Jia Tolentino: internet, feminismo e monetização do eu sob a perspectiva de uma millennial

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Jia Tolentino ficou famosa na adolescência, quando participou do reality show Girls vs Boys, edição  Porto Rico. Não tinha ainda 17 anos, mas, naquela época, por volta de 2005,  já conhecia bem a internet. Nascida no Canadá, filha de imigrantes das Filipinas e criada no Texas, Jia foi uma dessas adolescentes que mergulharam com tudo na internet no momento em que as redes sociais começavam a redesenhar a maneira como as pessoas, especialmente os jovens, se relacionavam. Era o início do século 20, ela passou por todas as plataformas, teve blogs muito cedo, se expôs sempre com bastante ênfase, mas também se entregou com vontade à reflexão sobre o que tudo isso significava e como essa exposição estava transformando as relações e o mundo do consumo. 

Quatro livros para refletir sobre as lutas femininas

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Quer aproveitar o embalo do dia 8 de março e ler algo relacionado ao tema? A história do Dia Internacional da Mulher começa lá no fim do século 19, com a luta pelos direitos civis, pela igualdade, pelo voto e por uma série de reivindicações que, até hoje, ainda estão em processo de conquista. Então, para dar crédito ao movimento, conhecer um pouco da escrita produzida por mulheres que pensaram esses temas, seja na ficção, seja no campo da reflexão, sempre acrescenta. E o mercado editorial brasileiro é bem servido do tema, então vai aqui uma lista de quatro livros para você mergulhar em discussões como o feminismo negro, as mulheres e a ditadura brasileira, o abuso e a espera pelo pedido de desculpas.  

“Ritmo louco” é o melhor livro de Zadie Smith

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Ritmo louco, o quinto romance da inglesa Zadie Smith, tem tudo para ser um livro de formação. A narradora, uma criança nas primeiras páginas e uma adulta um pouco perdida nas últimas, é o retrato de uma geração multicultural, nascida em um cenário marcado por desigualdades cada vez maiores e cujas certezas não estavam tão enraizadas quanto as de seus pais.

Fofão da Augusta é tema de livro-reportagem

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Se Ricardo e Vânia cair nas suas mãos, reserve um tempo para sentar e lê-lo de uma vez, porque a reportagem de Chico Felitti é tão envolvente que fica difícil deixá-la de lado antes do fim. O livro conta a trajetória de Ricardo Corrêa da Silva, um morador de rua conhecido como Fofão da Augusta e cuja história Felitti perseguiu durante 13 anos. Cabeleireiro e maquiador famoso na São Paulo dos anos 1970 – trabalhou para Beth Carvalho e Tônia Carrero -, gay, artista e performer, mas também esquizofrênico, Ricardo era originário de Araraquara e foi para São Paulo para fugir da opressão conservadora natural das cidades do interior. Na capital, foi do céu ao asfalto e é essa ascensão e queda que Felitti conta em Ricardo e Vânia.

Da escravidão à Lava Jato: sociólogo pensa o país de forma particular

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O problema do Brasil não estaria na corrupção herdada dos portugueses, mas na escravidão. Não estaria na maneira como fomos colonizados e sim na estrutura do sistema escravocrata implantado por aqui. E estaria, sobretudo, na desigualdade gerada por um projeto de país que, para funcionar, precisa manter grandes distâncias entre as classes pobres e as abastadas. Jessé de Souza não é unanimidade, mas é voz que tem sugerido uma nova maneira de olhar para os problemas brasileiros.