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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 18 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Com o escândalo de desvio de emendas passando da fase de investigação para a de condenação de deputados, a Comissão Mista de Orçamento sequer foi montada. Muitos deputados têm dito que não dá para montar a CMO e, daqui a pouco, os integrantes da comissão serem obrigados a deixar o colegiado, por causa de um veredicto que leve a excelência para a prisão.

A condenação por corrução passiva dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), João Bosco da Costa (PL-SE) e Gildenemyr Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, foi considerada um problema para tratar de emendas este ano. Ainda mais com o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando com todas as letras que outros virão para fazer companhia ao trio condenado ontem. Não dá para colocar um “atacadista de emendas”, conforme definiu Dino, cuidando da CMO. Principalmente, em ano eleitoral.
Vai pesar no bolso
As tarifas das contas de luz serão revistas em abril. Parlamentares estimam que o aumento deve ser de 8% a 12%. Juntando com o aumento do diesel pela Petrobrás, de 11,6%, a oposição está rindo à toa pela fritura que o governo Lula deve passar nas próximas semanas.
Vão engolir os antigos
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, está dividido em grupinhos. A ala mais moderada, que já estava ali antes de Bolsonaro chegar, está em desvantagem contra os “bolsonaristas raiz”, mais fortes nas redes sociais. Isso lhes dá uma vantagem na hora de conseguir votos e, principalmente, serem escolhidos como os nomes das chapas majoritárias.
Rachadura profunda
Resta aos mais antigos ter jogo de cintura e angariar apoio de outras formas, caso contrário, serão defenestrados logo ali. Há muito incômodo com o fato de o grupo bolsonarista estar ditando os rumos das alianças estaduais, abençoados pelo ex-presidente e pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ).
Hora de dividir a conta
Parlamentares têm reclamado, tanto nos bastidores quanto em eventos abertos, sobre a falta de apoio de entidades e federações na hora de defenderem pautas controversas no Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi mais um que voltou a pedir mais presença das entidades e lembrou-se da ausência delas durante o debate do IOF. “Os setores prejudicados deveriam ter se mobilizado melhor”, disse, durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
CURTIDAS

E o Vorcaro, hein?/ Tem muita gente na política, e fora dela, dormindo à base de remédios com a história de que vem por aí uma delação recheada de fatos novos.
Corre aí/ O setor de data centers pressiona senadores em busca de apoio para que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o projeto de lei que estabelece o programa tributário do setor. Como a medida provisória caducou e o projeto substituto foi aprovado na Câmara dos Deputados, as empresas têm feito seu lobby para que o Senado não deixe o tema esfriar e vote logo o texto que está acordado. O contato tem sido o senador Eduardo Gomes (PL-TO) que deverá ser o relator da matéria.
Dever cumprido/ Os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tereza Cristina (PP-MS), mais o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), conversavam sorridentemente (foto) enquanto aguardavam a promulgação do acordo Mercosul-União Europeia, no plenário do Senado. Os três parlamentares foram peças essenciais na tramitação do acordo nas duas Casas.
Epa!/ A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), conta tanto com a reeleição que, dia desses, num evento por lá, saiu-se com esta: “O primeiro de cinco anos…” Referia-se a este ano, o último de seu mandato mais os quatro de quem for eleito em outubro.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, por Denise Rothernburg com Eduarda Esposito
O julgamento dos réus do caso Marielle, neste momento em que o Supremo Tribunal Federal se vê sob desgaste, não vem por mera coincidência. A decisão de marcar esse processo para apreciação em fevereiro faz parte do arco de medidas que o Tribunal põe sobre a mesa para mostrar que a lei atinge a todos. As apostas são as de que os irmãos Brazão, Domingos e Chiquinho, acusados de serem os mandantes do crime, dificilmente sairão totalmente absolvidos do julgamento de hoje.

E vem mais/ Paralelamente a esse caso que chocou o país, vem a deliberação do ministro Gilmar Mendes sobre os penduricalhos do Poder Judiciário. A toada, agora, é mostrar que a Corte não deixará de lado suas mazelas. Em breve, outros casos polêmicos virão à baila. É hora de mostrar que o Supremo não teme avaliar as condutas do próprio Judiciário.
Fogo no parquinho
Ao manter a nova taxação das bets no relatório para o projeto da Lei Antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) desagradou a cúpula do partido na Casa. Parlamentares contam que o líder do PP, Dr. Luizinho (RJ),ficou furioso. A ordem era tirar do texto a taxação, mas o deputado preferiu não bancar a retirada das bets.
Pressão não faltou
Em almoço na CasaParlamento, do think tank Esfera, empresários do setor se uniram, pela primeira vez, para tratar dessa taxação. Eles debateram um estudo da TMC, que alerta para o mercado ilegal das apostas no mundo digital e fizeram, inclusive, apelos para que a Câmara trocasse a taxação por novas regras relacionadas aos meios de pagamentos, capazes de impedir que o mercado ilegal possa receber ou pagar por Pix, por exemplo.
Panela de pressão
O que ajudou a manter a taxação e, de quebra, construir um acordo para a votação do projeto antifacção, foi o prazo da Medida Provisória do Redata — que trata do regime de tributação dos datacenters. A MP caduca hoje e, para que outras empresas possam aderir ao regime, é necessário votar a proposta do governo para manter o sistema ativo. A Comissão especial da MP do Redata sequer foi instalada.
Queridos, encolhi o partido
A expectativa, na semana que vem, quando se abre a janela para troca de agremiação partidária, é que algo entre10 e 12 deputados deixem o União Brasil rumo ao Podemos. São aqueles insatisfeitos com a federação União Progressista, dada como certa pelo presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).
CURTIDAS

Manteve, mas…/ Para evitar a saída da deputada Caroline de Toni (foto),do PL-SC, a direção do partido resolveu manter a candidatura dela ao Senado pela legenda em parceria com o ex-vereador Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. O aval veio do presidente Jair Bolsonaro e, hoje, após a reunião do clã — Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro — com a deputada e Valdemar da Costa Neto, o PL espera que Caroline confirme a permanência na agremiação.
… a insegurança impera/ Com esse acordo, Integrantes do PL ouvidos pela coluna afirmam que o senador Esperidião Amin (PP-SC) vai ter que resolver sua candidatura junto do governador Jorginho Mello. Só tem um probleminha: o PP e o PL se acertarem lá na frente, espirrando um dos senadores do PL da chapa. Nesse caso, quem não tem história política em Santa Catarina é o ex-vereador do Rio de Janeiro.
Um tema de todos/ O Correio Braziliense realiza, amanhã, o CB.Debate “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo”. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) será uma das palestrantes, ao lado de representantes do governo.
A hora deles/ Depois de Ricardo Nunes fazer uma palestra-almoço em São Paulo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fará o mesmo em um encontro empresarial do Lide-RJ, na próxima terça-feira, no Hotel Fairmont, em Copacabana.



