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Cláudio Abrantes: “Minha decisão é seguir com o governador Ibaneis Rocha”

Publicado em Eixo Capital

À Queima-roupa // Cláudio Abrantes, Deputado distrital (PSD)

por Ana Maria Campos

Como fica seu partido, o PSD, nesse jogo de xadrez eleitoral?
O xadrez eleitoral faz parte do processo democrático, uma vez que são muitas as legendas, cada qual com sua ideologia, com seus representantes e, também, com seu público. Dessa forma, vejo que o PSD fica muito bem representado e tem prestígio no pleito deste ano. A aliança anunciada na semana passada — entre o governador Ibaneis Rocha, a deputada Celina Leão, o ex-governador José Roberto Arruda e a deputada Flávia Arruda — garante um cenário de coalizão, com expectativa de bons resultados. Muitas peças ainda estão sendo posicionadas no tabuleiro, mas, de toda forma, vale lembrar que o PSD sempre esteve presente e já vinha compondo esse grupo, que traz muita experiência, estabilidade, solidez e juventude. Então, vejo nesse jogo uma composição coerente com as diretrizes do partido.

Acha que o partido foi preterido na chapa encabeçada pelo governador Ibaneis Rocha?
Não, de forma alguma. Fazemos parte de um grupo vencedor, que tem trabalhado muito por Brasília, e a população tem colhido os frutos de todos os esforços empreendidos na nossa capital. Durante a pandemia, por exemplo, quando muitos tiraram o time de campo, essa parceria foi intensa. Defendo que todo o grupo vence quando o líder sabe o que quer e sabe transmitir quais são as metas aos apoiadores e parceiros. Então, o PSD-DF se movimenta bem e vem se reconstruindo de forma heroica. E, como eu disse, ainda há movimentos a serem definidos.

O que você defende? Estar com Ibaneis ou outro projeto?
Minha ligação com o governador Ibaneis Rocha nasceu quando a candidatura dele era, praticamente, apenas uma ideia, com 0,3% das intenções de voto. Ocorre, no entanto, que Ibaneis não é um homem de deixar ideias nem ideais morrerem. E, com muita garra, ele conseguiu mostrar à população quem ele era e o que ele queria trazer para o DF. E trouxe. Então, posso falar por mim. E minha decisão é seguir com o governador Ibaneis Rocha. Temos certeza de que a capital, assim como apostou nele em 2018, saberá reconhecer o trabalho que ele fez por Brasília.

Policiais civis estão chateados porque a paridade com a Polícia Federal não saiu. É difícil voltar nas bases em campanha e defender o governo?
(Essa é) uma proposta de campanha do governador Ibaneis Rocha que nunca foi abandonada por ele, pela qual eu também lutei e sigo lutando com todas as minhas forças. Fui eu quem levou essa discussão até o governador. Também fui até a Câmara dos Deputados, ao Senado e encontrei apoio em ambas as casas legislativas. E o governador Ibaneis Rocha teve um papel muito importante, pois ele encaminhou a proposta de paridade à União duas vezes. Uma, inclusive, contemplando as demais forças de segurança. No entanto, a União não deu o respaldo esperado, não entendeu que a proposta devia prosperar. Minha visão é de que a PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) tem dois pais, que são o GDF e a União. Fato é que, no fim das contas, mesmo com os devidos alinhamentos políticos feitos — e isso já aconteceu antes —, as coisas não andam, porque a gestão do Fundo Constitucional (do Distrito Federal) não é plena. Então, ou essa gestão passa para o GDF, para que ele possa até mesmo discutir a questão de vencimentos ou subsídios, como é o caso da PCDF, ou continuaremos fadados a esse problema tão antigo.

Mas houve avanços?
A paridade ainda não veio, mas, como o próprio governador declara, eu fui o articulador de todas as vitórias que os policiais civis tiveram no atual mandato, como a criação do Serviço Voluntário Remunerado, auxílio-uniforme, auxílio-alimentação, plano de saúde com condições diferenciadas. E nossa parceria com as forças de segurança, de modo geral, permanece firme. Destaco os números expressivos que obtivemos na recomposição dos quadros, e seguimos nessa direção.

Na disputa presidencial, você vai de Lula ou Bolsonaro?
Por reconhecer nele a maturidade que a cadeira maior do Executivo nacional requer, com experiências no Legislativo e no Executivo, e de ser um político que acompanha de perto o Brasil ao longo de décadas de atuação, vou de Ciro.

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