Os riscos de Lula e de Flávio

Crédito: Maurenilson Freire
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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer ao debate promovido pela tevê Globo, na reta final deste primeiro turno. E por um motivo muito simples: teria cinco minutos em cada bloco para falar do governo, enquanto todos os outros o atacariam durante 15 minutos. Ainda há tempo, até quinta-feira, para uma nova reflexão dentro do PT, mas essa contagem de 15 contra cinco é o principal ponto. Flávio Bolsonaro, porém, afirmou que não deixará de ir, com ou sem a presença do presidente.

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Contagem regressiva/ O cálculo da campanha é de que Lula pode aproveitar esse tempo num ato de campanha em algum lugar do país, colocando-se ao lado dos mais pobres. Além disso, não seria a primeira vez que um candidato deixaria de comparecer ao debate de encerramento do primeiro turno. Em 1994, a mesma Globo optou por não fazer esse confronto. Deixou para o segundo turno, mas Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro. Em 1998, o debate da Globo em primeiro turno foi cancelado porque FHC não iria e havia dúvidas sobre um debate sem a presença do líder. Em 2006, Lula, candidato à reeleição, seguindo o exemplo de FHC, optou por não comparecer. Em 2018, Jair Bolsonaro teve orientação médica de não comparecer. Em 2022, já presidente, Bolsonaro compareceu ao debate.

Cresce campanha do voto útil

Não apenas para presidente da República, mas para o Senado também esse movimento ganha força. Em Goiás, por exemplo, os partidos que querem evitar que Gustavo Gayer (PL) suba pedem o segundo voto para Vanderlan Cardoso (PSD), que aparece nas pesquisas tecnicamente empatado com Zacharias Calil (MDB). Em São Paulo, a manobra foi mais radical. Ricardo Salles (Novo) saiu da disputa. Há quem aposte que será secretário de Tarcísio de Freitas, num provável segundo governo estadual.

A incerteza delas

Centros de estudos e pesquisas começam a se preocupar com a alta abstenção de mulheres nesta eleição, tal e qual foi em determinados extratos dessa parcela do eleitorado, em 2022. O principal motivo para uma alta abstenção é a falta de confiança de que o voto resultará em alguma mudança. A percepção foi captada pelo Projeto Brief, que entrevistou mais de 3,5 mil mulheres sobre o motivo delas se afastarem das urnas e o que poderia mudar esse cenário. Segundo o estudo, 30% das mulheres que recebem até dois salários mínimos não votaram em 2022, mais que o dobro do registrado entre as de renda mais alta.

Memórias da greve/ Será lançado hoje o livro No Coração do Sistema, que relembra a greve dos bancários, em 1985. Organizado pela jornalista Fernanda Otero, reúne 43 artigos de participantes da greve. É na sede da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, às 19h. O título foi lançado na 28ª Bienal do Livro de São Paulo.

TRE-DF ordena retirada de outdoors da empresa “Bia Brasil” em até 24 horas

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
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Por Eduarda Esposito — O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) acatou o pedido da campanha da senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) para retirar os outdoors e painéis em Brasília da campanha da empresa Bia Brasil Moda Feminina. O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota deferiu tutela de urgência e decidiu pela retirada de todos os materiais das vias públicas da capital em 24 horas, com multa de R$ 20 mil por dia em caso de descumprimento.

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Mota destacou que as frases soltas, a coincidência com o nome da deputada Bia Kicis (PL-DF), a proximidade entre o início da campanha publicitária e o pleito eram elementos suficientes para atender o pedido. As provas apresentadas comprovaram uma probabilidade do direito e o perigo de dano, condições essenciais para um pedido de tutela de urgência.

“A coincidência entre o nome utilizado pela empresa e aquele pelo qual a candidata é conhecida, isoladamente, não seria suficiente para caracterizar a publicidade como eleitoral. As peças juntadas aos atos conferem grande destaque ao nome “Bia”, acompanhado das expressões “Bia é completa”, “Bia é liberdade”, “Bia é moderna” e “Deixe a Bia surpreender você”. Embora formalmente vinculadas à empresa Bia Brasil Moda Feminina, as mensagens não apresentam, ao menos de forma predominante, produtos comercializados pela loja, concentrando o conteúdo da publicidade no próprio nome “Bia” e nas qualidades a ele atribuídas. O momento escolhido para a veiculação da campanha ganha especial relevância. A publicidade passou a ser divulgada gradativamente a partir de 20 de setembro, a poucos dias das Eleições Gerais de 2026. A extrema proximidade temporal com o pleito, aliada ao conteúdo das peças, à ostensiva repetição do nome pelo qual a candidata é conhecida e à massiva exposição em engenhos publicitários de grande impacto visual, evidencia a clara finalidade eleitoral da conduta”, escreveu o juiz.

A decisão também citou o vínculo entre a parlamentar e a dona da loja, Abinoan Simões Rosa Sampaio, que é presidente do Instituto Viver Brasil, que recebeu emenda de R$ 250 mil da deputada até março deste ano. “Ademais, destacam-se os vínculos estruturais informados na exordial: a proprietária da empresa representada figura também como presidente do Instituto Viver Brasil, entidade sem fins lucrativos beneficiada por emenda parlamentar destinada pela própria Representada Bia Kicis para a execução do projeto “Mulheres que Tecem Histórias” — voltado ao fomento do empreendedorismo feminino”, argumentou.

O magistrado também destacou a desproporção da operação da campanha publicitária e do faturamento anual da loja, que é de no máximo R$ 360 mil. “O cenário ganha traços ainda mais graves ao se constatar a desproporção da operação. A empresa enquadrada como microempresa, com faturamento anual limitado a R$ 360 mil, e atuante no ramo de organização de feiras e eventos, desencadeou — de forma atípica e na reta final da campanha — uma ostensiva e custosa propaganda no Distrito Federal. As peças conferem destaque central ao prenome “Bia”, associado a slogans de apelo político-eleitoral como “Bia é completa”, “Bia é liberdade”, “Bia é moderna” e “Deixe a Bia surpreender você””, ressaltou.

Nesse sentido, o juiz decidiu que a conduta, em tese, pode caracterizar abuso de poder econômico, meio de comunicações e político, com todas as sanções jurídicas correlatas. E atendeu ao pedido da campanha da senadora em busca da reeleição, Leila do Vôlei (PDT). O Blog entrou em contato com a deputada Bia Kicis, mas sem retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Discurso do medo muda de lado em jantar de Lula com elite empresarial em SP

Arte de Caio Gomez
Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 27 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg

Arte de Caio GomezEm 2022, a atriz Regina Duarte dizia nas redes sociais ter medo se o PT voltasse a governar o país. Desta vez, esse discurso mudou de lado. No encontro de Lula com empresariado em São Paulo, foi o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante, quem deu um dos principais recados daquela noite às 800 pessoas presentes, sendo 500 empresários, convidados pelo think tank Esfera e o grupo Prerrogativas. Mercadante disse que o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, já acenou com a presença de um representante do governo dos EUA em sua equipe de transição, caso vença a eleição. Seria entregar para uma nação estrangeira todas as informações sensíveis do país em todos os setores estratégicos. Lula foi mais direto ao se referir às riquezas de terras raras e outros mineiras brasileiros.

Disse que, “a depender de quem vocês elejam, vão entregar tudo”. Se o petista não conseguiu virar votos, pelo menos, muitos saíram dali comentando que estão dispostos a pensar melhor até o dia 4 de outubro. Afinal, ali, o discurso da soberania teve algum apelo. Também chamou a atenção o fato de Lula ter dito que, em relação aos escândalos recentes do país, é preciso investigar tudo, doa a quem doer, algo que levou muitos a refletir sobre a reunião do então presidente Jair Bolsonaro com seus ministros, em que o capitão disse que não deixaria perseguir sua família ou aliados.

Contras

Se tem algo que deixa o empresariado reticente ao presidente Lula é a questão fiscal. Embora eles saibam que o Banco Central é independente — ou seja, Lula não tem varinha mágica para baixar os juros —, os empresários esperavam que o chefe do Executivo e seus ministros fossem mais contundentes a respeito de novas regras fiscais. Lula, porém, lembrou que isso era obrigação de qualquer governante e não um diferencial. Nesse ponto, conforme a leitura de muitos empresários, foi mais do mesmo.

Efeito Dilma I

A escolha de dois senadores tem deixado os partidos praticamente no escuro. Ninguém tira da cabeça o que houve com a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2018. Candidata ao Senado em Minas Gerais, Dilma estava muito bem posicionada nas pesquisas de intenção de voto e terminou em quarto lugar. É que todas as pesquisas para o Senado, quando são dois votos, têm dificuldade de captar a vontade do eleitor, que, conforme o leitor da coluna já sabe, deixa para escolher a segunda vaga no último dia.

Efeito Dilma II

Essa preocupação está na cabeça de quem concorre por Minas Gerais, onde a candidata Marília Campos (PT) lidera as pesquisas, com 13% na última rodada da Quaest, mas é seguida de perto por Aécio Neves (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL), todos com 10%. Considerando a margem de erro de cinco pontos percentuais, ainda tem Marcelo Aro (PP), que está com 6% e não pode ser considerado carta fora do baralho.

O tema dos bastidores

O que mais se comentou no encontro de Lula com o empresariado foi a questão das bets. Todos queriam saber de perto as projeções do governo. Em rodas de conversa, os ministros tratavam de explicar que há muito tempo o presidente já se mostrava indignado com a jogatina virtual.

O ingresso do jogo agradou

Os aliados de Lula — e até parte dos adversários — comemoram a entrada das bets na campanha eleitoral. Num país em que as pessoas se deixam levar pelas redes sociais e os temas são voláteis, esse assunto tirou os holofotes do caso Master e do INSS, escândalos que desgastam Lula e Flávio Bolsonaro. Lula, por causa do filho, Lulinha, e as suspeitas sobre o INSS e uma lobista. Já Flávio é o candidato a presidente que pediu dinheiro e voou no avião de Daniel Vorcaro, o banqueiro que se sustentou com dinheiro oriundo dos fundos de pensão e do BRB.

CURTIDAS

Perfume de poder

Cresce a cada dia o número de candidatos pedindo evento com a governadora Celina Leão no Distrito Federal. Sinal de que sentem que ela é capaz de agregar votos. Em política, o maior sinal de que um candidato majoritário tem dificuldades de vitória é o sumiço dos aliados.

Em casa

Quem se sentiu em casa no encontro com o empresariado foi o vice-presidente candidato, Geraldo Alckmin. Afinal, ali, muitos deles fizeram campanha para Alckmin, quando ele concorreu a governador de São Paulo pelo PSDB. Aliás, por lá apareceram uma filha de Fernando Henrique Cardoso e um filho de Franco Montoro, uma forma de mostrar amplitude na campanha petista.

Por falar em amplitude…/ Não foi apenas o PT que fez questão de se mostrar amplo, Camila Camargo, que comanda o think tank Esfera e foi uma das anfitriãs do encontro de Lula com o empresariado, foi direta ao dizer que “os associados do Esfera não são só a Faria Lima. São a indústria, o varejo, os serviços e também os maiores bancos do país”. Completou reforçando que o Esfera é apartidário e dialoga com todos os que desejam ouvir o setor produtivo. Na introdução, lembrou que, há quatro anos, Lula perguntava aos empresários o que eles fariam se fossem presidente e ouviu mais em vez de falar. Agora, indagou Camila: “Hoje, os empresários perguntam, o que o maior vencedor de eleições da Nova República tem a dizer a quem investe, arrisca, emprega, paga impostos e ainda sonha com um país melhor?”

Elogios

Camila fez questão de lembrar o discurso do presidente na ONU e fez também um alerta suave, mas incisivo a Lula: “Na ONU, lembrou ao mundo que a guerra é a falência da politica. O respeito da comunidade internacional pelo Brasil segue alto e isso é mérito seu. Mas o cenário externo e interno pedem cuidado e é por isso que essa conversa é importante”.

Eles tinham outro nome

Nos bastidores, antes da chegada de Lula, um empresário paulista comentava com outro que, se o Flávio (Bolsonaro), que tem muito o que explicar e zero experiência de gestão pública, está empatando com Lula, se fosse o Tarcísio, o risco de vitória da oposição no primeiro turno era grande. Referiam-se ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pelo menos, se dependesse da seleta plateia que Lula tenta conquistar no seleto grupo que tende a votar na oposição.

A grande batalha pós-eleição

Arte de kleber sales
Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 26 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg

Arte de kleber salesPassada a próxima semana, em que deputados e senadores estarão eleitos, a guerra das bets vai tomar conta do Congresso Nacional. Ali, existe uma bancada quase que subterrânea em favor da jogatina virtual. Há quem compare a sua força com a da bancada do agro, não em número, mas em deputados influentes na Casa. Essa turma começa a se mobilizar para chegar à segunda semana de outubro disposta, inclusive, a propor um acordo: votar a favor do fim da escala 6×1, desde que se encontre uma transição para a medida provisória que o governo vai enviar ao Congresso.

Jogatina mobilizada/ O setor das bets passou a última sexta-feira tentando evitar a proibição da jogatina no Brasil. Foram diversos dados de possíveis perdas ressaltados, seja por região, seja por estado. Até mesmo os times de futebol se juntaram ao eco das casas de apostas. Há ainda em gestação no Executivo uma minuta do projeto de lei que deverá ser enviado ao Congresso Nacional que prevê de quatro a seis anos de reclusão para quem explorar ou operar apostas de alíquota fixa no Brasil. O segmento das apostas vai baixar no Parlamento em busca de apoio.

Tic-tac

Depois que vieram a público supostas conversas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a classe política entra em estado de alerta total. São as primeiras provas de que Alcolumbre e Vorcaro tinham algum tipo de relação mais próxima, uma vez que se chamavam de “meu amor” e “irmão”. Alcolumbre nega qualquer ato ilícito, mas não escapará de dar explicações logo na primeira semana pós-eleição e terá que dar alguma posição, ainda, sobre uma possível CPI do Master.

Reeleição por um fio

Depois de a reportagem da Veja revelar as conversas de Alcolumbre e Vorcaro, em que um chama o outro de “meu amor”, senadores das duas pontas da política se mostram dispostos a reforçar nomes alternativos a Alcolumbre para concorrer à Presidência do Senado, em fevereiro de 2027. Ou seja, mais uma reeleição que é dúvida depois da temporada eleitoral de 2026.

Escolha só no final

A eleição para o Senado promete suspense até o último minuto em vários estados. É que a maioria dos eleitores deixa a escolha dos dois nomes para as 48 horas antes de ir votar ou deixa para o dia da eleição. Daí a possibilidade de muitas surpresas.

A última investida de Caiado

Ronaldo Caiado vai focar a sua campanha de tevê e redes sociais em relatos das pessoas beneficiadas pelos seus projetos em Goiás. O programa vai destacar saúde e educação, como a construção de hospitais e aumento de leitos de UTI pelo estado, além da implementação do horário integral em escolas e criação do primeiro curso de inteligência artificial (IA) da América Latina. Essa é a estratégia para capturar
os indecisos e os votos de terceira via nesta reta final de campanha.

CURTIDAS

Revolta católica/ A dificuldade de acesso ao perfil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na rede social X por algumas horas e os rumores de que haveria um projeto de lei que para retirar o título da Nossa Senhora de Aparecida de Padroeira do Brasil movimentam as plataformas desde quinta-feira, a ponto de o candidato ser obrigado a desmentir que se prestaria a tal tipo de coisa. É que, em 2007, o então deputado Victório Galli, que depois viria a assessorar Jair Bolsonaro no Planalto por alguns meses em 2019, apresentou um projeto nesse sentido, restringindo N. S. Aparecida a padroeira dos católicos brasileiros e não do Brasil. O projeto foi arquivado há quase 20 anos. Galli nunca assessorou Flávio Bolsonaro nem apoia qualquer movimento nesse sentido.

Por falar em Flávio…/ O fato de o senador ter voado com a família para a Disney, nos Estados Unidos, no mesmo avião que serviu a Alexandre de Moraes e Viviane Barci foi considerado muito mais grave. Ainda que ele jure que voou a convite do advogado Willer Thomaz, a avaliação até de aliados é de que o estrago está feito. Um senador da República pode e deve perfeitamente comprar passagens do próprio bolso para férias em família.

Alô, TSE!/ Bolsonaristas passaram a circular pelo WhatsApp uma mensagem em que aparece “Lula22” sob um fundo vermelho. É uma forma de tentar tirar para Flávio, cujo número é 22, algum desavisado que pretenda votar em Lula, cujo número na urna é 13.

Ibram sob nova direção/ O embaixador do Brasil na Noruega, Rodrigo de Azeredo Santos (foto), foi nomeado novo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Ele tomará posse em dezembro, quando deixará o posto na Europa. O comando do Ibram estava vago desde o falecimento do ex-deputado Raul Jungmann, em janeiro. Nesse período, o cargo foi ocupado interinamente pelo diretor de Relações Institucionais, Pablo Cesário.

A disputa dos Carlos

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, PL

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

No Rio de Janeiro a deputada Benedita da Silva (PT) mantém a liderança das pesquisas de intenção devoto para o Senado, pontuando 15% na nova rodada da Quaest. Empatados em segundo lugar estão o senador Carlos Portinho (PL) e o deputado Carlos Jordy (PL) com 10%.

Os dois brigam agora por uma das cadeiras, mas já disputaram a candidatura internamente, lá atrás, quando o ex-governador Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer. Portinho conquistou a candidatura naquela ocasião e Jordy passou a candidato em julho, quando Márcio Canella (PP) foi preso.

“Hora certa”

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Lula

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Aliados do ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) apostam na caminhada com o presidente Lula hoje, na capital pernambucana, para assegurar uma arrancada na reta final.

Candidatos do grupo do presidente do PSB afirmam que tem sido uma disputa muito “puxada e dura”, para os dois lados e a ida do petista ao Recife tem tudo para ser um divisor de águas. Lula tem crescido nas pesquisas por lá e isso, avaliam, tende a puxar João Campos, uma vez que a governadora Raquel Lyra (PSD) deu uma estagnada nas sondagens.

IA e as eleições

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Um estudo inédito pedido e financiado pela OpenAI, conduzido pelo professor de direito eleitoral e direito digital da Mackenzie e juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Diogo Rais, analisou como as plataformas de Inteligência Artificial estão se comportando com as restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que entraram em vigor no dia 16 de agosto. Rais estudou o Chat GPT, Gemini, Claude e Grok com contas gratuitas e criadas somente para esta análise em 9 de setembro. Quando os usuários pediam ranqueamento de candidatos, o que é proibido pela Justiça Eleitoral, a IA respondia com pesquisas eleitorais registradas no TSE.

Passou na prova

Rais explica que “o Gemini, por exemplo, não ranqueou, só apresentou a pesquisa. Isso não é ilícito. Nesse caso, as IA cumprem o papel de informação. Então, além de não violar a regra, de uma certa maneira colabora com informação para o usuário”, observa. O levantamento registra também que não houve nenhum tipo de favorecimento à pesquisa A ou B, que as plataformas sugeriram os levantamentos mais recentes e nacionais.

Questão de “timing”

Publicado em Banco Master, coluna Brasília-DF, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Da mesma forma que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, torcia para fechar a operação com o Master antes que o banco de Daniel Vorcaro fosse liquidado, integrantes da equipe de Flávio Bolsonaro rezam para tentar fechar a eleição no primeiro turno. É que, diante do fato de ele ter voado no mesmo avião de Vorcaro que serviu a Alexandre de Moraes e das suspeitas de encontros entre o banqueiro e o senador, tem gente com medo de que o eleitor pise no freio em relação ao Zero Um de Jair Bolsonaro. Afinal, eleição só se ganha no dia. E ainda faltam 10 para o pleito.

Separe o joio do trigo

Os fundos de previdência que investiram no Banco Master estão passando por um pente fino no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação busca separar quais fundos foram enganados, ou seja, caíram num golpe arquitetado pelo Master, daqueles cujos gestores participaram da fraude, como já está configurado no caso do BRB. Vale lembrar que, no caso do BRB, Paulo Henrique Costa recebeu apartamentos de Daniel Vorcaro.

Caso Arruda acende o alerta nos partidos

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, PSD, Republicanos, TSE

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Ao barrar a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal, o Tribunal Superior Eleitoral fez soar o alarme no PSD, comandado por Gilberto Kassab, e no Republicanos, presidido por Marcos Pereira. É que há candidatos a governador desses partidos sob risco de serem jogados ao mar. No PSD, o ex-prefeito de Macapá Doutor Furlan, que lidera as pesquisas, espera que o ministro André Mendonça devolva ao plenário da Corte eleitoral o processo em que ele é acusado de ter saído da prefeitura de Macapá para escapar da Lei da Ficha Limpa. Furlan pode ser enquadrado em razão da acusação de desvio de recursos de um hospital na cidade. O relator Dias Toffoli, já votou para barrar a candidatura. No Republicanos, é Anthony Garotinho, quem está fazendo campanha por uma liminar concedida pelo TSE. A dúvida dos presidentes dos partidos é se dá para continuar “investindo” o dinheiro do fundo eleitoral em campanhas que podem cair logo ali. O julgamento de Garotinho está marcado para a próxima terça-feira, no TRE do Rio de Janeiro.

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Pobre eleitor/ O caso de Arruda está resolvido, mas diante da fila de processos no TSE e nos TREs espalhados pelo país, o eleitor-contribuinte chegará ao dia da eleição com a névoa da insegurança jurídica sobre a cabeça. Há risco de muitos processos não serem decididos antes de 4 de outubro. Seja em relação ao caso Master, seja quanto à elegibilidade dos candidatos, o eleitor irá às urnas no escuro.

A aposta de Kiko

Tão logo o Tribunal Superior Eleitoral declarou José Roberto Arruda fora da corrida para o Governo do Distrito Federal, o candidato do Partido do Novo, Kiko Caputo, foi para as redes sociais com uma postagem que começava com o título “Manda para o seu amigo que iria votar no Arruda”. Todos agora vão correr em busca dos eleitores do segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto. E Kiko quer sair na frente.. Pelo menos, nessa corrida pelo votos de Arruda.

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A aposta de Cappelli

Candidato do PSB ao GDF, Ricardo Cappelli (foto), fez uma postagem em suas redes dizendo que Celina Leão era quem mais queria a queda de Arruda e afirma que ela deseja concorrer contra Leandro Grass, do PT, em caso de segundo turno. Cappelli considera que agora, será uma nova campanha a partir do zero e lançou até um novo slogan: “Nem oito, nem oitenta, Cappelli é quarenta”, diz.

Vira-virou

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Em São Paulo, o deputado e ex-secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PP), lidera a nova rodada da pesquisa Quaest. Pontuou 16% e as ex-ministras vêm em seguida — Marina Silva (Rede), com 13%, e Simone Tebet (PSB), com 12%.

Crédito: Reprodução

“Marécio”

Em Minas Gerais, tem “santinhos de campanha” espalhados por alguns municípios pedindo votos para Marília Campos (PT) e Aécio Neves (PSDB). Na nova rodada da pesquisa Quaest no estado, a ex-prefeita de Contagem lidera com 13% e o deputado, com 10%, empatado com o senador Carlos Viana (PSD) e com o deputado Domingos Sávio (PL). Petistas comentam que Marília não conseguia puxar votos para a Áurea Carolina (PSol). A candidatura de Aécio mudou a lógica de campanha da ex-prefeita para garantir a vaga no Senado. O movimento de uni-los nos materiais partiu de prefeitos.