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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)
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Convenhamos: do presidencialismo de coalizão, onde o Executivo só pode desempenhar suas funções mediante a concessão de infinitas benesses aos parlamentares, a maioria, flagrantemente, antirrepublicanas, até ao semipresidencialismo, modelo proposto agora pelo presidente da Câmara, é um pulo, bastando apenas a troca de denominação do sistema.
Uma coisa e outra são vizinhas, habitando o mesmo espaço, dentro do Congresso Nacional. Propor debate em torno de proposta dessa natureza é só um meio de oficializar o que, na prática, já acontece desde a redemocratização. É preciso entender que, em si, o presidencialismo de coalizão, de acordo com estudos desenvolvidos pelo cientista político Sérgio Abranches há mais de três décadas, mesmo considerando que esse sistema se mostrou, desde sempre, um importante dilema institucional para o país, em tese, funcionaria bem, caso houvesse, de antemão, uma representação política de inegável qualidade ética e profissional dentro do Poder Legislativo.
Obviamente que a qualidade da representação está diretamente ligada à qualidade do eleitor e à elevação do ato de votar a uma categoria de racionalidade, impensável para a média dos eleitores brasileiros. São ciclos hermeticamente interdependentes, forçando a perpetuação de um sistema que hoje tem a cara e a assinatura do eleitor.
Mesmo que a proposta, caso venha ser aprovada, tenha sua implementação somente na próxima década, o assunto, por sua periculosidade, mereceria, desde já, um detido exame à luz de um microscópio de elétrons, um dos mais acurados hoje em dia.
O semipresidencialismo, se for tomando a exemplo da qualidade da atual composição política do Estado, não irá passar de uma semiverdade, imposta por um pseudomodelo que pode vir apenas para escancarar os cofres da União. O que se propõe aqui não é nem um parlamentarismo puro, nem um presidencialismo misto, mas algo situado entre as ambições desmedidas da classe política e a pouca ou nenhuma disposição para governar demonstrada pelo governo.
Aliás, é nesse vácuo, propiciado pela pouca disposição em fazer valer o que manda a Constituição para cada um dos Poderes da República, que surgem propostas desse nível, que mascaram um modelo a ser confeccionado apenas para gaudio dos políticos que temos. O que vimos até aqui é que a disposição em governar, comme il faut, só não é maior do que o desejo de cooptação da vontade dos políticos, por meio de prebendas e outros agrados. O presidencialismo de coalizão, como praticado entre nós, alcançou os píncaros de sua essência com os governos da esquerda, por meio de práticas como o mensalão, petrolão e outros mecanismos criminosos e pode atingir, com essa nova proposta, a perfeição, caso venha a ser implementado, de fato.
O que ocorre é que os políticos, de olho na possibilidade de uma vitória das esquerdas, já começam a aplainar o terreno para a reentrada do Partido dos Trabalhadores no comando do país, dando a essa sigla e aos seus asseclas um Estado prontinho para ser novamente dilapidado, dessa vez, dentro do que estabelece o tal semipresidencialismo.
Não se trata aqui, nessa proposta, de nenhuma movimentação ou interesse no sentido de modernizar as relações institucionais do país, sempre conflituosas, e fator de insegurança jurídica permanente. O que se tem é a oficialização de práticas de governo que os cidadãos de bem, há muito, já condenaram. Trata-se, pois, de uma mudança visando estabelecer, juridicamente, a cleptocracia.
A frase que foi pronunciada:
“Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar. Alguns livros são para serem degustados, outros para serem engolidos, e alguns poucos para serem mastigados e digeridos. A leitura torna o homem completo, as preleções dão a ele prontidão, e a escrita torna-o exato.”
Francis Bacon (1561-1626)

Mais segurança
Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, a falha na identificação da criança recém-nascida pode ser punida com até um ano de detenção. Muitos casos no passado foram descobertos por causa da aparência das crianças ou instinto materno. No final de 1998, em Osasco, pelo menos 19 famílias sofreram por esse erro.
Cientista
Montagnier e Françoise Barre-Sinoussi dividiram o Nobel em 2008. Isolaram o vírus do HIV (da Imunodeficiência humana) no Instituto Pasteur, em Paris. Graças ao estudo, os testes da doença e antirretrovirais foram controlados. Mantagnier faleceu semana passada. Veja, no link Covid-19 : les élucubrations du Pr Montagnier, l’hypothèse d’un accident dans le P4 de Wuhan, a opinião de Montagnier sobre o Covid.

/ França
Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da AIDS, está morto
Publicado em:10/02/2022 – 17:42
O Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da AIDS, Luc Montagnier, durante uma coletiva de imprensa sobre vacinas e vacinação, 7 de novembro de 2017 em Paris. © Stephane de Sakutin, AFP
Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da Aids, morreu na terça-feira aos 89 anos no hospital americano de Neuilly-sur-Seine. Tendo se tornado uma figura controversa para várias teorias por mais de dez anos e gradualmente banido da comunidade científica, ele voltou a ser comentado por comentários contra as vacinas anti-Covid.
O professor Luc Montagnier morreu terça-feira no hospital americano de Neuilly-sur-Seine (Hauts-de-Seine), informou a AFP quinta-feira, 10 de fevereiro, ao prefeito da cidade Jean-Christophe Fromantin.
Rejeitado tarde por teorias duvidosas, ele ficará para sempre associado à descoberta do vírus da AIDS que lhe rendeu o prestigioso Prêmio Nobel de Medicina.
Seus comentários controversos contra as vacinas anti-Covid o colocaram novamente no centro das atenções, atraindo-lhe a simpatia do antivax e desacreditando-o um pouco mais junto à comunidade científica.
“Sempre procurei o inusitado. Tenho dificuldade em trabalhar com uma corrente já estabelecida”, confidenciou este biólogo especializado em vírus em um documentário dedicado ao trabalho que ele mesmo qualificou de “enxofre” sobre a “memória da água”, transmitido na França 5 em julho de 2014.
Óculos finos de metal, olhos brilhantes e rosto ainda de bebê aos 80 anos, o virologista se descreveu como um “marginal” de jaleco branco apesar de seus louros internacionais, com o Prêmio Nobel concedido em 2008 por uma descoberta feita um quarto de século antes .
“Doenca 4H”
É preciso mergulhar na atmosphere dos anos 1980 para hear a febre que tomou conta de um punhado de laboratórios ao redor do mundo: descobrir o mais rápido possível a origem de uma estranha doença que foi chamada, por falta de melhor, “doença de 4H” (porque parece atacar mainly homosexual, viciados em heroína, haitianos e hemofílicos).
Nascido em 8 de agosto de 1932 em Chabris in Indre (centro da França), where virologist Luc Montagnier directed from 1972 no Institut Pasteur um laboratório especializado em retrovírus e oncovírus (responsável pelo câncer).
No início de 1983, ele isolated com seus “associados” Françoise Barré-Sinoussi e Jean-Claude Chermann um novo retrovírus que ele batizou temporariamente de LAV (Lymphadenopathy Associated Virus) from uma amostra colhida pelo Dr. Willy Rozenbaum de um patiente jovem , um homossexual que morava em New York.
É para ele o “causal” agent da nova doença. Mas has discovered é recebida com “ceticismo”, in particular pelo americano Robert Gallo, great especialista in retrovírus.
“Durante um ano, sabíamos que tínhamos o vírus certo (…) mas ninguém acreditou em nós e nossas publicações foram recusadas”, disse Montagnier 30 years ago.
In April 1984, Margaret Heckler, Secretary of Estado da Saúde dos USA, announced that Robert Gallo had encountered a cause “provável” da AIDS, um retrovírus chamado HTLV-III. Mas o último acaba por ser estritamente idêntico ao LAV encontrado anteriormente pela team de Montagnier…
“Co-descobridores”
A polêmica aumenta: quem é o verdadeiro descobridor do virus da imunodeficiência humana (HIV), Montagnier or Gallo? A questão é important porque permite resolver a questão dos royalties vinculados aos exames de triagem.
A dispute chegou a uma conclusão provisória e diplomática em 1987: os Estados Unidos ea França assinaram um compromisso no qual Gallo e Montagnier foram oficially descritos como “co-descobridores”.
O verdadeiro epílogo vem 20 anos depois, com a entrega do Nobel pela descoberta do HIV, não a Gallo, mas a Montagnier e sua parceira Françoise Barré-Sinoussi. Jean-Claude Chermann será esquecido pelo prestigioso júri .
Alguns anos depois, para o 30º aniversário de sua descoberta, o professor Montagnier elaborou uma avaliação mista deste épico para a AFP: “Não conseguimos erradicar a epidemia ou mesmo a infecção porque não sabemos curar alguém que está infectado “. Os medicamentos antirretrovirais podem efetivamente amordaçar o HIV, mas não eliminá-lo completamente do corpo das pessoas infectadas.
“Antivax”
Since leading a department of AIDS and retroviruses with Pasteur from 1991 to 1997, since teaching at Queens College in Nova York since 2001, where Professor Montagnier has been crusading his scientific pesquisa and gradually banishing his scientific community.
Resumo da semana
France 24 convida você a voltar às novidades que marcaram a semana
Eu subscrevo
Ele defende a “trilha microbiana”, porém sujeita a cautela, para explicar o autismo . Retoma a tese unanimemente rejeitada do pesquisador francês Jacques Benveniste segundo a qual a água retém a marca (a “memória”) de substâncias que não estão mais lá. Ele defende teorias sobre a emissão de ondas eletromagnéticas pelo DNA, promove o mamão como remédio para certas doenças.
Suas repeated posições contra as vacinas lhe renderam em novembro de 2017 a condenação contundente e official de 106 members das Academias de Ciência e Medicina.
Le Figaro descreve sua carreira como um “naufrágio científico lento”. Durante a pandemia de Covid-19, voltou a ilustrar-se, afirmando que o vírus SARS-CoV-2 foi manipulado em laboratório com a adição de “sequências, em particular, do HIV” e que as vacinas são responsáveis pelo aparecimento de variantes.
Essas teses, combatidas por virologistas e epidemiologistas, jogaram um pouco mais de descrédito em um cientista que se tornou um “pária” entre seus pares.
Com AFP
História de Brasília
Mais uma emenda à Constituição será tentada novamente. O sr. Anisio Rocha insiste na pena de morte, e não sabemos a quem isto vai favorecer. Nem prejudicar também. (Publicada em 17.02.1962)
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Poucos são os cidadãos que têm consciência exata dos enormes riscos que correm todos aqueles que, por um motivo ou outro, acabam se tornando persona non grata para o sistema que controla a máquina do Estado e para as elites que se alimentam desses arranjos.
A maioria não percebe os perigos existentes nessa selva moderna, ou finge desconhecer para, assim, ficar longe de encrencas maiores. Quanto mais adequadamente está informado o cidadão, maior a percepção de que o Estado Leviatã, que a todos vigia, punindo de forma seletiva aqueles que atravessam seu caminho, pode, a qualquer momento se voltar contra o indivíduo, esmagando-lhe o destino como se fosse uma barata.
Esse sentimento de abandono e desproteção aumenta quando, diante dos olhos de todos e no mais absoluto senso de onipotência, as instituições do Estado, que em tese, se intitula democrático e de direito, são usadas abertamente para perseguir desafetos ou quaisquer outros que ousam se colocar como opção política ao establishment.
Nunca, em tempo algum, esteve tão em alta a fala repetida pelo filósofo de Mondubim – “aos amigos tudo e aos inimigos, a lei” – e tem feito tanto sentido como agora nos episódios que se sucedem nessa perseguição insana contra o ex-juiz Sergio Moro. A razão, por trás dessa caçada humana, é sabida, o que tornam esses episódios ainda mais grotescos e reveladores. Atravessamos um momento de inversão total dos mais elementares valo res éticos experimentados pela nação.
O mais perturbador é constatar que o silêncio sepulcral em torno do assunto, revela, de um lado, o pavor que causa em muitos o poderio da máquina do Estado e, por outro, a covardia demonstrada por muitos que acreditam na máxima de que “para viver, nesses tempos adversos, basta se fingir de morto”.
O que vem ocorrendo contra Sergio Moro, em que instituições, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União, que deveriam zelar pela proteção à cidadania, são usadas como armas para perseguir e ameaçar o ex-juiz, a mando de próceres muito bem instalados nos Três Poderes da República, não deveria ser visto jamais como um episódio comum e sem importância.
Pelo contrário, o que ocorre contra esse cidadão é uma amostra do que pode acontecer a qualquer um e a qualquer hora. Se não há segurança jurídica até para um ex-juiz, cujo único crime foi condenar e mandar para a cadeia a nata da corrupção que ainda assola esse país, imagina o que pode ocorrer com o cidadão comum. É do silêncio de boa parte da mídia e de muitos outros cidadãos que o sistema se alimenta, tornando-se cada vez mais forte e acima das leis.
É essa covardia demonstrada por muitos que catalisam as forças do monstro. Num outro mundo, onde governos civiliza dos são sempre colocados a serviço da sociedade, o uso indevido do aparelho do Estado para perseguições a cidadãos constitui-se em crime da maior gravidade.
Em se tratando do Brasil do patrimonialismo descarado, mal feitos como esses ganham ares de normalidade e até de apoio por parte da Justiça.
A frase que foi pronunciada:
“Não estou chateado que você mentiu para mim, estou chateado porque de agora em diante não posso acreditar em você.”
Friedrich Nietzsche

Novidade
Com um projeto voltado para a conexão de informações, o Conselho Nacional de Justiça lançou a nova versão do Processo Judicial Eletrônico integrada à Plataforma Digital do Poder Judiciário. A experiência dos tribunais poderá ser compartilhada aperfeiçoando os sistemas de tramitação dos processos.
Muda já
Quem precisa providenciar essa interação de sistemas é o GDF. As Secretarias não se conversam, informações importantes dos cartórios não são compartilhadas. Mudar esse sistema seria um passo importante para diminuir a burocracia desnecessária, cansativa e que devora um precioso tempo.
Valorização profissional
Uma surpresa positiva ver que as matérias Agência de Notícias da Câmara Legislativa do DF são assinadas. Na Câmara dos Deputados, a prática também é adotada.

Ouvidos moucos
Desde dezembro de 2017, tramita o Projeto 7681/17, da então senadora Martha Suplicy, sobre a proibição da comercialização da gordura vegetal hidrogenada em alimentos. O texto dá três anos para a indústria se adaptar ao banimento.

História de Brasília
Uma área destinada à Caixa Econômica, em Taguatinga, para a construção de casas populares, está sendo reivindicada pelo deputado Menck para que dela faça outro uso. (Publicada em 18.02.1962)
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Caso se confirmem o que indicam alguns órgãos de pesquisa de opinião pública, sobre uma possível vitória de Lula da Silva na corrida presidencial deste ano, ficarão patentes, para essa geração e para as próximas lições que demonstram, que algumas das peculiaridades que concorreram, de forma enviesada, para a nossa formação histórica, desde 1500, continuam presentes em nosso modelo político, social e econômico atual, fazendo de nossa nação um caso a ser estudado no campo da psicologia e um modelo a ser evitado, a qualquer custo, por todo e qualquer país civilizado.
Em primeiro lugar, o que salta aos olhos é a impossibilidade de concretização do que determinam as leis, quando o que está em julgamento são interesses e pessoas poderosas. Nesse caso, são as próprias cortes de justiça, em suas instâncias superiores, que cuidam para que nenhum processo contra as elites tenha chance de prosperar. Tal fato remete a confirmação de que nem todos são iguais perante às leis. Uns são sempre mais iguais que outros.
Uma segunda conclusão, caso venham ser confirmadas as previsões afoitas divulgadas pelos órgãos de pesquisa, é que, o crime, apenas quando praticado por indivíduos e grupos do alto da pirâmide social, principalmente pela classe política, sempre vale a pena, porque nunca resulta em punição ou, ao menos, em arrependimento. A atuação política, conforme praticada no Brasil, pode ser classificada como amoral, ou seja, isenta de outros julgamentos e características de ordem ética.
Em terceiro lugar, o que uma possível vitória de um ex-presidiário ao mais alto cargo da República pode evidenciar é que leis de improbidade, crimes de corrupção, assim como a própria Lei da Ficha Limpa, são instrumentos jurídicos que não atingem o andar de cima. Nesse ponto, vale, entre nós, a máxima de que corrupção política deve ser tratada e ficar restrita no âmbito dos tribunais eleitorais, considerada como delito eleitoral leve. Outra lição que poderá ser retirada de uma volta de Lula e de seu grupo ao poder é que, de fato, como já disse um famoso brasileiro, cada povo tem o governo que merece. Com isso, ficará patente a tão comentada falta de memória dos eleitores e o pouco cuidado que os brasileiros guardam com relação à importância do voto e da cidadania para a vida de todos. Essa possível vitória permitiria, ainda, observarmos, em tempo e lugar, o ditado que vaticina que a história, quando se repete, vem em forma de farsa ou de tragédia.
Outra evidência que poderá ser retirada desse desfecho penoso das eleições é que a escolha política e ideológica para a composição do Supremo Tribunal Federal está no cerne de todos esses problemas. Mesmo com relação ao Congresso, poderá ficar confirmada sua inanição diante de descalabros que permitiram que alguém possa, de um átimo, sair da cadeia e subir a rampa do Palácio do Planalto, impávido e pronto para uma nova razia aos cofres da nação.
Não se enganem: uma possível volta de Lula significa, antes de tudo, uma volta de seu grupo e de seus métodos. Doravante, mais sofisticados e feitos de acordo com as novas leis que, seguramente, serão elaboradas para deixar toda a atuação do “novo” governo dentro das novas balizes legais, escritas para proteger suas más ações.
Para os brasileiros de bem, que assistem tudo calados e atônitos, a simples possibilidade de estarem vendo Lula em discursos para sua claque, atacando promotores e juízes que o julgaram e condenaram, parece um pesadelo a nos aprisionar num passado em que o subdesenvolvimento eterno é tudo que nos resta.
A frase que foi pronunciada:
“Os nossos inimigos contribuem mais do que se pensa para o nosso aperfeiçoamento moral. Eles são os historiadores dos nossos erros, vícios e imperfeições.”
Marquês de Maricá

Sofrimento
Depois de analisar 13 milhões de casos, a Fundação Oswaldo Cruz publicou um estudo que mostra que, no SUS, mais da metade dos brasileiros em tratamento contra o câncer precisa se deslocar da própria cidade para tratamento especializado. Fadiga, falta de dinheiro, longos períodos de espera e alimentação inadequada são algumas das reclamações mais recorrentes.

Campus
Marcelo Ferreira, administrador do Lago Norte, esteve com Simone Benck, da UnDF, para acertar os detalhes do primeiro campus universitário localizado na região. No CA 02, as obras da reforma do prédio estão começando. Em março, tudo estará pronto.

História de Brasília
Já que estamos em Taguatinga, vamos reclamar contra a falta de serviço funerário. Os filhos dos candangos, quando nascem não são registrados. Os pais esperam Se a criança sobrevive, registra, senão, é preciso transportá-la para o Plano Pilôto. (Publicada em 17.02.1962)
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Até as próximas eleições, o Brasil e o mundo irão presenciar e sentir os efeitos dos acontecimentos que, por hora, vão sendo delineados no horizonte. Há um longo percurso a ser vencido até 2 de outubro, tanto no ambiente interno como no resto do planeta. Não adianta fechar os olhos para fatos que vão se materializando diante de nós. A possibilidade da eclosão de uma guerra entre a aliança militar do Ocidente, representada pela Otan, a Rússia, que ameaça invadir a vizinha Ucrânia, põe o mundo em sobressalto, desviando a atenção e as preocupações da humanidade para um conflito que possui tudo para incendiar o resto do planeta, com consequências que certamente irão afetar o Brasil e todo o continente sul-americano.
Centenas de milhares de soldados, de ambos os lados, já posicionados naquelas fronteiras, e a grande concentração de armas letais, naquele cenário de pré-guerra, parecem confirmar que, mais uma vez, estamos diante de um conflito de grandes proporções, que ameaça se alastrar para o resto do mundo.
Diante desses jogos de guerra, onde as indústrias de armamentos, em aliança com as forças militares, dão as cartas, pouco espaço resta para a racionalidade. Em vista de um cenário dessa natureza, onde as incertezas e a morte prematura da verdade são evidências certas, as eleições gerais no Brasil perdem muito de sua importância, podendo todo o pleito desse ano ser obscurecido por questões mais prementes.
Por outro lado, a possibilidade de um conflito dessas proporções, somado ao avanço espetacular de mais uma variante da Covid, no qual os índices de mortalidade podem atingir picos extremos, dentro e fora do país, sinaliza para grandes e perturbadores acontecimentos. Obviamente que os oportunistas, sempre de plantão e prontos para tirarem proveitos desses fatos, irão aproveitar o momento de distração e apreensão geral para fazer passar projetos de interesses flagrantemente contrários ao bom senso e à ética. Nesse caso, podem ser incluídos aqui as propostas que acenam para a volta dos cassinos ao país, conforme tem prometido e se empenhado, pessoalmente, o próprio presidente da Câmara dos Deputados.
Pode ser que, em meio aos obuses e às fumaças do tiroteio que ocorre lá fora, tal proposta, que benefício algum trará aos homens de bem desse país, passa sem ser vista. Na torcida por esse retorno ao inferno dos cassinos, estão os próceres do crime organizado, que encontrarão nessa atividade uma espécie de banco oficial onde lavar os rendimentos de seus crimes.
Também a bancada do jogo, que por hora se organiza no Legislativo, empenhada nessa cruzada de morte, vislumbra, nessa aprovação, apenas ganhos imediatos e financeiros, pouco ou nada preocupada com o dia seguinte a essa aprovação.
Surpreende que, em tempos tão adversos como esse que agora vivemos, quando a classe política deveria estar buscando caminhos seguros para preservar algum futuro digno para as próximas gerações, estejam elas empenhadas na aprovação de jogos de azar para o enriquecimento de clãs do crime.
A população que mal encontra dinheiro para se alimentar, por certo, não tem recursos para serem lançados nas mesas de bacarat ou de roletas. A nossa guerra é contra o crime e a violência que consome o país. Dar mais munição para essas forças do mal é apostar no aumento de mortos. “Tomem tenência, suas excelências, já que vergonha parece não mais fazer efeito sobre vós!”
A frase que foi pronunciada:
“Onde quer que homens civilizados tenham pela primeira vez aparecido, eles foram vistos pelos nativos como demônios, fantasmas, espectros. Nunca como homens vivos! Eis aí uma intuição inigualável, um insight profético, se é que algum já chegou a ser feito.”
E.M. Cioran

Jubileu de Prata
Com 25 anos de idade completados no dia 9 desse mês, a Rádio Senado foi um motor conduzido por Fernando César Mesquita, inaugurando uma nova era da Comunicação Social do Legislativo no país. Logo depois, vieram as emissoras da Câmara dos Deputados, da Justiça, das Forças Armadas e das Assembleias Legislativas.

Nota
Candidatos que querem usar o nome da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, estimularam o envio de nota esclarecedora para a imprensa. A CNA não se reuniu com pré-candidatos à Presidência da República e não envia representantes ou realiza encontros paralelos com candidatos à presidência. O que acontece em ano eleitoral é um evento público, com cobertura da imprensa, onde a CNA e outras entidades ligadas ao agronegócio apresentam propostas, sugestões e prioridades aos candidatos.
História de Brasília
Duas firmas, entretanto, Motornei e Alvorada, ganharam lotes em Taguatinga mas nunca deles tomaram posse. Agora, que a Prefeitura determinará um gabarito que valorizará em muito os terrenos, já começam os movimentos para a posse dos mesmos. (Publicada em 17.02.1962)
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Pesquisa de opinião pública, realizada há dois anos pelo Instituto DataSenado, mostrou que existe, hoje no Brasil, uma forte e crescente influência das redes sociais como fonte de informação para os eleitores. De acordo com esse levantamento, nada menos do que 45% dos eleitores ouvidos confessaram que, cada vez mais, buscam, nas mídias sociais, as informações que necessitam para decidir como irão orientar seus votos. Outro dado interessante levantado pelo estudo mostra que o conteúdo veiculado nas redes sociais possui grande influência sobre a opinião dos indivíduos. Essa atuação é observada, sobretudo, entre os indivíduos com escolaridade superior. Se tal fenômeno já significava, nas últimas eleições, que metade dos brasileiros, com acesso à internet, votava sob a importância direta do que consumiam nas mídias sociais, a possibilidade de haver mais de 50% dos cidadãos votando agora no pleito deste ano é bastante certa.
Tal realidade indica que o mundo virtual, esse oceano infinito de informações, verídicas ou não, passou a ser decisivo não apenas nas eleições de 22, mas também na condução de candidatos que sabem manusear essas mídias. Obviamente que tal abrangência de influência irá se estender ainda para dentro do Estado, interferindo no modelo de democracia que teremos doravante, todo ele ligado e dependente dessas novas mídias. Com isso, os debates tete a tete, o exercício mercadológico dos marqueteiros políticos, os comícios ao vivo e outras modalidades dentro das disputas eleitorais perdem fôlego e vão sendo deixados de lado, um a um.
Não será surpresa se o próximo passo dado para o domínio total das mídias sociais seja a votação via internet, por meio desses mesmos aplicativos. A obsolescência de instrumentos como a urna física e dos locais de votação deixará de existir, sendo o destino dos cidadãos feito diretamente de casa, via celular. Não será novidade se, lá adiante, o tal do “sistema”, ou seja, esse sujeito indeterminado e oculto, venha a fazer parte na gestão do Estado. Tornando assim, o dito “sistema”, o responsável pela qualidade da democracia e pela prestação de serviços por parte do Estado.
A impessoalidade na democracia, ao contrário do que muitos acreditam, não parece, a princípio, que irá melhorar as relações entre o cidadão e o Estado. A suspeita é que, quando esse dia chegar, a comunicação entre os cidadãos e o Estado será feita nos mesmos moldes com que são feitas hoje as relações entre os consumidores e as operadoras de telefonia. Até mesmo aspectos, que hoje são importantes, como a separação entre os fatos e as fake news, deixará de existir, sendo todos esses “ruídos de comunicação” atribuídos aos mecanismos do “sistema”.
Para o cidadão comum, que, afinal, irá custear essa entrada das novas tecnologias nas relações políticas com o Estado, restará o monólogo de alguém que escuta, do outro lado da linha, que a falta de médicos, de remédios, de professores nas escolas, da falta de água nas torneiras, de luz nas residências deve-se não à inoperância da política, mas ao “sistema”, uma entidade com situação jurídica abstrata, impossível de ser alcançada pelas leis.
Trata-se aqui de um futuro que vamos organizando com os pés, já que a cabeça e as mãos estão absorvidas pela Internet. O problema é que, quando levantarmos os olhos para o horizonte, o futuro distópico já terá chegado com toda a sua crueza e indiferença.
A frase que foi pronunciada:
“Corrupção existe no mundo todo. Mas fã-clube de corrupto, só no Brasil.”
Frase no Pinterest

Carreiro
Carlos Alberto Simas Magalhães, embaixador do Brasil em Portugal, vai contar com a contribuição de Raimundo Corrêa Carreiro, que promete impulsionar as relações comerciais e culturais entre os dois países.

Ensurdecedor
Morador do C.A., no Lago Norte, em um prédio onde há uma pizzaria, reclama constantemente dos motoboys que intervém no cano de escape para fazer mais barulho. O apelido que deu a esses profissionais arrancou gargalhada dos vizinhos: “São os Aedes Aegyptis do trânsito!”

Oportunidade
Nada como uma turbinada nos estudos como uma língua estrangeira. Vão até amanhã as inscrições nos Centros Interescolares de Línguas Estrangeiras, ligados à Secretaria da Educação do DF. Os cursos de francês, japonês, espanhol e inglês são gratuitos. A preferência das vagas é para os alunos da rede pública, mas há vagas remanescentes para a comunidade.
Novidade
Na Comissão de Assuntos Sociais, há a discussão de permissão mais ampliada de esterilização de mulheres, que podem optar pela cirurgia depois do parto ou depois de aborto sem a necessidade de anuência do parceiro.

História de Brasília
Dentre essas dificuldades havia o problema do acesso. Não estava inaugurada a Estrada Parque, e dificilmente os automóveis procurariam as oficinas naquele local. Mas os que acreditavam mudaram-se logo. (Publicada em 17.02.1962)
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No Brasil, já se sabe, a justiça é uma corda esticada, na qual se equilibram a lei, de um lado, e, de outro, as infinitas variações da mesma, oriundas da interpretação pessoal que pode ser dada por juízes. Trata-se da hermenêutica, princípio transformador das letras, que tudo pode, lançando causas e leis para o fundo do precipício. Tudo para o gaudio de egos imensos. Vista dessa forma, a lei é, em nosso país, uma personagem secundária em toda a trama da justiça. De modo sucinto, o que temos, portanto, mesmo a despeito do desejado equilíbrio e harmonia das partes, são juízes e não as leis, apesar de todo o processo.
Desse modo, nada surpreende que uma mesma corte possa sentenciar à prisão, em regime fechado, por anos a fio, um miserável que furtou um tubo de pasta de dente num supermercado e, em ato contínuo, livrar, de qualquer condenação, um flagrante ladrão do dinheiro público, acusado de desviar milhões de reais do erário, emprestando, a esse malfeitor, todo o amparo legal e simpatia da justiça.
A repetição, até monótona, entre nós, de casos dessa natureza, acabou por retirar, dessas decisões, todo o surrealismo que elas encerram. Trata-se aqui de uma aberração que fomos acostumados a assistir a cada sentença. Réus confessos, aqueles cujos crimes não pesam quaisquer dúvidas, são orientados pela própria justiça a voltar atrás em seus relatos e dar o malfeito por ficção ou sonho.
Nossas masmorras, lotadas com centenas de milhares de indivíduos, nascidos na mais abjeta miséria, permanecem com presos sem quaisquer condenações definitivas. Por outro lado, não se nota, nessas prisões, um espécime sequer desses emplumados corruptos e surrupiadores do dinheiro público, todos eles mantidos longe do alcance das leis e das punições.
Com isso, eleição após eleição, esses intocáveis encontram nova guarida e nova ficha limpa para se achegarem ao poder e, obviamente, para as proximidades dos cofres da União, de onde voltam a delinquir, seguros de que esses crimes repetidos permanecerão impunes para sempre.
A frase que foi pronunciada:
“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”
Eduardo Galeano

Nota dez
Iniciando uma frota de aviões próprios, os Correios vão atingindo os objetivos traçados. Recursos logísticos com mais rapidez, otimização no prazo de entrega e ampliação dos serviços expressos.
Paralelo
Movimento estranho no laboratório Sabin. Mesmo com um WhatsApp disponível para a transmissão de documentos a quem interessa atendimento domiciliar, a comunicação trava e um funcionário liga dizendo que uma pessoa irá à residência para fotografar os documentos. Protocolo sem sentido!
Leitura Longeva
No Blog do Ari Cunha, o link para inscrição no Leitura Longeva. O primeiro encontro já aconteceu, mas haverá um evento por mês para debates sobre assuntos importantes aos mais vividos. Veja com a idealizadora Juliana Seidl se ainda é possível participar.

–> LEITURA LONGEVA
Nosso primeiro encontro do Grupo de Estudos da Longeva será nesta sexta-feira, dia 28 de janeiro, das 17 às 19h e vamos discutir este artigo publicado por Cristineide Leandro-França e Sheila Giardini Murta. 💜
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Se você ainda quiser se escrever, você tem até amanhã, quinta (27/01) ao meio-dia:
1. Preencha o formulário de inscrição: https://bit.ly/3AHjmkA
2. Transfira o valor de 60 reais para o PIX: 006.035.101-24
3. Envie o comprovante para juliana@longevapsi.com.br
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Em seguida, enviaremos o link com o texto principal e os complementares. Já somos 18 participantes. 💜 Até sexta-feira. 🙂😘
Arte
Que diferença faz a música! Mais uma edição do Favelagrafia, projeto lançado com fotógrafos de várias favelas cariocas, que chama a atenção pela criatividade da foto publicitária. Homens nos degraus do morro, com o rosto coberto e, no lugar do fuzil, um saxofone, um trombone e um trompete. Veja no Blog do Ari Cunha.
Manutenção
Na 907 Norte, bueiros abertos são perigo constante!
Candanguice
Na 202 Norte, um espírito de porco transformou o G em C e, até hoje, nenhuma autoridade se deu conta. Veja a foto no Blog do Ari Cunha.
Lupa
Hoje a Câmara Legislativa volta aos trabalhos. As metas desse ano exigem, da população da cidade, um olhar mais atento. Os assuntos tratados, em futuro próximo, passam pela Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), pelo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e pelo Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB).

História de Brasília
Hoje comecemos por Taguatinga. Quando se resolveu a transferência das oficinas da Cidade Livre para Taguatinga, os que queriam colaborar com a Prefeitura aderiram logo ao movimento e enfrentaram as dificuldades, que eram muitas. (Publicada em 17.02.1962)
VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)
Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade
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Com a maturidade, forçada pela ação inexorável do tempo, vem a necessidade natural de reflexão sobre os fatos da vida, passado, presente e futuro. Chega então o momento em que é necessário pensar em tudo, até para dar qualquer passo adiante. Deveria, para nosso próprio proveito, ser assim também com relação às eleições e, principalmente, com os eleitores. A reflexão do eleitor, sobre aqueles que se apresentam para disputar cargos, é fator de bem-aventurança para o país e sua sociedade.
A qualidade do eleitor, sob os mais variados aspectos da formação humana, tem peso direto na qualidade daqueles que irão sagrar-se vencedores nas eleições. Do mesmo modo, mas em sentido contrário, a baixa qualificação dos eleitores produz reflexos, também, nos resultados das eleições, ajudando candidatos que, por sua atuação pretérita, nem deveriam estar listados entre os postulantes.
Com isso, fica patente, entre nós, que a perpetuação de candidatos, reconhecidamente indiferentes às leis e à ética, e que desses requisitos fazem troça, tem sua origem na pouca qualificação do eleitor brasileiro. Dessa forma, não é de se estranhar quando, terminada as eleições, o resultado acaba mostrando que, assim como são os eleitores, são os novos titulares de cargos eletivos.
Um é a cara do outro. O fenômeno da corrupção, tão arraigado entre nós, aproveita desses desvãos encontrados em nossa legislação eleitoral para assegurar sua sobrevida, além, é claro, das ações que serão perpetradas por esses mesmos novos eleitos, modificando as leis vigentes, tornando-as ainda mais frouxas e lenientes, reduzindo e restringindo as penalidades e criando uma série de novas exigências para a Justiça cumprir seu papel.
A confecção de leis para desarmar as penalidades contra a corrupção é também obra do eleitor pouco qualificado. Em suma, é o eleitor o responsável por eleger aqueles que, lá na frente, irão fazer de tudo para tornar os Poderes da República em valhacouto de maus cidadãos. Trata-se aqui de um tema que, embora delicado e constantemente acusado de elitista, precisa ser debatido a fundo, sob pena de termos que repetir, ad infinitum, erros que custam o futuro de toda uma nação.
A questão de como fazer, de cada cidadão, um eleitor consciente de sua importância para toda a sociedade, é básica e vital. É na brecha, também facilitada por eleitores sem compromisso com a cidadania, que o crime organizado tem empurrado, cada vez mais, seus candidatos para dentro da máquina do Estado, numa infiltração daninha e que custará muito a todos os brasileiros.
É justamente por não poder exigir princípios minimamente éticos dos eleitores na hora de votar que estamos onde estamos. É também por saber que as leis vigentes nada podem fazer contra poderosos, imantados com foro de prerrogativa e outras defesas supremas, que vamos, a cada eleição, recolocando em seus devidos postos aqueles que, num país ideal, deveriam estar por detrás das grades, pagando, um a um, por seus ilícitos.
Os poucos eleitores que ainda se submetem a uma reflexão sincera, sobre a atual conjuntura, sabem que as possibilidades reais de virem a passar o país a limpo em 22 são escassas, se não dificílimas.
Refletir, portanto, sobre as próximas eleições, é um exercício e uma tarefa que somente os muito otimistas estão dispostos a se submeterem. Nada irá mudar no plano político e institucional, enquanto o cidadão e eleitor não mudar, adquirindo maturidade para saber que é ele o responsável por tudo o que está aí e que nos infelicita, a todos, faz tempo.
A frase que foi pronunciada:
“Antes de dizer que Brasília é cheia de corruptos, vote direito. Você dá poder a eles com o seu voto. Brasília não tem nada com isso.”
Dona Dita, discutindo com a irmã que mora noutro estado.

Uma pena
Senador Izalci é daqueles que chegaram em Brasília nos primeiros anos da cidade. Não dá para compreender essa proposta legislativa de ocupar 4 mil hectares com moradias em área de proteção ambiental, uma floresta nacional. De certo, é porque as árvores tortas do cerrado não são belas para algumas pessoas. Mas o subsolo é o berço das águas. O estrago vai ser grande.

Decifras
Notícia da Câmara dos Deputados. Para 2022, emendas individuais somam R$ 10,478 bilhões; as de bancada, R$ 17,850 bilhões; e as de comissões, R$ 84,1 bilhões. No entanto, das emendas coletivas, apenas R$ 5,7 bilhões de emendas de bancada têm execução obrigatória. Bom mesmo seria a população ter um canal interativo e amigável para acompanhar a aplicação dessa verba fabulosa.
História de Brasília
Outro dia os telefones da Estação Rodoviária estavam com cadeado para que ninguém os usasse. (Publicada em 14/02/1962).
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A frase que foi pronunciada:
“Não importa quão alto você esteja. A lei, ainda está acima de você.”





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Sejam quais forem os desdobramentos, na esfera judicial e penal, que o Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, CPI da Covid, venha a ter num futuro próximo, um fato é indiscutível: todas as acusações apontadas ali merecem desdobramento e atenção. Destarte, ficará esse documento, a despeito ou não de ter sido elaborado por políticos em desacordo com a condução do atual governo, como uma página triste de nossa história recente.
Para aqueles que possam duvidar do surrealismo dessa peça da nossa realidade, tamanhos seus relatos, ficam aí os mais variados registros de imagens e sons que comprovam um comportamento discutível diante de uma situação de calamidade que vinha num crescendo e que acabou por engolir mais de seis centenas de milhares de mortos. Em países sérios, onde a lei está acima de todos indistintamente, bastariam os depoimentos finais de familiares na CPI, para que providências institucionais fossem adotadas de imediato.
Há que ser confessado nesse episódio lamentável: falharam todos os órgãos do Estado ao permitirem que a mortandade chegasse aos níveis que agora temos e, com eles, todos os Poderes da República, ao fecharem os olhos para a ceifadeira de Caronte. Encastelada em suas fortificações no Olimpo da Praça dos Três Poderes, toda a augusta elite do Estado assistiu, de camarote, a açougagem dos sans-culottes, segundo relatórios médicos. Por certo, as mais de mil páginas reunidas no volumoso relatório final da CPI da Covid, mais do que serem jogadas na cara do futuro candidato à reeleição, serviram, interna e externamente, para reforçar negativamente o perfil do atual governo que, aceitem ou não, continua aclamado pela população.
Infelizmente, esse documento servirá também como munição para personagens como o ex-presidente e ex-presidiário Lula da Silva, na sua cruzada insana para voltar ao governo e mergulhar, de vez, todo país no inferno que vive desde a redemocratização. Nesse sentido, tem culpa também, nessa mortandade, os eleitores desses governos, ao colocarem seus interesses pessoais e inconfessáveis como argumento para o voto em candidatos que, inegavelmente, deixaram, atrás de si, a terra arrasada, famílias enlutadas, cofres vazios, empobrecimento da população e outras catástrofes e flagelos humanos.
Ao documento final dessa última CPI de 2021, vêm se juntar outros relatórios, também enciclopédicos dos crimes contra o país, como a CPI do PC de 1992; CPI dos Anões de 1993; CPI dos Bancos de 1999; CPI do Judiciário de 1999, CPI do Narcotráfico de 1999; CPI do Futebol de 2000; CPI dos Bingos de 2005; CPI dos Correios de 2005; CPI do Mensalão de 2005; CPI do Cachoeira de 2012. Páginas e páginas infelizes da nossa história.
A frase que foi pronunciada:
“Neste momento, estou comovido com a sensação de não poder fugir a uma assunção de responsabilidades para com a nação, acreditando que lhe corresponde uma assunção de responsabilidade coletiva semelhante.”
Giorgio Napolitano

Consome dor
Um reajuste de 11% nas contas de energia não corresponde com o serviço prestado. Numa das áreas de IPTU mais caro da cidade, a queda de energia é constante. Para a Associação dos Moradores do Trecho 9, os chamados só são atendidos quando todos se unem e registram um protocolo. A situação está ficando insustentável.
Esperança
Vamos ver se, com a recente inauguração do novo Centro de Operações Integradas, a Neoenergia melhora o atendimento. Agora, há equipamentos de primeira linha para auxiliar, numa central, o monitoramento, para antecipar o serviço em caso de interrupção de energia.

Mão na massa
Não são os mendigos que incomodam. São os impostos que pagamos e não vemos aplicados em serviços como contrapartida. A falta de política pública para quem tem saúde para trabalhar, para os deficientes sem amparo, para as crianças em situação de vulnerabilidade é o que faz com que pessoas com potencial precisem implorar por comida. Não nos acomodaremos vendo essa situação voltar à capital.
Para pensar
Recebido um protesto pelo WhatsApp. Quem grava se diz neto de um circense. Muito contrariado com o uso da palavra palhaço e circo, tanto pelos políticos quanto por nós, jornalistas na CPI do Covid. Vale ver. Assista o vídeo a seguir.
História de Brasília
Já chegou a Taguatinga a patrulha de pavimentação, para concluir a ligação daquela cidade satélite com a estrada Anápolis – Brasília. (Publicada em 10/02/1962)





