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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Um jantar na casa do senador Laércio Oliveira (PP-SE) colocou em xeque a perspectiva da federação entre União Brasil e Progressistas. Anunciada no ano passado com direito a discursos, no Centro de Convenções de Brasília, a coligação sucumbe por causa das divergências regionais. À coluna, o parlamentar contou que as discrepâncias são grandes demais para que a federação siga em frente. “Quando o projeto se iniciou, se tinha a ideia de que Ciro Nogueira (PP-PI) fosse candidato a vice-presidente (numa chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas) e isso tinha um peso eleitoral. Mas, como não se concretizou, é melhor nem federar”, defende o senador sergipano.

Porta de saída/ O sentimento de Laércio é compartilhado por outros nomes da sigla de Ciro, porém o presidente tem resistido à ideia de não concretizar o projeto UP. O senador afirmou, ainda, que a sigla pode terminar menor do que quando começou o projeto de federação, já que muitos têm afirmado que deixarão o Progressistas caso o casamento seja mantido. Só tem um probleminha: talvez a pressão dos parlamentares tenha vindo tarde demais. É que a cúpula dos dois partidos espera que a federação seja aprovada, esta semana, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Se depender de Dirceu…
… o vice-presidente Geraldo Alckmin fica onde está. Na reunião do partido em São Paulo, José Dirceu foi incisivo ao dizer que tirar Alckmin da chapa arrisca comprometer a reeleição. O MDB está rachado, a troca do vice não levará à ampliação dos votos e ainda ameaça perder votos cruciais em São Paulo.
Não está fácil para ninguém
Se o PT está brigando internamente por causa da questão da vice, no outro extremo a briga também impera — haja vista o malestar dentro do PL. Tem troca de farpas entre Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e entre Valdemar Costa Neto e Carlos Bolsonaro. Em meio às intrigas, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta vestir a fantasia “simpatia e amor”, dizendo em suas redes que gostaria de contar com todos, todas e “todes” — expressão que os bolsonaristas abominam.
Separar as estações
Se depender do senador Laércio Oliveira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de desoneração da folha não vai se misturar com a que estabelece a redução da escala 6 x 1. “Não há sintonia entre a PEC do emprego e o fim da escala 6 x 1. A PEC é desoneração para reduzir o custo do emprego e incentivar geração de posto de trabalho formal, sem onerar os cofres públicos. Na verdade, é uma proteção para a Previdência Social, que fecha todos os anos em deficit”, afirmou à coluna.
Pragmatismo
Se tem algo que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) vai cobrar para ser candidato a governador é carta branca para definir o palanque. Seus aliados dizem que não dá para o PT insistir que ele seja candidato e não deixá-lo trabalhar na ampliação de forças. Ou seja, Pacheco quer, sim, Aécio Neves, do PSDB, no seu arco de alianças.
CURTIDAS

Powerpoint revive/ O ex-deputado Deltan Dallagnol, famoso nos tempos da Opertação Lava-Jato pelo powerpoint que colocava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro da trama, repete a mesma imagem em suas redes sociais com outro personagem e outro escândalo: o ministro Dias Toffoli toma o lugar de Lula ao centro e os círculos se referem ao caso Master/BRB.
Tempo de tela/ A afirmação do presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sobre não aceitar nada além da presença física do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à comissão, tem sido vista como pura forma de ganhar holofotes com o depoimento. À coluna, parlamentares afirmam que se quisesse mesmo as informações, Viana aceitaria a ida à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Haja pizza!/ Com a liberação do acesso dos documentos relacionados às transações de Vorcaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) convidou a amiga e deputada Bia Kicis (PL-DF) para uma mudança de rotina nos próximos dias. Levar um colchão e pedir uma pizza para um fim de semana analisando toda a papelada e arquivos digitais. Serviço não falta.
Essa é nova/ Quando os experientes integrantes de CPIs acham que já viram de tudo, aparece uma “pérola” diferente para tentar explicar o inexplicável. Na CPMI do INSS, a empresária Ingrid Santos (foto), dona de empresas suspeitas de receber desviados de aposentados e pensionistas com registro na Conafer, referiu-se ao trabalho de seu marido como prestador de “consultoria da vida”
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Em conversas reservadas, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não escondem o desconforto pelo fato de o presidente da Corte, Edson Fachin, ter começado a trabalhar no Código de Ética sem combinar com os demais. Eles consideram que era preciso, antes de anúncios e defesas, discutir no colegiado e usar mais o “nós”. Ali, a terceira pessoa do plural conta, e muito, na hora de fazer valer projetos que afetam a todos. O tema certamente será tratado no almoço da semana que vem, marcado para 12 de fevereiro, quinta-feira, vésperas de carnaval. Depois de anunciar o tema como “prioridade de sua gestão” e dizer que “os ministros são responsáveis pelas escolhas que fazem”, não há caminhos alternativos para os colegas de Fachin: ou apoiam ou se desgastam ainda mais.
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Muito além do gênero feminino/ A escolha da ministra Cármen Lúcia para relatar o Código de Ética do STF vem sob medida, e não tem nada a ver com o fato de ser a única mulher a ocupar uma cadeira no STF. Ela é, atualmente, quem tem mais alinhamento com Edson Fachin e sempre caminhou no sentido de tornar a análise dos processos mais ágeis, transparentes. Não cede a pressões e tem duas ferramentas consideradas fundamentais para redigir esse texto: paciência para ouvir a todos e coragem para enfrentar desafios.
Tem que ver isso aí I
Aumenta a sensação dentro do Congresso Nacional de que é urgente regular as fintechs. Para deputados ouvidos pela coluna, é preciso ter um sistema que evite a entrada do crime organizado nessas plataformas digitais.
Tem que ver isso aí II
Parlamentares apostam que o momento é propício para essa regulamentação, porque o setor produtivo deve apoiar a medida. Representantes de empresas que pagam seus impostos estão preocupados com o fato de as fintechs acabarem servindo para uma concorrência desleal em diversos setores. Citam, inclusive, o caso da operação Carbono Oculto, que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro, em que as plataformas digitais eram usadas para burlar a fiscalização. Agora, é preciso apertar a Legislação.
E o Banco Master?
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer apoiar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Muitos relembraram que o deputado está sendo investigado por desvio de verba parlamentar e não querem assinar um pedido dele. A intenção é apoiar o requerimento da deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS).
Hugo e a bandeira branca
Ao começar o ano votando a Medida Provisória do Gás do Povo, o objetivo do presidente da Câmara, Hugo Motta, foi mostrar boa vontade para com o governo. Ainda que a tensão por causa das emendas parlamentares não tenha se dissipado, é hora de pacificar. Os políticos paraibanos logo viram nesse gesto de votar a MP no primeiro dia de funcionamento pós-recesso um sinal de que a proximidade com Lula importa. Especialmente, para a campanha de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado pela Paraíba. Nabor é pai do presidente da Câmara
CURTIDAS

Sólido anfitrião/ O camarote do BRB no Estádio Mané Garrincha reuniu em torno de cem convidados no último domingo, durante o jogo Corinthians X Flamengo, com buffet Renata La Porta. Vida que segue.
Mal-estar geral/ Com a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, os filiados da legenda estão meio frustrados com a capacidade de articulação de Antonio Rueda, que comanda a legenda. Uma excelência comentava no plenário da Câmara que Rueda está mais para um “comerciante” do que para presidente de partido.
“Somos todos iguais”/ O fato de o presidente da Câmara discursar da tribuna foi um gesto no sentido de deixar claro que não há diferença entre ele e os demais parlamentares. Pelo menos, esta foi a leitura de muitos que estavam no plenário.
Destaque econômico/ O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, recebe, na sexta-feira, o prêmio Personalidade Econômica de 2025 do Conselho Federal de Economia. A solenidade será na Câmara Legislativa do DF. Ele será o 21º economista agraciado com a premiação. Já ganharam o mesmo reconhecimento Maria da Conceição Tavares, Delfim Netto, Tania Bacelar e André Roncaglia. O BNDES será premiado como Destaque Econômico na categoria Desempenho Técnico, pelo segundo ano consecutivo.



