Rosa Montero reedita livro sobre mulheres com 90 novos perfis de ilustres desconhecidas

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Rosa Montero é viciada em biografias. Em casa, em Madri, ela guarda uma biblioteca com centenas de volumes desse gênero. Neles a escritora espanhola vislumbrou, pela primeira vez, lá pelo início dos anos 1990, a vontade de escrever um livro inteiro sobre mulheres históricas desconhecidas. “Como leitora assídua de biografias, descobri várias mulheres fascinantes que eram completas desconhecidas”, conta Rosa. “Eram absolutamente fascinantes e eu caí nelas por pura casualidade, com biografias que me levavam a outras biografias.” Na época, ela decidiu se aprofundar nas histórias dessas figuras, que renderam várias colunas para o jornal El País e o livro Nós, mulheres, publicado em 1995. 

Cinco autores para pensar o racismo ontem e hoje

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Frantz Fanon foi um dos maiores pensadores pós-coloniais da França. James Baldwin, um dos nomes mais importantes da literatura americana dos anos 1950 quando o assunto é racismo e colonização. Ralph Ellison, também americano, venceu o National Book Award de 1953 com um livro no qual o personagem se tornava invisível graças à sua cor negra. A britânica Bernardine Evaristo tem sido celebrada como a voz literária negra mais importante da cena inglesa contemporânea quando se trata de escrever sobre a diáspora africana. A pandemia continua seu curso, ficar isolado ainda é o único remédio contra o coronavírus e, apesar de amargo, pode ser atenuado com boas leituras. Então, na esteira de um 2020 marcado pelos protestos contra o racismo em todo o mundo, que tal começar 2021 prestigiando autores preocupados em compreender questões cruciais para a sociedade contemporânea? O Leio de tudo fez uma seleção de lançamentos recentes disponíveis em e-book ou no site das editoras, todos assinados por nomes fundamentais do pensamento negro mundial. 

Marie Curie por Rosa Montero: um livro duro e delicado

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Nas fotografias oficiais, Marie Curie parece uma mulher fria e dura. Era, talvez, a única postura possível para que uma cientista do sexo feminino e com uma mente brilhante fosse levada a sério no final do século 19. O que não se vê nessas imagens é o lado passional e humano de Marie. Esse, que todos nós temos em algum momento da vida, foi devidamente calado e amordaçado. Afinal, estudar física e química, ser pioneira no ramo da radioatividade, conseguir isolar isótopos radioativos, descobrir o rádio e o polônio e ganhar dois prêmios Nobel era pouco para que uma mulher fosse reconhecida como algo mais do que uma simples dona de casa naquele fim de século. Marie, que além de tudo era polonesa, ou seja, uma estrangeira em uma França bastante preconceituosa, precisava parecer um homem para levar crédito.

Fofão da Augusta é tema de livro-reportagem

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Se Ricardo e Vânia cair nas suas mãos, reserve um tempo para sentar e lê-lo de uma vez, porque a reportagem de Chico Felitti é tão envolvente que fica difícil deixá-la de lado antes do fim. O livro conta a trajetória de Ricardo Corrêa da Silva, um morador de rua conhecido como Fofão da Augusta e cuja história Felitti perseguiu durante 13 anos. Cabeleireiro e maquiador famoso na São Paulo dos anos 1970 – trabalhou para Beth Carvalho e Tônia Carrero -, gay, artista e performer, mas também esquizofrênico, Ricardo era originário de Araraquara e foi para São Paulo para fugir da opressão conservadora natural das cidades do interior. Na capital, foi do céu ao asfalto e é essa ascensão e queda que Felitti conta em Ricardo e Vânia.

A sensibilidade aguçada de Gabriela Aguerre

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O quarto branco não é uma biografia, mas não se pode descolar a história de Glória da de Gabriela Aguerre. Muito da experiência da autora, sobretudo no que diz respeito ao deslocamento e à busca da identidade, está nesse primeiro romance, que é para ser lido em isolamento e com atenção especial para a delicadeza com a qual as palavras são organizadas. O quarto branco é um livro sobre os sentimentos, sobre como lidar com o que a vida apresenta quando não se tem os instrumentos para fazer de um limão uma limonada.

Cinco biografias para entender a Revolução Russa

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A Revolução Russa nasceu de um ideal que colocava o homem trabalhador em primeiro plano. Foi a última das grandes revoluções do hemisfério norte a destituir uma monarquia e a instituir uma república. Aconteceu no século 20, quando o absolutismo já havia caído por terra há pelo menos em um século na maioria dos países da Europa. A Rússia também teve uma industrialização tardia e esse é um dos motivos que explica a revolução ter acontecido no século 20. Completados este mês, os 100 anos dessa revolta que tirou do trono o czar Nicolau II e implantou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) movimentaram o mercado editorial com publicações que vão de biografias dos líderes revolucionários a novas análises da história.

Biografia narra como Belchior construiu o próprio mito

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Foi quando Belchior desapareceu – ou começou a desaparecer e virar mito – que o jornalista Jotabê Medeiros deu início à pesquisa para uma biografia do compositor. Era 2007 e  o artista havia sumido misteriosamente. Deixou dívidas mas, sobretudo, deixou a certeza de que não queria ser encontrado. Em abril deste ano, o mundo soube de Belchior novamente. Dessa vez, a […]