Categoria: comportamento
Meg, de ‘Quem Ama Cuida’, mostra como pets podem transformar o ambiente de trabalho
A pet-atriz que interpreta Maria Antonieta na trama da TV Globo abre espaço para entender os possíveis efeitos da presença de animais no bem-estar e na dinâmica profissional.
A presença de animais em ambientes de trabalho ganhou um exemplo curioso nos bastidores da televisão brasileira. Na novela “Quem Ama Cuida”, da TV Globo, a cachorrinha Meg interpreta Maria Antonieta, a companheira de Pilar, personagem vivida por Isabel Teixeira. Fora das telas, Meg é uma cadela da raça maltês e chama atenção do público pela aparência e pela participação na trama. Na história, ela acompanha a personagem de Isabel Teixeira e acabou se tornando uma das figuras de quatro patas mais reconhecidas da novela.
O caso vai além da ficção. A presença de um animal em um ambiente profissional levanta uma questão cada vez mais estudada: a convivência com pets durante a rotina de trabalho pode contribuir para o bem-estar das pessoas? Pesquisas sobre o tema apontam possíveis efeitos positivos, principalmente na percepção de estresse e nas interações sociais. Mas os resultados não significam que qualquer animal ou qualquer ambiente de trabalho se beneficie automaticamente da presença de um pet. O contexto, o perfil das pessoas e, principalmente, o bem-estar do próprio animal precisam ser considerados.
Um pet no elenco: o caso de Meg
Meg não está nos estúdios apenas como acompanhante de uma atriz. Ela interpreta Maria Antonieta, a cachorrinha de Pilar Brandão na novela “Quem Ama Cuida”. A personagem de quatro patas ganhou espaço na trama ao lado de Isabel Teixeira e se tornou parte da rotina de gravações. Fora das câmeras, Meg é conhecida pelo próprio nome e já despertou a curiosidade do público por suas características físicas e pela participação na novela.
A situação chama atenção justamente porque um set de gravação reúne algumas características que podem tornar a rotina desafiadora para um animal: equipamentos, movimentação constante de pessoas, iluminação, sons e longos períodos de espera. Por isso, quando um pet participa de uma produção audiovisual, a organização do ambiente e o acompanhamento responsável são fundamentais.
(mais…)Por que cachorros se tornam companheiros inseparáveis de seus tutores
Veterinários e especialistas em comportamento animal explicam o vínculo entre humanos e cães e mostram o que a ciência revela sobre essa conexão.
Mais de um ano depois de desaparecer durante a enchente que atingiu Canoas, no Rio Grande do Sul, o cachorro Tigre finalmente reencontrou o tutor, Jorge Yuri. O momento, registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, foi marcado pelo reconhecimento imediato do animal. Durante as buscas, Jorge passou mais de um ano procurando pelo cão em abrigos da região. O reencontro, além de emocionante, chamou atenção para a força do vínculo construído entre humanos e cães.
Essa relação vai muito além da convivência dentro de casa. Ao longo de milhares de anos de domesticação, os cães desenvolveram habilidades sociais que os tornam especialmente sensíveis aos sinais e comportamentos humanos. A ciência também começa a explicar como mecanismos hormonais, processos de aprendizagem e experiências compartilhadas ajudam a construir essa ligação.
O papel da ocitocina no vínculo entre cães e humanos
O contato entre humanos e cães, especialmente em interações que envolvem proximidade e olhar, está associado a mecanismos hormonais relacionados ao vínculo social. Um dos principais envolvidos é a ocitocina, conhecida popularmente como “hormônio do amor”. Um estudo publicado na revista Science mostrou que o olhar dos cães pode aumentar os níveis de ocitocina nos tutores e que esse processo também está associado ao aumento do hormônio nos próprios animais. Os pesquisadores identificaram um ciclo de interação no qual o olhar contribui para fortalecer comportamentos de afiliação entre as duas espécies.
Isso não significa que qualquer carinho ou olhar produza automaticamente o mesmo efeito. O vínculo é resultado de uma combinação de fatores e das experiências vividas ao longo da convivência. Interações positivas, rotina, cuidado e proximidade podem contribuir para a construção e manutenção dessa relação.
(mais…)Despedida de pets: formas de homenagear animais de estimação que morrem
Crematórios especializados, cerimônias personalizadas e até enterros em cemitérios pet são opções para tutores que perdem seus companheiros.
Por 16 anos, o surfista costa-riquenho Diego Jiménez dividiu com Thai uma rotina marcada pelo mar e pelas ondas. Quando o cachorro morreu, em agosto de 2024, ele encontrou uma maneira simbólica de se despedir: levou o corpo do animal, conhecido nas redes sociais como o “cão surfista”, para o mar em uma prancha de surfe, em uma última aventura juntos.
A cena emocionou a internet e chamou atenção para uma questão que muitos tutores enfrentam: como se despedir de um animal de estimação depois de anos de convivência e afeto?
A perda de um pet pode desencadear um processo de luto tão doloroso quanto outras perdas familiares. Para algumas pessoas, realizar um ritual de despedida ajuda a lidar com a ausência e a preservar as lembranças de uma relação que fez parte da rotina por muitos anos.
Hoje, existem diferentes alternativas para quem deseja proporcionar uma despedida respeitosa ao animal, desde a cremação até cerimônias personalizadas e sepultamentos em espaços destinados exclusivamente a pets.
10 frases que provam que a série “É o Bruno” foi feita para você
Ai vai uma dica de série obrigatória (nem é nova, mas e daí?) para quem tem cachorro. Aliás, não basta ter, tem que gostar, mas gostar muito! E, ao contrário daqueles filmes tristes e dramáticos, o roteiro é leve e engraçado. Não espere por uma superprodução ou diálogos elaborados. Não é para levar a sério, o foco aqui é rir e relaxar. Conheça Malcom e seu cachorro Bruno e confira dez frases que comprovam que “É o Bruno” é a sua cara!
Prova número 1: Bruno, Bruno, Bruno!

Você sofre de falaçãozite do nome do seu amigo de quatro patas? Saiba que esse sintoma não é apenas seu. Malcom também passa o dia falando sobre o Bruno e tentando encaixar o assunto em todas as conversas. A rotina, a alimentação, os lugares para passear e até as brincadeiras preferidas são o foco do papo com a galera.
Prova número 2: Você poderia tirar a mãozinha?

Seu cachorro é lindo, fofo e quase sempre meigo, mas você não gosta quando passam a mão sem pedir. Eles também têm seus momentos de fome, de cansaço ou simplesmente de mau-humor. E se a gente saísse por aí passando a mão nos humaninhos sem pedir? E o Malcom fez o teste.
Prova número 2: Vai cair a mão?

Malcom fica irritado quando os humanos não catam a caca dos seus bichinhos. Preguiça, esquecimento ou nojinho não são motivos. A regra é clara, se vai sair com seu cachorro, leve um saquinho (ou vários, se ele for como o Bento hahaha). Por causa de humanos mal-educados, eles acabam perdendo o direito de passear em vários lugares!
Prova número 3: o mais esperto, o mais popular, o mais bonito!

Você adora mostrar o quanto seu cachorro é esperto e popular. “Dá patinha”, “Senta”, “Rola”. Bruno também sofre para manter sua reputação. Imagina quando Malcom descobre que Angie é a nova garota propaganda de uma marca famosa?
Prova número 4: Alô, é da Polícia Federal?

Se você pudesse já teria contratado um guarda-costas para seu cachorro? A vida perde o sentido quando eles desaparecem, mas Malcom leva o sofrimento para um outro nível!
Prova número 5: Você prefere o azul ou o cinza?

Vocês também contam como foi o seu dia? E quer saber tudo o que ele fez enquanto você estava fora? Pede opinião sobre o crush ou a cor tinta da parede? Bruno escuta tudo que Malcom diz. Quer dizer, às vezes.
Prova número 6: crédito ou débito?

Alimentação, médicos, vacinas. Sim, mas isso é o básico. Favor incluir: coleiras da nova coleção, roupinhas de designer famosos, hidratação com óleo de argan e a suíte presidencial do melhor pet hotel da cidade. Tá achando que é exagero? Você precisa ver o que acontece quando acaba a carne de peru preferida do Bruno!
Prova número 7: eu vou matar aquele *%$!
Assim como acontecem com humanos, quando não rola química entre cachorros, não tem o que fazer. Mas sejamos, honestos, pelo menos eles não disfarçam e falam na cara! Bruno arranjou confusão no parquinho, mas é claro que Malcom acha que ele não tem culpa.
Prova número 8: Ciúmes, eu?

Atire a primeira pedra quem nunca ficou de ciuminho quando seu pet faz festa para outra pessoa. Malcom também morre de ciúmes da atenção de sua namorada com Bruno. Por causa dele, é claro!
Prova número 9: Só vou se ele for!

Quando te convidam para algum lugar, sua primeira pergunta é “Pode levar cachorro?” A agenda social de Malcom é definida pelos locais que Bruno pode ir. Quem nunca?
Prova número 10: o nome dele é BRU-NO! B-R-U-N-O!

Você en-lou-que-ce-do quando trocam o nome do seu cachorro? Malcom não é diferente. Mas com certeza é bem mais radical. As cenas são imperdíveis!
Ficou curioso? Confira os melhores momentos!
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A partir de hoje, a médica veterinária Ana Catarina Valle explica, semanalmente, os conceitos da medicina integrativa para pets. Essa prática não se foca apenas na doença, mas enxerga o animal como um todo. Dependendo do caso, o tratamento inclui homeopatia, fitoterapia e acupuntura, entre outros

Foram três anos de peregrinação por clínicas veterinárias, doses cavalares de medicamentos fortes, inclusive corticoides, inúmeros exames e muito estresse até que a gatinha Mia começasse a recuperar os pelos. Já adulta e acostumada a reinar sozinha na casa da cientista política Daniela Dias, a bichana passou a dividir espaço com o gato Tonico quando Daniela se casou com a nutricionista Kelly Ferro.

“Primeiro, nos disseram que era fungo. Ela fez o tratamento e não adiantou. Passamos por uma dermatologista, que identificou que não havia queda de pelo. Na verdade, a Mia estava arrancando o próprio pelo, era um problema comportamental”, conta Daniela. Além de tomar corticoide, a gata passou a ser atendida por um especialista em comportamento animal, mas não houve melhora. Ela continuava arrancando os fios e chegou a ficar totalmente despelada. O sofrimento era muito, recorda a Daniela. “A gente sofria, chorava muito, porque via o sofrimento dela e nada fazia a Mia melhorar”, diz.
Por indicação de duas veterinárias, Daniela e Kelly decidiram levar Mia a Ana Catarina Valle, médica veterinária, pós-graduada em homeopatia e acupuntura veterinária e doutoranda em biotecnologia. “Eu acredito na medicina tradicional, mas sei que nem sempre ela funciona. Eu mesma sempre tive resultados melhores com a medicina integrativa. A Kelly, por ser da área da saúde, também tem essa visão”, conta Daniela.
Em seis meses de tratamento com homeopatia, Mia sarou. Os primeiros resultados apareceram em duas semanas, quando a gatinha mostrou-se mais relaxada. Passado um mês, os pelos voltaram a crescer. Hoje, ela continua com o corticoide, mas em uma dose bastante baixa, de 0,2ml, aliado ao medicamento homeopático.
Ana Catarina explica que a homeopatia teve início em 1796, por meio do médico alemão Samuel Hahnemann. No Brasil, a homeopatia veterinária foi oficialmente reconhecida em 1995. “A homeopatia vem sendo comprovada cientificamente por meio das pesquisas que envolvem medicamentos ultradiluídos e estudos moleculares. Essa terapia constitui uma excelente opção de tratamento das variadas doenças apresentadas pelos animais. Visa o tratamento não só dos sinais clínicos da doença, mas do indivíduo como um todo; ou seja, corpo, mente e ambiente em que vive, entre outros”, diz.
Segundo a médica veterinária, muitas pessoas desconhecem os efeitos da homeopatia em animais. O tratamento pode ser administrado para todos os tipos de enfermidades não-cirúrgicas, com a vantagem de não haver efeitos colaterais, diz Ana Catarina. “As medicações homeopáticas são específicas para cada paciente, dependendo exclusivamente das necessidades de cada um, onde cada caso é um caso”, afirma.
No Brasil, a homeopatia para cães e gatos começa a ser adotada principalmente por tutores que já usam essa terapia neles mesmos e conhecem os efeitos. “Ou mesmo naqueles casos que não há mais solução pela medicina convencional. Costuma-se dizer que a homeopatia não trata a doença e, sim, o doente. O tratamento homeopático visa o reequilíbrio das funções vitais do organismo, fazendo com que o próprio corpo reaja contra a doença, promovendo a cura”, ensina a médica.

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Reuniões mensais e página no Facebook serão um espaço para tutores em luto ou que enfrentam a doença de seus melhores amigos conversarem e compartilharem experiência. Evento é gratuito

Quem já perdeu o melhor amigo – seja ele um gato, um cão, um hamster, um pássaro ou qualquer outro animal – sabe que, além da dor do luto, terá de enfrentar a incompreensão social. Apesar de os pets fazerem parte da família, muitas pessoas ainda são incapazes de compreender que o sofrimento provocado pela morte do bichinho costuma ser tão intenso quanto o causado pela morte de um parente humano.
A empresária Kadydja Albuquerque conhece bem esse sentimento. Em novembro do ano passado, a gatinha Nina, companheira de quase 10 anos e a quem ela tinha como filha, foi diagnosticada com um câncer agressivo e incurável. “Foi muito assustador. Eu nunca havia tido contato com essa doença nem com humanos nem com animais”, conta. Kadydja recebeu muito apoio da equipe de veterinários que cuidou de Nina, mas era uma relação profissional. “Me senti em um processo muito solitário. Senti falta de um espaço em que pudesse conversar abertamente sobre isso, sem preconceito e incompreensão”, conta.
Nina foi tratada com cirurgia e quimioterapia, mas, depois de três meses, o organismo sinalizou que não estava suportando mais os fortes medicamentos. A empresária teve de tomar uma decisão muito difícil: deixar a quimio e começar o tratamento paliativo, que, se por um lado encurtaria a vida da gatinha, por outra, garantiria maior qualidade de vida. Nina viveu mais quatro meses ao lado da tutora e dos dois filhos, os gatos Beto e Soneca, até o câncer retornar. Em três dias, o esôfago foi tomado pelo tumor. Para evitar mais sofrimento, Kadydja decidiu pela eutanásia, no início de junho.

“Me vi em luto, com os sintomas que temos quando uma pessoa morre. Nos primeiros três dias, recebi apoio, mas depois era aquela coisa de falarem ‘era só um gato'”, relata. Inconsolável, ela procurou um terapeuta com experiência no tratamento de enlutados. Na terapia, ouviu uma lição preciosa: “Ele me disse que as pessoas não veem problema de chorar por causa de um iPhone quebrado, mas não entendem alguém que chora por causa de um animal”. As sessões foram fundamentais para a empresária enfrentar o preconceito. “Vi que não tinha de ter vergonha do meu luto.”
Para dar um novo significado à morte de Nina, Kadydja pensou em se envolver com grupos de adoção ou algum outro tipo de voluntariado. Até que teve a ideia de ajudar outros tutores que, como ela, passaram ou estão passando por momentos de dor devido a doença ou morte de um animal. “Pode ser cavalo, vaca, cachorro, gato”, descreve. Assim, como o apoio do projeto ProAnima, da Pet Natural e do Manifesto Coworking, criou o Ninar – Grupo de Apoio a Tutores de Animais.
Além do grupo no Facebook , o Ninar vai oferecer palestras mensais gratuitas, com temas variados. A primeira será “Como lidar com o luto pela morte do meu animal de estimação?”, em 7 de agosto, com o terapeuta Abdon Sardinha. Os tutores presentes poderão compartilhar experiências.
O projeto não tem fins lucrativos e tem como objetivo reunir pessoas que queiram falar sobre suas experiências, encontrar apoio, ouvir especialistas sobre temas delicados e dividir suas emoções com os outros tutores, contribuindo para o bem-estar das pessoas que passam por uma situação difícil com o seu pet e/ou vivenciam o momento de luto. As reuniões acontecerão toda primeira segunda-feira de cada mês, no Manifesto Coworking.
Embora seja gratuito, a idealizadora do projeto sugere que os participantes doem ração, produtos de higiene e medicamentos veterinários. As doações arrecadadas nesta primeira reunião serão destinadas ao Projeto de Adoção São Francisco.
As inscrições podem ser realizadas neste link: http://bit.ly/ninardf1
Além das reuniões mensais, que possuem vagas limitadas, os tutores de animais do DF podem participar do grupo online que o Ninar criou no Facebook. O ambiente será um espaço para que os donos de animais possam compartilhar suas experiências, falar sobre as dificuldades durante a tutoria e encontrar apoio de outros com vivências semelhantes. Para participar, acesse este link: https://www.facebook.com/groups/gruponinardf/
SERVIÇO
O quê: Reunião do Projeto Ninar com palestra gratuita – “Como lidar com o luto pela morte do meu animal de estimação?” (terapeuta Abdon Sardinha)
Quando: 7 de agosto de 2017
Horário: 19h30
Onde: Manifesto Coworking – CLN 206, Bloco A, Loja 03. Asa Norte. Brasília-DF
Inscrições gratuitas com sugestão de doação de ração, produtos de higiene e medicamentos veterinários para o Projeto Adoção São Francisco. Vagas limitadas.
Inscrição: http://bit.ly/ninardf1
Mais informações pelo Facebook (Grupo Ninar) ou pelo telefone (61) 98277-8382.
Veja como ensinar o pet a fazer xixi e cocô no lugar certo. Tutores nunca devem brigar com o animal, caso ele não consiga se segurar

Qualquer pet, seja filhote ou adulto, pode acabar fazendo cocô ou xixi em lugares indesejado, o que os veterinários chamam de “problema de eliminação inadequada”. Mas, seguindo alguns passos, ele pode aprender a usar o local correto. Para isso, é preciso paciência e persistência, além de tapetinhos (aqueles higiênicos) ou folhas de jornais e os petiscos.
Tutora das cachorrinhas Chanel, Charlotte e Cindy, Renata Rezende contratou um adestrador para ensinar a primogênita a fazer as necessidades no tapete higiênico. “Ele me ensinou fazer um movimento no pescoço dela quando fizesse no lugar errado, dizendo ‘xixi (ou cocô), não pode’, com uma voz mais grossa, e depois levasse para o tapete e falasse ‘xixi aqui, xixi aqui’ com uma voz mais doce”, diz. Em seis meses, a yorkshire aprendeu a lição. Renata adotou a mesma tática com Charlotte e Cindy, que chegaram depois, e conseguiu que elas só usassem o banheirinho. “Você nunca deve limpar o xixi ou o cocô na frente do animal, e também nunca deve brigar com ele”, ensina.
1-Crie uma rotina
Logo que chegar na nova casa, o animalzinho precisará de uma rotina para que tudo seja mais fácil. Isso inclui horário para dormir, comer, brincar e fazer suas necessidades. Se todos da casa se comprometerem, logo ele vai se acostumar. Caso ele seja filhote, vai levar de 10 a 15 minutos após a refeição para fazer xixi ou cocô. Já os cães mais velhos podem ser levados até quatro vezes por dia.
2- Sempre no mesmo lugar
Além de precisar de uma rotina, os cãezinhos se adaptam mais rapidamente se tiverem um canto especial para fazer cocô e xixi. Pode ser em uma área do seu quintal, uma varanda ou a lavanderia. O importante é escolher um local de fácil acesso e que não esteja ao lado da comida ou do local onde ele dorme, pois os bichos não gostam de ir próximos aos locais de descanso ou das refeições.
3- Aposte na recompensa
No começo de adaptação, sempre leve o cão ao canto do xixi, logo depois que ele tiver feito sua refeição. Quando ele conseguir fazer algo, dê um petisco como recompensa, faça um elogio ou carinho. Nunca economize a festa! Assim ele vai entender que é recompensador agir dessa maneira. E com o tempo, ele só vai melhorando ao criar hábitos rotineiros.
4- Sempre ao seu lado
Nas primeiras três semanas, o mais adequado é que seu cão esteja sempre acompanhado. Você deve escolher uma palavra para “pedir” que ele faça xixi ou cocô, como por exemplo “banheiro”. Use-a quando levá-lo ao local correto para as necessidades. Quando não puder, de maneira alguma, ficar com ele, deixe-o em um lugar reservado com água, brinquedos e fraldinhas ou jornais.
5- Esqueça as broncas
Para educar um animal, a aposta sempre será sempre o estímulo e não a repreensão. A bronca nunca ensina, só estimula ele a fazer escondido e no lugar errado. Quando ele fizer fora do local estipulado, o correto é ignorar. E nem pensar em esfregar o nariz no xixi ou cocô! Embora pareça mais difícil, dessa maneira ele vai adotar uma rotina com mais facilidade.
Fonte: Pet Anjo
A erva dos gatos, conhecida por “dar barato” nos felinos, não é tóxica nem causa dependência. Ela pode ajudar a lidar com o estresse, mas, em alguns casos, deixa o bichano agressivo

Já ouviu falar na erva do gato ou catnip? O gatos são altamente sensíveis ao óleo essencial que existe nas hastes e folhas da planta do catnip (a erva do gato) e outras espécies do grupo Nepeta. Quando sentem o cheiro da plantinha, eles roçam a cabeça e corpo na ervinha, pulam, rolam, vocalizam e alguns até salivam (bastante!).
Ao contrário do que muitos pensam, a erva do gato, não é maconha, não causa dependência ou danos à saúde dos felinos, e os seus benefícios são muitos. Veja algumas curiosidades sobre os efeitos da erva, selecionadas pela Pet Anjo:
1- Não funciona com filhotes
A erva do gato não funciona’com os filhotes até que eles tenham cerca de 6 meses de vida! Só quando os gatinhos atingem essa idade e a maturidade sexual, é que começam a ser sensíveis à ervinha.
2- A sensibilidade é hereditária
A sensibilidade aos óleos essenciais da plantinha é hereditária. Só 70-80% dos gatos são afetados, nem todos têm os genes pra isso.
3- Prima distante
A plantinha do catnip é da família da menta, uma prima bem distante da planta da maconha, e a substância estimulante, que age nos gatinhos, é chamada nepetalactona.
4- Tem efeito de curta duração
Depois de 10 minutos em contato com o catnip, o gato fica temporariamente imune aos efeitos da erva por cerca de 30 minutos.
5- É utilizada para adestramento
Você pode, por exemplo, espalhar um pouco de catnip nos arranhadores paro o gato escolher esse lugar, em vez do seu sofá ou das cortinas. E se ele ficar relaxado depois de cheirar o catnip, você pode também espalhá-lo antes de viagens de carro, ao veterinário ou situações estressantes.
6- Podem ficar agressivos
Mas, cuidado, porque alguns gatos podem reagir com agressividade se têm contato com o catnip. Eles podem ficar tão estimulados que acabam extravasando a energia, criando brigas com outros gatos, ou brincando de maneira muito forte com os humanos.
Mais informações
Saiba como proceder quando um animalzinho perde seu melhor amigo e fica em luto. Ele precisa de muita atenção e cuidados: alguns podem até ficar doentes

A cena de Cosmo, o golden retriever do músico Kid Vinil, no velório do tutor, deixou muita gente emocionada e levantou a questão do luto no mundo dos pets. Assim como os humanos, os bichinhos também sofrem com a perda em caso de morte. “Os pets têm sentimentos, podem sentir a falta de alguma pessoa ou de um outro bichinho que deixou de conviver com eles”, explica a veterinária Karina Mussolino, gerente técnica de clínicas da Petz.
Por isso, é importante dar atenção e apoio a eles nessa situação, orienta “Evite, num primeiro momento, deixá-los sozinhos; pois eles precisam de companhia para não ficarem estagnados. Procure levar para passear e brincar, oferecer brinquedos e petiscos, para entreter e animar seu ambiente”, comenta a veterinária.
A dica é deixar os brinquedos em local acessível para que ele possa se distrair. Além das bolinhas e pelúcias, existem modelos onde é possível esconder a ração ou petiscos, entretendo o pet até que ele descubra uma forma de conseguir a comida escondida. A caminhada também ajuda a reduzir a ansiedade e a distrair, ao mesmo tempo em que o exercício ajuda a manter a saúde.
Kariana alerta que alguns sinais também devem ser observados durante este período, como a falta de apetite e apatia. Caso o pet deixe de comer ou beber, o ideal é levá-lo ao veterinário para evitar que ocorram problemas de saúde.
A veterinária acha importante o pet passar pelo ritual da despedida, como foi o caso de Cosmo, o golden retriever de Kid Vinil – e conta que, quando seu pai faleceu, o cachorro da família também foi levado ao velório. “Eles eram melhores amigos e, depois disso, acabou ficando mais próximo de minha mãe. Um ajudou a consolar o outro”, diz.
Hábito de comer cocô, chamado de coprofagia, pode ter várias causas. A mais comum é comportamental: o cão associa o cocô às broncas do tutor e come para escondê-lo

A carinha de fofa de Nany, 9 meses, esconde um hábito bastante desagradável e comum. Desde filhotinha, ela come o próprio cocô. A dentista Nayany Priscilla Feitosa Ramos já não sabe mais o que fazer. “Logo quando ela chegou lá em casa, o veterinário falou que poderia ser porque a mãe deles limpava o ambiente, comia o cocô dela e o deles, e eles aprendiam. Mas o outro irmãozinho dela, o Thor, parou de comer quando começou a comer ração”, diz.
Priscilla conta que Nany sempre comeu muito rápido e, assim que fazia cocô, já virava e se deliciava. “Tentei várias coisas, o veterinário falou para colocar um remédio que deixa o gosto ruim no cocô, mas não adiantou. Parece até que ela está comendo mais”, lamenta. A dentista conta que, atualmente, Nany não devora o cocô logo depois das necessidades; por isso, ela tem tempo de retirar a sujeira antes que vire o “lanchinho” da cadela. “Mas se deixar e ela vir, ela pega, brinca, espalha pela sala e, quando vejo, já está mastigando. Não sei o que é”, diz. No começo, Priscilla dava bronca, mas já até desistiu porque a cachorrinha não se impressiona mais e come mesmo assim.
A veterinária Erika Almeida, da Pookie Pet, explica que vários fatores podem explicar a coprofagia. “Quando o cachorro é bem filhotinho, a mãe tem esse hábito de limpar todos os excrementos dele, aí pode vir por imitação. Em outros casos, pode ser relacionado à absorção de nutriente, e eles acabam tendo o hábito por desordem alimentar. Outra coisa que acontece bastante, e vejo muito no consultório, é o hábito de imitar o dono quando ele vai recolher o cocô”, conta.
Segundo a veterinária, muitos tutores brigam com o filhote quando ele faz cocô no lugar errado. “Ele não entende que o motivo é esse, e acha que a culpa é do cocô. Então, toda vez, para não tomar bronca, ele come o cocô, para esconder”, diz. Também pode acontecer de o animal comer mesmo sem bronca, só para imitar o tutor, porque o vê recolhendo as fezes.
“A primeira coisa que o proprietário deve fazer é levar o cachorro no veterinário para descartar deficiência nutricional. Se isso for descartado, tem a parte do adestramento e alguns medicamentos, que deixam o cocô com gosto ruim, para ele assimilar que o cocô é algo ruim. O adestramento também ajuda bastante”, explica.
Segundo Erika Almeida, também é muito importante saber que a coprofagia pode acontecer em cachorros de qualquer raça e em SRD. Além disso, o cão pode acabar comendo cocô de outros animais, inclusive de outras espécies. “Tinha uma cliente que a cachorrinha dela comeu até de cavalo”, relata. “Tem muito cachorro que não tem o hábito de comer as próprias fezes e as de outros cães, mas tem interesse no cocô do gato. Isso acontece porque a alimentação do gato é diferente, tem um palatabilizante melhor, por isso ele fica atraído pelo cocô. O mesmo pode acontecer em relação às fezes humanas”, afirma a veterinária.






