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“Já ganhou” abre campanha para comando da Câmara e do Senado
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Antes mesmo do segundo turno da eleição presidencial, os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionam os ocupantes de ministérios e nomes para as presidências do Senado e da Câmara. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lança o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para comandar o Senado. O deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) quer ser candidato ao comando da Câmara dos Deputados e outros apontam o senador Rogério Marinho (PL-RN) para ministro da Casa Civil da Presidência da República. A avaliação é de que, depois de coordenar a campanha de Flávio, Marinho ocupará o cargo que quiser. Outro nome citado para ministro é o do deputado Mendonça Filho (PL-PE), cotado para a pasta da Educação. Mendonça está muito próximo do candidato e, inclusive, coordenará a campanha no Nordeste, especialmente, em Pernambuco, onde a governadora reeleita, Raquel Lyra (PSD), declarou que não deve entrar de forma incisiva na campanha de Lula, a quem é grata por todos os projetos promovidos em conjunto.
Quem tudo quer…/ Dentro do Congresso, esses movimentos antes do segundo turno geram preocupações. Afinal, há outros aliados se apresentando para comandar a Câmara. E, em política, vale a máxima que serve para a vida: a pressa é inimiga da perfeição.
Discurso preocupante
Flávio já fala em mudar a Constituição. Embora não tenha dito em que parte, já tem muita gente apreensiva com a perspectiva de mudanças nos benefícios trabalhistas, nos direitos individuais e nas atribuições dos Poderes. Até aqui, ele não detalhou nada. Mencionou apenas que seria para “redemocratizar” o país. Alguns parlamentares de centro disseram que discurso mais vago do que esse impossível.
E o fim da 6 x 1?
A oposição ao governo Lula no Senado está preocupada com o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6 x 1 na Casa. A estratégia é esvaziar o plenário e boicotar o quórum, porque nas contas dos senadores e do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) há votos suficientes para aprovar o texto. A ideia dos aliados de Flávio é atrasar do jeito que der e não vincular o movimento ao candidato à Presidência da República durante a campanha de segundo turno.
Alcolumbre e o fim da 6 x 1
Há senador apostando que a Alcolumbre só resta votar e aprovar a PEC do fim da escala 6 x 1. Isso porque a bancada de Flávio não vai apoiar a reeleição de Alcolumbre e já articula um novo nome, conforme o leitor da coluna já sabe. Da parte de Alcolumbre, melhor ter o fim da escala 6 x 1 em seu currículo.
Finja que não viu
A federação União Progressistas ainda não decidiu o que será feito sobre os parlamentares e governadores que apoiam a reeleição de Lula. Porém, a ideia predominante é fazer cara de paisagem, uma vez que esse grupo é pequeno. A decisão de apoiar Flávio foi definida por unanimidade e aclamação dos membros presentes na reunião na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. No Nordeste e Norte, há nomes que compõem com o PT, como o governador Lucas Ribeiro (PP), reeleito em primeiro turno na Paraíba.
No tempo do Pix…/ … Muitas pessoas que trabalharam para candidatos em cidades goianas no Entorno do Distrito Federal receberam em dinheiro vivo. Embora as campanhas de deputados federais e estaduais tivessem pedido inclusive a chave Pix de cada um, quem carregou bandeiras e distribuiu santinhos na reta final do primeiro turno saiu com cédulas de real no bolso.
Em busca do Centrão/ O Republicanos se reúne hoje, às 18h, na sede do partido em Brasília, para decidir se apoia Flávio no segundo turno. Serão ouvidos os representantes dos diretórios estaduais antes da nacional bater o martelo. Até aqui, PSD está neutro a nível nacional e a federação União Progressista fechou questão para apoiar e trabalhar pela eleição do senador.
Por falar em reunião…/ Os senadores de direita eleitos no último domingo, e aqueles com mandato, se reunirão no QG da campanha de Flávio hoje, às 15h. A ideia é definir as pautas e objetivos para a próxima legislatura, em fevereiro do ano que vem.
A campanha no DF/ A governadora Celina Leão (PP, foto) recebeu uma pesquisa, na quinta-feira, antes da eleição, mostrando que o eleitor não sabia o seu número e a associava ao 22, do PL. O resultado das urnas comprovou o tracking e agora a campanha está focando em conteúdos nas redes sociais martelando o número 11 de Celina nas urnas. Já Leandro Grass pretende massificar o 13 dele e de Lula e correr atrás daqueles que preferiram não votar no primeiro turno. Há, inclusive, eleitores que votaram em deputados distritais de esquerda e em Flávio ou Celina. Agora, os petistas e seus aliados vão tentar reverter esses votos.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostrou que três partidos aliados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem conquistar ao todo seis vagas para a Câmara dos Deputados: PL, Republicanos e MDB, sendo duas vagas cada um. PSol, Rede e a federação PT-PCdoB-PV ficariam com uma vaga cada um, completando o quadro de oito federais do Distrito Federal. Ambas compõem a coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. Sinal de que as campanhas para o governo ajudam a puxar aliados.
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Enquanto isso, no Senado…/ Coma subida de Bia Kicis (PL-DF) ameaçando a reeleição de Leila do Vôlei (PDT), uma parcela do PT que boicotava a pedetista começa a rever seus conceitos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou um manifesto a favor da reeleição de Leila. Em carta, ele diz ter ficado decepcionado com ela pelo fato de ter assinado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Kakay defende que é necessário olhar o pleito com preocupação e lembra que o DF já tem uma senadora “de extrema direita e bolsonarista” — referindo-se a Damares Alves (Republicanos-DF) — e, por isso, é necessário que as duas vagas não sejam renovadas “pelas candidatas do presidiário Bolsonaro”. Até aqui, Bia foi quem mais cresceu na disputa ao Senado, de acordo com a pesquisa do Correio.
Ganhou a aposta
O comando da campanha de João Campos ao governo de Pernambuco apostou que a caminhada do candidato com Lula, na semana passada, surtiria efeito na pesquisa de intenção de voto. A última rodada da Quaest provou que seus estrategistas estavam certos. João chegou a 42%, empatando com Raquel Lyra (PSD). No levantamento anterior, o presidente do PSB tinha 39%. Campos também alcançou a governadora no segundo turno, saindo de 41%para os mesmos 43% dela.
Enquanto isso, em São Paulo…
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto), candidato à reeleição, manteve-se na liderança das intenções de votos na última pesquisa Quaest. Segundo o levantamento, manteve os 44% no primeiro turno e 49%, no segundo. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad apresentou queda nos dois cenários. No primeiro turno, ele teria 24%, perdendo três pontos, e no segundo turno 29%, perdendo um ponto.
Agora vai
O Operador Nacional do Sistema (ONS) prevê publicar, ainda hoje, nota técnica com os dados de “margem de escoamento” para a realização, em dezembro, do leilão debaterias para armazenamento de energia elétrica. O documento trará informações sobre onde há espaço na rede para conexão desse sistema de armazenamento, um ponto crucial para as empresas que quiserem participar do pregão. O setor espera ansioso por essa publicação a fim de fechar as propostas.
Discurso do medo muda de lado em jantar de Lula com elite empresarial em SP
Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 27 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg
Em 2022, a atriz Regina Duarte dizia nas redes sociais ter medo se o PT voltasse a governar o país. Desta vez, esse discurso mudou de lado. No encontro de Lula com empresariado em São Paulo, foi o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante, quem deu um dos principais recados daquela noite às 800 pessoas presentes, sendo 500 empresários, convidados pelo think tank Esfera e o grupo Prerrogativas. Mercadante disse que o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, já acenou com a presença de um representante do governo dos EUA em sua equipe de transição, caso vença a eleição. Seria entregar para uma nação estrangeira todas as informações sensíveis do país em todos os setores estratégicos. Lula foi mais direto ao se referir às riquezas de terras raras e outros mineiras brasileiros.
Disse que, “a depender de quem vocês elejam, vão entregar tudo”. Se o petista não conseguiu virar votos, pelo menos, muitos saíram dali comentando que estão dispostos a pensar melhor até o dia 4 de outubro. Afinal, ali, o discurso da soberania teve algum apelo. Também chamou a atenção o fato de Lula ter dito que, em relação aos escândalos recentes do país, é preciso investigar tudo, doa a quem doer, algo que levou muitos a refletir sobre a reunião do então presidente Jair Bolsonaro com seus ministros, em que o capitão disse que não deixaria perseguir sua família ou aliados.
Contras
Se tem algo que deixa o empresariado reticente ao presidente Lula é a questão fiscal. Embora eles saibam que o Banco Central é independente — ou seja, Lula não tem varinha mágica para baixar os juros —, os empresários esperavam que o chefe do Executivo e seus ministros fossem mais contundentes a respeito de novas regras fiscais. Lula, porém, lembrou que isso era obrigação de qualquer governante e não um diferencial. Nesse ponto, conforme a leitura de muitos empresários, foi mais do mesmo.
Efeito Dilma I
A escolha de dois senadores tem deixado os partidos praticamente no escuro. Ninguém tira da cabeça o que houve com a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2018. Candidata ao Senado em Minas Gerais, Dilma estava muito bem posicionada nas pesquisas de intenção de voto e terminou em quarto lugar. É que todas as pesquisas para o Senado, quando são dois votos, têm dificuldade de captar a vontade do eleitor, que, conforme o leitor da coluna já sabe, deixa para escolher a segunda vaga no último dia.
Efeito Dilma II
Essa preocupação está na cabeça de quem concorre por Minas Gerais, onde a candidata Marília Campos (PT) lidera as pesquisas, com 13% na última rodada da Quaest, mas é seguida de perto por Aécio Neves (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL), todos com 10%. Considerando a margem de erro de cinco pontos percentuais, ainda tem Marcelo Aro (PP), que está com 6% e não pode ser considerado carta fora do baralho.
O tema dos bastidores
O que mais se comentou no encontro de Lula com o empresariado foi a questão das bets. Todos queriam saber de perto as projeções do governo. Em rodas de conversa, os ministros tratavam de explicar que há muito tempo o presidente já se mostrava indignado com a jogatina virtual.
O ingresso do jogo agradou
Os aliados de Lula — e até parte dos adversários — comemoram a entrada das bets na campanha eleitoral. Num país em que as pessoas se deixam levar pelas redes sociais e os temas são voláteis, esse assunto tirou os holofotes do caso Master e do INSS, escândalos que desgastam Lula e Flávio Bolsonaro. Lula, por causa do filho, Lulinha, e as suspeitas sobre o INSS e uma lobista. Já Flávio é o candidato a presidente que pediu dinheiro e voou no avião de Daniel Vorcaro, o banqueiro que se sustentou com dinheiro oriundo dos fundos de pensão e do BRB.
CURTIDAS
Perfume de poder
Cresce a cada dia o número de candidatos pedindo evento com a governadora Celina Leão no Distrito Federal. Sinal de que sentem que ela é capaz de agregar votos. Em política, o maior sinal de que um candidato majoritário tem dificuldades de vitória é o sumiço dos aliados.
Em casa
Quem se sentiu em casa no encontro com o empresariado foi o vice-presidente candidato, Geraldo Alckmin. Afinal, ali, muitos deles fizeram campanha para Alckmin, quando ele concorreu a governador de São Paulo pelo PSDB. Aliás, por lá apareceram uma filha de Fernando Henrique Cardoso e um filho de Franco Montoro, uma forma de mostrar amplitude na campanha petista.
Por falar em amplitude…/ Não foi apenas o PT que fez questão de se mostrar amplo, Camila Camargo, que comanda o think tank Esfera e foi uma das anfitriãs do encontro de Lula com o empresariado, foi direta ao dizer que “os associados do Esfera não são só a Faria Lima. São a indústria, o varejo, os serviços e também os maiores bancos do país”. Completou reforçando que o Esfera é apartidário e dialoga com todos os que desejam ouvir o setor produtivo. Na introdução, lembrou que, há quatro anos, Lula perguntava aos empresários o que eles fariam se fossem presidente e ouviu mais em vez de falar. Agora, indagou Camila: “Hoje, os empresários perguntam, o que o maior vencedor de eleições da Nova República tem a dizer a quem investe, arrisca, emprega, paga impostos e ainda sonha com um país melhor?”
Elogios
Camila fez questão de lembrar o discurso do presidente na ONU e fez também um alerta suave, mas incisivo a Lula: “Na ONU, lembrou ao mundo que a guerra é a falência da politica. O respeito da comunidade internacional pelo Brasil segue alto e isso é mérito seu. Mas o cenário externo e interno pedem cuidado e é por isso que essa conversa é importante”.
Eles tinham outro nome
Nos bastidores, antes da chegada de Lula, um empresário paulista comentava com outro que, se o Flávio (Bolsonaro), que tem muito o que explicar e zero experiência de gestão pública, está empatando com Lula, se fosse o Tarcísio, o risco de vitória da oposição no primeiro turno era grande. Referiam-se ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pelo menos, se dependesse da seleta plateia que Lula tenta conquistar no seleto grupo que tende a votar na oposição.
Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 26 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg
Passada a próxima semana, em que deputados e senadores estarão eleitos, a guerra das bets vai tomar conta do Congresso Nacional. Ali, existe uma bancada quase que subterrânea em favor da jogatina virtual. Há quem compare a sua força com a da bancada do agro, não em número, mas em deputados influentes na Casa. Essa turma começa a se mobilizar para chegar à segunda semana de outubro disposta, inclusive, a propor um acordo: votar a favor do fim da escala 6×1, desde que se encontre uma transição para a medida provisória que o governo vai enviar ao Congresso.
Jogatina mobilizada/ O setor das bets passou a última sexta-feira tentando evitar a proibição da jogatina no Brasil. Foram diversos dados de possíveis perdas ressaltados, seja por região, seja por estado. Até mesmo os times de futebol se juntaram ao eco das casas de apostas. Há ainda em gestação no Executivo uma minuta do projeto de lei que deverá ser enviado ao Congresso Nacional que prevê de quatro a seis anos de reclusão para quem explorar ou operar apostas de alíquota fixa no Brasil. O segmento das apostas vai baixar no Parlamento em busca de apoio.
Tic-tac
Depois que vieram a público supostas conversas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a classe política entra em estado de alerta total. São as primeiras provas de que Alcolumbre e Vorcaro tinham algum tipo de relação mais próxima, uma vez que se chamavam de “meu amor” e “irmão”. Alcolumbre nega qualquer ato ilícito, mas não escapará de dar explicações logo na primeira semana pós-eleição e terá que dar alguma posição, ainda, sobre uma possível CPI do Master.
Reeleição por um fio
Depois de a reportagem da Veja revelar as conversas de Alcolumbre e Vorcaro, em que um chama o outro de “meu amor”, senadores das duas pontas da política se mostram dispostos a reforçar nomes alternativos a Alcolumbre para concorrer à Presidência do Senado, em fevereiro de 2027. Ou seja, mais uma reeleição que é dúvida depois da temporada eleitoral de 2026.
Escolha só no final
A eleição para o Senado promete suspense até o último minuto em vários estados. É que a maioria dos eleitores deixa a escolha dos dois nomes para as 48 horas antes de ir votar ou deixa para o dia da eleição. Daí a possibilidade de muitas surpresas.
A última investida de Caiado
Ronaldo Caiado vai focar a sua campanha de tevê e redes sociais em relatos das pessoas beneficiadas pelos seus projetos em Goiás. O programa vai destacar saúde e educação, como a construção de hospitais e aumento de leitos de UTI pelo estado, além da implementação do horário integral em escolas e criação do primeiro curso de inteligência artificial (IA) da América Latina. Essa é a estratégia para capturar
os indecisos e os votos de terceira via nesta reta final de campanha.
CURTIDAS
Revolta católica/ A dificuldade de acesso ao perfil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na rede social X por algumas horas e os rumores de que haveria um projeto de lei que para retirar o título da Nossa Senhora de Aparecida de Padroeira do Brasil movimentam as plataformas desde quinta-feira, a ponto de o candidato ser obrigado a desmentir que se prestaria a tal tipo de coisa. É que, em 2007, o então deputado Victório Galli, que depois viria a assessorar Jair Bolsonaro no Planalto por alguns meses em 2019, apresentou um projeto nesse sentido, restringindo N. S. Aparecida a padroeira dos católicos brasileiros e não do Brasil. O projeto foi arquivado há quase 20 anos. Galli nunca assessorou Flávio Bolsonaro nem apoia qualquer movimento nesse sentido.
Por falar em Flávio…/ O fato de o senador ter voado com a família para a Disney, nos Estados Unidos, no mesmo avião que serviu a Alexandre de Moraes e Viviane Barci foi considerado muito mais grave. Ainda que ele jure que voou a convite do advogado Willer Thomaz, a avaliação até de aliados é de que o estrago está feito. Um senador da República pode e deve perfeitamente comprar passagens do próprio bolso para férias em família.
Alô, TSE!/ Bolsonaristas passaram a circular pelo WhatsApp uma mensagem em que aparece “Lula22” sob um fundo vermelho. É uma forma de tentar tirar para Flávio, cujo número é 22, algum desavisado que pretenda votar em Lula, cujo número na urna é 13.
Ibram sob nova direção/ O embaixador do Brasil na Noruega, Rodrigo de Azeredo Santos (foto), foi nomeado novo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Ele tomará posse em dezembro, quando deixará o posto na Europa. O comando do Ibram estava vago desde o falecimento do ex-deputado Raul Jungmann, em janeiro. Nesse período, o cargo foi ocupado interinamente pelo diretor de Relações Institucionais, Pablo Cesário.
Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 30 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Quem quiser apostar que uma delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro saia antes das eleições arrisca perder dinheiro ou um bom vinho. Preso e acusado de fraude contra o sistema financeiro, apenas agora veio a perspectiva de uma nova delação, que ainda precisa ser posta no papel, avaliada pelos investigadores, pelo Ministério Público e por aí vai. Esse processo leva, pelo menos, 30 dias. Portanto, difícil que ele sirva de balizador do eleitorado na reta final da campanha. Aliás, o que se ouve no Supremo Tribunal Federal é que isso não pode ser usado para beneficiar ou prejudicar o candidato A, B ou C. O mesmo raciocínio vale para o caso das emendas parlamentares. A ideia é suspender operações ao longo do processo para evitar acusações de interferência no processo. A não ser que seja algo tão grave que não possa ficar para depois.
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Quem perde de fato/ Essa demora, porém, seja com a delação de Vorcaro (se for realmente uma delação contando tudo), seja com o caso das emendas, deixa o eleitor sem todas as informações para que possa decidir de forma mais clara em quem votar, avaliando erros e acertos de cada candidato. Triste de quem terá que votar com essa sombra sobre o futuro.
Um acordo futuro
O almoço entre o presidente Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e o do Senado, Davi Alcolumbre, foi muito além dos projetos em pauta. Pelo andar da carruagem, ficou meio que alinhavado um entendimento num cenário de Lula reeleito. Consiste no seguinte: se Motta e Alcolumbre tiverem condições de reeleição para as posições que ocupam, terão o apoio do PT.
E um baixar a poeira
A ordem entre eles é trabalhar para retomar o que Lula chamou de “institucionalidade”. Ou seja, baixar a temperatura das crises entre os Poderes para trabalhar os problemas do Brasil, em especial, a economia e os projetos de desenvolvimento.
A esperança de virar a página
O esforço concentrado desta semana é visto como a esperança do presidente Lula e de seus aliados de colocar uma pauta positiva na campanha eleitoral, a começar pela medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas, a ser relatada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), a Leila do Vôlei, passando ainda pelo marco legal dos minerais críticos e o fim da escala de trabalho 6×1.
Um flanco aberto I
O presidente Lula vai aproveitar o fato de o senador Flávio Bolsonaro ter dito em entrevista ao Jornal Nacional que não acredita no aquecimento global para empinar a bandeira ambiental e tentar classificar o candidato do PL como alguém que despreza a ciência. Afinal, o aquecimento já foi consagrado pelos cientistas e os problemas econômicos e sociais causados por esse fenômeno crescem a cada dia. A última tragédia foi na semana passada, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul, por exemplo, continua em alerta para tempestades e ventos fortes, onde duas pessoas morreram.
Um flanco aberto II
Não foi apenas Flávio que deixou abertura para ataques dos adversários. O fato de Lula ter aparecido em fotos antigas ao lado da lobista Roberta Luchsinger, depois de dizer que não conhecia a “pilantra”, fará do presidente-candidato alvo fácil nos próximos dias, tal e qual Flávio Bolsonaro virou depois de dizer que não tinha nada com Daniel Vorcaro. O financiamento do filme veio a público e deixou o candidato numa defensiva da qual ele não consegue se livrar, uma vez que ele próprio mencionou um contrato com Vorcaro que nunca foi apresentado. Flávio insiste em dizer que não houve dinheiro público, embora o financiamento tenha vindo de um banco que captou recursos em fundos de previdência, inclusive do Rio de Janeiro, onde ele é senador.
CURTIDAS
Tensão/ No entorno de Lula, o que se diz é que a lobista Roberta Luchsinger não tem nada que possa comprometer o petista. Porém, tal e qual a mãe de Lurian, filha mais velha do presidente, tentou prejudicar Lula na campanha de 1989, acusando o então candidato de lhe propor um aborto, qualquer mentira nessa curta campanha pode representar um estrago.
O jogo de Leila do Vôlei/ Candidata à reeleição, a senadora terá um momento de visibilidade que a oposição não tem como criticar. Leila (foto), da sua parte, aproveita a oportunidade para se mostrar uma promotora do diálogo. Ela já se reuniu com o governo e irá se reunir com o setor produtivo.
6×1 na campanha/ Quem teve qualquer relação com o projeto não deixa de citar o texto nos seus jingles. Léo Prates (Republicanos-BA), relator do texto na Câmara, na semana passada, inclusive, mencionou que estava articulando a aprovação do projeto no Senado.
Coluna Brasília-DF publicada neste sábado (18/7) por Denise Rothenburg e Eduarda Esposito
… Mesmo problema. Tal e qual o PL, o PT começa a ser criticado por querer monopolizar indicações para o Senado e governos locais, especialmente, no Distrito Federal. Muitos partidos de esquerda têm reclamado que os petistas defendem “frente ampla”, mas querem ter candidato ao governo e ao Senado — no caso do DF, Leandro Grass e Érika Kokay. O PSB, por exemplo, que o PT ainda sonha em atrair oferecendo uma vaga ao Senado ao pré-candidato a governador Ricardo Cappelli, já avisou que não tem recuo na candidatura ao GDF. Do alto de quem conhece de perto a área de segurança, na qual foi interventor logo após a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, Cappelli está terminando a elaboração do programa de governo, e o partido não abre mão da candidatura.
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Enquanto isso, no PL…/ Os filiados do período anterior à chegada de Jair Bolsonaro ao partido têm encontrado dificuldades em emplacar nomes mais distantes do bolsonarismo, seja para o Senado, seja para deputado federal. Mesmo em prisão domiciliar, logo, proibido de fazer campanha para seus candidatos, o ex-presidente mantém a força das indicações.
Hugo Motta no jogo
A resposta do presidente da Câmara, Hugo Motta, ao tarifaço foi no sentido de se realinhar à esquerda. Num tom acima do que foi defendido pelo Palácio do Planalto, ele pregou a utilização da lei da reciprocidade. Até aqui, o governo vai apenas estudar o uso dessa legislação.
Onde mora o perigo
Quem acompanha de perto a questão do tarifaço considera que essas taxas impostas pelo governo dos Estados Unidos representam uma “verdadeira armadilha” para o presidente Lula. “De um lado, oferece ao presidente a oportunidade de bradar o discurso da soberania e de direcionar o debate para um adversário externo. De outro, se os efeitos econômicos da medida, especialmente sobre a inflação, chegarem ao bolso da população, o desgaste recairá sobre o próprio governo”, alerta o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Murilo Medeiros.
Por falar em tarifaço…
A ordem no governo brasileiro é continuar negociando o que for possível e buscando alternativas não só de mercados, mas organizar também respostas.
Feche a torneira
O presidente da Frente Parlamentar Contra a Pirataria (FPI), deputado Júlio Lopes (PP-RJ), trabalha para fortalecer a fiscalização de compras internacionais que chegam ao Brasil. Em ofício enviado à Receita Federal, o parlamentar sugere que o modelo de compra internacional, a Remessa Conforme, seja integrado à plataforma gov.br. O objetivo é cruzar as informações do cadastro do comprador e identificar possíveis fraudes no ato da aquisição. É uma estratégia para combater a pirataria via comprinhas em lojas estrangeiras.
CURTIDAS
Que comecem as eleições/ Com o fim da Copa do Mundo, os políticos elevaram a presença nas redes sociais. Os petistas, por exemplo, intensificaram o trabalho de falar mal do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Se ‘Flávio Rachadinha’ ganhasse as eleições, quem mandaria no Brasil seria Donald Trump. Está muito claro, Flávio só defende os interesses norte-americanos”, disse nas redes o ex-deputado Geraldo Magela (PT-DF).
Jogada de risco/ Políticos que acompanham a distância os movimentos do PT veem um problema logo ali na frente: se o eleitorado largar Flávio Bolsonaro e abraçar Ronaldo Caiado ou Romeu Zema, que têm experiência administrativa, acreditam que Lula terá mais dificuldades de vencer.
O cálculo do centro/ Se Jair Bolsonaro perdeu estando no cargo, com a máquina federal em mãos, o desafio de Flávio será muito maior.
Muito além dos soluços/ As últimas notícias a respeito de Jair Bolsonaro indicam que a crise de soluços não é o único problema do ex-presidente por esses dias. O pior de todos é a depressão.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 11 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber o subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, é lido no PL como um dos principais passos para auxiliar no enfrentamento às medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal e na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. Beattie não é um qualquer. É ele quem assessora o presidente Donald Trump nos assuntos relacionados ao Brasil. Foi um dos que defenderam a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e nunca escondeu que considera a prisão do ex-presidente uma perseguição. Deixou isso claro, inclusive, quando da aplicação do tarifaço a produtos brasileiros. Doutor em filosofia pela Universidade de Duke, integra o Maga — Make America Great Again —, o movimento liderado por Trump. É um personagem a ser acompanhado de perto na visita que fará ao Brasil.
Veja bem/ O PT fechou 2025 com o receio de que o presidente Donald Trump tentasse interferir nas eleições deste ano no Brasil. Agora, com a visita de Beattie ao país, esse medo volta com tudo. O que até aqui vinha sendo considerada uma “caraminhola” na cabeça de alguns aliados começa a ganhar outros ares.
Precedente grave
Se a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de não deixar nada do Banco Master sob o tapete, não dá para manter em sigilo as conversas de Daniel Vorcaro com seus advogados numa prisão federal. Isso é proibido a outros detentos em presídios federais. Portanto, liberar no caso de Vorcaro vai provocar uma avalanche de pedidos judiciais de chefões do crime organizado. Pelo menos, essa é a opinião de muita gente que trabalha com o sistema penal. Não se pode abrir exceções a um ex-banqueiro que, segundo gravações em poder da PF, ameaçou pessoas.
Governo encurralado
A bancada do PT na Câmara dos Deputados não gostou de ver a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) promover debates em vez de votar logo a admissibilidade da proposta de emenda constitucional (PEC) de redução da escala 6×1. Petistas consideram que isso não passa de uma manobra para protelar a apreciação em plenário. É que, depois da aprovação na CCJ, o texto segue para a comissão especial, onde pode demandar 40 sessões. Ou seja, o calendário tem tudo para ser atropelado, e o assunto ficar para depois das eleições.
Contragolpe
Com esse cenário, uma ala do Partido dos Trabalhadores acredita que ganhará força a ideia do Planalto de enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema. Isso exigirá que os deputados deliberem o texto em até 45 dias na Casa e mais 45 dias no Senado Federal.
Veja bem
A ideia de um projeto com urgência é apoiada pelo Centrão, uma vez que, por meio dele, não é possível alterar a escala de 6 x 1 para 5 x 2, somente a redução da jornada de trabalho, que seria de 44 para 40 horas semanais. Essa tem sido uma vertente que o Centrão e o setor produtivo têm defendido em debates e eventos realizados nos últimos meses.
CURTIDAS

Cartas à mostra/ O rompimento do PL com o governo de Ibaneis Rocha segue a receita de ficar distante de problemas em ano eleitoral. Ibaneis é visto como enfraquecido, e o PL não quer ser parceiro no desgaste. Aliás, no plano nacional, a deputada Bia Kicis defendeu todas as investigações propostas, enquanto dois integrantes do PL, o deputado Alberto Fraga e o senador Izalci Lucas, já estão afastados há tempos de Ibaneis e, inclusive, fizeram questão de comparecer ao lançamento da pré-candidatura de José Roberto Arruda ao governo local.
Embaralhou geral/ Depois da reunião da bancada do PT do Maranhão com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (foto), a eleição por lá ganhou novos contornos. Os petistas desistiram de lançar candidatura própria e vão apoiar o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), para o Palácio dos Leões. O vice-governador, Felipe Camarão (PT), teria dito a Gleisi que deseja disputar uma vaga ao Senado Federal.
Mais um do PP/ Falta fechar o nome para a segunda vaga. Tem muita gente de olho no ministro do Esporte, André Fufuca (PP), que deve disputar o Senado e ainda não está fechado na chapa do pré-candidato ao governo, Orleans Brandão (MDB).
Cálculos políticos/ Orleans Brandão é sobrinho do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão, e não quer fechar a chapa com o ministro Fufuca. Orleans prefere lançar o líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas, ao Senado, junto com o senador Weverton Rocha, que concorrerá à reeleição. Entretanto, deputados petistas acham que Weverton não tem chance, já que tem sido chamado no estado de “ladrão de velhinhos”, após ser um dos alvos da Operação sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Assim, deputados classificaram a decisão do governo de remanejar os recursos das emendas para outros programas. Esses R$ 7 bilhões estão dentro dos 30% que o Poder Executivo pode mudar de lugar e, portanto, conforme avaliação do deputado Claudio Cajado, da Comissão de Finanças e Tributação, “não é passível de anulação por derrubada de veto”. Logo, 63,6% dos recursos que Lula tirou das emendas para atender os programas sociais, os deputados não conseguirão recuperar. A revolta no Congresso é grande. E o ano está apenas começando.
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Pediu, agora aguenta/ Os deputados consideram que esse remanejamento é para compensar a execução de 65% das emendas até junho, de forma a irrigar as prefeituras antes do período oficial de campanha. O governo prometeu liberar, mas cobrou um pedágio.
Vai ser arrastão
A liquidação da Reag, empresa gestora de investimentos ligada ao caso Master, é vista no mercado financeiro como um sinal de que o Banco Central não deixará de pé quem estiver ligado com o banco de Daniel Vorcaro. É uma resposta também àqueles que dizem que o BC demorou a investigar e parar as negociações do banqueiro.
Façam suas apostas
Em conversas muito reservadas, parlamentares afirmam que, ao escolher até os peritos que terão acesso aos documentos apreendidos nas diversas fases da Compliance Zero, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli está tentando proteger alguém. Na avaliação de congressistas, ao criticar a agilidade da PF na apuração do caso, pedir a custódia de provas à PGR e definir os peritos para analisar a papelada, das duas uma: ou Toffoli quer evitar que alguns nomes apareçam ou o vazamento das provas antes da hora para os acusados. O ministro até hoje não veio a público falar sobre suas intenções.
E o Bolsonaro, hein?
A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha foi fruto da reclamação da família sobre as instalações. Agora, ninguém na família esperava que o ministro Alexandre de Moraes fosse enviar o ex-presidente para a Papudinha.
A ofensiva vai continuar
A esquerda não se esqueceu das acusações sem provas que os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) fizeram sobre o presidente Lula. Nikolas postou uma foto feita por inteligência artificial onde Lula era preso por oficiais norte-americanos e pedia que os Estados Unidos prendessem o presidente brasileiro. O abaixo-assinado na internet para a cassação do mandato de Nikolas, por exemplo, já conta com mais de 145 mil assinaturas.
CURTIDAS

Cara a cara/ Depois do embate entre a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o pastor Silas Malafaia por causa da lista de pedidos de convocação de representantes de igrejas supostamente envolvidas nos desvios do INSS, o deputado Rogério Correa (PT-MG) decidiu entrar em cena. Ele quer chamar Malafaia para uma acareação com Damares Alves.
Ajudem aí/ Deputados de Brasília receberam pedidos de emendas para pagamento de folha de forças se segurança do DF. Nos bastidores, é dito que esse é um sinal de que dificuldades virão nas contas do GDF ao longo de 2026.
Sem chance/ A turma do Progressistas de São Paulo começa a soltar aos quatro ventos que o governador Tarcísio de Freitas (foto) deveria dar uma prova de apreço a Flávio Bolsonaro sendo seu… vice. Não colou.
Objetivo velado/ Na verdade, um grupo do PP quer é que Tarcísio deixe o governo paulista para liberar a vaga a um nome deles. O que se diz no Republicanos é “nem pensar, eles que lutem”
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Ainda em recesso, deputados e senadores se mobilizam para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma sessão do Congresso a fim de analisar o veto ao pagamento de restos a pagar de 2019 a 2023 inscritos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A ideia de parlamentares do Centrão é derrubar o veto. A avaliação é a de que a decisão de Lula atinge obras em andamento. Porém, o governo vetou a liberação desses recursos, algo em torno de R$ 3 bilhões, para concluir outras obras e entregá-las à população ainda neste ano eleitoral. Vem por aí uma queda de braço entre parlamentares e Lula por obras patrocinadas pelo Executivo e outras pelo Legislativo.
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Titãs/ O desconforto está grande, porque a decisão do governo pegou todo o período do governo de Jair Bolsonaro, quando Rodrigo Maia e, em seguida, Arthur Lira, presidiram a Câmara dos Deputados. No Senado, estavam no comando Davi Alcolumbre e, logo depois, Rodrigo Pacheco. Foi justamente o período em que o governo federal deixou que os deputados e senadores mandassem no Orçamento.
Vem por aí
Se Lula atender o pedido de integrantes do PT e vetar, ainda hoje, o projeto que estabeleceu a dosimetria das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a oposição vai pressionar Davi Alcolumbre para abrir os trabalhos deste período legislativo com uma sessão do Congresso que possa derrubar esse veto. Assim, o caso vai terminar… no Supremo Tribunal Federal.
Master blindado
Ainda que tenha atingido o número de assinaturas para instalação da CPMI do Banco Master, senadores estão meio céticos em relação ao sucesso de uma possível investigação parlamentar. É que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, já colocou todo o material do Master sob sua alçada, inclusive o que já estava em poder da CPMI do INSS.
“Sem impeachar, não resolve”
O senador Izalci Lucas (PL-DF), por exemplo, acredita que o STF não permitirá acesso a qualquer documento do Banco Master. “No ano passado, quebramos o sigilo do Daniel Vorcaro na CPMI do INSS, mas não conseguimos ver os documentos” , lembra Izalci, referindo-se à documentação em papel e digital que ficou sob tutela da Presidência do Senado. “Enquanto não houver um impeachment de ministro do STF, nada será liberado” , diz o senador.
Fortalece o discurso
Na visão dos bolsonaristas, o pedido de averiguação do atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) endossa o argumento da família, de que há uma “vingança” contra Bolsonaro. Aliados afirmam que o CFM não saiu em defesa do ex-presidente, mas, sim, da atividade médica. Os profissionais querem se proteger, porque, se uma pessoa idosa sofre uma queda, ela tem que ir imediatamente para o hospital e não aguardar uma decisão de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Eles vão insistir
A avaliação de aliados de Jair Bolsonaro é a de que a indicação da equipe médica da Polícia Federal, de que não havia necessidade de remoção do ex-presidente ao hospital após a queda, demonstra uma certa parcialidade da instituição. Para os bolsonaristas, a PF faz o que o ministro Moraes quer e, no caso da queda, a remoção ao hospital teria que ser imediata.
CURTIDAS
A todo vapor/ O governo federal está investindo em entregas para este ano. Só em Valparaíso I, bairro no Entorno Sul de Brasília, são três condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida (foto).
Enquanto isso, no Ceará…/ A eleição por lá promete ser animada. A confusão começa com o ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes rompendo com o governador Elmano de Feitas (PT) e tratando de se recompor com o irmão, Ciro Gomes, que voltou ao PSDB de olho numa candidatura ao governo estadual.
Bomba climática/ Não é apenas o meio ambiente que sofre com as mudanças climáticas, e já tem especialista alertando para a necessidade de preparação do Sistema Único de Saúde. Muitos preveem um ano de ondas de calor intensas e mais frequentes, o que deve levar muitos brasileiros ao sistema por mal-estar causado pelo calor. E também mais diagnósticos de câncer de pele nos próximos anos.
Prisão por risco de fuga leva aliados a retomar pressão por anistia
Com Jair Bolsonaro preso, a família e os principais aliados chegam a Brasília ainda neste fim de semana para tentar levar adiante um projeto de anistia ou redução de penas. Até aqui, o que muitos deputados alegavam é que esse projeto não poderia ser levado adiante, porque parte dos condenados sequer havia sido julgada. Porém, com a prisão de hoje, esse argumento ruiu. O difícil, porém, é levar os plenários da Câmara e do Senado tratarem desse tema como prioridade absoluta. Os partidos de centro, grupamento que abriga o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pretendem colocar esse assunto em pauta nesse período de três semanas antes do recesso. Nem mesmo um projeto de redução de penas. Neste Domingo, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, pretende avaliar as chances e os cenários daqui para frente. Até aqui, a avaliação é a de que, se algo pode passar em relação a isso é a redução de penas. Ainda assim, não há consenso sobre a inclusão de Jair Bolsonaro.
O ex-presidente foi preso por um conjunto de fatores. Por volta da meia-noite, houve, conforme escrito na decisão do ministro Alexandre de Moraes, uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Para completar, o senador Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo convocando para este sábado uma vigília nas proximidades da casa do ex-presidente: “esse primeiro momento, a gente vai buscar os senhor dos exércitos (…)”, diz Flávio, convocando aliados para “orar pela saúde e pela volta de democracia”.
“Nossa pátria não vai continuar nas mãos de ladrões, bandidos, ditadores. E com a sua força, a força do povo, a gente vai resgatar o Brasil desse cativeiro que ele se encontra hoje”, afirmou Flávio na gravação. O tom do senador no vídeo ampliou as suspeitas de que a vigília poderia servir de cortina de fumaça para a fuga do ex-presidente. A partir desse vídeo, somado à tentativa de rompimento da tornozeleira, cresceu as suspeitas da polícia de que poderia haver uma tentativa de fuga. Daí, a prisão preventiva do ex-presidente. Agora, resta ao aliados tentar a anistia ou a redução de penas.
















