis de divulgação dos resultados das diversas fases e etapas do certame, inclusive resultado final, previsão feita somente em relação às Provas Objetivas e Discursiva;
  • Insira no edital expressa previsão de possibilidade de interposição de recurso contra os resultados provisórios da prova prática de digitação, dos exames biométricos e avaliação médica, assim como do Curso de Formação Profissional, em obediência ao disposto no art. 55, § 1º, da Lei local nº 4.949/2012, indicando o prazo de 10 dia úteis para tanto;
  • Faça constar do edital o cronograma para as nomeações dos candidatos aprovados no concurso, a teor do art. 10, inciso II, in fine, da Lei DF nº 4.949/2012; III – autorizar o retorno dos autos à SEFIPE para o acompanhamento do certame.

O concurso

São 300 vagas para escrivães, destinadas a quem tem formação superior em qualquer área, com remuneração de R$ 8.698,78. Os aprovados exercerão jornadas de trabalho de 40 horas semanais.

As inscrições podem ser realizadas até as 18h de 10 de fevereiro, pelo site www.cebraspe.org.br. O valor da taxa de participação é de R$ 199. O pagamento deve ser realizado até 12 de fevereiro. Poderão participar candidatos que possuem graduação em qualquer área de formação e Carteira Nacional de Habilitação, na categoria “B” ou superior.

A seleção será realizada por prova objetiva, prova discursiva, prova prática de digitação, exames biométricos, avaliação médica, prova de capacidade física, avaliação psicológica, sindicância de vida pregressa e investigação social. Também haverá curso de formação profissional. Todas as etapas serão realizadas no Distrito Federal.

Leia mais: Saiba o que vai cair na prova do novo concurso para escrivão da PCDF

 

Projeto obriga aplicação de provas de concursos em cidades do interior

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Um projeto de lei, o (PL) 6.405/2019, pede que cada Estado defina um número de municípios-sede pra a realização de provas, exames, avaliações e outras atividades que exijam a presença do candidato em concursos públicos e processos seletivos federais. Ou seja, que os exames possam ser realizados também em cidades de interior. A proposta, de autoria do senador Romário (Podemos-RJ), aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise.

De acordo com o projeto, o objetivo é promover maior inclusão e acessibilidade dos candidatos, especialmente das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e também das pessoas economicamente hipossuficientes, residentes no interior dos Estados. Pela proposição, a União definirá um número mínimo de municípios-sede, em cada estado, para a realização das atividades.

Na justificação, Romário ressalta que grande parte dos concursos e seleções, no âmbito da União, tem como locais de prova somente as capitais, fato que, segundo ele, prejudica os candidatos.

“A distância dos locais de prova obriga a realização de grandes deslocamentos, aumentando expressivamente os custos com combustível, pedágios, passagens, alimentação, hospedagem e telefonia, circunstâncias que sobrecarregam o candidato pelo cansaço, estresse de embarques e desembarques em rodoviárias e aeroportos e perigo de acidentes, além de gerar grande desigualdade entre os candidatos, principalmente em relação aos residentes na capital do estado, que não precisam enfrentar todos esses entraves e dificuldades”, defendeu o parlamentar.

Definição dos municípios-sede

A proposta estabelece que a distribuição territorial dos municípios-sede terá como ponto de partida a capital do estado e deve priorizar os municípios que propiciem a melhor logística e a menor distância possível de deslocamento, independentemente do tamanho de seu território ou de sua população, salvo decisão fundamentada da entidade promotora do certame que comprove a inviabilidade técnica de determinado município.

De acordo com o projeto, a definição da quantidade mínima de municípios-sede, já incluída a capital do estado, levará em conta a extensão territorial do estado da seguinte forma: estados com território até 100 mil quilômetros quadrados: mínimo de três municípios-sede; estados com território superior a 100 mil e inferior 500 mil quilômetros quadrados: mínimo de cinco municípios-sede; e estados com território superior a 500 mil quilômetros quadrados: mínimo de sete municípios-sede.

TJDFT mantém exclusão de candidato que perdeu prazo para apresentar documentos

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Um candidato excluído do concurso para técnico em assistência social do Distrito Federal, em razão de não ter apresentado os documentos solicitados dentro do prazo estipulado no edital, tentou contornar a situação na Justiça alegando que os horários e datas para a entrega dos documentos são confusos. Entretanto, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por maioria, negou o pedido e manteve a exclusão.

O autor da ação havia impetrado mandado de segurança, no qual pediu seu reingresso no concurso, bem como a reserva de vaga até o julgamento final da ação. Ele argumentou que foi convocado para a terceira fase do certame, para apresentar sua documentação sobre sindicância de vida pregressa e investigação social, avaliação psicológica e perícia médica. Todavia, sua documentação não foi recebida pela banca examinadora, sob a alegação de que estaria fora do prazo. Segundo a autora, além de as regras serem confusas, a estipulação de horário certo implica em excesso de formalismo, ferindo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Apesar disso, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal sustentou que não houve nenhuma ilegalidade na exclusão do candidato, pois o mesmo não cumpriu o prazo estabelecido no edital. Explicou que foi necessário definir datas e horários para as entregas devido ao grande numero de candidatos.

No voto do desembargador relator, que foi apoiado pela maioria dos demais, o magistrado explicou: “Conclui-se que, além da legalidade do ato, há razoabilidade e proporcionalidade na designação de horário certo e data para entrega dos documentos exigidos, tendo em vista a grande quantidade de candidatos. Não havendo patente ilegalidade e/ou abusividade, comprovada, de pronto, atinente à negativa da banca examinadora de receber a documentação apresentada pela impetrante fora do horário estipulado pelo edital de convocação”.

Senado oferece conteúdo gratuito sobre o concurso público com 40 vagas

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Atenção, concurseiros! Olha que notícia maravilhosa! Os interessados em prestar o concurso público do Senado Federal terão apoio da própria Casa para se preparar. A Secretaria de Transparência (STrans), em parceria com a Comissão Organizadora do certame, criou um site com conteúdo gratuito e informações relevantes sobre a seleção. O certame autorizado vai abrir 40 vagas de provimento imediato e as remunerações, acrescidas de gratificações, variam de R$ 18.591,18 a R$ 32.020,77.

Na página, é possível acessar cursos e videoaulas do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), ofertados por meio da plataforma Saberes; a Constituição Federal na íntegra em formato de texto e áudio; publicações da Livraria do Senado sobre regimentos internos, licitações e informações técnicas sobre o concurso anterior, realizado de 2012.

São 24 vagas para técnico legislativo, na especialidade de policial legislativo, 4 para advogados e 12 vagas de analista legislativo, nas áreas de administração, arquivologia, assistência social, contabilidade, enfermagem, informática, processo legislativo, registro e redação parlamentar, engenharia de trabalho e engenharia eletrônica e telecomunicações. Confira aqui a distribuição de vagas.

De acordo com Thiago Cortez Costa, assessor técnico da STrans, o objetivo é ajudar as pessoas.”Temos por obrigação legal divulgar ações sobre o concurso, mas fomos além da parte burocrática. Agregamos materiais que podem ajudar pessoas de diversas classes sociais, que por vezes não podem pagar por cursinhos preparatórios”, disse.  Thiago destaca que, como todo o conteúdo já fazia parte do acervo da Casa, não houve custo adicional para criar o site.

Outro ponto salientado sobre a ferramenta é o uso de instrumentos para permitir que pessoas com deficiência acessem os conteúdos sem restrições. O site pode ser lido por um aplicativo que traduz as informações para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e tem recursos de áudio e coloração para deficientes visuais As fontes das palavras também podem ser alteradas para facilitar a leitura de concursandos com dislexia.

Edital será finalizado em março

O vice-presidente da comissão organizadora, Kleber Minatogau, da assessoria técnica da Diretoria Geral (DGer) do Senado, já adiantou que a formação da banca examinadora, a confecção do edital e todos os detalhes que compõem o projeto de base do concurso serão finalizados até o final de março.

Concurso Senado: edital deve ser finalizado até o fim de março

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O Senado Federal informou que o edital do próximo concurso público do órgão deve ser finalizado até o fim de março. O certame vai oferecer 40 vagas de provimento imediato. De acordo com a publicação, a comissão trabalha para finalizar o projeto básico e a escolha da banca.

 

De acordo com a Casa, a expectativa é que o edital do concurso seja divulgado ainda no primeiro semestre deste ano e os membros da comissão do concurso já trabalham com a possibilidade de que o concurso do Senado atraia um grande número de interessados, algo que ficará na casa dos 100 mil.

Entre os fatores que são avaliados para estimativa de candidatos está a redução recente na quantidade de concursos públicos abertos pelo Poder Executivo. Outro item analisado é a atração oferecida pelo concurso do Senado em si, incluindo salários, estabilidade no cargo e as possibilidades de carreira.

Vagas

São 24 vagas para técnico legislativo, na especialidade de policial legislativo, 4 para advogados e 12 vagas de analista legislativo, nas áreas de administração, arquivologia, assistência social, contabilidade, enfermagem, informática, processo legislativo, registro e redação parlamentar, engenharia de trabalho e engenharia eletrônica e telecomunicações. Confira aqui a distribuição de vagas.

As remunerações, acrescidas de gratificações, variam de R$ 18.591,18 a R$ 32.020,77.

Senado oferece conteúdo gratuito

Os interessados em prestar o concurso público do Senado Federal terão apoio da própria Casa para se preparar. A Secretaria de Transparência (STrans), em parceria com a Comissão Organizadora do certame, criou um site com conteúdo gratuito e informações relevantes sobre a seleção.

Na página, é possível acessar cursos e videoaulas do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), ofertados por meio da plataforma Saberes; a Constituição Federal na íntegra em formato de texto e áudio; publicações da Livraria do Senado sobre regimentos internos, licitações e informações técnicas sobre o concurso anterior, realizado de 2012. Saiba mais aqui.

Leia também: Concurso do Senado: última seleção nomeou 150% a mais do que previa o edital
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Conheça as principais técnicas de memorização para concursos públicos

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Para assimilar e memorizar conteúdos exigidos numa prova, a única saída é estudar – e muito. Mas quantidade nem sempre é tudo. Segundo a servidora pública e professora do IMP Concursos de Direitos Humanos e Legislações Específicas, Dayane Xavier, certas técnicas relativamente simples podem otimizar o tempo e alavancar o rendimento do aluno.

Segundo ela, cada estudante tem um método mais eficaz para sua própria memorização. A dica é que eles explorem ao máximo todas as possibilidades e descubram o que é melhor para si. “Para criar um bom mapa mental, por exemplo, é importante se atentar para os pontos chaves dia material teórico e perceber também onde há predominância de cobrança pelas bancas”, explica.

Como  método de ensino, Dayane explica que prefere utilizar tudo de forma objetiva e direta, com o auxílio de mnemônicos, palavras-chaves e mapas mentais. “Acredito que os alunos aprendem muito com estes esquemas. Gosto de fazer mapas mentais a mão mesmo, por exemplo. As cores e as técnicas auxiliam muito os candidatos”, diz. 

A professora explica também que sempre conta histórias e exemplos de casos reais, misturados com palavras-chaves, que tem a ver com o conteúdo da aula, para ajudar na diversificação da aprendizagem. “ Estudar pra concurso não é uma tarefa fácil. É um trabalho árduo. Os concursos  estão cada vez mais concorridos e é preciso ter uma técnica de estudos mais dinâmica”, acrescenta. “Os mapas mentais dão tão certo na aprendizagem, que os próprios alunos começam a criar seus próprios desenhos e trazer para a sala de aula também. Isso tem dado um resultado interessante”.

O Papo de Concurseiro também conversou com Eduardo Cambuy, que é professor e coach do Gran Cursos Online e também praticante de Programação Neurolinguística. Para ele, as técnicas de memorização são essenciais pois podem ser definitivas para a aprovação. “Para isso, a programação neurolinguística ajuda a compreender qual a nossa melhor forma de absorção de conteúdo , como na de “sistemas representacionais”, que mostra qual nosso canal predominante de aprendizagem: visual, auditivo e cinestésico. Assim, o primeiro passo para memorização de conteúdo é conhecer seu perfil de aprendizagem, pois isso irá limitar ou direcionar a escolha da melhor ferramenta de memorização”, diz.

“Exercite a repetição e desenvolva o hábito de usar a melhor ferramenta para você antes, durante ou depois dos ciclos de estudos. Respeite seu processo de aprendizagem, que pode durar 3 meses, 1 ano ou mais. Sua reprovação em um concurso de curto prazo pode significar que ainda está em desenvolvimento, não que seu método está errado”, pontua.

Saiba quais são as principais técnicas de memorização:

  • Storytelling (contar histórias): Por meio da criação de histórias e enredos criativos, nosso cérebro tende a reter mais a informação estudada. Ao estudar direito constitucional, por exemplo, criar situações dramáticas e próximas da realidade ajudam a aumentar seu aprendizado.
  • Mapas mentais: Com a quantidade enorme de matérias para serem estudadas, nossa mente precisa saber organizar todas elas de forma lógica e eficaz, para só a partir daí se preocupar com a memorização. Com os mapas mentais, vê-se que a organização macro da matéria auxilia na memorização dos pontos-chave e colabora para melhor aprendizagem. 
  • Fichamentos (repetição): Todos já ouvimos ditados populares como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, para representarem a obtenção de resultados por meio da insistência, a repetição. De fato, quanto mais acesso a matéria você tiver, maior sua chance de retê-la. Os fichamentos ajudam a repetir questões erradas, partes difíceis e mais abstratas. 
  • Mnemônicos (acrósticos): A criação e a consequente manutenção de mnemônicos e acrósticos deve ser pessoal e fazer sentido para a pessoa. Quando lembramos do LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência), percebemos logo que nos auxilia a compreender vários conceitos de uma só vez, mas que, por vezes, precisamos trazer mais para nossa realidade nos perguntando: “LIMPE de quê?”, “LIMPE é parecido com limpeza” ou “a administração tem que ter todos os princípios para ser LIMPA”. 
  • Resumo gráfico: É um mix de técnicas: mapas mentais, mnemônicos, resumos e fichamentos. Com seu uso, o cérebro consegue captar o máximo de informações em menor tempo possível, favorecendo a memorização. 
  • Revisão: De forma geral, uma dica importante que o candidato precisa ter é que a revisão deve ser obrigatório no seu processo de aprendizagem e que as técnicas de memorização permeiam processos de revisão contínua. 

Veja alguns exemplos de mapas mentais que são utilizados nas aulas da professora Dayane Xavier, sobre direitos humanos e legislações:

 

 

 


Governo deve fazer nova revisão para extinção de cargos no primeiro semestre de 2020

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Agência Estado – O governo deve fazer ainda no primeiro semestre uma nova revisão para extinção de cargos. Em 2019, já foram extintos 40,8 mil postos considerados pelo governo obsoletos ou que podem ser terceirizados. Em café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira, 16, o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, disse que serão revisados mais de 10 mil atos públicos neste ano e a previsão é fazer uma triagem de todos os normativos federais até 30 de abril.

Um dos objetivos é que os órgãos terão que definir prazos máximos para a análise de pedidos de licenciamento.

Segundo o secretário, também no primeiro semestre será concluída a regulamentação da Lei de Liberdade Econômica – ainda faltam decretos com detalhes sobre pontos como digitalização, abuso regulatório e análise de impacto regulatório.

Leia também: Reforma administrativa: governo deve mudar regras de contratação de novos servidores públicos

O que mais cai em concursos? Confira os conteúdos mais cobrados e saiba como estudar

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Confira as matérias que mais são cobradas em concursos públicos e processos seletivos, com dicas de especialista sobre cada uma delas

Uma das maiores dúvidas dos concurseiros, principalmente dos iniciantes, é sobre o que mais cai em concursos públicos. Afinal, os conteúdos programáticos costumam ser extensos e, muitas vezes, o candidato se perde. Para ajudar os candidatos nesta organização, o Papo de Concurseiro conversou com Fernando Mesquista, que é diretor do coaching do Gran Cursos Online. E, segundo ele, os assuntos mais importantes dependem, primeiro, da área de estudos escolhida.

De acordo com o especialista, boa parte dos concursos federais, por exemplo, cobra um núcleo de disciplinas padrão: Língua Portuguesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Informática, Raciocínio Lógico. Assim, um comportamento comum dos candidatos é começar estudando essas disciplinas – e não há nada de errado nisso. “Entretanto, para aumentar suas chances de aprovação, é interessante adicionar também aquelas específicas de sua área de preferência”, diz.

Fernando Mesquista. Crédito: Gran Cursos Online/Divulgação

Candidatos da área policial em geral terão de estudar, por exemplo, Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Penal Extravagante (leis penais que não estão no Código Penal).

Enquanto isso, candidatos da área administrativa (por exemplo, que queiram trabalhar em tribunais ou nos órgãos do Poder Executivo), poderão ter de estudar, além das matérias básicas, outras como Administração Geral e Pública, Contabilidade Pública, Contabilidade Geral, Administração de Recursos Humanos, Arquivologia.

A cobrança também depende da banca que está organizando o concurso. Há bancas que pedem mais interpretação de texto (no caso do Cebraspe) e bancas que exigem mais dos aspectos gramaticais (no caso da FGV).

Segundo Mesquita, em linhas gerais, tomando por base concursos de nível médio, podem ser traçadas as seguintes orientações. Confira:

Língua portuguesa

Especialmente em provas do Cebraspe, por exemplo, interpretação de texto e substituição de termos são estratégias de cobrança muito comuns. A banca quer saber não só se o candidato efetivamente entende o que lê, como também se será capaz de compreender e se utilizar da estrutura dessa compreensão.

Para o estudo de Língua Portuguesa, a leitura constante e frequente dos mais diversos tipos de texto é fundamental, bem como um esforço interpretativo (que será exigido em prova). O que cada frase significa? Qual significado que não está expresso ali? Quais outras palavras poderão ser utilizadas sem prejuízo ao sentido original?

Principalmente no início dos estudos, o apoio de bons professores será um diferencial.

Direito constitucional

Os tópicos mais cobrados são:

  • Direitos e Garantias fundamentais (artigo 5o ao 17 da Constituição Federal)
  • Organização político-administrativa (arts. 18 a 33)
  • Administração Pública (arts. 37 a 41)
  • Judiciário (arts. 93 a 105)

Direito Constitucional depende de uma boa base e de explicações (seja por meio de uma boa doutrina ou um bom professor) para que o candidato possa entender a lógica da disciplina e desvendar o linguajar, que pode ser complexo no início. Ademais, a leitura e o conhecimento do texto da Constituição são indispensáveis.

Direito administrativo

O conhecimento de Direito Administrativo virá em boa parte da doutrina (estudiosos do Direito), já que uma parte da disciplina não está nas leis. Para fins de concursos de nível médio, os tópicos mais cobrados em ordem decrescente são:

  • Licitações e Pregão
  • Agentes, públicos: cargo, emprego e função públicos; Lei 8.112/90
  • Organização administrativa: administração direta e indireta, centralizada e descentralizada
  • Atos Administrativos
  • Poderes administrativos

Como em todas as disciplina do Direito, o conhecimento do texto legal será indispensável. Quando o conhecimento for doutrinário, será necessário um período de estudos dedicado a não só entender o Direito Administrativo como também sua vinculação a outros ramos, como o Direito Constitucional.

Informática

Estatisticamente os assuntos mais cobrados são:

  • Redes (Internet, protocolos, ameaças virtuais, navegadores, antivírus, firewall)
  • Sistemas operacionais (Windows – bem mais cobrado – e Linux)
  • Pacote Office (Word, e Excel e PowerPoint)
  • Segurança da informação (criptografia, assinatura digital, certificação digital)

Informática é uma disciplina essencialmente prática. É muito importante que o candidato vivencie tanto quanto possível os conteúdos, seja por meio de testes práticos (usando um computador para fixar o aprendizado), seja por meio de pesquisas na internet para expandir os horizontes e consolidar as informações.

Raciocínio Lógico

São estes os conhecimentos mais exigidos por ordem de incidência nas provas:

  • Análise combinatória
  • Probabilidade
  • Negações
  • Equivalências Lógicas

Raciocínio Lógico, ao contrário de disciplinas da área de humanas, depende de treino exaustivo. A repetição dos exercícios e a resolução maciça de questões vai ajudar o candidato a aprender e a aplicar as soluções propostas pelo professor.

Direito penal

A cobrança em Direito Penal em geral vem bem distribuída quanto aos tópicos do edital. Para um estudo mais tranquilo, é importante ter uma base sólida nos princípios do Direito Penal e na aplicação da lei penal no tempo e no espaço, sem se descuidar do restante dos tópicos cobrados.

Direito processual penal

Já em Direito Processual Penal, os tópicos mais cobrados são:

  • Ação penal
  • Prisões
  • Inquérito policial

Tanto Direito Penal quanto Direito Processual Penal dependem de uma sólida base teórica e resolução de muitas questões de concursos anteriores.

Redação

Cada vez mais tem sido importante que os candidatos saibam se expressar pela escrita. Na esfera federal, são poucas as provas que não têm cobrado pelo menos uma prova discursiva.

A escrita depende de técnica. Tanto a estrutura de um texto quanto suas partes individuais (frases, períodos, parágrafos) devem seguir uma lógica para que o texto seja coerente, coeso e transmita as informações que o candidato desejar.

 

 

Concurso PCDF: eventos gratuitos vão preparar candidatos para a prova discursiva

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Quem se prepara para a prova do concurso de escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal sabe a importância de estar bem preparado para todas as fases do certame, afinal de contas, qualquer décimo de pontuação pode ser decisivo para o resultado final do concurso. Para ajudar na preparação,  principalmente das provas discursivas, o Gran Cursos Online preparou quatro aulões com especialistas em redação e atualidades do país. Os eventos são gratuitos e serão realizados nos dias 14 e 28 de janeiro e 3 e 17 de fevereiro, à partir das 19h, horário de Brasília, no canal do YouTube da instituição. As inscrições podem ser confirmadas aqui.  Não é necessário ser aluno para assistir aos eventos.

Aprova discursiva, que não será mais composta por três questões e agora será uma redação com até 30 linhas, de caráter eliminatório e classificatório, sobre temas da atualidade.

Material gratuito

O cursinho também disponibilizou um e-book gratuito com quase 700 páginas. O material engloba os principais assuntos que serão cobrados nas provas objetiva e discursiva do certame, que tem data provável para aplicação das provas prevista para o mês de março de 2020.

O material foi organizado após a publicação do edital e conta com as principais leis secas indicadas para os estudos. São elas: Legislações específicas, Conhecimentos sobre o Distrito Federal, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direitos Humanos, Noções de Direito Penal e Noções de Processo Penal. Clique aqui e acesse o material.

O concurso

O tão esperado concurso já está com o edital publicado e oferta 300 vagas para escrivães, cargo que exige graduação em qualquer área de formação. O salário inicial é de R$ 8.698,78 e o certame está sendo organizado pelo Cebraspe. As inscrições podem ser realizadas a partir das 10h de 22 de janeiro de 2020, até as 18h de 10 de fevereiro de 2020, pelo site. O valor da taxa de participação é de R$ 199. Saiba mais!

Concurseiro iniciante: especialista explica passo a passo para começar os estudos

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A preparação para concursos público não é tarefa fácil, especialmente para concurseiros de primeira viagem. Possivelmente muitas dúvidas surgirão nesta etapa, como por onde começar, quais materiais providenciar, qual concurso escolher e como organizar uma rotina eficaz que garanta uma boa absorção dos conteúdos. Afinal, como começar a estudar para um concurso do zero? Para auxiliar os que anseiam entrar neste mundo, o Papo de concurseiro conversou com Leandro Souza, fundador da LS Concursos. Veja abaixo e aproveite as dicas!

Quero estudar para concursos. Por onde começar? 

O primeiro passo não é comprar livros e apostilas, mas fazer um exercício de “autoconhecimento”. Pensar na sua real disponibilidade de tempo para os estudos, seu nível em cada matéria, quais estratégias funcionam melhor para você e estabelecer qual área é o seu foco. Tente planejar uma rotina com certa constância, evitando estudar muito em um dia e pouco ou nada nos seguintes. Isso ajuda a criar um hábito.

Mesmo sem um edital, o concurseiro já deve começar a estudar com determinação. O foco começa quando você decide prestar um concurso, e ele só deve aumentar. Muita gente pensa que enquanto edital não sai, está tudo bem “pegar leve” nos estudos, mas isso é um erro. É impossível estudar todo o conteúdo em profundidade em poucas semanas.

Recupere editais anteriores para avaliar as matérias que costumam ser cobradas, pesquise sobre o perfil da banca e procure os melhores materiais para estudar. Se você achar válido, passeie por videoaulas, livros e apostilas, não precisa ficar “preso” em apenas um tipo de plataforma. Avalie o que funciona melhor para você.

Como escolher o concurso ou área de interesse?

Quem entra no mundo dos concursos pode se assustar, pois há de fato muita informação. Por isso o ideal é ter um mentor, alguém com experiência e conhecimento prévio que possa ajudar você a navegar nesse mar de informações. Também é fundamental acompanhar veículos de comunicação especializados em concursos. Procurar uma rede de concurseiros e seguir perfis no Instagram dedicados a estudos pode complementar, mas é preciso ter cuidado para que esses canais não se tornem uma distração a mais. Recomendamos acessar essas redes durante o tempo de descanso ou lazer.

Dicas de organização para começar

Como preparar o ambiente?

LS Concursos/Divulgação

É importante que a pessoa se conheça primeiro para saber como se organizar e como montar o seu espaço de estudos. Por exemplo: algumas pessoas não se importam de ler apostilas pelo computador, enquanto outras só leem com atenção se o material for impresso. A maioria das pessoas prefere estudar no silêncio, mas também há aqueles que se concentram melhor quando há algum ruído ou música de fundo.

No geral, é importante que haja um espaço organizado e bem iluminado. É fundamental cuidar da postura, com mesa e cadeira na altura certa. Quem estuda muitas horas pelo computador também deve, de preferência, usar um filtro na tela, para que a luz do computador não comprometa o sono à noite.

Quem estuda em casa pode organizar o seu ambiente de estudos já na noite anterior. Se for possível baixar as apostilas e videoaulas com antecedência, melhor ainda – sabemos que navegar na internet pode ser problemático por causa das distrações, redes sociais etc.

Caso não tenha um espaço tranquilo dentro de casa, há muitas bibliotecas que acolhem concurseiros. Apostar em salas de estudo (a LS tem parceria com algumas), com baias individuais, também é uma boa para se manter concentrado. Às vezes, sair de casa é importante para te distanciar das tarefas domésticas e te dá a oportunidade de olhar os materiais de estudo com maior atenção. Lance mão de todos os artifícios que puder: imprima PDFs, escute podcasts, faça mapas mentais. Faça com que estudar não se torne uma atividade pesada para você.

Como criar um hábito de estudos?

O autoconhecimento e uma autoavaliação honesta são fundamentais. Avalie a sua real disponibilidade de tempo para estudar, o seu nível em cada matéria e a sua aptidão para cada uma. Sua área de formação influencia muito: o plano de estudos de um bacharel em direito não deve ser o mesmo de alguém formado em estatística, por exemplo. Não se intimide com isso, mas seja realista sobre seu conhecimento prévio. Também é importante estudar os editais anteriores: que matérias têm mais peso? Qual é seu conhecimento em cada uma delas?

A partir dessas informações, trace o seu cronograma de estudos. Sugerimos fazer um rodízio entre as matérias e entre atividades como leitura, exercícios e simulados. Siga o cronograma, estude todos os dias estabelecidos no seu planejamento, com horário para começar e terminar.

Sabemos que é uma rotina puxada. Por isso, sugiro que tenha bem clara a sua motivação para prestar o concurso público: é a estabilidade profissional? É a sua vocação? Como se imagina depois de aprovado? Quando sentir que está desanimando, lembre-se da sua motivação. Isso ajuda muito a manter o foco e o entusiasmo nos estudos.

Como estudar com eficiência?

O primeiro passo é fazer sua autoanálise franca e estabelecer a sua área de interesse: é pouco eficaz olhar para todos os lados e estudar para vários concursos diferentes ao mesmo tempo. Tenha foco. A partir daí, trace seu plano de estudos. Isso é o básico.

Entenda que mais importa a qualidade das suas horas de estudo do que a quantidade delas. Então, quanto melhor for o seu plano de estudos, mais proveitoso será o seu aprendizado.

Uma boa dica que a gente emprega nas consultorias da LS Concursos é sobre a criação de metas e objetivos a serem alcançados. Trabalhamos com metas semanais, que são previstas no cronograma de cada aluno. Acho esta uma boa periodicidade pois possibilita avaliar o que tem dado certo e quais estratégias devem ser repensadas.

Intercalar os estudos com um tempo de lazer é muito saudável e eficaz. É preciso espairecer, e amigos e família muitas vezes dão um valioso apoio moral ao concurseiro na rotina de estudos. Recomendo sempre fazer exercícios físicos e manter uma alimentação equilibrada, pois isso aumenta a disposição e melhora o sono (e é durante o sono que retemos as informações na memória. Não adianta estudar horas a fio se o cérebro não conseguir guardar o aprendizado).

As pessoas pensam que devem se privar de toda a parte relaxante e divertida de suas rotinas para ter um bom aproveitamento dos estudos. Não concordo. Dessa forma, você só encara o aprendizado como algo negativo e deixa de se sentir feliz estudando. A saúde, tanto física quanto mental, é primordial para manter uma rotina de estudos positiva, sustentável e estimulante.