Dia, mês e ano: grafia e poupança

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Hoje começa novo mês. Olho vivo, marinheiro de poucas viagens. O primeiro dia do mês tem privilégios. Grafa-se com numeral ordinal. Os demais se contentam com o cardinal: É 1º de abril. Viajo no dia 30 de setembro. Trabalhei de 15 a 30 de março sem folga. Economia Que tal fazer economia? Em época de vacas magras, desperdiçar é proibido. Faça dois cortes. Um: deixe pra […]

Vírgula 7: orações deslocadas

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Na ordem direta, a oração principal vem na frente. A adverbial, atrás. Assim: Ordem direta: O presidente disse isso quando chegou. Ordem inversa: Quando chegou, o presidente disse isso. Ordem direta: Correu muito porque temia perder o voo. Ordem inversa: Porque temia perder o voo, correu muito. Ordem direta: Trabalho nos fins de semana para aumentar minha renda. Ordem inversa: Para aumentar minha renda, trabalho […]

Vírgula 6: termos deslocados

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A ordem direta – sujeito, verbo, complementos – é a preferida da clareza. Ela evita erros comuns ao ritmo apressado do trabalho. Mas, volta e meia, a inversa tem a vez. A vírgula, então, entra em campo. Com um cuidado: mesmo deslocados, sujeito e objeto não se isolam: Maria comprou uma bolsa na liquidação (ordem direta). Comprou Maria uma bolsa na liquidação (ordem inversa). Uma […]

Dia da Mentira: origem

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A história veio ao mundo no século 16. Naqueles tempos idos e vividos, comemorava-se o ano novo durante uma semana — de 25 de março a 1º de abril. Mas, como quem fica parado é poste, em 1564 veio a mudança. O rei da França Carlos IX instituiu um novo calendário. Resultado: o ano novo passou a ser celebrado em 1º de janeiro. Sem internet, […]

Vírgula 5: orações explicativas

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A língua é um conjunto de possibilidades. Flexível, oferece vários jeitos de dizer a mesma coisa. Veja: O aluno estudioso tira boas notas. O aluno que estuda tira boas notas. Ambas as frases dizem que há alunos e alunos. Não é qualquer um que tira boas notas. Só chega lá quem se debruça sobre os livros. Numa, o termo restritivo é adjetivo (estudioso). Noutra, oração […]

Vírgula 4: termos explicativos

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O termo explicativo tem várias caras. Uma é velha conhecida. Chama-se aposto. Os professores ensinam que ele não faz falta. Verdade? Sim. A ausência da ilustre criatura não causa prejuízo ao entendimento da frase. Por isso, ela vem obrigatoriamente separada por vírgula ou travessões: D. Pedro II, imperador do Brasil, morreu em Paris. Brasília — a capital desta alegre Pindorama — tem atraído a curiosidade […]

Jerusalém: adjetivo pátrio

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Ninguém resiste. Quem vai a Israel visita Jerusalém. O presidente & cia. viajeira manterão o script. Darão um pulo na cidade sagrada. Antes, precisam aprender o adjetivo pátrio. Ou melhor: os adjetivos pátrios. São cinco, todos pra lá de sofisticados — hierosolomita, hierosolomitano, jerosolimita, jerosomilitano, jerusalemita.  

Dúvida de Bolsonaro: israelita ou israelense?

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Malas prontas, passaporte em mão, Bolsonaro se encaminha para o aeroporto. Está feliz. Israel o espera com banda de música e tapete vermelho. No caminho, pinta a dúvida. Ele deve se referir ao povo israelense ou israelita? As duas formas lhe soam bem. Serão sinônimas? Não. Israelense é o natural ou o habitante daquele país do Oriente Médio. Israelita se refere à religião judaica ou […]

Vírgula 3: orações coordenadas

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As orações coordenadas podem ser separadas por vírgula ou por conjunção coordenativa. No primeiro caso, chamam-se assindéticas: Cheguei, / vi, / venci. Acordei, / liguei a máquina, /comecei a escrever.   No segundo, sindéticas: Trabalhamos / e estudamos. Não trabalhamos / nem estudamos. Paulo fez campanha durante quatro anos, / mas perdeu a eleição. Não fale alto, / pois estamos em uma biblioteca. Fez competente […]