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da Revista do Correio

Da disciplina às despesas com alimentação e veterinário, alguns casais dividem a tarefa de criar um pet

Há quase um ano, Sami e Gabriela dividem os cuidados com Pituxa

foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

Ter um pet em casa é muita responsabilidade. Alguns casais  de namorados dividem os animais como se fossem pai e mãe. Antes de tudo, é preciso ter responsabilidade para criar e separar as tarefas. Os estudantes Sami Sternberge e Gabriela Moreira, ambos de 22 anos, entendem bem esse conceito e, juntos, criam a pequena Pituxa.

A cadelinha sem raça definida tem 1 ano e divide as atenções do casal. Ela foi adotada com 2 meses de idade, por decisão conjunta. “Já tínhamos conversado sobre ter um pet. Um dia, vi a foto da Pituxa e falei com a Gabriela. Ela concordou e fomos buscá-la”, conta Sami Sternberg.

De acordo com ele, a cachorrinha obedece aos dois da mesma forma. “A Gabriela é como se fosse a mãe e eu, o pai. Mas acredito que a a Pituxa é mais afetiva comigo e mais obediente com ela”, afirma. Os dois dividem a responsabilidade igualmente. Pituxa mora com o “pai”. “Na casa do Sami tem mais espaço, mas sempre estou por perto. A gente divide as despesas com brinquedos, ração e veterinário”, conta a estudante.

Sami afirma que há muita parceria entre eles. “A gente mora perto. Sempre que preciso de alguma ajuda vou até lá. Quando viajo, a Pituxa fica na casa da Gabriela”, diz Sternberg. O casal se desdobra pelo bem da cadela. “A gente se organiza muito para cuidar dela. Quando eu não posso passear, ele vai e vice-versa. É como se fosse um filho para gente”, afirma.

Pituxa também é um sucesso no Instagram. Sami criou um perfil para a mascote e já conta com 250 seguidores. O @vidadepituxa é atualizado quase todos os dias. “Ele adora tirar fotos, postava coisas sobre a Pituxa todos os dias, então eu dei a ideia de ele fazer um perfil somente para ela”, conta Gabriela.

Juntos há dois anos, eles não pretendem adotar mais pets por falta de espaço. De acordo com o casal, a pequena tem um comportamento calmo. “Ela aprontava muito quando era filhote. Comia os móveis e e bagunçava bastante. Mas, hoje,  é calma e alegre”, afirma Sami.

É possível um cão ter vários donos e obedecer todos da mesma forma? De acordo com o adestrador Carlos Júnior, o desafio é viável. A principal questão é estabelecer um padrão de comportamento para o pet. “Um casal deve sempre manter a ordem e estabelecer o que deve ser feito para o bicho. Nada de um tirar a autoridade do outro, é como se fosse uma criança mesmo”, explica.

Para garantir isso, é preciso o casal participar junto da construção do comportamento. Esse investimento pode valer à pena, já que os animais podem até mesmo melhorar a vida a dois. Em 2013, um estudo da Universidade de Buffalo (Nova York, Estados Unidos) afirmou que a presença dos pets torna a vida a dois mais feliz. A pesquisa entrevistou 240 casais e descobriu que aqueles com cão ou gato têm “um relacionamento mais próximo, estão mais satisfeitos no casamento e respondem melhor ao estresse”.

Alguns bichinhos têm o perfil de cães de família, outros, de um dono só. Os que vivem com apenas uma pessoa — geralmente os de origem oriental (akita e chow-chow, por exemplo) — adotam comportamento diferente. “Esse tipo de cão pode até ter uma convivência amigável com outras pessoas, mas sempre vai obedecer o ‘preferido’”, explica o adestrador Carlos Júnior.

Os cachorros “de família” (labrador, box, pastor-alemão, por exemplo) tendem a respeitar todos os moradores da casa. “A questão da autoridade está ligada com o jeito de se relacionar com o pet”, afirma o adestrador. É importante ressaltar que esse é o padrão de comportamento mais comum, mas existem exceções em todas as raças.

Medicina veterinária alternativa

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Por Gláucia Chaves, da Revista do Correio

Muitos donos tratam seus pets sem alopatia. A ideia é poupar a mascote de efeitos colaterais e proporcionar cuidados preventivos

A gatinha Pipoca segue o exemplo da dona, Ingla Cunha, adepta da homeopatia.                            foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

Quiropraxia, acupuntura e fitoterapia já não são tratamentos exclusivos para humanos há algum tempo. Atualmente, a chamada medicina complementar tem proporcionado qualidade de vida a pacientes de quatro patas. Ana Catarina Viana Valle, médica veterinária especializada em acupuntura, fitoterapia e homeopatia veterinária, explica que uma das grandes vantagens dessa abordagem é a ausência de efeitos colaterais, tão comuns no uso de medicamentos convencionais. “Hoje, mais de 90% dos animais encaminhados a mim têm alteração hepática causada pelo uso de remédios e pela química presente nas rações”, afirma. “Optar pela medicina complementar é saber que o fígado vai ser preservado a longo prazo.” Segundo a especialista, animais tratados à base de alopatia enfrentam um envelhecimento problemático, repleto de males crônicos. “Geralmente, o uso de medicamentos melhora a situação momentânea, mas piora a longo prazo. Por exemplo, a fluoxetina (tipo de antidepressivo) pode causar problema cardíaco. E o remédio para o coração é diurético, ou seja, tende a acarretar problemas renais”, argumenta. “Isso não acontece com a homeopatia”, garante a veterinária, adepta da medicina complementar desde 2005. Cecília Maria Rodrigues Tavares é veterinária especialista em diversas modalidades de medicina complementar chinesa (acupuntura, fitoterapia chinesa, guasha e moxabustão), e faz uso das técnicas há 25 anos. “Muitas pessoas só recorrem quando já não há mais o que ser feito pela medicina convencional”, reconhece. A profissional, porém, garante que qualquer patologia pode ser tratada a partir dos princípios chineses. E, quando não há cura, ao menos consegue-se dar mais qualidade de vida ao bichinho. “Nas patologias em que o animal não responde bem aos medicamentos, a acupuntura faz com que o organismo ‘respire’ e tenha condições de responder”, detalha Cecília Maria. Animais que passam por procedimentos delicados, como quimioterapia, podem ter na medicina complementar um alívio dos fortes efeitos colaterais. Para organismos saudáveis, também há vantagens. Segundo a médica, a medicina complementar chinesa combate a fadiga, o estresse e o envelhecimento. Simone Bandeira, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal (CRMV-DF), explica que a maioria das modalidades da medicina complementar são terapias reconhecidas e, acima de tudo, validadas pela prática. “Os donos se preocupam mais com a saúde do animal do que com que tipo de terapia foi usada para obtê-la”, completa. “Não faz sentido um cachorro com problema de pele usar corticoide e ter um problema hepático por conta disso”, exemplifica. Desde que nasceu, há um ano, a gata Pipoca é tratada a partir dos preceitos da medicina complementar. A dona da felina, a psicóloga e terapeuta bodytalk Ingla Cunha Faulstich, 32 anos, diz que a homeopatia e os florais de Bach são sempre a primeira opção. Foi uma escolha natural, já que ela própria evita medicamentos. “Eu e meu marido vimos que não faria sentido a gente se tratar de forma natural e levar a gata direto para a alopatia.” Ingla já teve vários animais, mas Pipoca é a primeira a se tratar fora dos consultórios convencionais. “A maioria dos veterinários queria logo entrar com medicamentos pesados ou mesmo com cirurgia”, lembra. “Sempre procurei profissionais adeptos de outro tipo de medicina, mas existe uma carência de profissionais.” Para Ingla, a melhor recompensa é perceber que, mesmo quando adoece, o organismo de Pipoca consegue se recuperar com rapidez. “Os animais são muito sensíveis e não têm a crença de que aquilo pode não funcionar. Por isso, quando as terapias atuam, o fazem de forma muito rápida e harmônica”, analisa.

Glossário de terapias Auriculoterapia Derivada da acupuntura, a técnica consiste em inserir agulhas em pontos da orelha que correspondem a órgãos. Eletroacupuntura As agulhas da acupuntura recebem pequenos estímulos elétricos, cujos efeitos são terapêuticos. Moxabustão Na técnica, é feito o aquecimento dos pontos da acupuntura a partir da queima da planta Artemisia vulgaris. Acuinjeção e hemopuntura Injeção de diferentes medicamentos e/ou sangue nos acupontos. Guasha Raspagem superficial da pele com auxílio de uma espátula e o guashayou (óleo de guasha). Implantes de ouro Glóbulos de ouro são pressionados nos pontos de acupuntura a fim de produzir estímulos de longa duração. Fitoterapia tradicional chinesa Uso de composto à base de folhas, flores, minerais, frutos, raízes, insetos e cascas de plantas. Dietoterapia Prevenção e tratamento por meio da ingestão de alimentos naturais.

Cuide do seu bichinho Veja alguns males que podem ser tratados a partir da medicina complementar e da medicina chinesa: diabetes; epilepsia; giardíase; insuficiência renal aguda e crônica; aids felina; gastrite; herlichiose (doença do carrapato); fraturas; distúrbio cognitivo do cão idoso; câncer; dermatites; ansiedade; hiperatividade; obesidade; anemia; pseudociese; hepatite; cálculo na bexiga; hipotireoidismo; doenças oftalmológicas, cardiacas, articulares e degenerativas; síndrome de cushing; diarreia; gravidez psicológica Fonte: Cecília Maria Rodrigues Tavares, veterinária especialista em medicina complementar chinesa.

Proposta de desconto do IPTU para quem adotar animais abandonados divide opiniões em Caxias do Sul

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Um projeto de lei que prevê desconto do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) para quem adotar animais abandonados em Caxias do Sul começou a tramitar no Legislativo caxiense na última semana semana. A proposta é do vereador Washington Cerqueira (PDT) e pretende reduzir o número de animais abandonados na cidade. Conforme a iniciativa, a adoção deverá ser feita por meio de uma ONG e o percentual de desconto será definido pela prefeitura. Também ficará a cargo da administração municipal verificar se os animais continuam sob cuidados dos novos tutores. O projeto estabelece revogação do desconto e cobrança do que foi até então concedido em casos de abandono ou maus-tratos. O presidente da Proteção Animal Caxias (PAC), Vladimir Flores, aprova a proposta. Para ele, o projeto pode ajudar a tirar cães e gatos da rua, dando a eles um lar e resolvendo um problema de saúde pública: “Acho muito válido. A gente é suspeito para falar, porque tudo que vem em relação à causa animal, de benefício, de direitos, de possibilidades de resolver os problemas, além de ficar feliz com isso, a gente apoia”. Já Natasha Valenti, diretora de Marketing da Sociedade Amigos dos Animais (Soama), é contra a proposta, porque entende que a atitude motivada por um benefício como o desconto pode gerar uma onda de adoções sem consciência. O temor de Natasha é que esse animais voltem a ser abandonados depois de um tempo. “Quando tu tem um animal doméstico, é uma coisa muito séria, não é brincadeira, ele vai viver mais de 10 anos, ele vai dar despesa, vai ficar doente, tem de levar no veterinário, tem de dar vacina, comida de qualidade e cuidados. As pessoas já adotam e compram por impulso e depois abandonam, imagina se tiver desconto no IPTU”, diz. Atualmente, a chácara da Soama tem 1,6 mil animais: são cerca de 1,4 mil cães e 200 gatos.

Na Câmara O projeto ainda precisar tramitar pelas comissões da Câmara de Vereadores antes de ir à votação. Caso seja aprovado pelos vereadores, segue para a prefeitura. A proposta vira lei se for sancionada pelo prefeito.fonte: Rádio Gaúcha e ANDA

Proteção na seringa

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da Revista do Correio

Para garantir a saúde dos pets é preciso ficar sempre atento ao calendário de vacinação

foto Carlos Vieira/CB/DA Press

Como os bebês, os filhotes de cães e gatos também precisam ser vacinados e tomar vermífugos. E a preocupação deve ser a mesma: observar as datas e ter um cartão para controle das doses. Isso porque a última etapa do primeiro ciclo de vacinas e vermifugação não deixa o animal totalmente imune a doenças. O médico-veterinário Luiz Cury ensina que quando o pet nasce, a amamentação e o contato placentário oferecerem uma proteção passiva — os anticorpos são passados diretamente pelo mãe. “Por isso, a vacina deve ser tomada entre 45 a 60 dias de vida. Antes disso, o organismo irá combater os vírus injetados e o efeito não será o desejado”, observa. Com o passar dos meses, o filhote perde a proteção natural e precisa de novas doses para continuar o processo de imunização. “Um animal maior tem menos proteção e mais contato com ambiente externo, portanto, a vacinação não deve ser interrompida”, conta Cury. Existem, basicamente, duas categorias de vacinas: as obrigatórias e as recomendadas. As últimas são indicadas conforme o contexto epidemiológico, ou seja, será avaliado o ambiente de convivência do bicho. Sendo assim, todo o processo deve ser feito em conjunto com uma consulta médica, pois é nesse contato que o veterinário vai investigar, por meio de exames, testes rápidos e perguntas sobre a saúde do animal, a real necessidade de imunização. No caso de o cão ou o gato ter sido infectado ou apresentar algum vírus oculto, a vacina não é aplicada até que ele esteja tratado. “Injetar mais vírus apenas vai agravar os sintomas da doença e potencializar o que está se reproduzindo. Além disso, dependendo do tipo de vacina, pode ser ainda mais prejudicial”, explica Jair Costa, professor especializado em clínica médica de cães e gatos da Universidade de Brasília. A exceção se dá quando a enfermidade é do tipo crônica. O problema principal não vai anular a exposição do bicho a outras complicações. Desse modo, as doses serão administradas de acordo com as particularidades da doença e acompanhamento. O professor ainda ressalta a importância de um profissional qualificado avaliar a situação e receitar as vacinas. “O custo pode ser elevado por conta do protocolo do paciente e da marca do produto que será utilizado”, informa. O dono do cão ou gato, na hora da aplicação, deve observar se o produto está armazenado na temperatura adequada e cobrar a assinatura e carimbo do veterinário no cartão. Como as vacinas podem ser modificadas (com o vírus morto ou fragmentos dele) ou inativadas (o vírus está vivo, mas se tornou inofensivo), podem ocorrer reações depois da injeção. Cury diz que a absorção no organismo dura cerca de 21 dias, por isso, os intervalos entre as doses são grandes. “Antes disso, há uma inflamação localizada na área. Nos gatos, há uma peculiaridade, nesse processo, é possível que se desenvolva um câncer.” Depois de tomar a vacina, o animal deve ficar em observação, no caso de surgirem efeitos colaterias mais graves — como diarreia, inchaço, vômito e erupção na pele —, deve-se levar o pet ao veterinário.

Abandonados O veterinário Jair Costa defende que a vacinação é a maneira mais eficaz de controlar as doenças entre as espécies e também as zoonoses — enfermidades que podem ser transmitidas aos humanos. De acordo com ele, os animais abandonados são mais suscetíveis a problemas de saúde. O veterinário Luiz Cury esclarece que, se o pet se encaixar nesse grupo de risco, é preciso mais atenção. Incluem-se nessa categoria animais vendidos na rua e abandonados. Entidades como a ProAnima são rigorosas quanto à questão da imunização. “Quando o animal fica sob a nossa custódia, o protocolo é levá-lo imediatamente ao veterinário para fazer exames”, explica Simone Lima, diretora geral da instituição. “Se estiver bem, é iniciado o procedimento: são dados vermífugos e produtos contra pulgas e carrapatos. Mas, quando está doente, fica internado ou vai para um lar temporário e continua o tratamento até que melhore. Somente depois disso é liberado para ser adotado.” O intuito é sempre repassar os animais para alguém que queira assumir a responsabilidade. Atualmente, a ProAnima cuida de 12 cães e oito gatos. Outro abrigo temporário atento a esses cuidados é a Sociedade Humanitária Brasileira (SHB). Alice Godoy, uma das protetoras voluntárias da entidade, menciona que a rigidez das regras em relação à saúde dos pets. “O normal é levar ao veterinário logo na chegada. Todos sempre têm vermífugos e vacinas rigorosamente em dia, além do hemograma. No caso dos gatos, fazemos exames para doenças específicas também. O animal só pode ser adotado se estiver saudável, caso contrário, mesmo com um dono, é preciso esperar.”

Calendário básico

Cães Idade                Vacina 45 dias       1ª dose (Múltipla) 66 dias       2ª dose (Múltipla) 87 dias       3ª dose (Múltipla) 108 dias     4ª dose (Múltipla) 129 dias     5ª dose (Múltipla) + Raiva Anualmente Múltipla

Gatos Idade                      Vacina 45 a 60 dias      1ª dose (Múltipla) 20 a 30 dias      depois da 1ª 2ª dose (Múltipla) 20 a 30 dias      depois da 2ª 3º dose (Múltipla) 15 dias depois  Raiva Anualmente Múltipla * Nem sempre o protocolo das vacinas será o mesmo. O procedimento pode variar de acordo com o animal ou com a raça. Consulte um veterinário.

Doenças mais comuns

Cães Adenovírus: mal que pode causar complicações respiratórias. As doenças mais comuns são hepatite infecciosa e tosse dos canis, conhecida como gripe canina. A vacina múltipla combate a enfermidade. Cinomose: possui alta taxa de mortalidade e contágio. Atinge animais com o sistema imunológico enfraquecido, é mais comum em filhotes ou em cães com idade avançada. Os sintomas podem variar de acordo com o órgão que o vírus ataca. A vacina múltipla combate a enfermidade. Leptospirose: concentra-se especialmente nos períodos de chuva. Transmitida por uma bactéria, causa desordem no funcionamento renal e/ou hepático. A transmissão pode acontecer por contato com um animal infectado ou em ambiente contaminado. É uma zoonese, ou seja, pode ser passada para o ser humano. A vacina múltipla combate a enfermidade.

GatosLeucemia felina: enfraquece o sistema imunológico e o deixa suscetível à contaminação por outras enfermidades. O contato se dá de formas variadas, mas principalmente pelo compartilhamento de potes. A vacina múltipla combate a enfermidade. Calicivirose: é uma infeção respiratória bastante séria e um dos principais problemas de saúde que podem acometer os felinos. Altamente contagiosa, é transmitida, principalmente, por meio do contato direto entre um bichano sadio e um animal doente. A vacina múltipla combate a enfermidade. Panleucopenia: muito comum entre gatos doméstico, é um distúrbio gastrointestinal causado por um parvovírus. Apesar de ser tratável, costuma ser fatal para cerca de 80% dos bichos contaminados. Atinge principalmente filhotes. A vacina múltipla combate a enfermidade.  

Hora do detox

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 por Paloma Oliveto, da Revista Encontro Brasília

Quando a dona viaja, o poodle Floquinho fica na “colônia de féria”: ele volta para casa cansado de tanto brincar.Foto Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press

Com o fim das festas e o novo ano oficialmente inaugurado, está na hora de entrar na linha. Esse é o momento de se readaptar à rotina, fazer um check-up e reencontrar o peso ideal, perdido lá por novembro, antes da fartura das comemorações e do descuido típico de férias. A agenda detox, porém, não é exclusiva dos humanos. Os pets, cada vez mais inseridos nos costumes da família, também precisam retomar os velhos hábitos. O início do ano pode ser uma boa oportunidade para colocar em dia a saúde do melhor amigo. Muitas pessoas acreditam que só precisam levar os animais de estimação ao veterinário quando eles se acidentam ou aparentam mal-estar. Mas, assim como acontece com os donos, cães e gatos também precisam ser avaliados periodicamente, seja para prevenção, seja para detecção precoce de algum problema que ainda não se manifestou clinicamente. “O ideal seria que os animais de estimação fizessem avaliações de rotina todos os anos”, diz o veterinário Humberto Martins. “Uma consulta e exames de sangue já são suficientes para dar uma boa noção da saúde. Em caso de animais idosos, uma avaliação cardiológica também é importante”, recomenda, lembrando que não se deve esquecer de verificar a carteira de vacinação e de controle parasitário.  O shih-tzu Amin, de 2 anos e meio, começou 2015 com a saúde em dia. No fim de dezembro, ele foi adotado pelo cabeleireiro Danilo Silva Santos, que fez questão de submeter o novo amigo a um check-up. Amin morava com uma amiga de Danilo, mas o cãozinho estava disputando território com um golden retriever na casa antiga, o que lhe rendeu uma fratura na boca. Antes de levá-lo para a nova família, o cabeleireiro se inteirou sobre a rotina do shih-tzu, perguntou sobre a saúde e o comportamento do animal. Depois, levou Amin a uma consulta. “Assim que o peguei, fiz um hemograma completo nele. Pretendo levá-lo ao veterinário a cada três meses, para ver se está tudo bem. O cachorro não tem como falar se está sentindo alguma coisa, então as consultas de rotina são importantes. Eles são como filhos, totalmente dependentes”, acredita. Além do bem-estar físico de Amin, Danilo se preocupou com a adaptação à casa nova. “Foi como receber uma criança”, compara. Logo no início, o shih-tzu estranhou, mas rapidamente se acostumou à rotina. “Ele viu que era o único animal e que estava reinando na casa”, brinca o cabeleireiro. Amin tem um quintal para brincar, mas, mesmo assim, Danilo faz questão dos passeios externos diários, para entreter o pet. Envolver o melhor amigo em atividades é, aliás, a melhor maneira de readaptá-lo à rotina, depois das férias de fim de ano. Alguns são levados na viagem com os donos, enquanto outros acabam hospedados em hotéis. Seja qual for a situação, os meses de dezembro e janeiro provocam uma quebra nos hábitos do pet. O veterinário Humberto Martins diz o que fazer: “Não tem segredo, basta o proprietário criar uma rotina com o seu cão. Passeios diários, brincadeiras e estímulos mentais são tarefas fáceis de serem realizadas e que demandam menos tempo que se imagina”, garante. Às vezes, porém, eles podem sofrer uma espécie de “depressão pós-férias”. Da mesma forma que humanos se ressentem da rotina de passeios e diversão, os animais também estranham o retorno a um dia a dia menos agitado quando voltam para casa. “Quando viajamos, esperamos que nossos cães sintam muito nossa falta e mal possam esperar para nos ver de novo. Mas as férias de verão também são um grande momento para eles”, afirma o norte-americano Michael Rowland, especialista em comportamento canino. “Quem conhece bem a rotina de um day care ou hotel para animais sabe do que estou falando. Na hora de buscá-los é engraçado, eles parecem querer contar para nós tudo que fizeram. Nesses locais, há muitas brincadeiras, caminhadas, interação com outros animais. Então, é natural que, ao voltarem das férias, eles cheguem um tanto hiperativos e demorem um pouco para retornar à rotina mais tranquila”, explicou, por email, a Encontro Brasília. Segundo Rowland, alguns podem ficar tristes e apáticos nos primeiros dias. “O que posso recomendar são longas e agradáveis caminhadas, eles precisam gastar essa energia extra até as coisas voltarem ao normal. Geralmente, são necessários alguns dias”, afirma. O poodle Floquinho, de 5 anos, passou 22 dias hospedado em um hotelzinho que também funciona como day care e voltou para casa mais sociável. Antigamente, a dona do cão, a empresária e analista de RH Monica Barcelos, costumava levá-lo nas viagens ao litoral. Contudo, em vez de se divertir, ele se estressava nas férias. “Ele ficava bastante agitado. Como o Floquinho é de porte médio, eu não podia carregá-lo comigo para todos os lugares e ele sentia nossa falta”, recorda Monica. Por orientação de um veterinário, ela decidiu que, em vez de acompanhar a família, o poodle passaria a ficar na “colônia de férias” quando viajasse. Em vez de se ressentir e achar que foi abandonado, Floquinho adorou a mudança. Ele já está habituado com o hotelzinho, pois toma banhos semanais no local e, eventualmente, passa os fins de semana por lá. “Ele já conhece os cachorros, já tem os coleguinhas, então não estranha”, conta Monica. Quem estranhou foi o poodle que, ao voltar para casa, não tinha uma rotina tão agitada quanto na “colônia”. “Em casa, ele passeia três vezes ao dia, mas não é a mesma coisa. Lá ele brinca muito”, diz a empresária.  

Convivência pacífica

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Por Renata Rusky, da Revista do Correio

A gravidez da dona é um dos principais motivos de abandono de pets. Protetores dos animais tentam conscientizar de que não é uma questão de escolha: bebê e mascote são membros da família

foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

Quando Gabriela Marinho (foto) , 20 anos, recepcionista, engravidou, ela tinha três gatos e dois cachorros. Ao contrário do que muita gente faz, ela não os desamparou. A gravidez da dona é um dos principais motivos de abandono de animais de estimação. A falta de informação e a crença de que os bichos são portadores de doenças tornam o pet vítima do desamparo das ruas. Para Gabriela, até então, era a seus cachorros e gatos que ela tinha dedicado todo seu amor e eram eles quem ela considerava seus filhos; portanto, não fazia sentido largá-los quando estava prestes a dar à luz Ísis, hoje com 4 meses. Os cachorros, ela sentia que perceberam logo a gravidez. “Uma delas deitava na minha barriga quando ainda estava pequena e rosnava para qualquer um que chegasse perto”, conta. Ela mostrava as roupas do bebê para os dois cães, deixava que cheirassem. Mesmo assim, ainda houve ciúme no início. Os gatos não ligavam muito, mas, depois que Ísis nasceu, começaram a se interessar pelo quarto e pelo berço dela, coisa que não tinham feito antes de a pequena nascer. Ao chegar da maternidade, já não eram três gatos, já que um deles foi envenenado na rua. Gabriela, com cuidado, deixou que todos eles, cães e felinos, cheirassem Ísis para se acostumarem com a presença do novo membro da família. Mesmo o mais agressivo dos gatos não ousou fazer nada contra o bebê. Hoje, ela até já abriu mão da pequena cerca que impedia que os animais entrassem no quarto da menina. Se, além de todas as mudanças que envolvem a chegada do bebê, a família ainda tiver que lidar com o ciúme dos animais de estimação, a situação pode ser estressante. Assim como Gabriela, a ativista protetora dos animais Luisa Mell (veja box) passou por essa situação recentemente e esteve em Brasília, no Taguatinga Shopping, para dar uma palestra a respeito. Ela tenta explicar que o abandono não é necessário, muito menos uma boa solução. Com dois cachorros em casa, Luisa conta que a preparação começou antes mesmo de o filho chegar. Por considerar importante que os bichos continuassem se sentindo parte da família, ela passava horas no quarto do bebê com os dois cachorros. “Mesmo assim, após o nascimento, um deles começou a fazer cocô na porta do meu quarto”, conta Luisa. Ela conta o quanto foi cansativo, mas compara: “Irmãos mais velhos também não ficam com ciúme? É a mesma coisa e nós temos que buscar forças para lidar com isso. É um momento difícil, mas compensa”. Ela cita pesquisas que indicam que crianças que convivem com animais de estimação até o primeiro ano de vida têm menos alergias e doenças respiratórias. Então, espera que os dois vivam o suficiente para que Enzo cresça e brinque com eles. Uma voz ativa contra maus-tratos Luisa Mell ficou conhecida quando, em 2002, estreou dois programas de tevê nos quais mostrava situações de maus-tratos vividas por muitos animais de estimação no Brasil. Participava de um grupo de emergência animal que fazia resgastes toda semana. Uma das ligações recebidas pelo grupo era de ativistas acampados em frente ao Instituto Royal. Dessa forma, ela se envolveu também no resgate de cerca de 200 cachorros da raça Beagle mantidos em gaiolas e usados em testes da empresa. Atualmente, Luisa continua seu ativismo via internet e também no meio político. A ideia é sensibilizar as pessoas para o assunto e intermediar processos de adoção e achados e perdidos. Ela acredita que o Brasil já evoluiu muito na causa nos últimos 12 anos, mas ainda há bastante a ser feito. “Muita gente diz que hoje os animais são mais maltratados, quando, na verdade, é só porque antes ninguém sabia, ninguém se importava, ninguém comentava”, afirma.

Dicas de Luisa Mell Associar coisas boas à presença do bebê. Deixar que o cachorro chegue perto e cheire o bebê. Se tiver medo, afaste-o discretamente, em vez de gritar para que saia. Esforçar-se para continuar dando carinho ao cão. Colocar uma roupa usada do bebê na cama ou na casa do cão. “Eu fiz isso e, no início, meus cachorros não queriam entrar na casa deles. Com o tempo, eles se acostumaram”, conta a ativista.

Gatos também amam Embora muitos digam que gatos não gostam dos donos, mas da casa, isso não passa de falácia. “Gatos se apegam. Eles são muito sensíveis a mudanças na casa. Dividem o lugar em que moram em setores para fazer cada uma das suas coisas. Se mexer em algum deles, eles se estressam”, explica a veterinária Leila Sena, especializada em felinos. Segundo ela, a facilidade de adapatação de cachorros a mudanças e a dificuldade dos gatos são consequência da domesticação mais antiga dos primeiros. “Normalmente, eles ficam mais reclusos e, aos poucos, vão voltando ao normal e querendo cheirar o bebê”, explica Leila. Se fizerem xixi no lugar errado, no entanto, ela adverte que é melhor chamar um veterinário comportamental. Uma alternativa boa que pode ser usada antes e depois do nascimento é usar difusores de ferormônio. O cheiro dá prazer aos gatos e os deixa relaxados. “Pode colocar até no quarto do bebê”, exemplifica. Se o animal associar aquele cheiro e aquela tranquilidade ao bebê, a adaptação dele à mudança pode ser facilitada.