Pós-pandemia: GDF vai adotar teletrabalho de servidores de forma definitiva

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As áreas que serão incluídas nesse regime, assim como a quantidade de servidores de cada unidade que exercerão as respectivas atividades de casa, ainda estão sendo definidas

 

Desde março deste ano, com o Decreto nº 40.546, passaram a trabalhar de casa servidores de secretarias de Estado, administrações regionais, empresas públicas, fundações e autarquias do Governo do Distrito Federal (GDF), que não exercem atividades essenciais e com infraestrutura tecnológica e de comunicação adequada. Após a realização de uma pesquisa no setor pela Universidade de Brasília (UnB), em que 92% dos servidores de chefia aprovaram o modelo, o governo decidiu que adotará definitivamente o teletrabalho.

Para o GDF, foi uma oportunidade de aprofundar estudos sobre a adoção dessa modalidade de trabalho e, principalmente, de estar preparado para o período pós-pandemia. “Nós estamos preocupados com o retorno, olhando para o futuro, e com a pesquisa pudemos ouvir os servidores e envolvê-los nessa discussão,” afirma o secretário de Economia, André Clemente.

Participaram da pesquisa Trabalho Remoto no GDF — Enfrentamento à Pandemia Covid-19 7.421 servidores de 93 órgãos e entidades da administração pública local. Foram aplicados dois questionários: um para ocupantes de cargos de chefia, ao qual responderam integralmente 1.455 pessoas, e outro para os que não lideram equipes, com 5.966 respostas.

Para os acadêmicos, a pesquisa no governo local foi uma oportunidade de avaliar como o contexto da pandemia — sem planejamento e de forma compulsória — afetaria essas percepções. “Sem generalizar, podemos afirmar que a experiência no GDF foi bem-sucedida, especialmente considerando que, nos dois grupos, 60% nunca tinha trabalhado nessa modalidade. Não houve perda de produtividade — pelo contrário, em alguns casos,” resume Gardênia Abbad, professora doutora de psicologia organizacional e do trabalho que liderou o grupo de estudo E-Trabalho da UnB.

 

Leia também: Ministério da Economia publica instrução para programa de teletrabalho de servidores 

 

Teletrabalho híbrido 

A pesquisa mostrou que a maioria interessada em seguir nesse regime após o fim das restrições da pandemia prefere um esquema parcial, e não todos os dias. Na avaliação de 78,5% dos que não lideram equipes, mais da metade de suas atividades pode ser executada remotamente, mesmo com o fim da necessidade de isolamento.

Para se comunicar, as mensagens por WhatsApp são a forma mais utilizada, seguida do telefone e de plataformas de videoconferência. O Sistema Eletrônico de Informações, o SEI, também foi fundamental para a viabilização do trabalho a distância no governo, uma vez que permite o acesso a processos e sua tramitação pela internet.

A resistência à modalidade remota é maior entre os que ocupam cargo de liderança, mas, ainda assim, no caso do GDF, 73% das chefias pretendem permitir que parte da equipe siga trabalhando dessa forma. Dos que não têm subordinados, 89% se manifestam favoráveis à manutenção do teletrabalho após a pandemia: 56% preferem trabalhar de casa de duas a três vezes por semana e 33% gostariam de cumprir as atividades exclusivamente a distância.

“Já estamos testando no governo uma ferramenta que possibilita a gestão da entrega, mas sua eficiência dependerá da revisão de planos de trabalho e da modulação de metas possíveis dentro das equipes”, adianta Juliano Pasqual, secretário-executivo de Gestão Administrativa, da Secretaria de Economia.

O sistema, além de permitir a melhor gestão administrativa do trabalho remoto, contribuirá para que o cidadão monitore resultados de forma mais precisa, afirma Pasqual. “Podemos prestar os mesmos serviços com maior eficiência. Acredito que o teletrabalho será a reforma administrativa mais profunda na administração pública local, mas será um processo gradual, em que diversos pactos terão de ser estabelecidos, conforme a particularidade de cada unidade e do trabalho por ela realizado.”

 

 

* Com informações da Secretaria de Economia  

Secretário de Economia do DF autoriza seleção pública com mais de 200 vagas para brigadistas

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André Clemente Lara de Oliveira, secretário de Economia do Distrito Federal, autorizou a realização de um novo processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 148 brigadistas. O objetivo é a prevenção e combate a focos de incêndio no cerrado. A autorização foi publicada em edição extra do Diário Oficial local (DODF), desta segunda-feira (25/5).

Desse total de vagas, quatro serão para supervisores de brigada, 24 para chefes de brigada e 120 para brigadistas combatentes.

De acordo com a portaria de autorização, a seleção ainda formará cadastro reserva igual a 50% do número de vagas autorizadas – o que totaliza 222 vagas ao todo.

O provimentos dos postos está previsto a partir de junho de 2020, condicionado à disponibilidade orçamentária e financeira.

 

Veja também: Confira lista de órgãos com 12 concursos públicos previstos para o DF! 

 

 

Última seleção para brigadistas no DF

Em agosto de 2019 o GDF lançou edital da última seleção para brigadistas por meio do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Brasília Ambiental – Ibram). Foram 100 vagas.

A seleção se deu por meio de análise curricular e teste de aptidão física (TAF e teste de habilidade no uso de ferramentas agrícolas).

Quem quis concorrer para chefe de brigada precisou ter nível médio e certificado de participação em curso de formação de brigada de combate a incêndio florestal, com, no mínimo, 40 horas. Além de CNH de categoria B e experiência comprovada na área de combate a incêndios em instituições do governo. A remuneração foi de R$ 3.193,60, mais seguro acidente.

Já para o posto de chefe de esquadrão, foi necessário ser alfabetizado, ter certificado de participação em curso de formação de brigada de combate a incêndio florestal, com, no mínimo, 40 horas. Também foi preciso ter CNH de categoria B e experiência comprovada na área de combate a incêndios em instituições do governo. A remuneração foi de R$ 2.495,00, mais seguro acidente.

E para brigadista de combate a incêndios florestais, também foi requisitado ser alfabetizado e ter certificado de participação em curso de formação de brigada de combate a incêndio florestal, com, no mínimo, 40 horas. Neste caso, o salário foi de R$ 1.996, além de seguro acidente.

Todos com jornada de trabalho de 12h x 36h.

Os candidatos puderam concorrer a um, dois ou até três cargos disponíveis, desde que tenham os requisitos para assumir a respectiva vaga. Saiba mais detalhes sobre a seleção passada aqui. 

 

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