Autor: Denise Rothenburg
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Ao jogar sua desistência de participar do debate da TV Globo no colo do Poder Judiciário, Flávio tenta segurar os eleitores que esperavam a presença dele para consolidar o voto. A avaliação de quem passou o dia ao lado do senador, treinando para o evento, é de que não é possível a Justiça mudar as regras combinadas com as assessorias dos partidos e participantes em cima da hora — como a retirada do púlpito de Lula e o ingresso de Renan Santos (Missão). Houve um treinamento para um modelo que, ao final, seria alterado.
O risco
A desistência de Flávio, porém, frustrou uma parcela do empresariado que pretendia apoiá-lo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno. Empresários disseram à coluna que um candidato a presidente tem que estar preparado para todos os momentos e saber tomar decisões firmes de última hora. Flávio nunca foi testado num debate presidencial, nem num cargo executivo de peso. Agora, a dois dias do pleito, corre o risco deperder votos já no primeiro turno, com parte de seus potenciais eleitores pisando no freio.
Esperança do Zero Um
Com ou sem debate, o recado de Flávio está dado, ao encerrar seu horário na tevê e no rádio pedindo voto útil. A aposta é mudar a opinião de eleitores que devem votar em outros candidatos de centro-direita. Contudo, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) martelaram críticas à polarização em uma tentativa de manter acesa a disputa pela terceira via.
Show de memes
Ao desistir de participar do debate, Flávio provocou uma corrida dos apoiadores de seus adversários às redes sociais. Houve quem dissesse que, na eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o presidenciável desmaiou no púlpito. Agora, “desmaiou” antes. “Frouxo”, “covarde”,“arregão” ficaram entre os assuntos do momento no Brasil por várias horas.
Não foi a primeira vez…
… Que a Globo cancelou um debate presidencial. Em 2018, com Jair Bolsonaro fora do debate de segundo turno, a emissora optou por não realizá-lo. Em 1998, sem a presença de Fernando Henrique Cardoso, sequer organizou debate. Porém, nunca houve um cancelamento de última hora, como ocorre nesta eleição, em que o eleitor teve poucas oportunidades de comparar as opções disponíveis. Quem perde é o Brasil.
Já fez a reserva
A campanha de Renan Santos continua otimista em relação à eleição neste domingo. Aliados se preparam para comemorar com champanhe e muito sushi em algum restaurante na Liberdade, em São Paulo.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Antes mesmo de os eleitores irem às urnas neste primeiro turno da eleição presidencial, o PP decidiu comunicar à Federação União Progressista que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão foi tomada pelo presidente do partido, Ciro Nogueira, ao longo desta semana, depois de consultar integrantes da legenda. O presidenciável tem feito um esforço nesse sentido. Por exemplo, declarou apoio a Arthur Lira (AL) para o Senado, em Alagoas, e tenta buscar outros nomes.
A ordem é sobreviver/ A aposta do comando do PP é de que, na próxima semana, com a eleição para o Congresso definida, quem precisava de alguma ajuda da esquerda para chegar ao Parlamento, não precisa mais. Por isso, estarão livres para escolher um caminho no segundo turno da eleição presidencial. Ciro foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. De lá para cá, só se desgastou. Precisa responder sobre a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, ao se reaproximar de Flávio, sinaliza aos seus que o bolsonarismo readquiriu perfume de poder.
Jovens vizinhos
Enquanto Flávio leva o apoio explícito de Javier Milei, da Argentina, uma parte da juventude latino-americana tem demonstrado apoio à reeleição de Lula. Em vídeos e outras publicações, consideram o petista uma esperança numa América Latina que tem vivido uma onda azul na política
Se não vai ajudar…/ … não atrapalhe. O influenciador Allan dos Santos, foragido da Justiça, bolsonarista e aliado dos Bolsonaros, atacou os bispos católicos nas redes sociais. Em um vídeo reagindo a publicações sobre a Nossa Senhora, proferiu termos ofensivos, homofóbicos e extremamente pesados. “Esses bispos todos são um bando de v…[…] Por que eles não estão apoiando o Flávio? Não, porque eles são mentirosos. Esses vermes, esses malditos, que ficam colocando a batina e sabe lá Deus o que faz (sic) com o a…”, disse. As palavras são tão pesadas que não dá para repeti-las aqui, em respeito ao leitor
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O país já está acostumado a ver líderes das pesquisas ou candidatos à reeleição faltarem a debates no primeiro turno em eleições presidenciais, exceção de Dilma Rousseff e de Jair Bolsonaro. Em 1989, Fernando Collor só compareceu a esses confrontos no segundo turno. Em 1994, FHC foi só ao debate da Band. Em 1998, não compareceu e venceu no primeiro turno. Lula, em 2006, não compareceu a debates de primeiro turno e, agora, repete a dose.
Debates interditados II
Quanto aos desafiantes, também não foi a primeira vez em que um candidato a presidente estreante nessa empreitada foge de debates ao longo de todo o primeiro turno. Collor fez o mesmo. Há quem diga que, até para não repetir o presidente que enfrentou um processo de impeachment e perdeu, Flávio Bolsonaro decidiu ir ao debate da Globo, hoje, mesmo sem Lula.
Estratégia
Ao escolher o Flow para uma entrevista no mesmo horário que o debate da Globo, Lula mira o eleitor indeciso, de centro e de direita, público cativo do programa. A estratégia, além de evitar ser atacado por todos os outros adversários, é conseguir virar alguns votos importantes para domingo. Ou pelo menos, mitigar os danos recentes.
Feitiço contra o feiticeiro
Em seu voto para manter a retirada de conteúdos que propagam a fake news sobre Nossa Senhora, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro relator André Mendonça recorreu a um entendimento do Supremo Tribunal Federal que ele próprio havia discordado, no passado, e foi voto vencido. Quando da análise do Marco Civil da internet, Mendonça votara contra a responsabilidade dos provedores: “A solução adotada estabeleceu que os provedores devem desempenhar papel ativo na remoção de reproduções de conteúdo cuja ilicitude ou falsidade já tenha sido previamente definida pelo Poder Judiciário”, escreveu Mendonça no voto sobre a N.S. Aparecida no TSE.
Olho nos números I
A divisão do Fundo Eleitoral para candidatos do PSB no Distrito Federal causou estranhamento para algumas excelências. A maior dúvida paira sobre o critério de divisão. O candidato ao governo pelo partido, Ricardo Cappelli (foto), recebeu R$ 440 mil do diretório nacional para a campanha e uma doação de R$ 92,5 mil do deputado e candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg.
Olho nos números II
O ex-governador, que tenta manter a vaga na Câmara dos Deputados, recebeu mais de R$ 2,5 milhões do diretório nacional e R$ 65 mil do estadual. O que se diz nos bastidores é que não faz sentido um deputado receber mais verba que um candidato ao governo. A divisão pode ser conferida no site do TSE.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião foi comemorada pela equipe do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que lidera a sondagem. Porém, no cenário nacional, há certa apreensão para seus aliados. É que nem sempre o resultado do DF segue o do Brasil. Por cinco eleições, a vontade dos brasilienses refletiu a nacional: 1998, 2002, 2006, 2010 e 2018. Nas demais, 1989, 1994, 2014 e 2022, o DF escolheu quem perdeu nacionalmente.
Suspense até o fim II
O DF votou igual ao Brasil em 1998, quando reelegeu Fernando Henrique Cardoso e, em 2006, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorreu ao segundo mandato. E votou diferente do Brasil em duas situações em que o incumbente tentava a reeleição: em2014, preferiu Aécio Neves (PSDB), e, em 2022, Jair Bolsonaro. O pleito de domingo desempata o jogo.
Leila e Érika
A briga está grande nos bastidores da esquerda em Brasília. É que a subida de Bia Kicis (PL) começa a deixar todos os partidos com receio de que os conservadores elejam as duas senadoras — a outra é Michelle Bolsonaro. Assim, aparte do PT que boicotava a candidatura de Leila do Vôlei (PDT) está sendo pressionada a rever suas atitudes. Nos partidos mais à esquerda, há quem diga que seria uma humilhação perder as duas vagas. Especialmente, por causa de não querer votar nas duas senadoras que, conforme a pesquisa do Correio, ainda têm chances de tentar conquistar uma das vagas.
E o Caiado, hein?
O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD, foto) concluiu que, se não chegar ao segundo turno, tem que, pelo menos, vencer em Goiás, estado que governou e saiu com uma aprovação na casa dos 80%, conforme algumas pesquisas.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O fato de a Procuradoria-Geral da República (PGR) não ter dado o menor sinal sobre a proposta de delação premiada do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa tem levado muita a gente a crer que há uma tentativa de proteger o núcleo do Distrito Federal no caso Master. Afinal, PHC está preso há quase seis meses e, até hoje, não se tem a menor informação sobre seu futuro. Ele é considerado peça-chave do núcleo do esquema de Daniel Vorcaro no DF.
Até aqui, a PGR sequer ouviu PHC nem quis assinar o termo de confidencialidade. Pessoas próximas ao ex-dirigente do BRB suspeitam que, antes de qualquer delação dele, a Justiça queria decidir sobre a delação de Vorcaro. Até aqui, o dono do Master enrolou e não entregou tudo o que sabe. E com Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro, dizendo que ele tem R$ 20 bilhões no exterior, enquanto o dinheiro não aparecer a delação não sai.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Como se não bastasse a polêmica sobre N.S. Aparecida e o título de Padroeira do Brasil, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, traz à tona as rachadinhas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. E personagens como Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj, e a ex-assessora Danielle da Nóbrega, viúva do miliciano Adriano da Nóbrega, morto pela polícia na Bahia. Gilmar manteve a quebra de sigilo bancário e fiscal de Danielle e deu publicidade à sua decisão e à parte da investigação que aponta a conta bancária de Queiroz como “um centro de arrecadação de valores provenientes de diversos assessores vinculados ao gabinete do então deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro”. Flávio não é investigado, mas Queiroz e Danielle terão que responder.
Por falar em “rachadinhas”…/ A batalha nas redes sociais está grande, com os bolsonaristas reproduzindo reportagem que mencionava a viagem de Lulinha e família com a lobista Roberta Luchsinger à Suécia, à Finlândia e à Suíça em 2025. Petistas, então, perguntam: “Lulinha é candidato a que mesmo?” E emendam com perguntas sobre as rachadinhas e o dinheiro que Flávio pediu a Daniel Vorcaro. Será assim enquanto durar o processo eleitoral.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A recente polêmica envolvendo Nossa Senhora não agradou aos membros da Frente Parlamentar Católica no Congresso. O grupo tem em sua composição parlamentares de diversas legendas e ideologias, e não quer saber de divisão. A ordem é não se pronunciar por agora e estudar medidas para evitar que o assunto continue quente quando os parlamentares voltarem ao trabalho, em outubro. Muitos estão “tristes” em ver a Padroeira do Brasil sendo usada como moeda eleitoral. Princípio totalmente repudiado pela frente, que prega o voto consciente.
Muito além da Santa
Desde domingo, voltou a circular nas redes sociais a reunião ministerial do governo de Jair Bolsonaro em que o então ministro da Economia, Paulo Guedes, defende a liberação das apostas on-line. Ao responder às ponderações da então ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, sobre o jogo, ele diz. “É só maior de idade. Quem ganhou, deixa lá. Não atrapalha ninguém. Deixa cada um se f… do jeito que quiser. O nosso presidente fala em liberdade, deixa cada um se f… do jeito que quiser. Principalmente, se o cara é maior de idade, vacinado e bilionário”.
Por falar em apostas…
O Instituto Brasileiro de Política e Economia (IBPE), ligadoà Frente Parlamentar do Empreendedorismo — comandada pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) —, defende, em nota, que o método adotado pelo governo para acabar com o jogo on-line não ouviu o Congresso e aumentou a insegurança jurídica no país. “Hoje, é o setor de apostas. Amanhã, a mesma lógica poderá alcançar qualquer atividade submetida à autorização, concessão ou regulação estatal. Se investimentos realizados sob regras estabelecidas pelo próprio poder público podem perder seu fundamento por uma mudança abrupta, todo agente econômico passa a incorporar esse risco ao decidir se investe, emprega e produz no Brasil”, diz o IBPE, em nota.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostrou que três partidos aliados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem conquistar ao todo seis vagas para a Câmara dos Deputados: PL, Republicanos e MDB, sendo duas vagas cada um. PSol, Rede e a federação PT-PCdoB-PV ficariam com uma vaga cada um, completando o quadro de oito federais do Distrito Federal. Ambas compõem a coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. Sinal de que as campanhas para o governo ajudam a puxar aliados.
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Enquanto isso, no Senado…/ Coma subida de Bia Kicis (PL-DF) ameaçando a reeleição de Leila do Vôlei (PDT), uma parcela do PT que boicotava a pedetista começa a rever seus conceitos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou um manifesto a favor da reeleição de Leila. Em carta, ele diz ter ficado decepcionado com ela pelo fato de ter assinado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Kakay defende que é necessário olhar o pleito com preocupação e lembra que o DF já tem uma senadora “de extrema direita e bolsonarista” — referindo-se a Damares Alves (Republicanos-DF) — e, por isso, é necessário que as duas vagas não sejam renovadas “pelas candidatas do presidiário Bolsonaro”. Até aqui, Bia foi quem mais cresceu na disputa ao Senado, de acordo com a pesquisa do Correio.
Ganhou a aposta
O comando da campanha de João Campos ao governo de Pernambuco apostou que a caminhada do candidato com Lula, na semana passada, surtiria efeito na pesquisa de intenção de voto. A última rodada da Quaest provou que seus estrategistas estavam certos. João chegou a 42%, empatando com Raquel Lyra (PSD). No levantamento anterior, o presidente do PSB tinha 39%. Campos também alcançou a governadora no segundo turno, saindo de 41%para os mesmos 43% dela.
Enquanto isso, em São Paulo…
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto), candidato à reeleição, manteve-se na liderança das intenções de votos na última pesquisa Quaest. Segundo o levantamento, manteve os 44% no primeiro turno e 49%, no segundo. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad apresentou queda nos dois cenários. No primeiro turno, ele teria 24%, perdendo três pontos, e no segundo turno 29%, perdendo um ponto.
Agora vai
O Operador Nacional do Sistema (ONS) prevê publicar, ainda hoje, nota técnica com os dados de “margem de escoamento” para a realização, em dezembro, do leilão debaterias para armazenamento de energia elétrica. O documento trará informações sobre onde há espaço na rede para conexão desse sistema de armazenamento, um ponto crucial para as empresas que quiserem participar do pregão. O setor espera ansioso por essa publicação a fim de fechar as propostas.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Flávio Bolsonaro conseguiu, neste processo eleitoral, gabaritar o dito popular levado muito a sério na política: “Não se briga com quem usa saias: mulher, juiz e bispo”. Ele tentou se aproximar das mulheres, separar os juízes do caso Alexandre de Moraes, e, agora, bate nos bispos católicos. Acusa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de contribuir para as fake news sobre tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A CNBB respondeu que não se combate mentira com mentira.
Atrás do prejuízo
A nota do Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) foi clara ao repudiar a fake news sobre a Nossa Senhora e reafirmar o respeito entre as religiões. “Evangélicos e católicos vivem em paz”. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), publicou em seu WhatsApp: “É muito sério! Divulgue, por favor!”, devido à proporção que o tema tomou nas redes e na campanha de Flávio.
Veja bem
Católicos e evangélicos não vivem tão em paz assim. Em 1995, um pastor da Igreja Universal chutou a imagem de N.S. Aparecida ao vivo e o vídeo jamais foi esquecido. Houve um projeto, em 2007, que tirava o título de Padroeira do Brasil e foi arquivado. Recentemente, Flávio afirmou em suas redes sociais: “Vou decretar que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. A frase foi lida como um aceno aos evangélicos e um desprestígio à Padroeira. Na avaliação de muitos, foi o que causou toda a celeuma desses dias.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O think tank Ranking dos Políticos tenta mapear o que pensa a maioria dos candidatos ao Senado sobre abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Descobriu que, em Sergipe, por exemplo, dos 10 nomes ao Senado, nove são favoráveis à abertura de processo. Por lá, concorrem à reeleição os senadores Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT), que, segundo o levantamento do Ranking, são a favor da apuração da conduta dos membros do STF.
Muita calma nessa hora
A listagem que o Ranking publicou em seu site não é científica. Até porque, eles colocam como se todos os listados fossem “a favor de impeachment de ministros do STF”. E, na verdade, há dois grupos: os que defendem abertamente impeachment de ministros e aqueles que condicionam o apoio à apresentação de denúncia formal ou resultado de investigações em curso.


















