Vorcaro muda de patamar…

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 5 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

As ameaças do ex-controlador do Master Daniel Vorcaro a várias pessoas levam os políticos a tirarem o ex-banqueiro da posição de um sujeito esperto, que havia descoberto um método de ganhar dinheiro fácil e enrolar alguns. Agora, Vorcaro ganhou a imagem de um “bandido, gangster e mafioso” capaz de usar as mesmas técnicas de intimidação do crime organizado, sejam milicianos, sejam traficantes. Por isso, não será surpresa se pelo menos parte do apoio político for retirado.

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… e de apoio/ Entre os parlamentares, cresce a pressão para que seja instalada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), algo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), continua relutando em fazer (leia notas nesta coluna). O Parlamento retomou seus trabalhos há mais de um mês, depois do longo recesso, e ainda não houve sequer uma sessão do Congresso para leitura do pedido e futura instalação da investigação.

Se foi assim com jornalista…

… imagine o que Vorcaro não faz com aqueles que participaram de seus ilícitos. Esse era o comentário nas rodas de políticos nos restaurantes de Brasília no almoço de quarta-feira. Tem muita gente especulando sobre o que o ex-banqueiro possa tentar fazer, ainda que esteja preso.

Precedente & prorrogação

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de suspender a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, abre precedente para que os outros cinco alvos que tiveram o sigilo quebrado na mesma votação recorram ao STF para suspender os pedidos de forma individual. Essa é uma das preocupações da CPMI do INSS neste momento. A outra é a dificuldade em prorrogar a CPMI, algo que Alcolumbre pretende dar ao governo depois de não interferir na quebra de sigilo de Fábio Lula da Silva, o Lulinha.

Corrida pelo destaque

Ao saber que os senadores planejam recorrer ao Supremo Tribunal Federal para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Senado, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foi estudar para fazer o mesmo com a sua CPMI, que aguarda leitura em sessão do Congresso Nacional para instalação. Na avaliação de Jordy, a CPMI é o caminho, não a CPI, onde o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode controlar o desenrolar dos trabalhos.

Pressionem Alcolumbre

Carlos Jordy descobriu que, para recorrer ao STF para tentar garantir a CPMI, precisará esperar a realização de uma sessão do Congresso Nacional. E, se Davi Alcolumbre não fizer a leitura do pedido, aí, sim, caberia o recurso ao Supremo. Acontece que o presidente do Senado é o senhor do tempo sobre a convocação da reunião das duas Casas legislativas.

Riscos políticos

Parlamentares calculam que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a escala 6×1 dos empregados de diversos setores promete virar um “perde-perde” para os deputados. É que quem não votar a favor será desmoralizado na base eleitoral, e quem votar favoravelmente ao projeto e, porventura, a nova lei desencadear menores salários e desemprego, sofrerá o mesmo efeito.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Hora da conversa/ Na próxima terça-feira, o relator da regulamentação dos trabalhadores por aplicativos, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE, foto), se reunirá com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para chegarem a um consenso sobre o texto.

Entrave/ O ponto de discussão tem sido a remuneração mínima por entrega que Boulos defende ser R$ 10, e o setor quer R$ 7,50. Contudo, durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS), o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Jr., sugeriu uma remuneração por hora de trabalho. Coutinho gostou da sugestão e pediu que a Abrasel apresentasse a proposta formalmente o mais rápido possível.

Espírito republicano…/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, na próxima quarta-feira, 11 de março, de forma a acompanhar de perto a mudança de espectro político no país. “A ida do presidente Lula à posse de José Antonio Kast é um gesto político que vai além do protocolo diplomático. Trata-se de um movimento que sinaliza pragmatismo em um momento de crescente polarização ideológica na América Latina” , diz o especialista em risco político Eduardo Galvão.

… e estudo/ Esse cenário de transição e reconfiguração regional é matéria-prima de Eduardo Galvão em seu livro, Riscos Políticos na América Latina, obra que utiliza casos como o chileno para evidenciar como alternâncias de poder e novos alinhamentos ideológicos impactam investimentos, estratégias corporativas e o ambiente regulatório, consolidando a política como variável central na tomada de decisões empresariais no continente. A sessão de autógrafos será nesta quinta-feira, das 18h30 às 21h, no Ibmec Brasília, SIG quadra 04, edifício Capital Financial Center, bloco A.

O primeiro grande tema da polarização

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, PL, Política, PP, PSD, PT, Segurança Pública, Senado, União Brasil

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 4 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A ocorrência de mais um estupro coletivo no Rio de Janeiro, com a participação de menor de idade, de uma menina de 17 anos esquentará o debate da redução da maioridade penal, hoje, na Câmara dos Deputados. O assunto está incluído na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, tema que surge como o “abre alas” da eleição de 2026. A avaliação é de que será muito difícil manter essa maioridade em 18 anos depois de tantos crimes cometidos por adolescentes nos últimos tempos.

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E tem outros/ No rol de pontos polêmicos do projeto, estão, ainda, a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a destinação de metade dos recursos do fundo de segurança pública para a União. A perspectiva de ser votada esta semana na Comissão Especial, e na semana que vem no plenário, será mais um teste de respaldo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou a um nome mais à direita, seja aos governadores Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) ou Eduardo Leite (RS) — todos do PSD — seja ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Alcolumbre lavou as mãos

Sem saber para que lado vai sua base eleitoral em outubro e com quem poderá contar na sua campanha reeleitoral para presidente do Senado, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) joga em duas frentes. Esta semana, ajudou a oposição ao não interferir na quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, promovida pela CPMI do INSS. Agora, a expectativa dos governistas é de que o senador dê algum alento ao Planalto.

Sai daí rapidinho

Até aqui, os governistas interpretam a decisão de Alcolumbre como imparcial e em respeito ao regimento interno da Casa. Não haverá recurso, mas já se cria um sentimento de que, talvez, seja melhor nem prorrogar a CPMI.

Dispersão

Na base do governo, há parlamentares que não sentem mais vontade de comparecer às sessões da CPMI do INSS. Além do que consideram arbitrariedades por parte do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), e do presidente, Carlos Viana (Podemos-MG), muitos afirmam que foi aberto um precedente “perigosíssimo” ao definir que o quórum de votação simbólica é verificado mediante a presença registrada no painel eletrônico — e não com base no número de presentes à sessão no momento da votação.

Por falar em Lulinha…

No governo, o que se diz é que nem ao pai o filho de Lula contou todos pingos dos Is de sua história nesse rolo do INSS.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Raquel em palanque triplo/ Se depender exclusivamente da vontade da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD, foto), que concorrerá à reeleição, Lula terá o apoio dos dois candidatos que prometem polarizar a eleição estadual. Mas há dois problemas nesse caminho. O primeiro é que o PSD terá candidato ao Planalto, e o segundo é que o PL tem dito que só dará respaldo à pedessista se ela abrir o palanque para Flávio Bolsonaro.

Marília trai Paulinho/ Na chapa do prefeito de Recife, João Campos (PSB), ao governo do estado, cresce a fila de précandidatos ao Senado. Marília Arraes, por exemplo, era a aposta do deputado Paulinho da Força (SP) para ampliar a bancada do Solidariedade na Câmara Federal. Mas ela pretende se candidatar a uma vaga de senadora pelo PDT.

Sexta-feira nada santa/ Começa em 6 de março e vai até 5 de abril a janela para trocas de partido. Muita gente de olho no futuro do União, do Progressistas e do PL. A avaliação é de que nesses partidos ocorrerão as maiores movimentações.

Bolsonaro repete Lula/ Assim como o então candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, se tornou advogado de Lula em 2018, para poder visitá-lo sempre que necessário naquela campanha, Flávio Bolsonaro será um dos nomes que representarão o pai ex-presidente. Assim, poderá ter acesso diário à Papudinha.

Alckmin e PSB apostam no DF

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 3 de março de 2026. por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Em meio ao tumultuado cenário político brasiliense, o PSB prepara suas baterias para ir à luta. O partido não abre mão de candidatura própria ao Governo do Distrito Federal. No fim de semana, essa disposição ganhou força após uma reunião entre lideranças regionais e o vice-presidente Geraldo Alckmin. No encontro, Alckmin elogiou o pré-candidato Ricardo Cappelli, crítico frequente de Ibaneis Rocha e Celina Leão.

Crédito: Caio Gomez

Para os integrantes do PSB, Cappelli reúne condições para derrotar, em outubro, o grupo político que domina o cenário brasiliense desde 2018. O agravamento do escândalo Master-BRB entra como um dos elementos centrais na estratégia da oposição. Dentro do PSB, a leitura é de que o partido entra na corrida eleitoral fortalecido, com alinhamento nacional, base organizada e candidatura. O encontro com Alckmin é interpretado como gesto de respaldo político e integração entre o projeto local e a direção nacional da legenda.

Conversa fiada

Conselheiro do grupo Movimento Pessoas à Frente, o ex-deputado distrital Israel Batista tem sérias ressalvas ao grupo de trabalho, formado por integrantes do Judiciário e do Legislativo, que deverá definir critérios no pagamento dos penduricalhos. “Quando ninguém quer trabalhar, monta-se um GT. Se tem lei, se tem reforma, vai montar um grupo pra quê?”, dispara.

Debate franco

Para Israel Batista, a decisão do ministro Flávio Dino é uma oportunidade de debater um tema que enfrenta um lobby fortíssimo do setor público. Os supersalários nos três Poderes da União, estados e municípios custam R$ 20 bilhões por ano.

Convergência

Diversas frentes parlamentares participam, nesta terça-feira, de uma rodada de debates na sede da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) para tratar do fim da escala 6×1. O tema, como se sabe, é controverso e considerado uma prioridade para o governo Lula. Parlamentares defendem uma discussão mais ampla, que contemple, também, inovação tecnológica e qualificação da mão de obra.

“A autoridade de uma Corte Constitucional não se sustenta na retórica do poder, nem na ilusão desse mesmo poder. Afirma-se, sobretudo, na coerência institucional, na disciplina de conduta, na prudência da palavra, na integridade da decisão e na dos seus julgadores” Celso de Mello, ministro aposentado do STF, em mensagem por ocasião da celebração dos 135 anos da Corte

Ser ou não ser

Com a indefinição da presidência da federação União Progressistas na Paraíba e a neutralidade que os partidos querem seguir durante a eleição, o senador Efraim Filho (União-PB) está perto de migrar para o PL. Efraim pretende ser crítico ao presidente Lula no palanque — o que lhe foi prometido lá atrás pelas siglas. Mas, com a nova orientação do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, o parlamentar procura uma casa que apoie sua candidatura de oposição.

Na Papudinha

O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão em razão da trama golpista. A partir de relatórios sobre a estado de saúde de Bolsonaro, o magistrado concluiu que o paciente está em boas condições.

Crédito: Miguel Schincariol/AFP

Movimento intenso

Moraes ressaltou a intensa atividade política na Papudinha — com visitas frequentes de apoiadores — como indicativo de que o ex-presidente está em plena atividade. “O apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”, escreveu o ministro.

E tem mais

Por fim, Moraes destacou que prisão domiciliar seria um benefício inadequado para quem desobedeceu medidas cautelares e tentou inutilizar uma tornozeleira eletrônica.

Vivi para contar

Ministro de três presidentes, ex-governador do Rio de Janeiro e uma vida pública de mais de 50 anos, Moreira Franco (foto) conta a própria trajetória no livro Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização. Em formato de entrevista, Moreira Franco relata, em mais de mil páginas, o testemunho dele dos principais fatos políticos nas últimas décadas. O lançamento será na Livraria da Travessa, dia 5, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro.

Vai chegar pela metade

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Vai cair por terra a esperança dos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de ter acesso integral ao sigilo bancário, fiscal e temático do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. É que a própria Advocacia-Geral do Senado alertou que parte do material estava fora do escopo da investigação do roubo dos aposentados. Agora, a Polícia Federal (PF), enquanto aguarda uma nova decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, separa o material para enviar apenas o que for relacionado ao caso do INSS.

Crédito: Caio Gomez

Vai dar confusão/ Até aqui, a CPMI do INSS não foi informada desse filtro e aguarda as quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-dono do Banco Master integralmente. No entendimento do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a decisão de Mendonça garante todos os dados dos pedidos de quebra aprovados pela comissão, mesmo que haja conteúdos não relacionados ao roubo dos aposentados. O colegiado, porém, só receberá o material completo se o ministro autorizar.

Alckmin fica na vice de Lula

Com a possível candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, a leitura no PSB é a de que a manutenção da chapa presidencial Lula-Geraldo Alckmin está selada. “Agora, está clara a posição de Geraldo Alckmin como vice de Lula”, afirma o líder da bancada na Câmara, deputado Jonas Donizettte (SP).

MDB conformado

No MDB, Alckmin também é visto como um nome consolidado ao lado de Lula. “Eu defendo que ele (Alckmin) fique. O presidente Alckmin tem feito um grande trabalho. Um homem que tem sido muito correto e leal ao presidente Lula. Não vejo sentido nem razão para que seja substituído. Time que está ganhando, não se mexe”, comentou o ministro Jader Filho, em entrevista ao CB.Poder (veja no site do Correio)

Vai ter VAR

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou mais um tema para emparedar o governo. Ele será o juiz da decisão a respeito da votação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que quebrou o sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Alcolumbre, agora, vai pedir uma investigação da Polícia Legislativa. É o senhor do tempo e da decisão.

Se demorar demais…

… favorece o adversário do governo. Geralmente, os dados dos sigilos demoram entre 10 e 15 dias para chegar ao Parlamento. Os de Vorcaro chegaram neste prazo.

CURTIDAS

Crédito: Evaristo Sá/AFP

Onde está pegando I/ A configuração que Lula está montando em São Paulo joga para escanteio o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (foto), do PSB, que concorreu ao governo paulista em 2018. Perdeu para João Doria, mas ele foi o representante da esquerda que chegou mais perto de conquistar o Palácio dos Bandeirantes.

Onde está pegando II/ França foi ainda peça-chave na escolha de Alckmin como vice na chapa de Lula, há quatro anos. Neste Lula 3, assumiu o Ministério de Portos e Aeroportos, mas saiu para ceder a vaga ao então deputado Sílvio Costa Filho, do Republicanos. Márcio ficou com o recém-criado Ministério do Empreendedorismo. Agora, os petistas mencionam Simone Tebet e Marina Silva para o Senado. Nos bastidores do PSB, o que se diz é que, se ingratidão tem nome.

Chama-se PT. Quem diria…/ Durante a fala no CB.Debate — O Brasil pelas Mulheres, proteção a todo tempo, a vice-governadora Celina Leão foi incisiva ao defender o respeito à primeira-dama Janja: “Estou muito perplexa, esta semana, pelo nível de agressão que as duas primeiras-damas do Brasil, a anterior e a atual, estão sofrendo. Agressões que… Meu Deus! Isso é massacre contra mulheres que são de partidos diferentes, de ideologias diferentes e que são agredidas, muitas vezes, por aqueles que acham que defendem uma ideologia. Não, isso não é defesa ideológica. Isso é massacre a mulheres que estão em posição e em lugar de poder, sejam elas de que partido forem. Isso é nocivo. Isso é letal”.

Vacina/ Celina sabe que em alguns setores da política o machismo impera e, desde já, busca se proteger dos ataques que certamente virão apenas pelo fato de ser mulher. A expectativa do PP é de que a campanha seja disputada com respeito.

 

Cerco fechado para raio-x de Vorcaro

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Reforma tributária, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A intenção do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao aprovar as convocações dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e do ex-controlador do banco Master Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, é montar a teia de conexões nos Três Poderes do ex-banqueiro. Vieira quer expor os nomes da República que estão ligados à maior fraude financeira do país. A ideia é avaliar qual o grau de participação do ministro no caso para definir se há razões para se promover um pedido de impeachment.

Crédito: Caio Gomez

Na hipótese de Vorcaro não comparecer à CPI, o senador espera conseguir esse objetivo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Vorcaro deve comparecerem 10 de março. Os senadores querem o ex-banqueiro explicando como um esquema de pirâmide cresceu tanto e quem são as pessoas que lhe deram suporte político.

O chamado está próximo

Muitos parlamentares aguardam a saída do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha do cargo para concorrer a uma vaga no Senado. O plano é, assim que ele desincompatibilizar, convocá-lo ao Senado para dar seu testemunho sobre o caso Master, sem o direito de negar convites.

Enrolou, recorreu

A demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em convocar uma sessão do Congresso Nacional e fazer a leitura do pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do banco Master levou um grupo de senadores a mudar o jogo. O plano agora é preparar um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação de uma CPI do Senado.

Sem desculpa

A avaliação é a de que o Supremo não teria como negar esse pedido, uma vez que autorizou na CPI da Covid. Quanto ao fato de já haver um inquérito no próprio Supremo, os senadores avaliam que os fatos sob investigação na CPMI do INSS também estão sob a lupa da Política Federal.

E por falar em STF…

Penduricalhos que ultrapassam o teto salarial e caso Marielle vão ajudar o Tribunal a melhorar a percepção do trabalho perante a opinião pública. O que as pesquisas qualitativas indicam é que, se cada um cumprir com sua obrigação, não tem crise de imagem.

Haja calmante

As bets respiraram aliviadas, quando, na noite de terça-feira, os parlamentares retiraram a nova taxação do Projeto de Lei Antifacção. Porém, agora dormem ansiosas com a promessa da base governista de apresentar um projeto com o CIDEBets para financiar o fundo da segurança pública. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), atualmente, as bets pagam 32% de impostos, o que correspondeu quase 1/3 do faturamento das casas em 2025, que foi de R$ 37 bilhões. A expectativa é que os impostos passem dos 40% em 2033, ano em que a reforma tributária estará totalmente implementada.

CURTIDAS

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Ainda há tempo/ Na avaliação de parte do PT, o baixo desempenho do presidente Lula entre os mais pobres na pesquisa Atlas/ Bloomberg, divulgada na última quarta-feira, não é o fim do mundo. Na perspectiva dessa ala, a grande surpresa positiva foi pontuar bem entre os mais ricos e mais velhos. Já entre os menos favorecidos, os petistas calculam que dá para recuperar devido aos projetos sociais do governo.

Recalcular a rota I/ O que os petistas não esperavam era um empate no segundo turno tão cedo. Por isso, a ordem agora é partir para o confronto com o senador Flávio Bolsonaro, que aparece muito bem posicionado neste pós-carnaval.

Recalcular a rota II/ O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, fez questão de telefonar ao senador Esperidião Amin (PP-SC) para informar da escolha do PL, de bancar a candidatura da deputada Caroline De Toni (PL-SC) ao Senado. Agora, o senador conversa com a outra chapa, do PSD de Gilberto Kassab, para conseguir uma vaga por ali.

Projetos para o país, nome para o futuro/ A senadora Tereza Cristina (foto) lançou o Instituto Diálogos com pesos-pesados do mercado financeiro, do agro e apoio de uma série de parlamentares. Entre os aliados dela, muita gente diz que 2026 está lotado de candidatos, mas 2030 ainda é uma incógnita.

Por falar em mulheres…/ O seminário “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo” hoje, a partir de 08h30, no auditório do Correio Braziliense vem num momento em que o país vive quase que uma epidemia de feminicídio. “Aqui, foram 19 assassinatos este ano”, comenta a ex-senadora Ana Amélia Lemos.

STF e o caso Marielle

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, PL, Política, PP, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, por Denise Rothernburg com Eduarda Esposito

O julgamento dos réus do caso Marielle, neste momento em que o Supremo Tribunal Federal se vê sob desgaste, não vem por mera coincidência. A decisão de marcar esse processo para apreciação em fevereiro faz parte do arco de medidas que o Tribunal põe sobre a mesa para mostrar que a lei atinge a todos. As apostas são as de que os irmãos Brazão, Domingos e Chiquinho, acusados de serem os mandantes do crime, dificilmente sairão totalmente absolvidos do julgamento de hoje.

Crédito: Maurenilson Freire

E vem mais/ Paralelamente a esse caso que chocou o país, vem a deliberação do ministro Gilmar Mendes sobre os penduricalhos do Poder Judiciário. A toada, agora, é mostrar que a Corte não deixará de lado suas mazelas. Em breve, outros casos polêmicos virão à baila. É hora de mostrar que o Supremo não teme avaliar as condutas do próprio Judiciário.

Fogo no parquinho

Ao manter a nova taxação das bets no relatório para o projeto da Lei Antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) desagradou a cúpula do partido na Casa. Parlamentares contam que o líder do PP, Dr. Luizinho (RJ),ficou furioso. A ordem era tirar do texto a taxação, mas o deputado preferiu não bancar a retirada das bets.

Pressão não faltou

Em almoço na CasaParlamento, do think tank Esfera, empresários do setor se uniram, pela primeira vez, para tratar dessa taxação. Eles debateram um estudo da TMC, que alerta para o mercado ilegal das apostas no mundo digital e fizeram, inclusive, apelos para que a Câmara trocasse a taxação por novas regras relacionadas aos meios de pagamentos, capazes de impedir que o mercado ilegal possa receber ou pagar por Pix, por exemplo.

Panela de pressão

O que ajudou a manter a taxação e, de quebra, construir um acordo para a votação do projeto antifacção, foi o prazo da Medida Provisória do Redata — que trata do regime de tributação dos datacenters. A MP caduca hoje e, para que outras empresas possam aderir ao regime, é necessário votar a proposta do governo para manter o sistema ativo. A Comissão especial da MP do Redata sequer foi instalada.

Queridos, encolhi o partido

A expectativa, na semana que vem, quando se abre a janela para troca de agremiação partidária, é que algo entre10 e 12 deputados deixem o União Brasil rumo ao Podemos. São aqueles insatisfeitos com a federação União Progressista, dada como certa pelo presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

CURTIDAS

Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Manteve, mas…/ Para evitar a saída da deputada Caroline de Toni (foto),do PL-SC, a direção do partido resolveu manter a candidatura dela ao Senado pela legenda em parceria com o ex-vereador Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. O aval veio do presidente Jair Bolsonaro e, hoje, após a reunião do clã — Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro — com a deputada e Valdemar da Costa Neto, o PL espera que Caroline confirme a permanência na agremiação.

… a insegurança impera/ Com esse acordo, Integrantes do PL ouvidos pela coluna afirmam que o senador Esperidião Amin (PP-SC) vai ter que resolver sua candidatura junto do governador Jorginho Mello. Só tem um probleminha: o PP e o PL se acertarem lá na frente, espirrando um dos senadores do PL da chapa. Nesse caso, quem não tem história política em Santa Catarina é o ex-vereador do Rio de Janeiro.

Um tema de todos/ O Correio Braziliense realiza, amanhã, o CB.Debate “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo”. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) será uma das palestrantes, ao lado de representantes do governo.

A hora deles/ Depois de Ricardo Nunes fazer uma palestra-almoço em São Paulo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fará o mesmo em um encontro empresarial do Lide-RJ, na próxima terça-feira, no Hotel Fairmont, em Copacabana.

Federação União Progressista sobe no telhado

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PP, União Brasil

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Um jantar na casa do senador Laércio Oliveira (PP-SE) colocou em xeque a perspectiva da federação entre União Brasil e Progressistas. Anunciada no ano passado com direito a discursos, no Centro de Convenções de Brasília, a coligação sucumbe por causa das divergências regionais. À coluna, o parlamentar contou que as discrepâncias são grandes demais para que a federação siga em frente. “Quando o projeto se iniciou, se tinha a ideia de que Ciro Nogueira (PP-PI) fosse candidato a vice-presidente (numa chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas) e isso tinha um peso eleitoral. Mas, como não se concretizou, é melhor nem federar”, defende o senador sergipano.

Crédito: Maurenilson Freire

Porta de saída/ O sentimento de Laércio é compartilhado por outros nomes da sigla de Ciro, porém o presidente tem resistido à ideia de não concretizar o projeto UP. O senador afirmou, ainda, que a sigla pode terminar menor do que quando começou o projeto de federação, já que muitos têm afirmado que deixarão o Progressistas caso o casamento seja mantido. Só tem um probleminha: talvez a pressão dos parlamentares tenha vindo tarde demais. É que a cúpula dos dois partidos espera que a federação seja aprovada, esta semana, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Se depender de Dirceu…

… o vice-presidente Geraldo Alckmin fica onde está. Na reunião do partido em São Paulo, José Dirceu foi incisivo ao dizer que tirar Alckmin da chapa arrisca comprometer a reeleição. O MDB está rachado, a troca do vice não levará à ampliação dos votos e ainda ameaça perder votos cruciais em São Paulo.

Não está fácil para ninguém

Se o PT está brigando internamente por causa da questão da vice, no outro extremo a briga também impera — haja vista o malestar dentro do PL. Tem troca de farpas entre Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e entre Valdemar Costa Neto e Carlos Bolsonaro. Em meio às intrigas, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta vestir a fantasia “simpatia e amor”, dizendo em suas redes que gostaria de contar com todos, todas e “todes” — expressão que os bolsonaristas abominam.

Separar as estações

Se depender do senador Laércio Oliveira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de desoneração da folha não vai se misturar com a que estabelece a redução da escala 6 x 1. “Não há sintonia entre a PEC do emprego e o fim da escala 6 x 1. A PEC é desoneração para reduzir o custo do emprego e incentivar geração de posto de trabalho formal, sem onerar os cofres públicos. Na verdade, é uma proteção para a Previdência Social, que fecha todos os anos em deficit”, afirmou à coluna.

Pragmatismo

Se tem algo que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) vai cobrar para ser candidato a governador é carta branca para definir o palanque. Seus aliados dizem que não dá para o PT insistir que ele seja candidato e não deixá-lo trabalhar na ampliação de forças. Ou seja, Pacheco quer, sim, Aécio Neves, do PSDB, no seu arco de alianças.

CURTIDAS

Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

Powerpoint revive/ O ex-deputado Deltan Dallagnol, famoso nos tempos da Opertação Lava-Jato pelo powerpoint que colocava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro da trama, repete a mesma imagem em suas redes sociais com outro personagem e outro escândalo: o ministro Dias Toffoli toma o lugar de Lula ao centro e os círculos se referem ao caso Master/BRB.

Tempo de tela/ A afirmação do presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sobre não aceitar nada além da presença física do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à comissão, tem sido vista como pura forma de ganhar holofotes com o depoimento. À coluna, parlamentares afirmam que se quisesse mesmo as informações, Viana aceitaria a ida à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Haja pizza!/ Com a liberação do acesso dos documentos relacionados às transações de Vorcaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) convidou a amiga e deputada Bia Kicis (PL-DF) para uma mudança de rotina nos próximos dias. Levar um colchão e pedir uma pizza para um fim de semana analisando toda a papelada e arquivos digitais. Serviço não falta.

Essa é nova/ Quando os experientes integrantes de CPIs acham que já viram de tudo, aparece uma “pérola” diferente para tentar explicar o inexplicável. Na CPMI do INSS, a empresária Ingrid Santos (foto), dona de empresas suspeitas de receber desviados de aposentados e pensionistas com registro na Conafer, referiu-se ao trabalho de seu marido como prestador de “consultoria da vida”

O que dá para fazer no 6×1

Publicado em coluna Brasília-DF, Política

Por Denise Rothenburg

Esqueçam a redução da escala de trabalho em número de dias de serviço, conforme previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da deputada Érika Hilton (Psol-SP). O consenso dos líderes caminha para a redução de 44 horas semanais para 40. E dando aos empregadores e empregados a liberdade para negociar como serão distribuídos os turnos de cada trabalhador. Do Republicanos ao PT, muita gente acredita que, nesse sentido, será possível chegar a um acordo para votação do tema ainda este ano.

Veja bem/ À coluna, o líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Augusto Coutinho (PE), disse que o tema “não pode ser tratado de forma eleitoreira”. Apesar de ainda não ter ouvido a opinião da bancada, Coutinho já conversou com o presidente da legenda, Marcos Pereira, que orientou atenção ao debater o tema na Casa. “O assunto precisa ter muita cautela, porque é grave. Setenta porcento dos empregos gerados são por Microempreendedor Individual (MEI). Então, é preciso discutir para não dar encargos aos MEI”, defendeu.

Pode preparar o discurso

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prometeu comparecer esta semana à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), comandada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Se não for, a CAE voltará suas atenções para o Banco de Brasília (BRB). A ideia é chamar o atual presidente, Nelson Souza, e o ex Paulo Henrique Costa. Ninguém engole a história de que o antigo time do BRB não sabia que estava comprando títulos podres. E quer saber ainda que história foi essa de vender parte dos ativos do banco às instituições ligadas ao Master.

Projeto de lei versus PEC

O governo quer que Lula possa sancionar uma proposta de redução da escala 6X1, seja em dias, seja em horas trabalhadas. E para isso, será preciso um projeto de lei. Se for PEC, a festa da promulgação fica a cargo dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Exclusividade zero

A maioria dos palanques em montagem nos estados não terá apenas um candidato à Presidência da República. A tendência é que cada candidato a governador de partidos de centro tenha agendas com, pelo menos, dois presidenciáveis. No Rio de Janeiro, por exemplo, Eduardo Paes (PSD) se dividirá entre o nome do próprio partido e o de Lula. Em Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco, hoje no PSD, é outro que terá de dividir o palanque caso
seja candidato a governador e continue no partido.

“Negócios não têm cor, religião ou ideologia”

Diz presidente Lula, em Nova Delhi, na Índia, em pronunciamento depois do encontro com o primeiro-ministro Narendra Modi

CURTIDAS

A bela não desistiu…/ O bolsonarismo não está tão unido quanto nos idos de 2018. Nos dias de carnaval, os mais fiéis aliados do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficaram irritados com o fato de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), pré-candidata ao Senado no DF, ter postado um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), puxando um rosário de críticas contundentes ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir do desfile da escola de samba que homenageou o petista.

… e mandou recado/ Aos seguidores, ela foi direta: “Para quem anda se doendo demais: este perfil é privado e a escolha dos vídeos é minha. Fiquem à vontade para sair”.

Carnaval em Lisboa/ O embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, teve uma maratona de eventos em 2025. Foram 143 audiências de instituições e pessoas; 23 recepções oficiais e de trabalho na residência brasileira; presença em 114 eventos oficiais de missões diplomáticas. Porém, uma das ações que o embaixador considera das mais importantes foi colocar o desfile de blocos carnavalescos e escolas de samba no calendário oficial de atividades culturais de Lisboa. “Era uma dificuldade grande conseguir os desfiles aqui. Desde o ano passado, com o memorando de entendimento que assinamos, ficou tudo mais fácil”, diz. O evento cresceu tanto que agora blocos e escolas terão que ampliar a estrutura para receber o público.

O ano das Missões no TCU/ O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes (foto) comanda, em 3 de março, solenidade em Brasília para marcar os 400 anos das Missões Jesuíticas no Brasil. Será praticamente a abertura das comemorações para celebrar o patrimônio cultural e histórico dos jesuítas no país.

 

O recado de Kassab

Publicado em coluna Brasília-DF

Por Denise Rothenburg

Pressionado por bolsonaristas e petistas a não lançar um candidato do PSD à Presidência da República, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, reafirma que um dos três que se apresentaram para essa empreitada concorrerá ao Planalto e joga as falas contrárias ao projeto para escanteio.

Numa espécie de carta aos brasileiros, aproveita suas redes sociais para lançar as bases de uma campanha, com Eduardo Leite, Ratinho Júnior ou Ronaldo Caiado o escolhido.

De Stuttgart (Alemanha), onde participa de um congresso da União Democrata-Cristã (CDU) promovido pela fundação Konrad Adenauer (KAS), Kassab diz que “o Brasil estará muito bem servido, se puder contar com (e elenca os três) como seu presidente da República a partir de 2027”.

E, ainda, apresenta o rascunho de uma plataforma de campanha, com “transparência na utilização de recursos públicos para combater a corrupção; reforma administrativa para reduzir o peso do Estado e valorizar bons servidores; o fim da reeleição; e idade mínima para novos membros dos tribunais superiores”.

Acertos & apostas/ Kassab abre a carta “O PSD nas eleições de 2026” falando dos acertos ao longo da carreira. Menciona as disputas eleitorais que travou e dos apoios que concedeu a Guilherme Afif Domingos, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e, mais recentemente, a Tarcísio de Freitas, em São Paulo. Considera, ainda, ciência, educação e saúde como setores estratégicos, numa demonstração de que o PSD não virá a passeio para esta temporada eleitoral de 2026.

Pressão total

Com a liberação do acesso ao sigilo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputados vão cobrar do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que instale a CPI sobre o escândalo do banco Master. “É muito importante que isso seja definido na próxima semana. Caso a decisão seja negativa, iremos ao STF garantir o direito de realizar essa CPI. O regimento interno fala que não pode haver funcionamento simultâneo de mais de cinco CPIs. Como não tem nenhuma funcionando neste momento, não há nenhuma razão para não instalar a CPI do Master”, afirmou à coluna o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Vem por aí

A contar pelos pedidos de CPI apenas de 2026, o presidente da Câmara não terá como negar o de Rodrigo Rollemberg para a abertura da CPI do Master. É o RCP (Requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito) 01/2026.

Por falar em Hugo Motta…

O governo perdeu as esperanças de ter o presidente da Câmara totalmente alinhado às vontades do Planalto. Isso porque Motta fez “cara de paisagem” ao pedido para troca do relator do projeto Antifacção. Guilherme Derrite (PP-SP) assume a missão de relatar o que veio do Senado.

… ele continuará equilibrista

O presidente da Câmara manterá o estilo de um aceno à direita e outro à esquerda. Seus aliados mais próximos dizem que não é o momento de escolher um lado. E tem muita gente apostando que, em 2027, a Casa permanecerá dividida.

CURTIDAS

Sextou I/ Os integrantes da CPMI do INSS estão todos alvoroçados depois que o relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, liberou o acesso aos dados sigilosos sob a guarda da Presidência do Senado. Tem excelência atualizando a cada cinco minutos o sistema para estudar os documentos.

Sextou II/ Dentro da CPMI, a avaliação da cooperação do ministro André Mendonça é positiva. A aposta de muitos é a de que, agora, a investigação terá um grande avanço. E o melhor, sem a espetacularização da comissão. Tem gente aliviada com a desistência de Vorcaro de comparecer à CPMI. Sobrará mais tempo para análise dos papéis e arquivos digitais.

A importância delas I/ O novo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, selou compromisso com a equidade de gênero durante sua gestão. Num dos eventos de despedida em homenagem à Flávia Takafashi, diretora da Antaq que encerrou o mandato nesta semana, ele declarou: “Equidade de gênero não é um problema das mulheres. É um problema de todas as organizações que querem ter relevância, que querem ter continuidade e futuro”. Três testemunhas de peso observavam a declaração, diante de uma plateia de representantes do segmento aquaviário: a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella; a presidente do Prêmio Engenho Mulher e mentora de lideranças femininas, Kátia Cubel; e Flávia Takafashi.

A importância delas II/ Flávia Takafashi foi a única mulher diretora num colegiado de cinco integrantes. Esta semana, Cristina Castro, superintendente ESG da Antaq, foi nomeada para substituí-la. Ela será diretora interina até o governo federal indicar um novo nome para a composição da Antaq.

Redução de escala 6 x 1 puxa desoneração da folha

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF, publicada na sexta-feira 20 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg 

Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) vai colocar a desoneração da folha de salários na roda da discussão em torno da redução da escala 6 x 1. A avaliação dele é de que o custo das empresas deve aumentar, uma vez que o comércio, por exemplo, terá que fazer novas contratações. “Vocês acham que shopping vai fechar por causa da redução da jornada? Não vai. E alguém vai ter que pagar essa conta”, afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente, da tevê Rede Vida.

Crédito: Maurenilson Freire

Enquanto Passarinho deseja discutir esse tema, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) — que, inclusive ,é um dos autores da proposta de redução da jornada de trabalho —, avalia que é preciso dialogar com todos os partidos e esse tema da desoneração da folha sempre vem à baila. “Vamos debater tecnicamente. O importante é fecharmos um acordo”, afirmou à coluna ,referindo-se à redução da jornada.

Em vez de 4 x 3, 5 x 2

Do alto de quem discutiu a Reforma Tributária sobre o consumo e obteve todo sucesso, o deputado Reginaldo Lopes acredita que para aprovar a redução da escala 6X 1 será preciso abandonar o projeto mais radical, de 4X3, e focar na proposta de, a cada cinco dias trabalhados, dois folgados.

Devagar e sempre

Reginaldo Lopes quer puxar a redução da jornada de 44 horas para 40 horas, com quatro anos para implementação. Ou seja, reduzir uma hora por ano. É isso que deve entrar na discussão.

Olho neles

Os senadores de oposição vão voltar suas atenções para os movimentos dos senadores da Bahia na segunda-feira, quando o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve prestar depoimento na CPMI do INSS. Podem ser os primeiros acordes do ex-controlador do Banco Master no Congresso e todos os movimentos serão acompanhados muito de perto.

Chama o Augusto

A oposição calcula já ter maioria para emplacar os pedidos de depoimento e quebra de sigilo de Augusto Lima, dono do banco Pleno, tamborete liquidado na quarta-feira pelo Banco Central (BC). Entre os congressistas, Lima é chamado “o rei do consignado”, setor que ele cuidou quando era sócio do Master de Vorcaro.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Fala, Rebeca I/ Procuradora do estado de Roraima, Rebeca Ramagem (foto) trabalha de forma remota desde 2016. Agora, chamada a dar expediente presencial, inclusive com perícia médica, ela, dos Estados Unidos, onde acompanha o marido, alega perseguição política. “Uma injustiça”, diz. “Uma canalhice dessas pessoas”, completa o ex-deputado Alexandre Ramagem, numa transmissão pelo Instagram.

Fala, Rebeca II/ Revoltada com a convocação à perícia presencial, Rebeca conta que um terço dos procuradores do estado nem pisam na sede. Seu marido diz ainda que quer saber se o procurador-geral do Estado cumpre expediente na sede da PGE.

Haja reza/ O governo passa esses dias torcendo para que seja uma “flor do recesso” a polêmica em torno da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enredo da Acadêmicos de Niterói, a escola rebaixada no Carnaval carioca. Como o leitor da coluna sabe, “flor do recesso” é como os políticos chamam aquela notícia que, durante o recesso parlamentar, fica do tamanho de uma grande mangueira, mas, na volta aos trabalhos, vira uma plantinha quase inofensiva dentro do Parlamento.

Abre alas/ A polêmica carnavalesca ficará mais afeita à Justiça Eleitoral, enquanto o que vai pegar fogo no Congresso é o escândalo do Master. Com ou sem CPMI, esse tema estará presente no dia a dia do parlamento e deste período de pré-campanha.

Anabb 40 anos/ A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) faz, hoje, sua festa de aniversário, para marcar conquistas em defesa dos servidores do banco. Apesar de ser uma sexta-feira e Lula estar na Índia, a expectativa é presença de autoridades dos Três Poderes para homenagear a instituição.