Emoção até o fim

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 23 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduardo Esposito

Muita gente achava que as vagas para o Senado no Distrito Federal estavam praticamente definidas. Porém, a pesquisa Correio/Opinião que o jornal traz hoje indica que a disputa para o Senado está aberta e ninguém pode cantar vitória.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL, foto) saiu de 11,8% das intenções de voto em agosto para 14,9% agora em setembro, liderando a pesquisa espontânea para a Casa. Em seguida, a candidata à reeleição Leila do Vôlei (PDT) subiu de 7,3% para 9,8%. As duas estão empatadas na margem de erro de 3,1%.

E tem mais. Logo atrás da senadora vêm as deputadas Bia Kicis (PL), de 5,4% para 9,6%, e Erika Kokay (PT), de 5,3% para 8%. Ou seja, as duas cadeiras para o Senado têm empate entre as quatro candidatas. Confira a pesquisa na íntegra na edição de hoje.

Virou bordão

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 23 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduardo Esposito

Crédito: Kleber Sales

Uma das frases que marcou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silvana abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas — “O Brasil não cabe no quintal de ninguém” — promete marcar a reta final da campanha. Desde ontem, vários candidatos de esquerda destacaram essa parte da fala em suas redes sociais. É a forma de tentar tornar o discurso da soberania mais compreensível a todos os segmentos do eleitorado.

Em busca de estabilidade

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 23 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduardo Esposito

Crédito: Kleber Sales

O número de brasileiros que formalizaram a mudança de residência fiscal do Brasil para um país estrangeiro até agosto deste ano aumentou 47% em relação a 2025. No ano passado, foram registradas 31.706 declarações e, nos primeiros oito meses de 2026, 46.632. O professor de pós-graduação em direito migratório Vinícius Bicalho considera que esse movimento ocorre porque as pessoas querem segurança jurídica, previsibilidade econômica, educação para os filhos, acesso a novos mercados e possibilidade de receber em uma moeda estável. Os Estados Unidos foram o destino mais procurado.

Novos horizontes

Bicalho explica: “Vejo esse movimento por dois ângulos. Para o Brasil, existe uma preocupação legítima com a saída de profissionais qualificados — empresários, investidores e famílias com capacidade de gerar conhecimento, empregos e arrecadação. Para quem parte, entretanto, muitas vezes não se trata de desistir do país, mas de internacionalizar a carreira, ampliar os negócios, proteger o patrimônio e buscar novas oportunidades”.

Foi precipitado

Crédito: Ed Alves/CB/DA.Press
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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 23 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduardo Esposito

Crédito: Ed Alves/CB/DA.Press

Integrantes do Partido Novo começam a buscar explicações para o baixo desempenho do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas pesquisas. Muita gente lá diz que Zema “matou” a campanha ao Planalto quando atacou Flávio Bolsonaro, em maio, mês em que a relação entre o senador e Daniel Vorcaro foi exposta. A avaliação é de que como Zema e Flávio compartilham o mesmo eleitorado — ou seja, os bolsonaristas —, o presidenciável do Novo se queimou e não conseguiu decolar.

Nunes Marques que se prepare

Crédito: Maurenilson Freire
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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 23 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduardo Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Ao pedir que o plenário do Supremo Tribunal Federal analise o processo sobre indenizações a usinas sucroalcooleiras que beneficiariam Daniel Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes praticamente coloca o ministro Kássio Nunes Marques em xeque. É que mensagens do celular do ex-controlador do Master indicam que a advogada Camilla Ramos havia comemorado o voto de Nunes Marques na Segunda Turma do STF sobre um processo semelhante. Agora, há quem diga que se o caso for para o plenário, e Marques votar, pode ser taxado como alguém que defendeu um voto que beneficiaria os negócios do Banco Master. Mas, se votar contra, tenta tirar seu nome do escândalo. Também tem a perspectiva de se julgar impedido por ter sido citado, embora negue todas as acusações de votos favoráveis a temas de interesses do ex-banqueiro.

Ainda tem muita tensão pela frente/ O pedido é considerado, nos bastidores, o início de um período de tentar constranger Nunes Marques a votar contra tudo o que disser respeito a Vorcaro ou se julgar impedido de participar de qualquer julgamento sobre ocaso, como fez na tentativa de abertura de investigação conta Alexandre de Moraes, na semana passada. É mais um ministro que entra no rol dessa briga interna que consome a harmonia na Suprema Corte.

Recados ocultos

Políticos de centro e de direita ainda não se esqueceram da fala do ministro Flávio Dino, do STF, sobre ter assinado despachos e autorizações de operações no intervalo da sessão da semana passada. Para alguns, soou como uma ameaça, principalmente porque muitos defendem que o caso das emendas é uma ferramenta de perseguição a políticos opositores do governo Lula pelo magistrado.

Crédito: Reprodução/Youtube

Toda semana/ Nos bastidores do STF, fontes ligadas ao caso Master dizem que a defesa de Vorcaro (foto)pede a anulação do inquérito e a liberdade do ex-banqueiro quase todos os dias. Alguns dizem que os pedidos se acumulam na gaveta.

Master e o STF

Crédito: Caio Gomez
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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 22 de setembro de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez
Crédito: Caio Gomez

Separe as estações I

Políticos de oposição defendem que os pedidos de investigação envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), são diferentes e, por isso, não podem ser julgados juntos. Essa premissa também é defendida por fontes no Supremo.

Separe as estações II

Em conversas reservadas, interlocutores da Suprema Corte avaliam que Mendonça não fez nenhum tipo de investigação contra Moraes sem autorização, uma vez que o conteúdo das mensagens entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro já estavam nos autos do processo desde o início. Além disso, Mendonça não pediu nenhuma medida de ofício contra Moraes para a Polícia Federal.

Vazamento seletivo

O ministro André Mendonça, do STF, não tinha conhecimento das mensagens trocadas entre Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger até o vazamento. Interlocutores da Suprema Corte afirmam que a relação entre o ex-chefe de gabinete do presidente Lula e a lobista não está em nenhum processo porque a Polícia Federal não encaminhou essa parte para o relator do caso das fraudes que desviaram R$ 6,2 bilhões das contas de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Eleição & STF

Dentro do STF há quem diga que os casos só devem voltar após o fim do processo eleitoral, que contaminou os julgamentos na Suprema Corte nesse período. Alguns apostam que, com a definição do presidente em outubro, seja ele quem for, os casos devem voltar a ter um caráter mais jurídico.

Master afeta mais Bolsonaros

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 22 de setembro de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Outra pesquisa divulgada ontem, a Quaest/Globo, mostrou crescimento dos eleitores que avaliam que a família Bolsonaro foi a mais afetada pelo escândalo do Banco Master, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central. O percentual passou de 15%, na semana passada, para 21%, nesta semana. Já o presidente Lula é citado por 11% dos eleitores, e, na semana anterior, esse percentual foi de 9%. Além disso, a Quaest indicou empate técnico entre Lula e Flávio, no segundo turno, com vantagem numérica para o candidato do PL. A rejeição de ambos ficou acima de 50%, com 56% para Flávio e 55% para Lula.

Rejeição segue como fator determinante da eleição

Crédito: Caio Gomez
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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 22 de setembro de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A 13 dias do primeiro turno das eleições gerais, dados mostram que a rejeição será o fator para definição do vencedor da corrida presidencial, confirmando premissas do início do ano. Conforme a pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada ontem, os dois candidatos à frente da disputa — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) — possuem rejeições maiores do que as respectivas intenções de voto. A de Lula ficou em 49%, e a de Flávio, em 50%. E, em um eventual segundo turno, o petista vence o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro com 46% da preferência do eleitorado contra 45% do senador. No levantamento anterior, a diferença era a mesma, de um ponto percentual, mas com Lula recebendo 47% das intenções, e Flávio, 46%.

“A rejeição vai ser fundamental, sim, porque os dois mais rejeitados (Lula e Flávio) são, ao mesmo tempo, os dois mais votados e os únicos com chance de se enfrentarem no segundo turno. Quando chega ao segundo turno, uma boa parte dos eleitores, em torno de 1/4 do eleitorado, votou em Lula ou em Flávio, não porque acha o melhor candidato mas porque quer derrotar o outro. E, aí, essa rejeição é que vai definir muita coisa”, explicou Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, para a coluna. Ele lembrou que esse fator vai ser muito importante, como em 2022. “Lula começou a campanha com uma rejeição 10 pontos porcentuais abaixo de Bolsonaro, mas, na reta final, essa diferença caiu para dois ou três pontos. No fim, a vitória de Lula teve 1,8 ponto porcentual de diferença”, acrescentou.

Fator feminino

Curiosamente, a pesquisa da BTG/Pactual mostrou que Lula tem 59% do potencial de votos de mulheres e 36% do voto de homens. Enquanto isso, Flávio tem 38% da preferência das eleitoras, e 58%, dos eleitores. Vale lembrar que as mulheres respondem por 52,8% do total de títulos capacitados para votar neste ano, e, portanto, podem definiras eleições, somando 83,9 milhões. Enquanto isso, os homens com título de eleitor válido somaram 74,8 milhões.

Eleitorado cativo

Lula também lidera entre mulheres, moradores das capitais, católicos, pessoas com mais de 60 anos e os eleitores de baixa renda e de menos escolaridade, segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus. “Esses são os eleitores cativos e que tradicionalmente votam mais no PT e no próprio presidente. Já Flávio Bolsonaro é mais forte na alta renda e na média renda, e entre os eleitores com mais escolaridade”, lembrou Tokarski, da Nexus. Regionalmente, Lula é mais forte no Nordeste, e Flávio, no Sul, no Norte e no Centro-Oeste. No Sudeste, a região mais populosa, ambos estão mais ou menos empatados, de acordo com Tokarski.

Reajuste do Bolsa Família

O anúncio do aumento de 15% no Bolsa Família não mudou muito a preferência de voto dos eleitores. O reajuste do programa eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. Conforme a pesquisa BTG Pactual/Nexus, entre os beneficiários do Bolsa Família, a intenção de voto em Lula manteve-se em 64%, nesta semana, mesmo percentual da pesquisa anterior. Enquanto isso, a preferência por Flávio nesse grupo de eleitores passou de 20% para 17%, na mesma base de comparação. O levantamento do BTG Pactual/Nexus foi realizado entre 18 e 20 de setembro. Foram entrevistados 2.006 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Voo cego

Crédito: Maurenilson Freire
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Coluna Brasília-DF publicado na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Pedidos de vistas e adiamentos da análise das mazelas que envolvem os ministros do Supremo Tribunal Federal farão com que o eleitor vá votar sem saber ao certo o que aconteceu e quem tem razão diante de tudo o que já foi exposto sobre a crise da Corte. E mais: às vésperas da eleição, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestará novo depoimento à Polícia Federal. A depender doque disser, avaliam integrantes dos partidos “polarizados” nesta eleição, PL e PT, as campanhas serão afetadas, especialmente no Distrito Federal, onde o ex-banqueiro montou uma estrutura a fim de fundir seu Banco Master ao BRB. A tensão só tende aumentar nesta que já foi batizada de a eleição mais imprevisível da história recente do DF e do país.

Erosão reputacional/ Cientistas políticos observam com apreensão a crise instalada no STF. A avaliação é de que adiar o fim da guerra na Suprema Corte para depois das eleições é transferir a responsabilidade para os eleitores. “Enquanto sangra em praça pública, o Supremo é arrastado para o centro da eleição. Ao adiar sua própria autocorreção, transfere para as urnas uma resposta que deveria ter começado dentro do próprio tribunal”, afirma o especialista Murilo Medeiros. Para completar, ele avalia que existe ainda um grande risco de haver mais ministros sob questionamento do que ministros em condições de conduzir apurações no STF. Esse fato, como adverte, projeta “uma imagem devastadora para a autoridade institucional da Corte”.

Lula e o Bolsa Família

As explicações do governo de que há espaço fiscal para pagamento do reajuste do Bolsa Família ajudaram na recuperação da Bolsa de Valores no fim do dia. Porém, o mercado financeiro, que não gostou da medida e avalia que poderia comprometer ainda mais as contas públicas, se afastará ainda mais do petista.

O que muitos candidatos temem

O crescimento do presidenciável do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas, leva políticos dos mais variados partidos a apostarem que, seja em favor de Lula ou do filho 01, a eleição pode terminar no primeiro turno. É que os candidatos avaliam que há uma apatia do eleitorado, com as acusações trocadas entre um lado e outro da polarização. Se, nesses16 dias restantes, os demais candidatos não demonstrarem um fôlego maior, a tendência do eleitorado será tentar resolvera parada logo em 4 de outubro.

Os planos do Zero Um

Com a campanha de Lula à reeleição voltada aos mais pobres, inclusive com aumento do Bolsa Família, o candidato do PL vai focar na Região Sudeste — São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — nesses 16 dias até a eleição. Seus estrategistas acreditam que, assim, ele conseguirá abrir uma diferença capaz de assegurar a vitória.

Enquanto isso…

Daniella Marques, a coordenadora da equipe econômica, e o vice na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), farão campanha de outras formas. Ele continuará a rodar no Nordeste. Ela marcará presença em eventos para falar do plano econômico do filho 01 para empresários e para o mercado financeiro.

CURTIDAS

Crédito: Rosinei Coutinho/STF

Paralisia/ O tiroteio de notas e despachos entre os ministros levou o presidente do STF, Edson Fachin (foto), a cancelara sessão de ontem, o que dará mais combustível à campanha contra a Corte. A avaliação dos políticos é a de que, senão houver um diálogo entre os grupos do Supremo, a tal “colegialidade” acabou.

Tem para todos/ Após a direita adotar o bordão “Moraes é Lula e Lula é Moraes”, petistas criaram uma para Flávio Bolsonaro em resposta. Uma imagem com as metades dos rostos do filho 01 e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro coladas circula pelas redes com a seguinte legenda: “Flávio é Vorcaro, Vorcaro é Flávio”.

Clima na pauta/ Na véspera da aberturada Assembleia-Geral da ONU, o Lide Climate Conference, em Nova York, debaterá políticas de mobilização de capital e financiamento da transição verde. O encontro reunirá dois grupos, um focado na negociação financeira e outro para discutir o mapeamento do cenário global, transformação energética e impactos da inteligência artificial. Estarão no debate o cientista político Chris Garman (Eurasia Group), Mário Gouvêa (Tesouro Nacional) e Paulo Correa (Banco Interamericano de Desenvolvimento — BID).

STF quebrado, sem pacificação, reforça pressão por impeachment

Crédito: Caio Gomez
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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A fratura do Supremo Tribunal Federal não tem remédio e nem prazo para acabar. Ninguém tem mais dúvidas de que a crise se arrastará para além do período eleitoral, a contar pelo andar da carruagem no primeiro dia de julgamento. Os ministros não conseguiram sair das preliminares nem sequer definir procedimentos e ritos. O presidente Edson Fachin não teve força para fazer valer a sua vontade de ver um desfecho esta semana, ainda que tenha evitado decisões monocráticas e tomado todo o cuidado para não melindrar mais os colegas.

Por falar em Fachin…/ O presidente do STF não mudará seu estilo conciliador. A avaliação é de que se ele for mais duro para uma ou outra ala do STF, não conseguirá reaglutinar o plenário nem pacificar a Corte. Até aqui, o estilo Fachin não obteve um resultado claro — apenas adiou tudo. Se até o fim do ano não houver uma resposta, restará aos ministros do STF o pior dos mundos: ver as dificuldades do Supremo em resolver internamente suas crises servir de combustível para a análise de pedidos de impeachment dos ministros no Senado.

O sobrevivente

Ao sair de fininho da sessão do STF depois de se declarar impedido, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), Kassio Nunes Marques, busca se preservar de desgastes. Fará o mesmo quando do julgamento do caso do ministro André Mendonça. Impedido e fora da sessão, evitou que fosse confrontado com os supostos pagamentos ao seu filho pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro — pagamentos esses que o escritório do filho de Nunes Marques negou. Agora, Kassio espera ficar longe da crise para ultrapassar o período eleitoral.

Mendonça interpelado

Líderes evangélicos apresentaram um manifesto interpelando o ministro André Mendonça, que também é pastor. A carta termina assim: “As mãos que se erguem para abençoar o povo de Deus ao final do culto, as mãos que acalentam as vidas feridas e os sofrimentos dos fiéis, as mãos que abençoam as alianças do matrimônio, as mãos que consagram os elementos da Santa Ceia, as mãos que são impostas sobre cabeça de um novo pastor, em sua ordenação, e que invocam sobre ele o Espírito Santo de Deus não podem ser as mesmas mãos que empunham a espada, símbolo do poder do Estado. Parece-nos ser esta a razão da norma confessional inscrita na Confissão de Fé adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil”. O grupo aguarda uma resposta de Mendonça.

Imagem deteriorada

Os brasileiros confiam mais no trabalho da Polícia Federal do que no STF. A pesquisa Indexa Broadcast mostrou que a confiança na PF é de 70% contra 42% na Corte. O percentual de quem não confia no Supremo é ainda maior, 45%. De acordo com o CEO do instituto, Arilton Freres, o resultado mostra como a polarização política tem impactado a percepção do eleitor com as instituições.

CURTIDAS

Quem sabe um ministério?/ Aliados do candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmam que, a depender de quem vencer o pleito, ele pode aceitar virar ministro por ter uma certa independência na tomada de decisão. O que ele jamais tentará é uma vaga no Legislativo. Seus fiéis escudeiros dizem que o ex-governador de Minas Gerais não quer saber do Parlamento porque “odeia” não poder tomar decisões de forma mais direta.

O “bonde” do Renan/ O candidato do Missão, Renan Santos, passará essas três semanas até o dia da eleição dentro de um ônibus. A ideia é percorrer sete estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. A ideia é fazer, pelo menos, cinco cidades por dia.

Olho no olho/ São dois ônibus, um grande e outro menor, bem no estilo anos 1970. Em cada cidade, Renan fará panfletagem acompanhada de uma coletiva na praça, num contato direto com a população local. A primeira parada é Vinhedo (SP), onde mora a mãe do candidato.

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

“Quem teve a coragem de abrir o Senado para permitir que, minimamente, o Parlamento acompanhasse os fatos foi uma mulher, vossa excelência (senadora Damares Alves— Republicanos-DF). E só a ministra Cármen, outra mulher, teve a decência de pedir desculpas ao povo brasileiro” Do senador Alessandro Vieira (MDB-SE, foto), após a sessão no STF sobre as mulheres em cargos públicos.