Sem pulgas, mas com coceira

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da Revista do Correio

Na maioria das vezes, o coçar excessivo é sinal de problema dermatológico. O pet pode estar sendo vítima de alergias desencadeadas por fungos e bactérias

O gato persa Emílio teve um piodermatite, doença causada por um fungo oportunista, que se instala em períodos de baixa imunidade do animal. Foto Zuleika de Souza/CB

Uma coceirinha inocente pode significar mais problemas do que se imagina. Geralmente, os donos de pets associam a coceira a pulgas e carrapatos. Mas não é bem assim. “Esse comportamento pode ter vários motivos: alergia, alimentos, fungos, bactérias, dermatites etc.”, explica o veterinário Carlos Muniz. Segundo o profissional, a coceira excessiva pode ferir a pele do animal. Uma vez abertas, as feridas são porta de entrada para fungos e bactérias, com consequências perigosas.

O primeiro passo é levar o bicho ao consultório. É fundamental diagnosticar o problema do animal. Se for o caso, com uma biópsia. O tratamento pode ser medicamentoso, com antibióticos e antifúngicos, mas também envolver alimentação.

Fungos podem deixar o animal com cheiro ruim e confundir os donos. Um dos mais comuns em cães é a malassezia. “Esse fungo ataca principalmente no ouvido e provoca um cheiro forte. As pessoas pensam que o odor é no bicho inteiro, mas ele se concentra somente no ouvido”, explica Carlos Muniz. De acordo com o veterinário, são necessários banhos terapêuticos, remédios e xampus especiais para recuperar o bem-estar da mascote.

Outro problema muito comum é a dermatite atópica. “Acomete cães e gatos geneticamente predispostos. Por uma deficiência na barreira cutânea, o animal fica vulnerável a invasão de agentes ambientais, microorganismos e irritantes”, explica o médico veterinário Emanuel Quintela. A doença provoca hiper-reatividade da pele, com aparecimento de coceira e lesões secundárias. A dermatite atópica ainda pode vir acompanhada de uma asma ou de rinite alérgica. A doença não tem cura.

A yorkshire Princesa tem 7 anos e sofre com a dermatite atópica. Desde os 4 meses de idade, ela vem sofrendo com problemas de saúde, principalmente na pele. O principal sintoma foi a coceira. “Ela sempre se coçou o tempo inteiro. Até hoje faz isso. Uma vez, coçou-se tanto que chegou a levar pontos na pálpebra”, conta a empresária Adriana Rodrigues, dona da cadelinha. E ela garante que Princesa nunca teve pulgas ou carrapato. “Sempre deixei ela limpa e evito até mesmo levar em petshops. Sou muito cuidadosa quanto a isso”, garante.

Com o desenvolvimento de alergias e a imunidade baixa, a cadelinha perdeu a visão. “Ela teve catarata e glaucoma. Os veterinários se espantaram porque ela é muito jovem ainda. Mas foi um problema que puxou o outro. Ela sempre coçava muito a região dos olhos”, conta. A yorkshire está sempre entrando em novos tratamentos para ter uma qualidade de vida melhor. “Atualmente, ela faz hemoterapia”, diz Adriana.

Apesar de ter uma saúde delicada, Princesa leva uma vida normal. “Sou uma ‘mãe’ muito zelosa e ela é muito feliz. Gosta de passear, brincar e é muito carinhosa”, afirma a empresária. Na casa, tem outro pet. Nick, um yorkshire da mesma idade e perfeitamente saudável.

Prevenção

*Manter o pet limpo.

*Não deixar o bicho molhado (eles podem ser alvo de fungos).

*Limpar o ambiente com produtos apropriados.

*Observar se o animal está se coçando em excesso.

*Visitar periodicamente o veterinário.

E os felinos felpudos?

Ao contrário do que muitos pensam, gatos raramente têm pulgas ou carrapatos. A infestação só acontece quando os bichanos têm acesso à rua, ou com cachorros. “É difícil acontecer. Só quando o gato está muito debilitado”, esclarece o veterinário Vitor Benigno, especialista em gatos. Em compensação, gatos são mais propensos a ter dermatites. “Eles podem ter dermatites alérgicas, alergias alimentares, alergias gerais, fungos e sarna. Carrapato é muito raro mesmo”, reforça. Os mais peludos têm uma predisposição para desenvolver problemas de pele. “Com uma camada de pelos enorme, apesar de fazerem a própria higienização, eles estão expostos a fungos e bactérias.”

Há três meses, o persa Emílio, de 1 ano, teve piodermatite. O gato se coçava o tempo inteiro até chegar ao ponto de assustar a dona. “Ele estava se coçando muito. Puxava tanto o pelo que chegava a arrancar”, lembra a advogada Ruchele Bimbato, 39. Emílio foi tratado com remédios e banhos terapêuticos, mas não escapou da tosa. “Ele estava com várias feridas. Ficou se escondendo atrás dos móveis. Parecia que estava com vergonha”, relata a dona.

A piodermatite é uma infecção causada por fungos, que deixam a pele ferida e com pus. “Ela ocorre quando a imunidade do animal está baixa. Nesse momento, o fungo se aproveita para se instalar na pele do animal”, explica Vitor Benigno.

Emílio ainda está em fase de recuperação. “Ele toma banho em um petshop especializado em gatos. Além disso, usa um xampu especial antifúngico”, aponta Ruchele. Atualmente, o gato e a dona levam a rotina normalmente. Segundo a advogada, o que mudou foi a forma de cuidar do felino. “Eu já era atenciosa, mas, agora, de olho em todos os sinais.”

Em nome da segurança

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Todo cuidado é pouco quando os bichinhos precisam de cirurgia. Observar com cuidado o local da operação é crucial para que tudo dê certo.

Késsia e Leandro pesquisam muito antes de levar seus bichinhos, Bill e Virgínia, ao  veterinário (foto Zuleika de Souza/CB/DA Press)

Por Gláucia Chaves, da Revista do Correio

Submeter o animal de estimação a uma cirurgia é sempre um estresse, tanto para os tutores quanto para os bichos. Mesmo procedimentos cirúrgicos simples, como a remoção de tártaro dentário, envolvem riscos. Além de possíveis complicações inerentes aos procedimentos, os donos devem estar preparados para dar toda a assistência necessária ao animal no pós-operatório. Para evitar dores de cabeça e consequências negativas para seu pet, os profissionais alertam: é importante pesquisar sobre o veterinário e sobre o local em que a cirurgia será feita.

José Carlos Maranhão, médico veterinário do Hospital Veterinário Dr. Antônio Clemenceau, explica que a primeira providência é verificar (de preferência, pessoalmente) as condições de assepsia. Limpeza, o uso de materiais descartáveis e a existência de aparelhos específicos para a esterilização dos materiais cirúrgicos que serão usados são alguns pontos importantes a observar.

Aprovado o ambiente cirúrgico, o próximo passo é tirar todas as dúvidas. Vale perguntar o que vier à cabeça: quanto tempo demorará a cirurgia, como ela será feita, quais devem ser os cuidados com o bichinho após o procedimento, enfim, tudo que deixe o dono tranquilo. “É importantíssimo saber quais serão as condições de tratamento no pós-operatório”, frisa Maranhão. “Os donos devem perguntar se o local fornecerá curativos, medicamentos, antibióticos, anti-inflamatórios ou o que mais for preciso para que a cirurgia corra bem. É obrigação do local dar assistência antes, durante e depois do procedimento.”

Outro aspecto primordial antes de escolher o local em que seu animal será operado, de acordo com o veterinário, é saber que tipo de anestesia será adotado no procedimento. “Recomendo fortemente que seja a inalatória. Com a intravenosa, o animal corre mais riscos, como ter problemas respiratórios ou cardiológicos”, justifica.

A médica veterinária Cláudia Godoi de Oliveira, proprietária do Hospital Veterinário São Francisco, ressalta ainda a importância de levar em consideração o protocolo adotado pelo veterinário antes de confiar o bichinho a ele. “O ideal é que o animal passe por uma consulta pré-operatória, em que o veterinário irá fazer o exame de sangue para verificar o risco cirúrgico do paciente”, detalha. Nesse primeiro hemograma completo, os médicos avaliarão as condições gerais de saúde do pet: se ele está com anemia, infecção, como estão as plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue) etc.

Exames para verificar a saúde dos rins e do fígado também são altamente recomendados, uma vez que a anestesia será metabolizada nesses órgãos. Os exames são simples e, geralmente, ficam prontos no mesmo dia. “Se o animal tem 4 anos ou mais, pedimos também um eletrocardiograma”, completa a veterinária. Caso o bicho já tenha problemas cardíacos, também é feito um ecocardiograma. Lembrando: esse é o protocolo geral para cirurgias consideradas simples. Se o caso do animal for mais sério (como uma cirurgia para a retirada de tumores, por exemplo), o ideal é que o profissional avalie em que pé está o câncer. Nesses casos, é pedida uma radiografia de tórax e/ou abdominal para que o profissional avalie se há metástase.

As medidas são essenciais para que o pet se recupere totalmente. Somente a partir dos resultados apresentados os veterinários (e os donos) podem sentir-se realmente tranquilos para realizar a operação. Escolhido o local e autorizada a cirurgia, vem a parte dos donos: Cláudia Godoi relembra que, por menor que seja a intervenção, há um protocolo que deve ser seguido para que a operação seja bem-sucedida. “Deixar o animal em jejum é extremamente importante, porque o animal não vai levantar o braço para avisar que quer vomitar”, completa a médica. “Se ele vomitar anestesiado, pode sufocar com o próprio vômito. O animal pode também aspirar o líquido, que irá para o pulmão, podendo ocasionar edema pulmonar.”

Antes de levar o bicho à mesa de operações, a veterinária recomenda ainda que o animal vá de banho tomado e tosado, para minimizar os riscos de infecção. Providenciar a roupinha cirúrgica ou o colar elizabetano antes da operação também ajuda, já que o animal precisará deles assim que o procedimento acabar. O proprietário deverá, ainda, ter condições de trocar os curativos e dar os medicamentos necessários para completar a recuperação da mascote. “Se não for possível fazer isso, talvez seja melhor optar por um hospital veterinário, em que o animal geralmente fica internado por 48 horas após a cirurgia.”

O casal Leandro Scapellato Cruz e Késsia Fernandes (32 e 26 anos, respectivamente), fez bem o dever de casa antes de escolher o local mais apropriado para Bill ser castrado. Bill é um pug e, como todos os cães dessa raça, tem focinho curto. A característica faz com que o animal não tenha resistência para aguentar a anestesia intravenosa — informação que o funcionário público já havia pesquisado previamente. Ao levar o animal no pet shop para orçar a operação, Leandro e a fotógrafa estranharam não haver a opção de o procedimento ser feito com anestesia inalatória. “O veterinário disse que ‘achava’ que Bill aguentaria sem essa anestesia”, relembra Késsia.

Insatisfeito e inseguro com relação ao primeiro profissional consultado, Leandro escolheu outra clínica, mais equipada. “Vários veterinários recomendaram a anestesia inalatória, que é a mais segura para os animais.” O hábito de buscar informações foi, para Leandro, a atitude que garantiu que tudo corresse bem. “Perder um animal que é parte da família por uma bobeira, por falta de informação, não é uma possibilidade”, completa Késsia.

Virgínia, a vira-lata do casal, quase passou por um perrengue no veterinário. Por já ter sido adotada com certa idade, a cadela tinha severos problemas dentários. Késsia e Leandro procuraram, então, um veterinário para fazer a limpeza de tártaro da pet. A recomendação era que o animal deveria ser levado em jejum, pela manhã, e que o procedimento teria acabado à tarde. Às 13h, horário marcado para os tutores buscarem Virgínia, nada tinha sido feito ainda: os profissionais nem mesmo sabiam o que a cadela estava fazendo ali. “Nos deram uma desculpa técnica a respeito da castração que ela faria”, relembra Leandro. “Avisei que o procedimento não era esse, mas acabou que fizeram a limpeza de qualquer jeito. E se eu tivesse demorado a buscá-la?”, questiona.

Das experiências, ficou a lição: hoje, Leandro e Késsia não abrem mão de pesquisar cada detalhe sobre o local, o veterinário e sobre seus próprios animais. “É importante saber, por exemplo, se o bicho tem alguma alergia”, completa Késsia. “Descobrimos que o Bill tem alergia a alguns medicamentos e temos tudo anotado, para emergências.” Para Leandro, além das pesquisas, a visita ao local também ajuda a dar tranquilidade. “O ideal é nunca optar apenas pela economia. Sempre terá quem faça mais barato, mas a que preço?”

Fique de olho

Mesmo com todos os cuidados, às vezes a cirurgia pode não dar certo. Nesses casos, o corpo do animal fala:

Observe a temperatura corporal do bichinho. Hipotermia (corpo gelado) pode ser um sinal de hemorragia interna.

Mucosas hipocloradas (mais brancas que o normal) também podem ser um indício de hemorragia, pois podem indicar que o animal está perdendo sangue.

Outro sintoma de hemorragia interna pode ser o aumento do abdômen após o procedimento.

Temperatura corporal muito alta e secreção excessiva dos pontos podem significar infecção.

Caso após a cirurgia não seja feito um controle de soro para eliminar o anestésico do corpo do animal, é possível que o bichinho desenvolva insuficiência renal e crises de hipertensão (mais comum em animais que passaram por anestesia intravenosa).

Fontes:

José Carlos Maranhão, médico veterinário do Hospital Veterinário Dr. Antônio Clemenceau;

Cláudia Godoi de Oliveira, médica veterinária do Hospital Veterinário São Francisco

Sem pânico no consultório

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da Revista do Correio

Ninguém gosta de ir ao médico. Muito menos os pets. O estresse causado durante uma consulta ao veterinário, muitas vezes, gera consequências futuras. O bicho pode ficar em pânico e demonstrar vários tipos de comportamentos anormais — desde fazer xixi a atacar as pessoas. “Geralmente, o medo vem de algum trauma, uma internação, ter ficado longe do dono ou até mesmo maus-tratos”, explica o adestrador Francisco Júnior. Ainda segundo o profissional, é preciso fazer um treinamento para recuperar o bem-estar emocional da mascote.

Mas nem sempre a recuperação de algum trauma é fácil. “O treinamento é complicado porque, muitas vezes, não sabemos a origem”, explica o adestrador. Normalmente, o trabalho é focado na ressocialização do animal. “Quando um cão tem medo do banho no pet shop, a gente coloca outro cachorro tranquilo ao lado tomando banho também. Assim, o animal associa aquela imagem como um momento sereno e se acalma”, explica. Francisco Júnior também diz que o mesmo procedimento pode ser feito com a roupa de veterinário — caso o animal tenha medo do profissional. “A gente pode colocar um jaleco e brincar com o cachorro, mostrando para ele que aquela pode ser uma situação boa.”

         Zico costumava ficar assustado durante as consultas: treinamento para se    

                tranquilizar. Hoje mais comportado, Foto Zuleika de Souza

O border collie Zico tem apenas 9 meses e não gosta nem um pouco das visitas ao pet shop. “Já aconteceu de ele fazer xixi dentro do consultório de tão nervoso”, conta a dona do animal, Clarissa Lemgruber. Desde que nasceu, o cão sempre se consulta com o mesmo profissional — o veterinário Emanuel Quintela. Mesmo assim, ainda não se acostumou. “Para segurá-lo, precisava de várias pessoas”, conta.

O cachorro ainda tem outros medos. “Ele é medroso em casa também. Não gosta da chuva, dos barulhos e, principalmente, do veterinário”, conta a dona do animal. Atualmente, ela passa pelo adestramento para socialização. Zico apresenta melhoras, mas, segundo a tutora, ainda vai precisar de mais aulas. “Ele é muito inseguro e apegado a mim e ao meu pai”, explica.

Os pequenos são geniosos. O temperamento do animal depende muito do ambiente de casa. Mas os menores têm como característica serem mais tempestuosos. “Eles são muito bravos. Costumam ficar muito no colo, dentro de casa, e, por isso, acreditam que têm mais direitos e ficam agressivos em um consultório”, explica o adestrador Francisco Júnior. Esse é o caso de Nick, um yorkshire de 8 anos. “O Nick é muito ligado à dona, então, se ela saísse de perto dele no momento da vacina, ele ficava completamente descontrolado”, conta o veterinário Rafael Souza — que atende o animal há um ano.

Dona do bichinho, a estudante Alice Soares, 18 anos, confirma que ele costuma dar muito trabalho. “Sempre foi muito desconfiado. Ele mordia, latia, arrancava a coleira”, conta. Segundo a jovem, ter um veterinário fixo surtiu efeito positivo. “Ele pegou confiança”, afirma. Atualmente, o pequeno já vem se comportando bem durante as visitas.”

O médico veterinário Rafael Souza atesta que os menores realmente dão mais trabalho. “Se tiverem que fazer um tratamento, por exemplo, os cães pequenos tendem a se revoltar mais. Eles são mais mimados e apegados aos donos”, afirma. Hachi é um shih tzu de 4 anos que chegou a morder o pescoço da mãe do veterinário, Ana Lúcia Souza. “Aconteceu quando eu ia dar uma vacina nele. A minha mãe estava com ele no colo e eu fui aplicar uma injeção por trás, aí ele a atacou”, conta.

        Com medo de uma vacina, o shih tzu Hachi chegou a morder Ana Lúcia, mãe

                         do veterinário Rafael Souza.Foto Zuleika de Souza

“Ele também já mordeu uma pessoa do banho e tosa”, afirma a dona do animal, Sandra Freitas, 53 anos, aposentada. O cachorro melhorou naturalmente o comportamento, quando pegou confiança nas pessoas da clínica. A tutora do animal conta que, em outros consultórios, o cãozinho não era tão bem tratado. “Alguns veterinários pegavam ele com muita força para vacinar. Isso contribuiu para que ele ficasse estressado”, afirma. Além disso, a aposentada garante que o tratamento que Hachi recebe agora é fundamental para aplacar o medo dele. “Toda vez que ele vai lá, é uma festa. Tem petisco, dão carinho e atenção”, conta.

Rafael Souza dá dicas para evitar conflitos. “A pessoa tem consciência do temperamento do animal. Se sabe que ele é mais agitado e menos social, pode ligar antes para saber se haverá outros animais na clínica”, explica. Passear com a mascote antes da visita ao consultório também pode ser positivo. Assim, o bicho chega mais relaxado para as consultas.

Agradecimentos

Clínica Veterinária Dom Bosco

Clínica Veterinária Asa Sul

Parque Dog

O corpo do pet fala

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da Revista do Correio

Quem disse que os animais não se comunicam? Aprenda a ler os sinais corporais dos bichos e entenda o que eles querem dizer

Apesar de não se comunicarem como os humanos, os animais fazem uso de outros tipos de linguagem. E não são apenas os latidos: o corpo do cão também fala. Assim como o dos gatos. Os pets se comunicam pela audição, pela visão, pelo olfato e pelo paladar. Alguns sinais corporais podem identificar certos comportamentos, sentimentos e até mesmo prever quando o bicho tem intenção de atacar.

Essas expressões, no entanto, devem ser examinadas de acordo com o ambiente e a situação em que se encontram. “A análise de linguagem corporal de cães tem que ser estudada detalhadamente para analisar todos os mínimos sinais e saber interpretar o que eles, naquele conjunto e contexto, significam”, explica a veterinária Joana Barros, que também trabalha com consultas comportamentais de cães e pet sitter.

Por meio da linguagem corporal é possível descobrir alguns segredos da personalidade do animal: se ele é submisso, dominante, agitado ou calmo, por exemplo. O cão agressivo pode esboçar essa tendência com o corpo. “Ele vai colocar o peso sobre as patas dianteiras (exceto buldogues), bocejando, como se estivesse com sono ou se alongando”, explica o adestrador e modificador comportamental Vilmar José.

Ainda de acordo com o profissional, o bicho pode olhar o alvo de lado no momento que antecede à mordida. “Também tem aqueles que estufam o peito e tentam aparentar serem maiores, a fim de intimidar o outro”, explica.

Os sinais corporais podem ser facilmente identificados no dia a dia por meio dos movimentos do corpo, da língua, da orelhas, da calda e pelo olhar do cão. O balançar do rabo é um dos mais significativos desses sinais e pode ter duas interpretações. A primeira é um indicativo de harmonia, de um estado de excitação e de felicidade. O cãozinho que estiver balançando o rabo e erguendo a traseira, enquanto abaixa sua dianteira, pode estar convidando alguém, ou outro bicho, para brincar. Mas, se além de mexer a calda, o pet se alongar e piscar os olhos é bem provável que esteja estressado, prestes a morder. “As pessoas deixam se guiar somente por ver a calda balançando e não reparam nos outros sinais. Isso com certeza é um dos causadores de acidentes”, alerta o modificador comportamental de cães Vilmar José.

O que vai mudar e ajudar a entender o que o animal está querendo dizer é o restante da linguagem corporal e o ambiente. O mesmo serve para gatos. Os bichanos geralmente balançam mais o rabo quando estão nervosos e incomodados. A lambida também tem vários significados. “Desde uma forma de agradar quem está próximo até como uma tentativa de curar feridas”, afirma o adestrador Vilmar José. “Pode também significar limpeza, reconhecimento do objeto ou da pessoa”, acrescenta a veterinária Joana Barros.

A voz do animal também é importante. Existem vários tipo de vocalizações. O latido pode significar alerta, defesa, brincadeira ou um chamado por atenção. Já o grunhido pode ser é um pedido de atenção ou uma saudação. O rosnado é um alerta, um aviso de defesa, um sinal de dominância e ameaça ou em alguns casos, apenas uma brincadeira. Já o uivo, uma tentativa de chamar cães ou pessoas que estão longe. O gemido geralmente expressa dor.

Até mesmo se o cão estiver quieto e aparentemente sem nenhuma expressão já é um sinal corporal. Animais assim, tão prostrados, podem estar demonstrando depressão ou carência. Depende muito do contexto da situação. Caso exista algum outro comportamento estranho no pet, é necessário procurar um profissional.

Saiba o que ele quer dizer

Agressividade/prestes a morder: Colocar o peso nas patas dianteiras e bocejar. Eles também eriçam os pelos e esticam o corpo tentando aparentar serem maiores e mais fortes para intimidar o outro.

Paz e amor: primeiro sinal do cão é aquela lambidinha básica no nariz. As orelhas geralmente estão baixas e o olhar permanece tranquilo. O intuito é fazer amizades e deixar claro que é da paz.

Chateado: um cão triste ou com medo tende a estar mais acuado, encurvado, com a cabeça mais baixa e com rabo entre as pernas.

Vamos brincar: Traseira erguida (com a calda balançando) e a dianteira baixa. A língua pode ficar para fora e o cão fica inquieto.

Relaxamento: quando o cão vira a barriga para cima. Isso demonstra confiança, pois suas vísceras estão à mostra.

Eles precisam de um lar temporário

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por  PALOMA SUERTEGARAY, da Editoria de Cidades

Filhos de um casal de cães-guias, seis filhotes de labrador esperam, no quartel dos bombeiros, por famílias que aceitem hospedá-los até que estejam aptos a serem treinados para seguir a “profissão” dos pais

Lúcia Campos com o único filhote que nasceu com o pelo dourado no colo:

votação para escolher o nome.

foto Breno Fortes/CB/DA Press

Dez pares de olhos brincalhões mais 10 rabos balançando com alegria. Se existe uma fórmula para o amor à primeira vista, é essa. Uma ninhada de labradores, integrantes do Projeto Cão-Guia de Cegos do Distrito Federal, está à espera de famílias que queiram hospedá-los até que tenham idade suficiente para começar o treinamento: 1 ano. A iniciativa é executada pela Associação Brasiliense de Ações Comunitárias, que cuida de um canil localizado no Centro de Capacitação Física do Corpo de Bombeiros, no Setor Policial Sul. É difícil resistir a tanta fofura. No entanto, dos 10 carinhosos filhotes, seis ainda não conseguiram um lar. Interessados em adotar um deles temporariamente devem ter mais de 18 anos, morar em casa e arcar com os gastos do animal, entre outros requisitos. Em troca, recebem o afeto ilimitado do cão, além do bônus de estar fazendo uma boa ação. Os cachorrinhos são filhos de Ônix e Umbro, também cães-guia do projeto. São cinco fêmeas e cinco machos, com 4 meses de vida. A maioria é de cor preta e chocolate, salvo um, de pêlo dourado. Separados em vários canis no quartel de bombeiros, fazem festa para quem passar pela frente, ansiosos por um afago. Quando soltos, fica difícil segurar tanta energia: eles querem correr, pular, brincar e cheirar tudo o que encontram. “Os filhotes ainda não foram batizados, porque preferimos que a família hospedeira decida como chamá-los. Apenas o nome do dourado está sendo escolhido, via internet (veja serviço)”, conta a coordenadora do Projeto Cão-Guia de Cegos, Lúcia Campos. As opções são Calvin, Cheddar e Sinus. Entre 3 meses e 1 ano de idade, os cachorrinhos ficam com famílias hospedeiras, processo muito importante para socializar os filhotes. “As pessoas que recebem os filhotes têm a missão de apresentá-los ao mundo, ensiná-los a conviver em casa e levá-los para conhecer o maior número possível de ambientes, desde parques até meios de transporte público. É essencial para que se acostumem a como será a vida deles como cão-guia”, explica Lúcia. Segundo a Lei Nº 11.126, de 27 de junho de 2005, durante a socialização, o filhote tem os mesmos direitos garantidos a um cão-guia adulto. Um dos treinadores da iniciativa, o sargento Paulo Patrício Alencar, destaca a importância dessa etapa para o preparo do cachorro. “Se a família fizer um bom trabalho, ajuda muito nosso trabalho de treinamento, porque o animal é muito mais receptivo”, esclarece. Para participar do processo de seleção, a pessoa deve residir no DF, ter idade igual ou superior a 18 anos, morar em casa e ter disponibilidade de tempo para sair com o cão para atividades externas. “É importante também que toda a família esteja de acordo com a hospedagem do animal. A afinidade entre os humanos e o cão é essencial”, complementa a psicólogo do Projeto Cão-Guia Fernanda Baptista Alves. Para escolher quem está apto a receber um dos filhotes, é realizado um questionário, visita à residência e entrevista. “Além de verificar que nada na casa constitua um risco para o cachorro, como cercas pouco protetivas ou fios elétricos expostos, estudamos os hábitos dos hospedeiros para analisar se estão aptos para a tarefa”, descreve Fernanda. O grande desafio na seleção é evitar que os filhotes sejam enviados para áreas de risco de leishmaniose no DF, apontadas pela Zoonoses. Por essa razão, nos últimos anos, foram adotadas algumas medidas preventivas para evitar o contágio da doença com os filhotes. São priorizadas famílias hospedeiras das regiões da parte sul do DF, como Cruzeiro, Asa Sul, Taguatinga, Guará, Vicente Pires, Park Way, Ceilândia e Samambaia.

Hora do adeus

Outra das preocupações dos integrantes do Projeto Cão-Guia é que as famílias hospedeiras saibam lidar bem com a hora de se separar do cachorro. “Na hora da entrevista, já conversamos com as pessoas a respeito disso. Geralmente, quem procura participar da iniciativa está preparado para o momento, mas sempre é um pouco difícil”, diz Fernanda. Maria do Carmo Baptista, 58 anos, tia da psicóloga, é uma das escolhidas para receber um dos filhotes da última ninhada. É a primeira vez que vai passar pela experiência. “Não vai ser fácil dar adeus, mas saber que a gente está fazendo parte de uma coisa tão boa compensa. Além disso, a gente nunca perde todo o contato com o cãozinho depois que ele vai embora”, diz a aposentada.

Cães sob medida

Os labradores são uma das melhores raça para cães-guia. “Além de serem muito inteligentes, são fáceis de manter. O pelo deles, por exemplo, não precisa de cuidados muito complexos”, explica a coordenadora do Projeto Cão-Guia de Cegos DF, Lúcia Campos. Outra vantagem é que, mesmo muito amorosos, os labradores lidam bem com a separação de pessoas com quem convivem. “Isso é muito importante porque, desde a fase de filhote, o cão-guia mora um pouco com a família hospedeira, depois fica com o treinador, e só depois vai fazer companhia ao deficiente visual. Outras raças sofreriam com isso”, complementa Lúcia. Cerca de 40 cachorros fazem parte do projeto, contando os filhotes. Alguns estão na etapa de treinamento — que ocorre na mesma sede da iniciativa — e outros, já aposentados, podem descansar no canil. Serviço:

Para doar Quem tiver interesse, pode contribuir com o Projeto Cão-Guia de Brasília doando qualquer valor, por depósito ou transferência bancária, na seguinte conta: Associação Amigos do Cão-Guia – AACG Banco do Brasil /Agência 3604-8 / Conta corrente 11.882-6 CNPJ 18.080.324/0001-24

Para ser hospedeiro Entre em contato com os integrantes do projeto pelo telefone (61) 9309-0100 ou pelos email: caoguiadf@gmail.com e caoguia.voluntariafo@gmail.com

Para votar no nome do filhote dourado

caoguia.typeform.com/to/hKrA8s

Assista o vídeo:

Fotógrafo flagra furão de carona em pica-pau

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Esta foto flagra o momento em que um furão pega carona no voo de um pica-pau. A imagem foi feita em um parque em Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May. Ele acredita que o mamífero atacou o pássaro, que decolou no susto, levando consigo o passageiro. “O pica-pau estava saltitando estranhamente como se estivesse pisando numa superfície quente… O pássaro voou sobre nós e um pouco em nossa direção; de repente, ficou óbvio que ele tinha um pequeno mamífero nas costas e que essa era uma luta pela vida”, disse Le-May. A dupla aterrissou a cerca de 25m do fotógrafo, que disse ter temido pelo pica-pau. Mas a sua presença pode ter distraído o mamífero predador, que desapareceu na vegetação. O pássaro escapou com vida. Fonte: BBC Brasil

Os cachorros caem na água

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da Revista do Correio

Aulas de natação ou mesmo mergulhos no lago são programas aprovados para os pets, mas é preciso cuidado para garantir a segurança e a saúde dos cãezinhos 

foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

Assim como os humanos, os pets sentem os desconfortos das altas temperaturas do verão e se refrescam como podem. Atividades na água são aliadas na diversão e saúde do animal. Ao contrário do que muitos pensam, o cão não nasce sabendo nadar. O hábito é adquirido com o tempo, de forma natural, a partir do movimento que ele faz com as patas. Para aprender, o ideal é que o bicho não seja muito jovem e tenha a mobilidade músculo-esquelética preparada. O uso de boias ou coletes pode incrementar a segurança dos bichinhos.

E que tal uma aula de natação para o seu pet? Além de ser saudável e divertida, a atividade na água é ideal para os cães da terceira idade. “A natação para o cão é como uma hidroginástica, excelente para animais idosos. Tem baixo impacto e faz o corpo entrar em atividade”, explica o médico- veterinário Claudio Roehsig.

A natação e outras atividades dentro aquáticas são benéficas para o bicho e podem tratar problemas nos ossos. “Cachorros que têm artrose, por exemplo, podem fazer hidroesteira”, afirma o especialista. Além do tratamento ósseo, a água favorece o fortalecimento muscular e o sistema respiratório, alivia as dores na coluna e contribui para a perda de peso. Nesses casos, é preciso acompanhamento de veterinário ou especialista.

Na aula de natação, os cães são monitorados por, no mínimo, cinco recreadores, que se revezam durante a atividade. A água também deve conter uma quantidade mínima de cloro. Bichinhos pequenos passam, em média, 25 minutos na piscina, enquanto os cães adultos podem ficar até 40. “Primeiramente, eles são submetidos a uma avaliação veterinária para sabermos se estão aptos para a natação. A atividade ajuda no emagrecimento e deixa os cães mais relaxados”, explica Bruna Borges, proprietária de uma academia que oferece essas aulas. Ainda de acordo com a ela, os cães usam um colete durante a atividade.

foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

Em janeiro, a estudante Juliana Barros, 20 anos, começou a levar Barney, um yorkshire de 8 anos, para nadar. “Eu vi alguns cachorros brincando com os donos no lago e fiquei curiosa para saber como ele reagiria e se realmente conseguiria nadar”, conta.

Apesar de ter feito diversos passeios no Paranoá, o pet ainda não se adaptou à atividade e não gosta da água — principalmente a hora do banho. Juliana, no entanto, tem “planos aquáticos” para o cãozinho. “Por enquanto, só levei o Barney no fim do Lago Norte, pois lá não há restrições para a entrada de cães, mas pretendo levá-lo a outros lugares, talvez até fazer stand up paddle com ele.”

Entre os cuidados que adota para garantir a segurança da mascote, a estudante afirma estar sempre próxima ao animal e dar banhos após a atividade. “Tenho que ficar perto dele para que não se canse muito, até porque ele ainda é inexperiente”, explica.

A fotógrafa Rayssa Sereno, 26 anos, começou a levar a cadela Vida (uma mistura de dog alemão com vira-lata) há dois meses. Segundo ela, a cachorrinha amou a experiência. “Já fomos cinco vezes. Eu sou atleta e queria a companhia dela. Apesar de Vida ser grande, saio muito com ela. Em um dia de sol no lago, a levei para tomar banho e socializar com outros cachorros”, conta.

Rayssa conta que sempre coloca um colete na cadela e, depois das atividades, costuma dar banho na mascote. “Ela tem que associar aquele momento como uma coisa boa, sem traumas. Assim como nós humanos”, explica.

Os especialistas alertam que é importante não levar o pet para nadar em locais fundos, assim como ter o controle da situação. O cão, por natureza, tem o próprio senso do limite, mas é necessário não bobear. Na piscina, é necessário estar atento à quantidade de cloro para evitar intoxicação no animal. “A baixa concentração não costuma causar alterações na pele e nos pelos, mas é importante relatar que animais com pele sensível podem apresentar irritações cutâneas, desencadeando problemas mais sérios”, explica o veterinário Raphael Rocha, especializado em dermatologia veterinária.

De acordo com Rocha, é fundamental ter cuidado com comportamentos inadequados (como urinar ou defecar) que alguns bichos podem apresentar nos banhos. “As doenças zoonóticas, aquelas que podem ser transmitidas ao homem, são a maior preocupação. Assim, é fundamental manter a higiene adequada de piscina e estar certo de que o animal esteja bem de saúde e com as vacinas em dia”, afirma.

Cães de pelo longo e claro merecem atenção especial, pois podem facilitar a proliferação de fungos e bactérias. O cuidado com os ouvidos dos pets é fundamental durante a atividade. “É importante utilizar algodão hidrofóbico para prevenir otites (infecções). O algodão evitará que entre água e que o cloro da piscina dilua a cera de ouvido do cão, que funciona como protetor natural dos canais auditivos”, explica Talita Borges, dermatóloga veterinária. Após a brincadeira na água, sempre é bom verificar se o cão apresenta coceiras na região e, caso isso ocorra, é preciso levá-lo ao veterinário.

Forçar a entrada do bichinho na água está fora de cogitação, assim como empurrá-lo. Alguns cachorros ficam em pânico e correm o risco de morreram afogados. Diante de dificuldades, a adestradora Sofia Bethlem explica a melhor forma de proceder. “Faça com que ele se esqueça da água. Brinque com bolinha ou cabo de guerra até que ele se não lembre mais e, quando isso acontecer, continue a brincadeira, sempre aproximando ele da água”, detalha.

De acordo com a adestradora, esse momento é propício para fazer carinho no animalzinho (assim ele vai apreciar a experiência) e depois retomar o jogo. Quando ele estiver empolgado, aproveite para jogar os brinquedos dentro da água. “Esse exercício gradativo pode ser feito com cães que têm medo ou que estão aprendendo a entrar na água. Caso seja necessário, inicie com uma bacia”, afirma Sofia.

Fique atento

O pet deve estar com a vacinação e a vermifugação em dia para poder nadar

Verifique se a legislação local permite a presença do animal e tenha cuidado na ingestão de materiais inadequados, como pedras, madeira e areia.

Não obrigue o bichinho a entrar na água

Contraindicações

É preciso evitar os mergulhos caso o cão:

Apresente feridas no corpo;

Tenha doenças infecciosas ou demopatias;

Esteja debilitados fisicamente ou

Tenha cardiopatias graves

Para ler

Cachorros submarinos (Intrínseca, 144 páginas). O livro fotográfico, de Seth Casteel, capturou imagens divertidas de cães debaixo d’água. O trabalho se tornou sensação no mundo inteiro, com uma série de sessões com mais de 250 cachorros de diferentes raças, como yorkshire, golden retriever e buldogue.