Categoria: Sem categoria
Ele foi rejeitado por preconceito e agora aguarda adoção
CONTEÚDO DA AGÊNCIA ANDA
No Oregon (EUA), um cão, que supostamente é uma mistura de corgi e dachshund, nasceu com o focinho deformado. O animal, apesar da característica, é perfeitamente saudável, mas foi rejeitado a vida inteira. Batizado de Picasso, o cão de focinho torto não foi adotado até então.
Picasso e seu irmão gêmeo, Pablo, foram abandonados em um abrigo local. Felizmente, a ONG Luvable Dog Rescue resgatou os animais, e em breve eles estarão disponíveis para adoção.
De acordo com a ONG, o focinho torto de Picasso, pode ser resultado da mistura das raças corgi e dachshund (os famosos “salsichinhas”). Depois de passar por alguns exames, os veterinários garantiram que Picasso consegue se alimentar perfeitamente apesar da singularidade.
As fotos de dez foliões serão publicadas aqui e na Revista do Correio, neste domingo (05/03)
Não foi fácil. Aliás, foi dificílimo escolher os foliões fantasiados que vão aparecer na edição de domingo da Revista do Correio e no blog. Em vez de cinco, selecionamos 10 fotos de cachorros e gatinhos que caíram no samba nesse carnaval. Todos que postaram as fotinhos com a hashtag #carnavalmaisbichos estão de parabéns! Confira os perfis escolhidos: Vitão (@vitaothelab), Summer (@doloresportugal), Nico Curtinho (@nico_curtinho), Milk, Cookie, Canela e Muffin (@cookieemilk), Sarah (@sarahlepe_borges), Kinder (@chokitokinder_sweetkings), cachorrinho passista (@jan_almeida64), Sushi (@aventurasdasushi), Balde (@carolzinha_kk), Safira (@safira.lab) e Buddy Antoni (@buddy_antoni).
As fotos serão publicadas neste domingo. Não perca!
Cachorrinha irlandesa conquista seguidores com truques superfofinhos

Senta, fica, rola. Se você acha que esses comandos são o máximo que um cãozinho consegue obedecer, é porque não conhece Secret, uma mestiça de border collie e pastor australiano que se tornou uma celebridade no Instagram, com quase 80 mil seguidores (até agora). Aos 2 anos, a cachorrinha dança, pinta, faz yoga e ainda ajuda nos serviços domésticos. Tudo na companhia da tutora, Mary, 16 anos, que registra as gracinhas do melhor amiga e posta os truques incríveis na internet.
Veja o que Secret é capaz de fazer:
Ela toca percussão
Ela faz yoga
Ela pinta
Ela arruma a casa
Ela DIVA
Mas tudo bem se você não tem um cachorro para chamar de seu. Tutores de gatos também são atraentes, segundo 11% dos solteiros ouvidos na pesquisa.
E atenção aos que acham que um par de óculos escuros vai aumentar o número de matches. Nada disso. Para 68% dos canadenses, o candidato a crush provoca atração extra caso sua foto do perfil inclua um pet. Não é fofo? Além disso, 71% adoram a ideia de escrever sobre o melhor amigo no perfil e 23% consideram “muito importante” que o amor por animais seja mencionado no primeiro encontro virtual.
Mas isso não quer dizer que o cachorro (ou o gato) devem acompanhar o tutor no dia do encontro real. Para 68% dos solteiros, o bichinho poderia distrai-los da intenção real… Por outro lado, 32% admitiram que achariam “charmoso” dar de cara com um focinho na primeira saída.
Se os bichos ajudam no romance, eles também podem atrapalhar. Quase dois terços dos entrevistados disseram que se o pet estiver doente, cancelam o encontro para cuidar do amigão. Cães e gatos podem ser motivo de término para 83% dos solteiros ouvidos no estudo — eles romperiam com alguém que não gostasse de seu cachorro. Além disso, um em cada três pessoas colocariam um ponto final na relação se ocorresse o contrário: o cachorro rejeitasse o crush. Ao mesmo tempo, apenas 22% dos tutores de gatos fariam o mesmo.
Mas atraentes mesmo são esses catioros, que sabem ser sexy sem ser vulgar. Confira.
Carnaval Pet agita Brasília
O CarnaPET — primeiro Carnaval Pet da ONG ItDogs — botou a cachorrada para sambar. No sábado, cerca de 450 pessoas foram ao Drive in com seus cachorros para curtir a festa da organização não-governamental, que quer transformar a capital na cidade mais pet friendly do Brasil. Sem música alta, para não afetar os ouvidos sensíveis dos cães, o carnaval animal foi um sucesso, e mostrou, mais uma vez, que os eventos voltados ao melhor amigo são mais que bem-vindos.
As famílias entraram no clima e vestiram fantasias iguais às dos pets. Tinha criança de abelhinha carregando o auau de zangão. Tinha liga de super-herói, tutora de borboleta acompanhada de borboletinhas com quatro patas, marinheiros com marinheirinhos… Um concurso premiou as gantasias mais criativas com… mais fantasias! Quem chegou cedo também ganhou presente: um superkit da AuAu petshop, recheado de brindes.

Provando que tamanho não quer dizer agressividade, cães enormes passearam tranquilamente entre os pequenos, sem confusão alguma. Teve bull terrier de princesa Elsa, do desenho Frozen (aliás, ela quase comeu a trancinha loura…) do lado de chiuaua; teve dog alemão vestido de boxeador, que não golpeou ninguém; teve rottweiller de Dr. Hannibal (mas também não praticou “cãonibalismo”). Uma ótima ideia dos organizadores foi montar um stand da clínica Veterinari, para prestar primeiros-socorros.
“Valeu a pena! Ver as famílias entrando no clima e tratando os pets como parte integrante da família me motiva a continuar na luta por uma Brasília mais pet friendly”, avalia Dayane Siqueira, uma das organizadoras do evento. Ela disse que ainda não tem data para o próximo, mas garantiu que o calendário 2017 será repleto de festas para a cachorrada.
Quem perdeu a folia não precisa esperar 2018. Neste fim de semana tem mais carnaval pet : 25 de fevereiro, das 15h às 19h no Taguatinga Shopping. Inscrições: até 23 de fevereiro, na loja Pet Glamour. Necessário doar 1kg de ração
Viajar com Pet: Antes de sair de férias com os animais de estimação, saiba como garantir o conforto deles durante a viagem. Se eles não podem ir, escolha um hotel específico e seguro
Quem tem um animal de estimação em casa sabe que o bichinho se torna um importante membro da família. Todos os momentos são especiais com ele e, por isso, vale a pena pensar em tudo o que forem fazer juntos, inclusive uma longa viagem: seja de ônibus, seja de avião ou até mesmo uma viagem de carro na companhia deles. Mas surge a dúvida: quais os cuidados devemos ter ao viajar com os pets?
Primeiro passo, procure um veterinário. O profissional, além de fazer as orientações necessárias, verificará se as vacinas e os vermífugos estão em dia. Segundo a veterinária Lorena Andrade Nichel, ele ainda indicará métodos e remédios para evitar enjoos e vômitos. Isso porque os pets que não têm costume de passear de carro poderão apresentar esses sintomas. “Indicamos até mesmo calmantes para evitar estresses e inquietações durante a viagem. Nunca faça isso por conta própria, pois algumas medicações podem causar efeitos reversos”, alerta, Lorena.
Os animais precisam estar confortáveis e seguros em relação às temperaturas elevadas, principalmente para os bichos braquicefálicos, como pugs, bulldogs, pequinês, shih-tzu, ou qualquer outro com a “cara amassada”, que tendem a passar mal em ambientes de muito calor.
“A decisão do destino também é muito importante. Algumas raças de cães e gatos têm particularidades com relação à respiração e podem ter hipertermia (incapacidade de reduzir e manter a temperatura interna do corpo) nas épocas mais quentes”, ressalta.
Outra dica é fazer algumas pausas durante o percurso. “Essas paradas servem para pequenos passeios, por alguns minutos. Isso evita o estresse de passar horas dentro do carro”, orienta a profissional.
Dicas
Pet friendly são estabelecimentos como restaurantes, hotéis, pousadas
e lojas que aceitam a presença dos bichos. Antes da viagem, porém,
é bom pesquisar quais são esses locais que permitem
passear com os animais.
Se eles ficarem
Nem sempre é possível levar os animais nas viagens. Outra opção é deixá-los em hotéis especializados. Alguns cuidados devem ser tomados antes de hospedá-los, como procurar os que tenham veterinários de plantão. Assim, o dono do animal terá segurança se houver qualquer contratempo.
São muitas as exigências dos hotéis, porém. “As vacinas precisam estar em dia e devem ser comprovadas em carteira de vacinação carimbada e assinada por um veterinário. Eles precisam ter sido vermifugados há, no máximo, três meses e passarem por consulta veterinária e comportamental para saberem se estão bem de saúde, se não apresentam doenças evidentes e, principalmente, se estão livres de pulgas e carrapatos. Além disso, é preciso certificar-se de que são adaptáveis ao local da hospedagem”, detalha a veterinária Lorena
Desafios do percurso
Viajar com um pet exige disposição para fazer adaptações. Eles precisam estar presos e seguros durante o passeio para não atrapalhar quem está dirigindo e, também, para que não se firam em possíveis acidentes. Para isso, é recomendável o uso de uma coleira peitoral com adaptadores para fixar ao cinto de segurança do carro ou, se preferir, uma caixa própria para animais de acordo com o tamanho dos bichos. Se optar pelas caixas, observe se o pet consegue se levantar e dar uma volta em torno de si. Isso garante o conforto durante a trajetória.
A jornalista Bruna Lauermann, 23 anos, tem um fiel amigo de apenas 8 meses, o vira-lata Tobias. Ele sempre está ao lado da jovem durante as viagens. A Bruna é gaúcha, mas mora em Brasília e vai regularmente ao Rio Grande do Sul para visitar a família. Assim, desde quando ela o adotou, viaja em companhia do seu amigo.
O Tobias é acostumado a viajar de avião. Na primeira vez, a tutora seguiu todas as orientações para não causar desconforto ao cão. “A veterinária orientou dar um comprimido para evitar vômitos e enjoos”, relata. Porém, o remédio por si só não adiantou muito. O Tobias ficou exausto e a Bruna resolveu tentar outro método. “O que adiantou mesmo foi eu sair para correr e brincar bastante com ele no dia anterior à viagem. Isso fez com que ele ficasse quieto”, explica.
Pensando no bem-estar do pet, Bruna, inclusive, mudou seus planos quando decidiu passar as festividades de fim de ano com a família no Sul. Como Tobias já não é tão pequenino, resolveu pegar a estrada com o companheiro. “Ele já está grande e, para evitar que ele fosse despachado, eu e meu marido decidimos ir de carro”, conta.
A viagem na estrada rumo a Porto Alegre, normalmente, dura 20 horas. Porém, o casal fez o trajeto em dois dias porque precisou parar no caminho várias vezes para Tobias se aliviar. “Tínhamos que adivinhar quando ele queria fazer xixi e cocô. Observávamos o momento em que ele estava mais agitado, andando de um canto para o outro, e descíamos do carro. Às vezes, era alarme falso”, conta Bruna.
A maior dificuldade, porém, foi encontrar estabelecimentos pet friendly pela estrada, em que pudesse ter a companhia do animal. “O mais complicado foi nos restaurantes. Meu esposo comia e eu ficava com o Tobias no carro. Depois, era a minha vez”, relembra. Tobias, em compensação, desfrutou as refeições calmamente. No cardápio, aquilo que já estava acostumado: ração, petisco e água natural. Apesar do cuidado, no fim da viagem, ele já estava muito cansado e não queria comer. Até que chegaram ao destino.
(da Revista do Correio)
Maus-tratos contra animais: conselho de veterinários abre consulta pública
O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) abriu uma consulta pública sobre a proposta de Resolução que conceitua crueldade e maus-tratos e dispõe sobre a conduta de médicos veterinários e zootecnistas em relação a maus-tratos contra animais vertebrados.
O Artigo 4 do Código de Ética do Médico veterinário já determina que o médico veterinário deve “usar procedimentos humanitários para evitar sofrimento e dor ao animal”, e que ele deve “respeitar as necessidades fisiológicas, etológicas e ecológicas dos animais, não atentando contra suas funções vitais e impedindo que outros o façam”. Mas, diante da crescente preocupação da sociedade quanto ao bem-estar animal e o impedimento ético e legal de maus-tratos contra animais, o Conselho decidiu elaborar uma resolução mais completa e clara a respeito do que constitui maus-tratos aos animais, e sobre como deve ser a conduta dos médicos veterinários e zootecnistas para proteger o bem-estar dos animais.
A proposta, elaborada pela Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea) e Comissão Nacional de Especialidades Emergentes (CNEE) do CFMV também dispõe sobre o reconhecimento de maus tratos, condutas e penalidades, e ainda enumera os indicadores de bem-estar animal. “O CFMV já vem contribuindo com orientações por meio de publicações, mas a resolução tem um caráter orientativo muito mais claro”, diz a médica veterinária Carla Molento, presidente da Cebea.
Como esse é um tema bastante delicado e de grande importância, o CFMV decidiu colocar o texto sob consulta pública. Durante o próximo mês, o conselho vai receber sugestões de entidades, profissionais e membros da sociedade, que podem apresentar argumentos para melhorar a proposta de texto do CFMV. Só depois disso, será redigido o texto final.
As sugestões podem ser encaminhadas com o assunto “Maus tratos e crueldade”, até o dia 3 de fevereiro de 2017, pelo e-mail: consultapublica@cfmv.gov.br ou para o endereço do CFMV: SIA Trecho 6, lt.130 e 140, Brasília-DF, CEP 71205-060. A proposta de resolução pode ser conferida aqui.
Bom pra cachorro: Estudiosos estão certos de que os pets podem compreender bem mais do que simples comandos humanos. Eles entendem os significados da fala do dono e até programas de tevê, feitos para eles
Chegar em casa e ver sapatos, sofás e paredes destruídas é uma cena muito comum para muitos tutores. Grande parte desses incidentes é resultado da ansiedade causada pela separação e a solidão durante o dia. Pensando em como acabar com episódios como esse, a Ease TV foi concebida para ser um entretenimento para os pets. A primeira televisão do Brasil feita para animais tem uma programação especial, desenvolvida para entreter os bichinhos o dia inteiro. O conteúdo é pensado para acalmá-los durante a ausência do dono. Na tela, aparecem as referências do mundo animal, como sons de uma savana africana e imagens de cachoeiras ou de humanos brincando com pets, por exemplo. A tese seria a de que os sons de filmes e atrações para humanos são barulhentas demais — com muitos gritos, tiros, por exemplo —, o que deixaria os animais ainda mais agitados.

Manuela Lima, 33 anos, descobriu o serviço pelo Instagram da Estopinha, figura famosa nas redes que tem como tutor Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal. “Queria que meus cachorros (Paolo Guerrero, Tuca, Jaspion e Graveto) tivessem entretenimento e ficassem menos ansiosos. Dizem que a programação, baseada em estudos, é agradável e interessante para eles. Achei a proposta interessante”, afirma a economista, que é assinante há três meses.
A grade de programação apresenta opções variadas: pet relax, para o animal relaxar e descansar; pet food, que estimula uma alimentação saudável; pet activity, que incentiva exercícios; pet nature, para instigar instintos e as lembranças da ancestralidade selvagem; pet with pet, com vídeos que encorajam um relacionamento amigável com outros animais; e o my pet, em que os tutores enviam vídeos de seus filhotes para serem transmitidos pelo canal.
O serviço existe há mais de um ano e tem mais de 5 mil assinantes. “A Ease TV, inspirada da Dog TV, um canal americano com mais de 1 milhão de assinantes e tem presença mundial”, afirma Tiago Albino, diretor executivo da Marq System, empresa de tecnologia responsável pela inovação.
Para quem acha que os cães e gatos não entendem nadinha das atrações, engana-se. “Os animais são capazes de interagir, sim, com a tevê. Utilizar o audiovisual para diminuir a ansiedade que o bicho sente por estar sozinho em casa é uma proposta muito válida. A grande questão é que não pode ser qualquer imagem”, explica Edilberto Martinez, veterinário comportamental.
“Os cães, por exemplo, enxergam 70 a 80 quadros por segundo, mas a televisão comum passa só 60 no mesmo período de tempo. Assim, eles assistem a nossos programas como se fossem uma apresentação de slides. A programação para bichos aumenta esse número, às vezes, ultrapassando 100 quadros por segundo”, acrescenta.
Eles compreendem
Produtos com conteúdo pensado para animais estão ganhando força. Pesquisadores da Eötvös Loránd University, na Hungria, desvendaram um pouco mais sobre como cães entendem o mundo e afirmam: eles não são muito diferentes do ser humano.
Esse é o primeiro estudo a investigar a forma como a fala é processada no cérebro dos caninos e mostra que os melhores amigos do homem se preocupam muito com o que e como dizemos.
“Durante o processamento da fala, há uma distribuição bem conhecida de trabalho no cérebro humano. O hemisfério esquerdo processa o significado das palavras, e o direito, a entonação. O homem analisa não apenas separadamente o que dizemos e como dizemos, mas também integra os dois tipos de informação para se chegar a um sentido unificado. Nossos resultados sugerem que os cães também podem fazer tudo isso e que eles usam mecanismos cerebrais muito semelhantes”, afirma o pesquisador Attila Andics, do Departamento de entologia da Universidade Loránd Eötvös, Budapeste. Isso mostra que, se um ambiente é rico em discurso, como é o caso dos locais em que vivem os cães de família, palavras podem ganhar sentido na cabeça dos bicho.
Os pesquisadores treinaram 13 cachorros para que eles ficassem completamente imóveis em um aparelho de ressonância magnética, um método não invasivo. Os especialistas mediram a atividade cerebral dos cães enquanto escutavam palavras do treinador. “Eles ouviam as palavras de aprovação, com entonação vibrante; palavras de aprovação em entonação neutra, e também palavras de conjunção neutra, sem sentido para eles. Nós olhamos para as regiões do cérebro que diferenciavam o significado das palavras com e sem sentido”, explica Anna Gábor, umas autoras do estudo.
Foi observado que o elogio ativa o centro de recompensa dos cães — região do cérebro que responde a todos os tipos de estímulos de prazer, como comida, sexo, carícias, música. É importante ressaltar que isso acontece apenas quando cães ouvem as palavras de agradecimento com entonação vibrante. “Isso mostra que um elogio pode muito bem funcionar como uma recompensa, mas funciona melhor se as palavras vêm com uma entonação que demonstre isso. Os cães não só distinguem o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar o dois, para uma interpretação correta do que essas palavras realmente significam”, explica Andics.
Os resultados do estudo também podem ajudar a tornar a comunicação e a cooperação entre cães e tutores ainda mais eficientes. “Nossa pesquisa lança nova luz sobre o surgimento de palavras durante a evolução da linguagem. O que torna palavras exclusivamente humanas não é uma capacidade neural especial, mas nossa invenção de usá-las”, Andics explica.
(da Revista do Correio)
Bazar solidário: Com a morte da protetora Suzane Faria, há dois anos, quatro gatinhos dividem o dia a dia num hotel à espera de uma nova família. Dificuldade de encontrar adotantes angustia o grupo Salvando Vidas, que vai promover bazar especial para custear despesas com os animais
(por Kátia Marsicano, especial para o Blog Mais Bichos)
Dizem que os olhos são a janela da alma. Mas, quando os olhos são felinos, certamente, a janela conduz a um universo muito mais profundo e transparente. Esta é a certeza que se tem quando nos deixamos hipnotizar pelo olhar de Tati, Lia, Daniel e Manoel. Há dois anos, pode-se dizer que eles só têm uns aos outros. Amanhecem e anoitecem juntos, procurando entre si o conforto que supra a ausência de quem mais os amava.
A psicóloga e protetora Suzane Faria os tirou da rua, cuidou, alimentou e fez tudo o que podia por eles – e por tantos outros – até ser vencida por um AVC que deixou, entre tantas consequências, a presença insubstituível na vida dos animais que dependiam dela.
Os quatro gatinhos que esperam há tanto tempo pela adoção passam longe do padrão utilitarista da grande maioria das pessoas que querem adotar. Não são filhotes fofinhos e brincalhões, não têm raça, não dão status e muito menos requerem cuidados especiais em pets de classe média. Pelo contrário. Precisam de doses extras de amor. São lindos e serenos adultos, que carregam em suas histórias as marcas do sofrimento que enfrentaram nas ruas e agora a dor de não ter uma família.
Desde que Suzane morreu, em março de 2014, estão hospedados em um hotelzinho, na região do Jardim Botânico. Hoje, a proprietária Beta Jabor é a pessoa que mais conhece a personalidade de cada um. “São comportamentos bem diferentes”, conta ela. “A Tati é muito carente, ao contrário do Manoel, do Daniel e da Lia, que são mais reservados e preferem observar a gente à distância”. O resultado é a convivência solitária que, apesar de todos os esforços, tem se prolongado muito. O que deveria ser temporário aos poucos parece se consolidar, determinando o destino dos quatro a uma vida sem lar.
Tati, por exemplo, uma escaminha totalmente sociável e meiga, tem cistite idiopática, uma doença normalmente causada por situações de estresse e que levam o bichinho a sentir dor na hora de urinar. Lia, a frajolinha recatada, não é menos sensível. Chegou a ser adotada por uma família mas a adoção não se consolidou e ela foi devolvida ao hotelzinho. O resultado foi perda de peso e uma severa falta de apetite que se estenderam por vários meses até ela se recuperar.
Manoel (pretinho) e Daniel (tigrado) são tranquilos, mas precisam de tempo. Do tempo felino. Porque, como diria Arthur da Távola, em sua Ode ao gato, eles não se relacionam com a aparência – vêem além, por dentro e pelo avesso. Relacionam-se com a essência. Os dois requerem dedicação e muito afeto sincero até serem conquistados e adquirirem a confiança em um novo ambiente e com pessoas diferentes.

Doçura – Além dos quatro gatinhos que vivem no hotel, outra que também está à espera de uma oportunidade de ser adotada é a Cris. Diagnosticada com Felv, o vírus da leucemia felina, encontrou acolhimento em um lar temporário especial. Dócil e meiga, não desenvolveu a doença e está totalmente saudável e pronta para viver em uma família definitiva.
Angústia – Para Maria José Veloso -, ou Zezé, como é mais conhecida -, e Claudia Helena Guimarães, as companheiras de Suzane na proteção animal, fundadoras do grupo Salvando Vidas Protetores Independentes, o sofrimento e a angústia são constantes, principalmente pela impotência na luta pela busca de adotantes para os gatinhos. Encontrar pessoas dispostas a assumir a responsabilidade e abrir um espaço no coração e na vida para os bichinhos é como um sonho que se renova diariamente, apesar dos momentos de desânimo.
“Às vezes, me sinto devendo à minha amiga”, diz Zezé, que tem dedicado toda a renda da sua atividade de pet sitter e parte do salário para pagar a hospedagem e as despesas com ração, areia, medicamentos, vacinas, exames e consultas veterinárias. São mais de R$ 1.800,00 mil por mês, que, infelizmente, são dispendidos sem a colaboração das doações que durante muito tempo eram feitas para ajudar os animais. Regularmente, o grupo recebe apenas R$135,00. “O Salvando Vidas, por conta de toda essa situação está com suas atividades bastante limitadas, mas estamos sempre orientando as pessoas que nos procuram, encaminhando animais para castração, enfim, é o que podemos fazer neste momento”, afirma Cláudia. “Os bazares continuam sendo realizados para arrecadação de recursos, por isso todo apoio é muito bem-vindo”. Para quem não puder se candidatar a adotar um dos gatinhos, qualquer forma de ajudar está valendo: desde contribuições financeiras a doações de ração e areia. Além das despesas com os gatinhos, ainda está pendente o pagamento de dívidas em clínicas parceiras que atendiam os animais.
Para o ano novo que se aproxima, momento em que todos desejam o que há de melhor e renovam as esperanças, Cláudia e Zezé esperam apenas uma coisa: uma vida feliz para Tati, Lia, Manoel, Daniel e Cris. Se Deus quiser…
Serviço:
Bazar e Tarde de Tortas – Dia 3 de dezembro, das 9h às 17h, no salão de festas do Bloco H, da 215 Norte
Para conhecer Tati, Lia, Manoel, Daniel e Cris, contribuir financeiramente ou doar ração e areia.
Cláudia – cadi.hmg@hotmail.com
Zezé– veloso43@hotmail.com
Kátia – katiamarsicano@gmail.com
Saúde Pet: Com a ajuda de uma impressora 3D, defensores dos animais criam próteses de bicos, dentes e cascos
O filme The Avengers: os vingadores (2012) conta a história de heróis que salvaram os seres humanos da destruição causada pelo deus nórdico Loki. O grupo Animal Avengers não luta contra um vilão tão poderoso, mas também enfrenta uma batalha nobre: resgatar animais silvestres com próteses 3D.

O grupo surgiu em 2013 e é formado por quatro veterinários, um designer e um dentista forense. “Nosso primeiro ‘paciente’ foi a tartaruga Freddy. O animal foi resgatado de uma queimada e seu corpo foi duramente atingido pelas chamas. O casco foi dilacerado: sobrou apenas uma carapaça que tinha a consistência de uma casquinha de ferida. Nós conseguimos projetar um novo casco para ele, foi um sucesso”, relata Paulo Miamoto, um dos Avengers e professor de odontologia da Faculdade São Leopoldo Mandic.
Miamoto explica o procedimento passo a passo: “Primeiro, escaneamos um bicho saudável e o nosso paciente. Assim, podemos fazer as comparações e as projeções. Em outro momento, o nosso designer modela digitalmente a prótese. Por fim, imprimimos o objeto em uma impressora 3D, que normalmente é feito de plástico PLA”.
O plástico usado é extraído da cana, o que barateia o preço das próteses. “Eu uso minha impressora particular, que custou R$ 3.800, um ótimo investimento. O nosso material é leve, barato e resistente — o quilo custa de R$ 140 a R$ 150. O bico de um tucano gasta somente 100g. A peça demora cerca 50 horas para ficar pronta”, afirma o pesquisador.
Apesar de a inovação ser acessível, é importante ressaltar que nem todos os animais podem se beneficiar da técnica. O grupo realiza uma análise minuciosa para verificar se o paciente conseguirá resistir à cirurgia e se o problema relatado está em áreas do corpo em que não há perigo de infecções. Regiões com uma grande quantidade de vasos sanguíneos têm risco de contaminação e podem ser muito sensíveis. Até o momento, os casos solucionados pelos Avengers foram de fraturas de bico e de perda de dente ou casco.
Quem vê o tucano Zazu passeando serelepe não imagina todo o sofrimento que ele passou. Em março deste ano, o tucano-toco foi resgatado de um quintal em uma casa na Quadra 15 do Park Way. Ele foi encontrado com uma fratura na parte superior do bico. Veterinários do Zoológico de Brasília se mobilizaram para salvar a ave, que corria o risco de morrer devido à dificuldade em se alimentar.“Esse seria um animal eutanasiado, ou seja, sacrificado, pois ele não conseguiria comer sem ajuda de humanos. Precisávamos encontrar uma solução que desse uma vida independente para ele”, conta Rodrigo Rabello, veterinário do zoo e também Avenger.
“A cirurgia tem os riscos de qualquer outra e é feita com anestesia geral. A recuperação dos animais é quase imediata: em 24 horas, eles se acostumam e passam a se alimentar normalmente. Porém, infelizmente, não podem mais ser reintroduzidos na natureza, pois são casos pioneiros e não sabemos o que pode acarretar na vida deles”, alerta Rabello. O veterinário pede cautela no momento de definir se o animal precisa ou não de uma intervenção. “Não é simplesmente fazer uma prótese — animais que estão bem-adaptados com suas limitações físicas não precisam”, ressalta.
Parceiros na luta
Os Avengers não são os únicos a usar técnicas de impressão 3D na recuperação de animais. A ONG Instituto Vida Livre, que trabalha pelo resgate, reabilitação e soltura da fauna silvestre na região da Mata Atlântica, também comprou a ideia. “O instituto desenvolve muitos trabalhos em conjunto com o Ibama. Eu sou engenheiro de produção e, quando recebemos o caso da tucana Tieta, resolvi mobilizar os colegas para projetar um novo bico. O risco da cirurgia era grande, pois o espécime era idoso”, conta Roched Seba, diretor da ONG e coordenador do projeto.
Tieta é uma das vítimas do tráfico, ela foi resgatada de uma feira de venda ilegal de animais silvestres. “A cirurgia foi um sucesso e ela conseguiu se recuperar rapidamente. Recebemos muitos animais na mesma situação. Neste momento, estamos com um periquito em uma condição semelhante. Estamos planejando como será a reconstrução do bico dele, respeitando as peculiaridades da espécie”, relata Seba.
“Nosso próximo passo é passar o conhecimento adiante. A ideia é que essas técnicas sejam popularizadas e que outros profissionais possam aprimorar as próteses. Estamos planejando um evento de três dias, em São Paulo, que contará com a participação de profissionais de diversas áreas. Provavelmente, ocorrerá em novembro”, convida Paulo Miamoto.













