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Pensa em fazer concurso do TJDFT? Confira dicas de preparação para as provas

Publicado em Concursos, Concursos Públicos, Dicas de estudo, Distrito Federal, TJDFT

Karolini Bandeira*- Apesar de não ter sido confirmado para 2021, existem altas chances de o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) lançar um novo concurso público para técnicos e analistas em 2022. Como nunca é cedo demais para começar a se preparar, trouxemos para você dicas do especialista e professor do IMP Concursos Sérgio Gaúcho de preparação para as provas de concursos do órgão.

Como estudar antes do lançamento do edital?

Estudar sem o auxílio do edital de abertura pode ser, sim, um pouco mais difícil — mas não é impossível! Nesse caso, o professor indica começar com matérias mais gerais, sempre com base nos últimos editais do órgão. “Se o candidato for estudar sozinho, sem um curso específico, aconselho fazer, primeiramente uma leitura geral. Depois, estude a composição e organização do Tribunal, em seguida o processo judicial. Não há grandes diferenças no estudo diferenciado por cargo, inclusive, existem algumas questões de técnico mais difíceis do que de analista”, disse.

Foco no que importa

Para o especialista, a matéria de regimento interno pode ser um diferencial na aprovação de ambos os cargos. “Costumam ser cobradas várias questões e é um conteúdo muito específico”, pontuou Sérgio. Apesar de não poder ser deixada de lado, a disciplina não é a única que deve estar incluída na rotina de estudos do concurseiro. “O candidato deve estudar as três legislações internas do TJDFT: Lei de Organização, Regimento e Provimento”, aconselhou.

O professor também sugeriu uma ordem de estudo a ser seguida para obter uma preparação mais proveitosa: “No estudo da legislação do TJDFT, aconselho que o candidato faça um estudo, primeiramente, da Lei de Organização Judiciária, porque terá uma visão geral sobre a Justiça do DF. Depois, estude o Regimento Interno que trata somente do TJDFT e, por último, estude o Provimento Geral da Corregedoria, pois, versa sobre questões mais práticas e específicas para a atuação dos servidores.”

Pontos principais

Para Sérgio, é crucial que o estudioso foque nos conteúdos mais cobrados das provas. O professor ainda ressalta que, para ele, os pontos que devem ser priorizados na preparação são a “organização e composição do Tribunal e alguns assuntos sobre o processo judicial (distribuição e sessões) e ações específicas”. “O importante é que, dentro de cada capítulo, o candidato priorize os conteúdos que costumam ser mais cobrados. Para isso, tem que ser feita uma análise das últimas provas e, se possível, ter orientação com um especialista da disciplina”, ressaltou.

Apesar de complicadas, o especialista relembrou que as matérias de legislação são possíveis de serem fixadas com o método correto: “Aquilo que pode parecer um ‘bicho de sete cabeças’, pode ser solucionado numa rápida explicação técnica.”

TJDFT acumula 405 cargos vagos

Com o último concurso público realizado em 2015, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) sofre com déficit de 405 cargos vagos, sendo 219 na função de técnico judiciário e 186 de analista judiciário. Os números são confirmados pelo Portal da Transparência do órgão, com dados referentes a abril de 2021.

Apesar da vacância no quadro de servidores e de já ter confirmado a intenção de viabilizar um novo concurso para efetivos com levantamento de cargos vagos, a pasta adiantou ao Papo de Concurseiro em maio que não haverá tempo hábil para realização desse concurso ainda em 2021, tendo em vista que o processo não chegou sequer à fase de contratação de banca examinadora. “Estamos apenas no levantamento de necessidades”, frisou o TJDFT.

Presidente fala sobre necessidade de concurso

Em reunião com representantes do 7ª vara Cível, realizada em 7 de julho, o presidente do TJDFT, Romeu Gonzaga Neiva, reforçou a necessidade de seleção para novas contratações no órgão. “Vamos fechar o projeto para fazer um concurso público para servidores. Estamos defasados e outros tribunais não querem ceder servidores. Temos inúmeras aposentadorias e os tribunais que têm concursos abertos não querem ceder servidores para nós e estamos ficando em situação difícil. Então hoje nós vamos trabalhar para que, a partir da semana que vem, preparemos, possivelmente, a minuta de um edital. O problema de falta de servidor está na raiz de tudo. Vamos tentar resolver”, disse.

 

 

 

 

 

 

*Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer