Villapiana e o sabor da massa feita em casa

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Rogério Fasano costuma dizer que para entender a cozinha italiana e sua simplicidade é “quase necessário” ser italiano. Não se trata só de frequentar restaurantes, mas é fundamental conhecer a cozinha praticada nas casas das famílias, preconiza o paulistano, sócio do grupo de hotelaria e gastronomia Fasano.
Neta de italianos, a paranaense Elô Mathias lembra muito bem a cena da mãe e a nonna preparando talharim no bigolaro (antiga peça de metal formada por um cano de extrusão parafusada num banquinho onde se senta para manipular a massa): “Desde os oito anos eu e minhas irmãs ficávamos embaixo aparando o macarrão que caía. Era tudo muito rápido”. Ela viveu essa experiência até os 17 anos quando saiu da área rural — interior de Pérola do Oeste, povoado na fronteira com a Argentina — para estudar na cidade.

Créditos: Pedro Santos da Rocha Pinto/Divulgação. Ravioli da rotisseria Villapiana.

Nome único

Elô se tornou analista de sistemas e foi morar em Canarana (MT), nova área de colonização do Centro-Oeste. Apesar da profissão, manteve a culinária como hobby, porque “cozinha é paixão”, justifica. Casada com um gaúcho e mãe de três filhas, Elô, que na verdade se chama Elozineti, se diverte com o próprio nome. “No meu trabalho, pude consultar o cadastro de eleitores brasileiros e descobri que eu sou a única Elozineti do Brasil”, conta, rindo.
Além de bom humor, a paranaense também tem garra. Depois de morar por 15 anos no Mato Grosso, mudou-se para Brasília — “o estudo das meninas sempre foi uma prioridade” —, e aqui fazia massas para fora até que, incentivada pela primogênita Paula, aluna de medicina na UnB, abriu uma lojinha de nome Villapiana, na 204 Norte.
Lá, por dois anos forneceu massas e molhos caseiros para uma clientela cativa, que continuou sendo atendida quando Elô passou a trabalhar, só por encomendas, em uma cozinha montada no subsolo da 309 Norte.

Loja sortida

De volta à rua, a grife Villapiana se instalou numa lojinha do Bloco D, na 310 Norte, que está atulhada de produtos gostosos, especialmente vindos do Sul, como a passa de pêssego de Pelotas, as geleias e schmiers gaúchas, doces em calda (tem até butiá), queijos artesanais, azeites, carnes exóticas, especiarias e vinhos. “Ficam nas prateleiras bem à vista do cliente que sempre poderá levar algum para casa quando vem aqui buscar a comida”, raciocina Bianca Dunck, a caçula de Elô, que cuida da parte administrativa.
O foco principal se dá no subsolo, onde fica a produção de molhos e massas. Há duas modalidades de massa. A primeira vem pré-cozida. O carro-chefe é o rondeli caprese, que leva muçarela de búfala, tomate seco e manjericão (R$ 35, 500g). Outro que joga bem no time dos mais pedidos é o ravióli, que você não precisa descongelar. Coloca direto na água fervente, ensina a chef. Dele, há uma coleção: 4 queijos (R$ 16,90); ricota e espinafre (R$ 17,50) gruyère e castanha (R$ 24,20); brie e damasco (R$ 26,50) mesmo valor do cordeiro e vinho, todos em embalagem de 380g.

Créditos: Pedro Santos da Rocha Pinto/Divulgação. Talharim ao molho de tomate e ervas da rotisseria Villapiana.

Prontas para levar

A segunda modalidade é o item massas prontas com molho, que só precisam ser levadas ao forno convencional ou micro-ondas, entre as quais, canelone, espaguete à bolonhesa, lasanha, nhoque, penne, talharim e tortéi ao sugo, uma especialidade da Serra Gaúcha por R$ 19, a embalagem com 400g.
Além de molhos, que vêm à parte, Elô fornece carnes, como lagarto ao vinho, lombo suíno ao molho de laranja, e filé à parmegiana. “Muitos clientes trazem o pirex ou a forma com antecedência pra eu montar o prato”, sugere. Villapiana funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 19h, e aos sábados, das 9h30 às 15h. Telefone: 3544-3796.

Liana Sabo

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