Senadores fazem testes de coronavírus. O de Davi Alcolumbre deu negativo

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O Senado passa o fim de semana em estado de alerta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, recebeu neste sábado o resultado de seu exame de coronavírus e deu negativo. O líder do governo, Eduardo Gomes (MDB-TO), ainda aguarda. Ontem, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, recebeu o resultado positivo. Ele acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos. Não apresenta sintomas, mas ficará de quarentena com a família pelos 14 dias de incubação. Caso outros senadores tenham resultado semelhante, a sessão de terça-feira, que deverá analisar a destinação de R$ 5 bilhões para tratamento da Covid-19, há quem diga que será difícil manter a sessão. O senador Jorginho Melo, que também fez parte da comitiva de Bolsonaro teve o resultado negativo.

Os parlamentares dos mais variados partidos estão apreensivos, porque sabem que as votações são cruciais para ajudar a acalmar os mercados. Porém, numa Casa onde há 513 deputados, 81 senadores e um batalhão de servidores praticamente confinados no ar condicionado, o risco de contaminação é considerado alto. A ideia de decidir o que fazer apenas na segunda-feira, deverá ser antecipada para amanhã. Quando o assunto é saúde, dizem alguns senadores, uma diferença de 24 horas pode ser crucial para evitar problemas.

Atualização: Em nota divulgada nesta manhã, Davi Alcolumbre manteve a sessão. Veja a íntegra da nota abaixo

A assessoria de imprensa da Presidência do Senado informa que o teste para o Covid-19 do presidente Davi Alcolumbre resultou negativo. Mesmo não apresentando sintomas da doença, Davi Alcolumbre realizou o exame após ter contato com algumas pessoas suspeitas de estarem com o vírus.

Por enquanto as atividades legislativas continuam com sessão conjunta do Congresso Nacional convocada para a próxima terça-feira (17), às 11h. Medidas de enfrentamento ao novo coronavírus estão sendo tomadas para preservar a saúde de parlamentares e servidores da Casa.

Importantes matérias constam na pauta de votação do Senado e da Câmara e precisam ser analisadas e votadas. Entretanto, o cenário está em constante acompanhamento e avaliação pela Presidência da Casa.

Assessoria de imprensa da Presidência do Senado

Apoiadores tendem a optar por manifestação virtual

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A fala do presidente Jair Bolsonaro há pouco em cadeia nacional de rádio e tevê foi vista como um chamamento para que seus apoiadores se mantenham em alerta, mas os movimentos “espontâneos” marcados para o 15 de março precisam ser “repensados”. “O momento é de união, serenidade e bom senso”, disse o presidente.

Embora tenha deixado os manifestantes livre para tomarem suas próprias decisões a respeito, a orientação do presidente deve ser seguida e já tem muitos engajados nesses atos interessados em substituir a rua pelo movimento virtual, um “tuitaço” e um “panelaço” no domingo. Isso não quer dizer, entretanto, que as pessoas vão desistir de algum movimento mais contundente nas ruas para breve. A intenção é apenas adiar para uma data em que o risco de contaminação seja menor. Porém, a decisão final só será tomada amanhã.

Congressistas em pânico

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A informação de que o secretário de Comunicação do Planalto, Fábio Wajngarten, está infectado com o novo coronavírus deixou toda a política apreensiva. É que na comitiva aos Estados Unidos estavam o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, que circulou pelo Congresso durante toda a semana, e ainda o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores. Estão todos para lá de preocupados não só no Planalto, como no Parlamento. O Planalto, dizem os deputados, precisa, em nome da transparência, esclarecer quando Fábio começou a sentir os primeiros sintomas. É que, se o período de incubação é de 7 a 14 dias, é preciso saber se ele não viajou aos Estados Unidos já contaminado e quem da comitiva __ além do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo e do general Heleno __ já fez o teste e os respectivos resultados. São perguntas que ainda estão sem resposta.

Reunião de emergência discute saúde de Bolsonaro. Resultado sai amanhã

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O presidente Jair Bolsonaro já fez o teste para o coronavírus e o resultado será conhecido nesta sexta-feira. O presidente e toda a comitiva serão submetidos ao teste depois que o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, teve o resultado positivo. Fábio já está de quarentena em sua casa, em São Paulo. Há inclusive uma reunião de emergência no Alvorada para discutir a saúde do presidente. Os médicos garantem que o presidente está recuperado das cirurgias que foi obrigado a fazer desde o atentado, em setembro de 2018. Porém, antes de viajar aos Estados Unidos, o próprio Bolsonaro declarou que teria que se submeter a uma nova intervenção cirúrgica.

O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, que acompanhou o pai na viagem aos Estados Unidos, também fará o teste. Embora ele não apresente qualquer sintoma de que possa estar infectado, a medida é uma precaução, uma vez que Eduardo passou a semana circulando pela Câmara dos Deputados, onde cumprimentou colegas, participou de reuniões e votações. As visitações públicas ao congresso estão suspensas até segunda ordem, antes mesmo de qualquer confirmação do caso de Wajngarten.

Casa Branca pede informação sobre Wajngarten, que está com coronavírus e esteve com Trump

Fábio Wajngarten com Donald Trump
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Uma conta no Instagram com o nome fabiowajngarten traz um post publicado há cinco dias, com uma foto em que o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten aparece ao lado do presidente Donald Trump, com o vice-presidente Mike Pence e o apresentador Alvaro Garnero. Com o teste positivo para coronavírus, a Casa Branca agora quer saber tudo a respeito do estado de saúde do secretário. De acordo com o Planalto, o resultado da contraprova confirmou a doença no secretário.

Trump afirmou não estar preocupado. “Eu realmente ouvi algo sobre esse assunto. Nós jantamos na Flórida, in Mar-a-Lago, com toda a comitiva. Eu não lembro se o assessor de imprensa estava lá. Se ele esteve lá, ele esteve lá. Mas nós não fizemos nada fora do comum”, disse o presidente americano. “Deixem eu esclarecer: eu não estou preocupado”.

Alta do dólar leva importadores a suspender vendas

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Representantes brasileiros de duas importadoras de tecidos finos foram avisados hoje de manhã que as vendas estão suspensas até segunda ordem. Com a alta do dólar, só pedidos já encaminhados serão atendidos. Uma terceira empresa comunicou aos seus representantes que a nova tabela de preços será enviada em breve. O motivo foi o dólar bater os R$ 5,00 na manhã de hoje. Se a situação não for normalizada, em breve os preços dos artigos de vestuário serão reajustados nas fábricas que importam tecidos e, consequentemente, para o consumidor final. São reflexos de uma crise provocada pelo pânico dos mercados em relação ao coronavírus que não tem data para acabar, nem tampouco para permitir avaliações mais precisas.

No caso do Brasil, a crise é mais grave porque o país não tem uma situação fiscal que permita construir hospitais específicos para atender a população que for infectada, tal e qual foi feito na China em tempo recorde. Desde a semana passada, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem feito uma série de alertas sobre a explosão de casos e adotado todas as medidas para tentar acelerar a preparação do sistema de saúde. Daí, a necessidade inclusive de suspensão das aulas, medida preventiva importante adotada ontem pelo governador Ibaneis Rocha, a fim de ganhar temo para tentar preparar o sistema. Na China, por exemplo, o feriado chegou a ser prolongado para que as pessoas ficassem em casa. Mandetta reforçou inclusive o alerta que se espalhou num áudio do dr. Fábio Jatene, do Incor de São Paulo, sobre a necessidade de cuidados com pessoas de idade, de preparação de UTIs para os pacientes graves nos serviços de saúde. Agora, é se agarrar no serviço para que não se repita aqui a situação da Itália e de outros países da Europa.

Empresários concordam com Bolsonaro e veem com muita desconfiança a pandemia da Covid-19

Deputados Distritais na fiscalizacao do plano de contingencia do coronavirus no HRAN
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Coluna Brasília-DF

Empresários reunidos no almoço da Lide DF, sob o comando do ex-senador Paulo Octávio, eram unânimes em afirmar que, apesar das crises, não vão deixar de investir ou revisar para baixo suas programações. Eles veem com muita desconfiança a pandemia da Covid-19 e concordam com o presidente Jair Bolsonaro de que é preciso ver as coisas com mais calma e menos alarmismo.

“Ganância infecciosa” 

Numa roda, Ennius Muniz, da Conbral, puxou, na hora, a expressão que o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan usou em 2002 para definir o perfil do investidor americano. Pelo menos, no DF, tem muita gente acreditando que parte dessa celeuma que derrubou bolsas e fez o dólar subir levará muita gente a adquirir ações pelo mundo afora a preço de banana.

Derrubada de veto sobre BPC é recado a Bolsonaro

Recado a Bolsonaro
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Coluna Brasília-DF

O governo não terá apoio dos congressistas quando seus projetos tiverem relação direta com corte de benefícios sociais. Essa é a mensagem inserida na derrubada do veto que permitirá o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a idosos e pessoas com deficiência em famílias com renda de meio salário mínimo per capita.

… e de Bolsonaro ao Congresso

Porém, em tempos de Orçamento Impositivo, a tendência do governo é devolver a bola e ir até ao Supremo Tribunal Federal, se for preciso. Se for para pagar o BPC a mais famílias — com o veto de Bolsonaro a ideia era restringir o BPC a famílias que recebem 1/4 do mínimo per capita —, o Congresso deverá indicar a fonte de receita. O governo não pagou, porque considerou que não havia dinheiro suficiente para isso. Agora, deputados e senadores podem, se quiserem, ajudar retirando recursos das tais emendas que o Poder Executivo é obrigado a atender.

Vem mais

Antes de o Congresso derrubar o veto do BPC, parlamentares no cafezinho tentavam se mobilizar para derrubar o veto parcial do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro. A intenção é derrubar todos os dispositivos vetados.

Para antes que caia tudo!

A suspensão da sessão evitou novas derrotas do governo. Ou seja, ao que tudo indica, as notícias de que o presidente Jair Bolsonaro desistiu de fazer acordo com o Congresso terminou prejudicando o Poder Executivo no Congresso.

CURTIDAS

E o PT, hein?/ Parte do PT não desistiu de ter Fernando Haddad como candidato a prefeito de São Paulo. Só tem um probleminha: Haddad já repetiu, reiteradamente, que não quer. Dia desses, conversou até com Lula a respeito. O ex-presidente, porém, desconversou.

Por falar em PT…/ Quem andou por Brasília foi o governador da Bahia, Rui Costa, dedicado a fazer com que o Tribunal de Contas da União apurasse por que a inclusão no Bolsa Família foi maior nas regiões consideradas mais ricas do país. Costa é considerado um dos nomes do partido de Lula para concorrer à Presidência da República em 2022.

Mandetta e Guedes/ Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, viraram uma dupla afinada. Mandetta leva a mensagem de que é preciso apenas lavar as mãos e evitar aglomerações, ou seja, precaução. Guedes, por sua vez, pede o mesmo ao mercado: muita calma nessa hora e celeridade nas reformas.

Por falar em aglomerações/ Um dos empresários presentes à Lide dizia, para quem quisesse ouvir, que é preciso ir à manifestação de domingo para que o Congresso pare de “atrapalhar” o governo e reclamou que eles (os congressistas) “mudam tudo”. Na China e na Venezuela, respondeu outro, é assim que funciona.

Fala sobre fraude deixa Rosa Weber uma arara com Bolsonaro

O presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL), e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, ministra Rosa Weber
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A atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, está uma arara com Bolsonaro. Em conversas reservadas, a fala do presidente sobre fraude nas eleições foi vista como mais uma forma de atacar o Poder Judiciário nas manifestações de domingo.

Fica fria, Rosa

Aliados de Bolsonaro na seara eleitoral irão a campo para tentar esclarecer a alta corte eleitoral de que o presidente não teve a intenção de criticar o TSE, mas apenas alertar para a necessidade do voto impresso, algo que sempre reivindicou. Aliás, ele e o falecido ex-governador do Rio Leonel Brizola.

Até aqui…

A bandeira de paz hasteada pelos aliados de Bolsonaro aos ministros do TSE não funcionou. Até porque o presidente disse que tinha provas. Agora, os ministros querem saber que provas são essas. Por ali, no TSE, tem gente apostando que tudo foi criado para dar combustível aos bolsonaristas nas redes sociais e ver se os internautas esquecem o PIB de 1,1% e as projeções previstas para 2020, que já foram revistas.

Militares: as Forças Armadas são uma coisa, e o Planalto é outra

Militares Planalto
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Coluna Brasília-DF

Os militares mandaram vários sinais à classe política de que não concordam com o clima de tensão reinante entre o Planalto e o Congresso. A prioridade deles hoje é servir num clima de paz, sem golpes, contragolpes, rasteiras ou seja lá que nome alguns tentem dar ao mal-estar entre o presidente Jair Bolsonaro e os congressistas.

E a fórmula para que isso aconteça é separar as estações –– Exército brasileiro e o Planalto. Ainda que haja generais em postos-chaves do governo, as Forças Armadas são uma coisa, e o Planalto é outra. A intenção de quem está na ativa é ajudar no sentido de estabelecer diálogos e separar estações.

Bolsonaro, Doria e a economia

Enquanto o presidente deixa o PIB de 1,1% na cota de Paulo Guedes, o governador de São Paulo, João Doria, aproveita seu périplo por Brasília para lembrar que o PIB paulista cresceu 2,8% em 2019.

Enquanto isso, no parlamento…

Os líderes do governo ficaram preocupados com o pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para que Bolsonaro retire o tal PLN 4, o projeto de lei orçamentária fruto do acordo para manutenção dos vetos, e que preserva parte do poder do relator do Orçamento. Se o fizer, terá mais problemas em relação a futuros acordos com o parlamento.

Respiro

O governo ganhou mais um mês e meio para tentar chegar a um acordo com os caminhoneiros em torno da tabela do frete. O empresariado considera que adiar o fim do tabelamento para daqui a dois anos, conforme chegou a ser discutido na reunião, não atende a agricultura e a indústria. Ou seja, o impasse continua.

Falta de ar

Empresários argumentam que adiamentos desse tema do frete não ajudam a alavancar o PIB neste primeiro mandato de Bolsonaro. Porém aliados do presidente avaliam que uma greve de caminhoneiros em protesto contra o fim do tabelamento do frete tende a piorar a situação.

Um problema de cada vez

Não há solução perfeita para o caso dos caminhoneiros. E, enquanto não houver, o governo pedirá para adiar qualquer decisão a respeito. Pelo menos até o coronavírus sair do palco.

O que ele pensa/ Quando perguntado sobre a declaração de Bolsonaro a respeito de fraude eleitoral, o senador Major Olimpio (PSL-SP) reagiu assim: “Ele está apresentando um recurso contra ele mesmo”.

E o slogan ficou/ O secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, terminou virando “meme” no WhatsApp com a seguinte inscrição: “A solução para o (Paulo) Guedes: chama o Meirelles”. Em sua campanha presidencial, o ex-ministro da Fazenda de Michel Temer dizia que o Brasil estava votando “contra”: uns em Bolsonaro contra o PT e outros no PT contra Bolsonaro, e já se sabia onde isso iria parar. Sua propaganda terminava com o slogan: “Chama o Meirelles agora e não se lamente depois”.

Mandetta e o seu cumprimento/ Na reunião da Frente Parlamentar da Medicina, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o deputado federal Flávio Nogueira (PDT-PI), seguiram o cumprimento –– choque de punhos –– recomendado pelo titular da pasta como forma de precaução ao coronavírus. Eles agora se cumprimentam assim.

Judiciário presente/ A posse da nova diretoria da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), a ser presidida por Manoel Victor Sereni Murrieta e Tavares, promete reunir os ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. O evento fará homenagens ao ministro Mauro Campbell e à ex-presidente do Conamp, Norma Angélica Reis Cardoso Cavalcanti.