Conheça o restaurante Peti, em São Paulo

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Toda época é boa para ir comer em São Paulo. Dificilmente o gourmet, que não reside lá, terá visitado todos bons restaurantes, porque a dinâmica é muito grande. Segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), 35% das casas abertas na capital paulista fecham no primeiro ano de funcionamento.
Nossa proposta, porém, é falar de um que tem muito sucesso, especialmente para o seu tamanho que faz jus ao nome: Petí. Encontrá-lo é para quem sabe, mas depois que você descobre continuará se surpreendendo. Situado num pequeno pátio envidraçado, em forma de L, fica atrás de uma loja dedicada às belas artes, à rua Cotoxó 110, no bairro Perdizes.
Antes de se dirigir à mesa, sugiro uma visita à horta para conferir alguns temperos que certamente irão parar no seu prato. Em meio às folhas verdes (tem até boldo), há uma florzinha azul, que se chama borago — mesmo nome de um restaurante de Santiago do Chile, de que eu gosto muito. Ornamental e comestível, a flor azul em forma de estrela de cinco pontas poderá enfeitar alguma sugestão, como o gazpacho de pera, mascarpone, picles de melão e nozes que pedi de entrada.
Completamente autoral, a cozinha contemporânea é obra do chef Victor Dimitrow, que estudou na Faculdade Anhembi Morumbi antes de chegar à França para uma pós-graduação na Escola Paul Bocuse, em Lyon. Trabalhou em Paris e em Dublin. Quando voltou, queria ter seu próprio restaurante e pensou “por que não abrir na loja de meus pais, onde já existe um café?”

Cardápio completo

Liana Sabo/CB/DA Press. Peixe batata crocante, hortelã, molho gribiche e purê de ervilhas, do chef Victor Dimitrow, do restaurante Petí, em São Paulo.

Victor muda o menu a cada 20 dias, mas sempre haverá o peixe do dia, a carne e a pasta. Comi um rosbife de Wagyu com spätzle, molho goulash iogurte caseiro e cebolinha tostada. Dá pra ver que a origem búlgara do cozinheiro combinou com minhas preferências culinárias étnicas. Outra opção peixe do dia, batata crocante, hortelã, molho gribiche com destaque para o purê de ervilhas.
Sobremesa é um capítulo à parte, sendo o ponto alto texturas, crocância e cremosidade — tudo ao mesmo tempo praticadas pelo tatuado chef pâtissier Rodrigo Ribeiro, que em sete anos passou por 11 casas paulistanas do Mani ao D.O.M. Entre elas, cremoso de chocolate branco com beterraba, merengue de hibisco e crocante de beterraba.
O cliente continuará se surpreendendo quando vier a conta. Menu completo (entrada, prato e sobremesa) sai por R$ 47,50 e o reduzido, com um item a menos, por R$ 43,50. A casa que só funcionava no almoço (segunda a sábado), a partir de segunda-feira passa a abrir para o jantar das 19h às 22h30. A grife já deu dois filhotes com o mesmo nome: Petí Panamericano (Higienópolis e Jardim América). O chef passa dois dias em cada endereço. Telefone: (11) 3873-0099.

Liana Sabo

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