Redução de escala 6 x 1 puxa desoneração da folha

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF, publicada na sexta-feira 20 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg 

Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) vai colocar a desoneração da folha de salários na roda da discussão em torno da redução da escala 6 x 1. A avaliação dele é de que o custo das empresas deve aumentar, uma vez que o comércio, por exemplo, terá que fazer novas contratações. “Vocês acham que shopping vai fechar por causa da redução da jornada? Não vai. E alguém vai ter que pagar essa conta”, afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente, da tevê Rede Vida.

Crédito: Maurenilson Freire

Enquanto Passarinho deseja discutir esse tema, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) — que, inclusive ,é um dos autores da proposta de redução da jornada de trabalho —, avalia que é preciso dialogar com todos os partidos e esse tema da desoneração da folha sempre vem à baila. “Vamos debater tecnicamente. O importante é fecharmos um acordo”, afirmou à coluna ,referindo-se à redução da jornada.

Em vez de 4 x 3, 5 x 2

Do alto de quem discutiu a Reforma Tributária sobre o consumo e obteve todo sucesso, o deputado Reginaldo Lopes acredita que para aprovar a redução da escala 6X 1 será preciso abandonar o projeto mais radical, de 4X3, e focar na proposta de, a cada cinco dias trabalhados, dois folgados.

Devagar e sempre

Reginaldo Lopes quer puxar a redução da jornada de 44 horas para 40 horas, com quatro anos para implementação. Ou seja, reduzir uma hora por ano. É isso que deve entrar na discussão.

Olho neles

Os senadores de oposição vão voltar suas atenções para os movimentos dos senadores da Bahia na segunda-feira, quando o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve prestar depoimento na CPMI do INSS. Podem ser os primeiros acordes do ex-controlador do Banco Master no Congresso e todos os movimentos serão acompanhados muito de perto.

Chama o Augusto

A oposição calcula já ter maioria para emplacar os pedidos de depoimento e quebra de sigilo de Augusto Lima, dono do banco Pleno, tamborete liquidado na quarta-feira pelo Banco Central (BC). Entre os congressistas, Lima é chamado “o rei do consignado”, setor que ele cuidou quando era sócio do Master de Vorcaro.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Fala, Rebeca I/ Procuradora do estado de Roraima, Rebeca Ramagem (foto) trabalha de forma remota desde 2016. Agora, chamada a dar expediente presencial, inclusive com perícia médica, ela, dos Estados Unidos, onde acompanha o marido, alega perseguição política. “Uma injustiça”, diz. “Uma canalhice dessas pessoas”, completa o ex-deputado Alexandre Ramagem, numa transmissão pelo Instagram.

Fala, Rebeca II/ Revoltada com a convocação à perícia presencial, Rebeca conta que um terço dos procuradores do estado nem pisam na sede. Seu marido diz ainda que quer saber se o procurador-geral do Estado cumpre expediente na sede da PGE.

Haja reza/ O governo passa esses dias torcendo para que seja uma “flor do recesso” a polêmica em torno da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enredo da Acadêmicos de Niterói, a escola rebaixada no Carnaval carioca. Como o leitor da coluna sabe, “flor do recesso” é como os políticos chamam aquela notícia que, durante o recesso parlamentar, fica do tamanho de uma grande mangueira, mas, na volta aos trabalhos, vira uma plantinha quase inofensiva dentro do Parlamento.

Abre alas/ A polêmica carnavalesca ficará mais afeita à Justiça Eleitoral, enquanto o que vai pegar fogo no Congresso é o escândalo do Master. Com ou sem CPMI, esse tema estará presente no dia a dia do parlamento e deste período de pré-campanha.

Anabb 40 anos/ A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) faz, hoje, sua festa de aniversário, para marcar conquistas em defesa dos servidores do banco. Apesar de ser uma sexta-feira e Lula estar na Índia, a expectativa é presença de autoridades dos Três Poderes para homenagear a instituição.

Oposição declara apoio à Zambelli e Ramagem

Publicado em Política

Por Eduarda Esposito — Parlamentares do PL e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro têm manifestado apoio aos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) devido aos últimos processos enfrentados pelos dois no Supremo Tribunal Federal (STF). Na visão do líder da bancada do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), o início do desequilíbrio entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário começou ainda em 2016, quando o STF proibiu a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil no governo de Dilma Rousseff.

Em sua conta matemática, houve ainda outras sete decisões do Supremo que confrontaram diretamente o executivo e legislativo ao longo dos últimos quase dez anos. “Não é um caso isolado. É um padrão, é a substituição da democracia por decisões individuais. É a soberania popular sendo humilhada por interpretações pessoais da Constituição”, acusou.

O líder pediu ainda, em publicações nas redes sociais, a união das lideranças do Congresso Nacional, dos partidos e do povo brasileiro para lutar por “democracia, liberdade e soberania popular”.  Ainda como liderança do PL, divulgou uma nota em que expressa total apoio ao deputado Ramagem, afirmando que a preocupação não se estende apenas para ele. “Profunda preocupação com a recente decisão da 1ª Turma do STF, que alcançou maioria para modificar parcialmente uma deliberação desta Casa Legislativa”, disse em nota.

A Constituição define que a Câmara tem a prerrogativa de autorizar ou não processos penas contra parlamentares por eventuais crimes cometidos no exercício do cargo. O projeto aprovado no Legislativo, porém, foi retroativo e atingiu supostos crimes ocorridos antes de Ramagem ser diplomado deputado e outros réus no processo. Agora, o STF tenta corrigir essa parte, o que irritou o PL.

Caso Zambelli

Já a maioria formada no STF para cassar e condenar a deputada Carla Zambelli provocou o apoio e solidariedade da bancada do PL e também de aliados da oposição. Sóstenes afirmou que Zambelli tem o apoio incondicional da bancada. “A perseguição está implacável — mas não nos calaremos. Vamos reagir com coragem, união e estratégia. Em 2026, construiremos um Senado altivo, combativo e pronto para restaurar o equilíbrio da República”, disse.

Outro líder que saiu em defesa da deputada foi o do Partido Novo, Marcel Van Hattem (RS). “Toda minha solidariedade à deputada Carla Zambelli, alvo de mais uma perseguição política disfarçada de justiça. A divergência ideológica está sendo criminalizada no Brasil. Força! Conte comigo nessa batalha”, expressou o líder do Novo na Câmara nas redes sociais.

Ramagem não pretende desistir de candidatura a prefeito do Rio

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições

Coluna Brasília/DF, publicada em 13 de julho de 2024, por Denise Rothenburg

Pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, alçado a essa condição com festa pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em março deste ano, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) não vai renunciar à candidatura para facilitar a vida de quem quer que seja. Ele pretende aproveitar a vitrine para fazer contraponto em relação ao que foi apresentado até aqui pela Polícia Federal. A convenção que oficializará Ramagem candidato está marcada para o dia 22 deste mês, e, até aqui, nada muda. O PL espera, inclusive, a presença de Jair Bolsonaro.

Vale lembrar: se Ramagem quer permanecer candidato, tirá-lo da disputa não é visto como o melhor caminho por alguns bolsonaristas. Afinal, deixar o ex-diretor-geral da Abin de Bolsonaro magoado, nesta altura do campeonato, avisam alguns, pode ser o pior dos mundos. Ruim com ele, pior sem ele. E nenhum aliado pretende meter a colher nessa briga.

Muito além do conteúdo

O que irritou e muito Jair Bolsonaro e seus mais fiéis aliados foi o fato de Alexandre Ramagem ter gravado a conversa com o ex-presidente. No meio político, isso é considerado um gesto de alta traição.

Os trabalhos de Chiquinho

O ex-senador Francisco Escórcio se filia, nesta manhã, ao MDB do Maranhão. Fiel escudeiro do ex-presidente José Sarney e ex-assessor dos presidentes Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer, Chiquinho, como é conhecido, não se junta ao partido a passeio. Em outubro do ano passado, ele escreveu um artigo defendendo a candidatura da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) à Presidência do Senado. E agora chega ao MDB para trabalhar nessa empreitada.

Se tiver espaço…

O MDB sarneyzista convive, mas não engole Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Afinal, foi Alcolumbre quem atrapalhou a vida de Sarney lá atrás e que interrompeu a sucessão de emedebistas na Presidência do Senado. O partido só apoiará Alcolumbre se não houver qualquer brecha para mudar o jogo.

Urgência das férias

O Congresso entra em férias na semana que vem, mas não será possível suspender os prazos de apreciação de projetos que não estejam diretamente relacionados a número de sessões. É que com a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) adiada para agosto, não tem recesso no papel. Só na prática. Daí, o apelo dos senadores para que se tire a urgência da votação da reforma tributária. Eles querem calma para avaliar o texto que saiu da Câmara e sem comprometer o recesso branco deste mês.

Cenário 2022

Em maio de 2022, a casa da festa do líder do União Brasil, Elmar Nascimento (foto), foi palco do Arraiá da Bia Kicis e do Ricardo Caiafa, então pré-candidatos, ela a deputada federal e ele, a distrital. A então deputada Flávia Arruda, que concorreria ao Senado, compareceu à festa acompanhada de José Roberto Arruda, seu marido à época. Num outdoor, “Juntos por um DF melhor”, a foto de Flávia e Caiafa. No telão, mensagem do então presidente Jair Bolsonaro. Dos quatro, só Bia Kicis se elegeu. Nem Bolsonaro, exibido no telão, saiu vitorioso.

Cenário 2024

Esta semana, o palco ficou para a Timbalada e, entre os convidados, brilharam os partidos de centro, União Brasil e PP, e os de esquerda, PT e PCdoB, com destaque para os ministros de Lula que compareceram ao aniversário, inclusive, o da Casa Civil, Rui Costa. São dois retratos das voltas que o mundo da política dá.

Haja festa!

Nos rolês parlamentares da semana, chamaram a atenção os… showmícios. Em pré-campanha para a Presidência da Câmara, o líder do União Brasil, Elmar Nascimento, brindou deputados, na quarta-feira, com um show da Timbalada. Na noite anterior, Dudu Nobre e Gil da Banda Beijo animaram a festa do PSD. Se agora já está assim, imagine depois da eleição municipal.

Investigação sobre Abin deixa bolsonaristas sob tensão

Publicado em coluna Brasília-DF

Por Denise Rothenburg — Os bolsonaristas que se preparem. As investigações sobre o caso de monitoramento de adversários, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não vão parar no deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Além dele, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), há um núcleo superior, como o ex-chefe do Gabinete e Segurança Institucional (GSI), o general da reserva Augusto Heleno. Outros gabinetes do Legislativo também não estão tranquilos. Houve, por exemplo, um pedido para busca no gabinete do também deputado Gilberto Nascimento Silva (PSD-SP), que não foi autorizado, porque o parlamentar não é investigado na ação.

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Um dos alvos da operação desta semana, o assessor Ricardo Minussi, é funcionário do gabinete do senador Alan Rick (União Brasil-AC), que também não é investigado nesse processo. Na própria polícia, há quem diga que todo cuidado é pouco a fim de evitar injustiças. Mas outros nomes virão.

Até aqui…

A busca e apreensão no gabinete de Ramagem era esperada, uma vez que ele é investigado há tempos nesse processo de monitoramento ilegal por parte da Abin. O que não estava no script era o pedido de suspensão do mandato, que foi negado pelo ministro relator, Alexandre de Moraes.

…segue o roteiro

Parte dos oposicionistas considera que se houvesse suspensão do mandato, seria mais fácil mobilizar todos os partidos de oposição em defesa da soberania do exercício do mandato e da vontade do eleitor.

Horário nobre

A megalive que o ex-presidente Jair Bolsonaro pretende fazer no domingo, 19h, ganha outro patamar depois da operação da Polícia Federal envolvendo Ramagem. Será a hora de a família se apresentar nesse novo cenário.

Mudança de foco

A live de domingo foi marcada para que o ex-presidente e os filhos com mandato na política possam mobilizar seus seguidores para as eleições municipais. Agora, alguns aliados consideram que será o momento de Bolsonaro montar um cinturão em sua defesa na internet.

O dinheiro manda…/ O fato de Lula querer seu ex-ministro Guido Mantega (foto) no comando da Vale não é sinal de passe livre para a nomeação. Numa empresa privada, mandam investidores e acionistas.

…e o partido atrapalha/ Quanto mais o PT pressionar para que Mantega assuma o cargo, mais difícil ficará para o ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff.

Pacheco distante/ A reação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em resposta ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi uma demonstração de que o presidente do Senado não fará tudo o que os bolsonaristas desejam em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Lira quieto/ O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), permanece “fechado em copas”. Seus aliados dizem que ele quer esperar decantar esse processo para se posicionar quando da volta dos trabalhos do Congresso.

Campanha na laje/ A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) vai explorar a imagem de menina da periferia de São Paulo durante toda a campanha. A avaliação do partido é de que se ela conseguir se firmar sobre Guilherme Boulos (PSol-SP) nos subúrbios paulistanos, tem tudo para vencer.