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Sandro Avelar, sobre a crise na PM: “Sairemos mais fortes”

Publicado em CB.Poder, Eixo Capital, Entrevistas, GDF, Notícias

Da Coluna Eixo Capital/ANA MARIA CAMPOS

ENTREVISTA: Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF

 

“Os problemas não param, os crimes não param e o mundo real continua precisando demais da PMDF”

 

Sete oficiais da Polícia Militar do DF foram denunciados e presos preventivamente por ajudar a promover a invasão dos prédios públicos na Praça dos Três Poderes. Como esse episódio impacta no trabalho da segurança pública do DF?

De todas as forças de segurança, a PM é a mais exposta, é a que mais lida com as demandas da população no dia a dia. Por essa razão, quando sofre um revés com essa gravidade, nos preocupamos em manter a corporação firme, coesa, embora seja inevitável um imenso sentimento de tristeza.

Acredita que a responsabilidade pelos atos golpistas vai recair exclusivamente sobre a PMDF?

Não acredito, isso seria até desmerecer a importância das outras instituições que fazem parte do sistema de segurança pública.

Você reuniu os coronéis da PMDF e anunciou o novo comandante-geral e a subcomandante. Como foi o clima nessa reunião? Os oficiais estão abalados?

Todos muito tristes, mas conscientes da necessidade de erguer a cabeça e dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo feito. Os problemas não param, os crimes não param e o mundo real continua precisando demais da PMDF.

Em meio a essa crise que teve início em 12 de dezembro, quando você nem era secretário de Segurança, há muitos desafios, como casos de feminicídio em crescimento. O ânimo das forças de segurança fica abalado?

Eles são obrigados a tirar forças nos momentos mais difíceis para continuar atendendo às expectativas da população. É uma corporação heróica. Está apanhando na mídia e mas continua trabalhando pela segurança de todos.

Acha que alguns oficiais podem estar pagando por erros de outras pessoas?

No campo das possibilidades, sim, isso é possível. Espero que o curso das investigações venha, no menor prazo possível, identificar as reais responsabilidades de cada um, provando-se a culpa ou admitindo-se a inocência.

Durante meses, você conviveu com o coronel Klepter e também com o coronel Fábio Augusto, quando foi secretário de Segurança no governo Agnelo. Acredita que tenham conspirado para ajudar a derrubar o governo?

Não posso me manifestar sobre isso, seria invadir a seara da investigação. Contudo, posso dizer que gosto muito dos dois, pessoal e profissionalmente.


Que mensagem você pode passar para as forças de segurança neste momento?

Esse momento vai passar, sairemos mais fortes disso. “O que não nos mata, nos fortalece”, isso vale também para as instituições. A PMDF é forte, é fortíssima!