Agenda ambiental ganha o mundo

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Vice-presidente da República Hamilton Mourão. Foto: portalmatogrosso.com

 

Ficasse apenas no discurso retórico de que a agenda ambiental era um estorvo para o crescimento do país, cuja a economia é puxada pelas riquezas produzidas pela agropecuária, o presidente Bolsonaro não teria feito muito diferente do que fizeram seus predecessores. Mas a inexperiência somada à jactância, que lhe é habitual, fez o presidente ir mais além e, numa demonstração de que pretendia se unir aos radicais do agronegócio e com isso angariar simpatias de uma forte bancada dentro do Congresso, partiu para a ação prática. Com isso, promoveu um desmonte significativo em todos os órgãos de controle envolvidos com a questão ambiental, inclusive aqueles ligados aos povos indígenas. Ibama, ICMBio, Funai e outros importantes institutos foram sensivelmente enfraquecidos, esvaziados ou simplesmente extintos.

Uma verdadeira razia foi promovida contra todos os órgãos ligados à agenda de meio ambiente, a maioria, sob o pretexto de que esses organismos de Estado estavam demasiadamente loteados por pessoas e partidos de esquerda. A avaliação, um tanto forçada, seguia, ipsis litteris, as recomendações feitas pelo poderoso lobby do pessoal ligado ao bilionário e pragmático agronegócio. Para essa turma endinheirada e com forte amparo dentro do Legislativo, as investidas legais dos órgãos de controle ligados à proteção do meio ambiente e dos povos indígenas, constantemente, vinham se chocando com os projetos e com as ambições desses grandes pecuaristas, colocando entraves à expansão, sem limites, desse grupo.

As safras recordes, juntamente com a larga produção de proteínas, que colocavam o Brasil como uma potência agropecuária, eram motivos de sobra para colocar o país sob a tutela direta do agronegócio. A própria balança de exportações reforçava a tese de que o agronegócio, que trazia bilhões em divisas para o país, deveria ter primazia sobre toda e qualquer outra estrutura do Estado. A caça às bruxas, promovida nos organismos de controle ambientais ao atender aos interesses desses e de outros grupos que vieram se juntar ao novo governo, deram os resultados esperados internamente e a curto prazo.

Mas o que esse pessoal e o próprio governo não esperavam, e sequer sonhavam, é que além desses resultados imediatos de desmantelamentos dos órgãos de fiscalização do meio ambiente, viessem outras consequências também, até em maior proporção, só que de forma negativa e prejudicial à economia do país. A política ambiental promovida pelo governo, de arrasa terra, fez não só aumentar o desmatamento e as queimadas por todo país, que atingiram níveis de crescimento recorde, como acabaram por chamar atenção do resto do mundo, justamente numa época em que parte da humanidade busca resgatar o que restou do planeta Terra.

Na contramão da história, e tendo pela frente um enorme passivo no meio ambiente, o presidente Bolsonaro corre agora contra o relógio, depois que investidores de todo o mundo começaram a ensaiar a retirada do Brasil do rol de países merecedores de investimentos.

Por outro lado, graças à pressões internas, muitos países, principalmente da Europa, onde o presidente acreditava ter fechado um grande acordo de livre comércio, começaram a rever suas posições e boicotar os produtos made in Brazil. A moratória, proposta agora pelo coordenador do Conselho da Amazônia, vice-presidente Hamilton Mourão, proibindo incêndios, de forma absoluta, por até 120 dias em toda a região da Amazônia e do Pantanal, insere-se num conjunto de medidas, tomadas às pressas, para tentar reverter o verdadeiro estrago promovido pelo atual governo e que colocaram o Brasil na vexaminosa posição de maior vilão mundial do meio ambiente. Há muito, a agenda ambiental ganhou importância em âmbito mundial, e só o atual governo não enxergou essa evidência e agora corre contra o tempo.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Os seres viciosos seriam muito fortes, se o mal que levam consigo não bastasse para destruir o seu próprio veneno.”

Albert Delpit, romancista e ator dramático francês

Albert Delpit. Foto: wikipedia.org

 

Venezuela 1

Artista, Leda Watson conta, depois de ler a coluna intitulada Aos nossos irmãos venezuelanos, que esteve naquele país para ministrar um curso de gravura, em Caracas, por volta de 1996. Ficou entusiasmada com a Universidade, seus professores, alunos e estrutura funcional. O país parecia de 1º mundo e o curso e a exposição foram um sucesso.

“Palacio de las Academias”, antiga sede da Universidade de Caracas, também abrigou a Biblioteca Nacional. Foto: wikipedia.org

 

Curiosidade

Ari Cunha, mais ou menos em 1973, deu uma nota sobre uma mulher que tinha sido torturada grávida. Antes de ter sido julgado pelo Superior Tribunal Militar, foi informado pelo então presidente da Venezuela, Rafael Caldera, que aquele país estava de portas abertas para recebe-lo. Definitivamente eram outros tempos.

Arquivo Pessoal

 

Sensacional

Veja a seguir várias dicas de filmes sobre parto. Aspectos dos mais diversos abordados. Cada filme com uma linha de pensamento. Desde o parto humanizado até os problemas sustentados por médicos, da rede particular de saúde, em estimular o parto não natural.

 

Alcance

Chegam, em Alto Paraíso, casos do Covid. A comunidade pacata, que só ouvia falar em pandemia, agora começa a ficar preocupada e atenta às regras de distanciamento e uso de máscaras.

Foto: reprodução

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Faça suas compras no comércio de Brasília, mas consulte sempre duas casas antes de se decidir. Há os que exploram, e que você deve punir com sua ausência. (Publicado em11/01/1962)

Vilezas perpetradas pelo Estado

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Foto: Edição do Brasil

Idosos e aposentados desse país, não é segredo para ninguém, principalmente para aqueles de renda baixa e média, as variações constantes nos preços dos gêneros de primeira necessidade, incluindo alimentos e medicamentos, impostos, taxas e outras contribuições, para ficar apenas nesses custos básicos, que transformam a vida desses brasileiros, que muito já contribuíram para o Estado, num tormento que parece só terminar com a entrada derradeira no necrotério da cidade.

Obviamente que, para o pequeno grupo de privilegiados encastelado, desde a chegada de Cabral, nos altos escalões do poder e que poderiam decretar o fim desse pesadelo, esse é um problema distante e que não lhes diz respeito direto. As flagrantes injustiças cometidas contra os cidadãos, que fazem com que membros destacados dos Três Poderes recebam de aposentadoria até cem vezes mais do que um trabalhador comum, demonstram que esse é um país que ainda possui uma estrada quase infinita a percorrer até que todos os cidadãos sejam tratados com igualdade e com o mesmo cuidado pelo Estado.

Ficassem apenas nesses proventos escandalosos pós laboro, já seria uma indecência inominável. Acontece que, para essa casta de diferenciados, ainda ficam reservados os mais espetaculares planos de saúde, estendidos a esses sortudos e à toda a família, com médicos, exames e medicamentos, tudo de graça.

Para ficar ainda mais difícil de engolir tão medonha desigualdade, é sabido que todo esse mimo é possibilitado graças aos recursos que são literalmente arrancados compulsoriamente dos contribuintes, sobretudo daqueles que menos têm e mais necessitam quando a velhice chega. Vivessem todos os brasileiros igualmente esse abandono por parte do Estado, essas e outras injustiças não chamariam tanto a atenção, pois serias distribuídas de forma equitativa a todos.

Essa dimensão toda vem à tona quando se verifica o tamanho do fosso a separar brasileiros que, pela teoria inscrita na embaçada Carta Magna, todos são iguais em direitos. Para um País que envelhece a passos de gigante e que nas próximas décadas abrigará um número de idosos igual ou maior até do que os países desenvolvidos, a permanência de uma situação de flagrante desigualdade por parte do Estado não só aumentará ainda mais, como poderá alcançar níveis incontroláveis e de difícil reparação.

Dados a aprovar leis em benefício próprio com agilidade, os ditos representantes do povo bateram todos os cronômetros no caso escandaloso do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões que contrasta com a morosidade como tratam de assuntos, até corriqueiros, como é o caso da isenção, para maiores de 60 anos, na renovação da CNH. Exemplos desses contrastes de tratamento dado ao cidadão comum e aos assim chamados áulicos, são abundantes e caberiam numa grande e volumosa enciclopédia, talvez intitulada: “Das vilezas perpetradas pelas elites dirigentes do Estado contra seus cidadãos ao longo dos séculos.”

 

A frase que foi pronunciada:

“A virtude não iria longe se a vaidade não lhe fizesse companhia.”

La Rochefoucauld, memorialista, escritor, militar francês.

 

Demais

É comum ver ambulâncias até da Bahia trazendo pacientes para os hospitais de Brasília. Seria desumano não atender. Mas o serviço já é desumano com os que moram na capital da República e entorno.

Foto: congressoemfoco

 

Absurdo

Com 4 anos é preciso tomar vacina de reforço. A criançada com a carteira de vacinação em dia, mas que não têm CPF nem inscrição no SUS estão sendo impedidas pelos  postos de Saúde de receberem as doses. Mesmo que já tenham sido vacinadas no mesmo posto. Recusar a imunidade não parece o mais sensato a ser feito. O Estatuto da Criança assegura. Os documentos não são mais importantes que a proteção da meninada. Bom senso.

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Novidade

Veganos descobrem a jaca. De estrogonofe a assado, oficina da Emater-DF ensina receitas com jaca. As receitas podem ser visualizadas no link De estrogonofe a assado.

Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

 

Cuidados

Gente honesta e distraída é a mais prejudicada pela ação dos hackers. Com a posse de e-mails divulgados na internet, vírus são instalados nos computadores por mensagens com anexos. Boletos de pagamento são os mais rápidos, abertos principalmente por idosos. Abriu, perdeu o computador.

Foto: ICMC

Atenção

Vicentinos que trabalham ajudando a criançada vulnerável do entorno pedem material escolar para distribuição imediata. Contato no Santuário São Francisco na Asa Norte, telefone 3447-7039.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

E concluem: pelo contrato, o serviço será finalizado por um funcionário da prefeitura, que ainda não apareceu na quadra 41 da Fundação. (Publicado em 15/12/1961)

Fé no Estado laico

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Ilustração: paulopes.com

 

Pela atual Constituição Brasileira de 1988, em seu art. 19, fica proibido aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento, ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.” Quis a Magna Carta estabelecer, de forma legal e legítima, a separação entre a Igreja e o Estado, conforme, vinha sendo, inclusive, estabelecida, desde o Decreto nº 119-A, depois inserido na Constituição de 1891.

O Estado, dessa forma, é caracterizado como laico. Embora seja facultada a liberdade religiosa, o poder público deve manter equidistância e independência com relação a todos os cultos religiosos e igualmente a igrejas de qualquer credo. Sendo seu dever apenas proteger e garantir o livre exercício de todas as crenças. Essa separação, que de forma alguma significa uma cisão violenta, é garantida por uma espécie de muro legal e abstrato, que é o interesse público. Em outras palavras, isso significa que ao Estado é vedado qualquer tipo de subvenção ou auxílio com dinheiro público à toda e qualquer igreja, seja ela da preferência do presidente da República, dos governadores, prefeitos, deputados, senadores ou outro político no cargo ou função de Estado.

Na opinião de eminentes juristas essa é uma medida essencial e básica para a manutenção da própria democracia e pluralidade de ideias e opiniões. Infelizmente e diversas vezes esse importante quesito legal e constitucional vem sendo desrespeitado desde o primeiro dia da promulgação da Carta de 88, não apenas pelos presidentes, mas por governadores, prefeitos e pela grande maioria de parlamentares. A leitura enviesada e marota do preâmbulo da Constituição que invoca a proteção de Deus, não se refere à esse ou aquele Deus específico, seja de católico ou protestantes, mas ao Deus de todos os crentes.

A experiência ao longo da história da humanidade tem mostrado que as teocracias, nas quais os governos são operados sob o argumento de que essa é a vontade divina e, portanto, indiscutível no plano terrestre e em que os chefes de Estado foram ou são representantes diretos da divindade, são estados ditatoriais e opressores. Nesses países, Estado e Religião formam um único corpo institucional. A cúpula do governo nesses Estados é formada por clérigos, que conduzem com mão de ferro a sociedade, impondo todo o tipo de opressão e sacrifícios, exceto para a alta cúpula, blindada por uma espécie de manto sagrado.

No dizer de Marx Weber, esse tipo de governo utiliza a chamada “ética da convicção” da verdade, contrariamente, as sociedades democráticas são orientadas pela “ética da responsabilidade”, onde toda e qualquer consequência dos atos, das pessoas e autoridades devem ser consideradas e julgadas.

Essas considerações iniciais vêm a propósito das seguidas manifestações do atual governo, que por suas deficiências de leitura da realidade ou do que dizem as leis, vem, em diversas ocasiões manifestando seu apoio, ou mais precisamente o apoio do governo federal à determinadas religiões. Ao afirmar que deseja para a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal, “alguém terrivelmente evangélico”, o presidente incorre nesse caso de desobediência à Constituição.

Da mesma forma quando pretende elaborar um decreto concedendo subsídio na conta de luz para templos religiosos, mesmo com parecer contrário do Tribunal de Contas da União, o presidente incorre em descumprimento de preceito constitucional. Do mesmo modo e em igual gravidade, é possível declarar que a formação de uma bancada evangélica, dentro do Congresso Nacional, pressionando e orientando o governo a tomar certas decisões, é uma afronta a esses preceitos trazidos em nossa Carta.

Dizer que o apoio à essa igreja não passa de estratégia política para garantir governabilidade, em nada diminui essa transgressão. O poderio que algumas Igrejas de orientação neopentecostais vêm ganhando no Brasil, principalmente dentro da máquina do Estado, na atualidade, por si só, já deveria ter acendido a luz vermelha dentro do próprio Supremo ou dentro do Congresso, não fosse ele hoje dominado por essas correntes religiosas.

Mais do que fé, no seu sentido estrito, é preciso atenção e reflexão ao que vem acontecendo hoje no mundo em nossa volta. Na Europa, a entrada de grandes massas de refugiados muçulmanos vem acarretando sérios problemas de ordem religiosa, com os forasteiros impondo sua fé pela violência, numa espécie de cruzada às avessas. Muitas Mesquitas têm sido apontadas pelos órgãos de inteligência daquele continente, como sendo centros de treinamento e doutrinação anti Ocidente.

A confusão entre religião e Estado é perniciosa para a sociedade livre, gera conflitos sectários e só servem aqueles que buscam no caos um meio de controlar o Estado. Aqui mesmo no Brasil, a notícia de que o ex-presidente e presidiário Lula, está numa cruzada pelo país em busca de criar dentro das Igrejas evangélicas, núcleos petistas com vista à uma pretensa volta ao poder, revela o poderio dessas confissões religiosas no Brasil atualmente.

Repetia o filósofo de Mondubim: “Um olho no padre e outro na missa”, ou seja, ver e entender as coisas de Deus, mas com um olho no mundo dos homens, suas fraquezas e vícios. O próprio Jesus já ensinava, de forma didática e até profética, já percebendo a grande tribulação que era confundir o Céu com a Terra: à Deus o que é de Deus, e a César o que é de César.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A falsa ciência cria os ateus, a verdadeira, faz o homem prostrar-se diante da divindade.”

Voltaire, escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês.

Foto: reprodução da internet

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Vendo esta discussão do sr. Adauto Lúcio Cardoso com o Prof. Hermes Lima, eu me lembrei de uma coisa. Vou perguntar ao dr. Hugo Mósca, que fim levou aquela representação do sr. Adauto contra o então presidente Ranieri Mazzilli e os ministros militares do sr. Jânio Quadros. (Publicado em 13/12/1961)

Sistema de Saúde no Brasil continua uma vergonha

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Foto: cfa.org.br

 

Universalizar o atendimento em saúde, e de modo minimamente decente, ainda é uma realidade distante em nosso país. Nesse quesito, não há necessidade de pesquisas, dados estatísticos ou outro indicador métrico ou científico. Basta ir a um hospital público. E não precisa ser no interior do Nordeste ou da Amazônia, onde esse serviço, em muitos lugares, sequer existe. Aqui mesmo, em Brasília, é comum o cidadão procurar atendimento médico, mesmo com quadro de fortes dores ou suspeita de caso grave, e o atendimento, dentro de padrões aceitáveis, não ser realizado.

Nessa situação, o jeito, para aqueles que não possuem outra opção, é esperar até 24 horas sentado em uma cadeira desconfortável até que algum profissional se apiede do paciente. Num quadro desses, não chega a ser surpresa que os próprios doentes ou seus acompanhantes se revoltem e, no desespero, partam para a violência, inclusive com xingamentos e agressões. Quando isso ocorre, o atendimento é feito na hora, mas pela tropa de choque da polícia militar, com o medicamento na ponta do porrete.

Uma ida a um desses maiores hospitais, como por exemplo, o Hospital Regional do Paranoá é, como descreveu um paciente, experimentar uma descida ao inferno, tamanho é o caos e o abandono em que se encontram aqueles que buscam ajuda médica. De fato, como muitos desses doentes que precisaram de pronta ajuda médica já notaram que, enquanto não existir uma legislação impondo que as autoridades responsáveis, ocupantes de cargos no governo, sejam obrigatoriamente atendidos apenas em hospitais públicos, essa realidade não irá mudar.

Enquanto os hospitais continuam patinando na ineficiência por conta de uma gerência que se faça obedecer, principalmente por parte dos médicos e plantonistas, as pequenas clínicas, que cobram preços populares e que nessa mesma região se proliferaram como capim, estão lotadas. Obviamente que esses lugares sequer são fiscalizados adequadamente pelos órgãos de saúde e, onde o dinheiro é que conta, os serviços são uma interrogação e um perigo.

O mais incrível é que esses fatos ocorrem com frequência justamente na capital do país, onde existe o maior número de médicos (nem sempre disponíveis) por habitantes. Dos mais, 13.400 registrados no sistema de saúde local ou, 435 médicos para cada grupo de mil habitantes, o dobro da média nacional.

Em conversa reservada, para não intimidar e causar mal-estar, um especialista no assunto e que conhece bem os mecanismos internos da máquina de saúde do Distrito Federal reconheceu que, entre outros problemas, o estrangulamento do sistema está justamente na ponta do atendimento e tem os médicos como os maiores sujeitos e nó dessa engrenagem perversa.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“No Brasil, o sistema de saúde não funciona desde o sistema até a saúde.”

Pensamento unânime dos impacientes

 

 

Previdência

O Sindicato do Comércio Varejista do DF foi o primeiro em Brasília a externar apoio à reforma da Previdência. Para o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, a reforma injetará R$ 1,4 trilhão em investimentos no país, gerando empregos e renda.

Capa: facebook.com/Sindivarejista

 

 

Dia de festa

Padre Michael Keneth e equipe preparam festa de aniversário da paróquia do Espírito Santo Paráclito, no Park Way/Vargem Bonita. Serão duas surpresas para os presentes. A Cavalhada e um almoço oferecido pela comunidade. Mais informações a seguir.

 

 

Divulgação

Além do Programa de Consultoria Financeira, o BRB também abriu as inscrições para mais uma edição do curso de educação financeira. As aulas serão realizadas entre os dias 4 a 6 de junho, gratuitamente, no Centro de Treinamento do BRB (EQS 410/411 Sul). Todos são bem-vindos. Mais informações pelo educafinan@brb.com.br.

Foto: facebook.com/BRB.BancodeBrasilia

 

 

Negligência

Se os redutores de velocidade, pardais, têm mesmo o objetivo de assegurar a segurança dos motoristas, o DER está deixando de cumprir esse objetivo. A curva antes de chegar no trecho 9 do Setor de Mansões do Lago Norte, a cada dia, está mais perigosa. Há uma saída de veículos no meio da curva e, sem redutor de velocidade, o perigo de um choque é constante. A Associação dos Moradores do Trecho 9, capitaneada por Cláudio Castello Branco, já deu entrada na documentação, mas não foi sequer respondida.

Foto: google.com.br/maps

 

 

Muito estranho

Na agência do Banco do Brasil, na 214 Norte, no domingo, um grupinho estranho rodeava quem usava os caixas eletrônicos. Seria bom verificarem nas câmeras de segurança o que acontecia por ali no fim de semana. O clima era bem tenso.

Foto: google.com.br/maps

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

 

E por falar em dr. Vasco, o dr. Ataualpa ainda não mandou os caminhões consertarem as valetas do Eixo Rodoviário, das superquadras, e do Trevo de Distribuição sul. (Publicado em 22/11/1961)

Para o bem geral do país

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Ilustração: substantivoplural.com.br

 

Nos últimos anos, os brasileiros passaram a ser apresentados a um novo fenômeno, antes restrito apenas ao mundo hermético dos assuntos de Estado: a judicialização da política. Com isso, decisões importantes, que historicamente sempre ficaram no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, foram parar nas cortes de justiça, provocando o que os cientistas políticos apelidaram de “deslocamento do polo de decisões”.

Dessa forma, quanto mais o judiciário era instado a dar pareceres sobre questões políticas, mais aumentava o protagonismo do poder das cortes nos assuntos de Estado, com reflexos óbvios na vida nacional. Com a multiplicação dos escândalos trazidos à tona por centenas de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público contra os políticos, o que eram simples consultas técnicas ao judiciário sobre dúvidas na legislação, ganharam uma dimensão jamais vista. De uma hora para outra, o judiciário passou a receber uma avalanche de requerimentos, questionando absolutamente tudo.

O excesso de demandas por decisões judiciais que alterassem entendimentos e disputas políticas gerou, por sua vez, um outro fenômeno: o ativismo judicial. De certa forma, os juízes foram impelidos a esse novo papel, não apenas pelas instabilidades contínuas geradas pelo Legislativo e Executivo, mas, também, pelo modelo de escolha para a composição dos membros da Suprema Corte.

O que parecia impossível aconteceu: arrastados para a arena política, e sob os olhos da nação, os juízes não tiveram outra opção e acabaram por confessar seus favoritismos políticos ideológicos. Nesse caso particular, o que resultou dessa imiscuição entre os Poderes foi o desequilíbrio dos próprios Poderes. E não poderia ser diferente. Para reforçar essa imagem da entrada definitiva do judiciário no cotidiano do país, como algo natural, foram possibilitados ainda a transmissão direta de praticamente todos os julgamentos realizados na Alta Corte.

Os brasileiros passaram a conhecer os membros dessa instância judicial, mais até do que a escalação dos jogadores da Seleção de Futebol. Ocorre, no entanto, que, o que essa familiaridade e popularidade dos membros do Supremo tem mostrado, é que isso não é bom para o país, para o equilíbrio entre os Poderes, e não é salutar para a própria democracia. E a razão é simples: os juízes não foram eleitos pela população e, portanto, não cabe a eles dar andamento aos pleitos da população, o que é papel que cabe obrigatoriamente aos políticos que foram eleitos para essa finalidade específica.

De fato, esse novo modelo de democracia, inaugurada pelas sucessivas crises políticas, ao diminuir, sensivelmente, o protagonismo dos políticos, deu papel de destaque àqueles que por função devem se manter resguardados da agitação e dos solavancos de governos. A diminuição da estatura moral dos políticos, pelo excesso de denúncias de malversação do dinheiro, de corrupção, de práticas criminosas diversas que abarcam praticamente todo o Código Penal, trouxe à planície aqueles que por ofício deveriam pairar acima dos acontecimentos, até por uma razão de impessoalidade e isenção.

Instaurado o banzé, todos passaram, igualmente, a compor o cenário da crise. A hipertrofia do Judiciário, ao acontecer por absoluto descrédito dos políticos, conferiu, a esse Poder, de uma hora para outra, responsabilidades que, claramente, ele não possuía nessa crise.

As condenações e prisões de muitos desses representantes da população, inclusive de um ex-presidente, passou para a opinião pública a falsa sensação de que o judiciário seria a última trincheira para salvar o país da derrocada política.

Ocorre que, em nosso país, a exposição excessiva à luz dos holofotes e dos fatos não é benéfica à imagem da maioria dos homens públicos, sejam eles do Executivo, Legislativo ou do Judiciário. Visto em seu contexto geral, a maior interpenetração dos poderes da República, nessa fase recente de nossa história se deu em razão das crises políticas geradas pelo mau comportamento dos representantes da população.

Cessada e corrigida essas distorções momentâneas, é hora de cada um retomar a seu posto, conforme manda a Constituição, para o bem geral do país.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Os poderes da república estão doentes. Não existe equilíbrio entre eles. Tornaram-se reféns de uma elite corrupta e gananciosa(…)”

Rui De Carvalho, Cantor, compositor, artista plástico e designer gráfico.

 

 

Muito bom!

Recebemos do professor Nagib Nassar o filme egípcio: “O outro Par”, de apenas 2 minutos. A diretora Sara Rozik tem 20 anos de idade e recebeu o prêmio de melhor curta no Festival de Luxor, em 2014.

 

Vote

Vote no portal do UOL. A pergunta é a seguinte: Você é a favor que seu filho seja filmado cantando o Hino Nacional? 88,7% responderam que sim e 11,02% disseram não. Abaixo, o link para participação na pesquisa.

Link de acesso à pesquisa: Você é a favor de que seu filho seja filmado ao cantar o hino nacional na escola?

Foto: Rivaldo Gomes -23.fev.2018/Folhapress

 

 

Recicle

Pouca gente sabe que, além das latinhas de refrigerante e cerveja, Brasília recicla vidro. Atualmente são 150 toneladas de descarte de vidros. É só ligar para o Green Ambiental (61) 30241448 ou 34045714.

 

 

Doutorado

Trabalho espetacular da Dra. Sylvana Kelly sobre as fotografias de Canindé Soares. Minuciosa, Sylvana visitou lugares e entrevistou pessoas que convivem e conviveram com o fotografo. Fez curso de fotografia para tentar compreender o olhar de Canindé.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Já que falamos no cel. Dagoberto, que saudade dos outros tempos. Apenas para conhecimento do José Paulo Viana: nossos telefones da redação estão mudos há três dias, e a gente não pode sequer dar um sinalzinho de fumaça, porque a chuva não deixa. (Publicado em 14.11.1961)

Ficar em casa

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Foto: connectionsacademy.com

Todo e qualquer estudo sério que pretenda apontar onde estão os nós que dificultam o pleno desenvolvimento econômico e social e país, tem, necessariamente que colocar a educação como o calcanhar de Aquiles do gigante brasileiro. A educação, ou melhor, a carência de ensino está na base e origem de todos os nossos problemas. Trata-se de uma avaliação já feita no passado e confirmada por todos os educadores do país, mas que , ainda hoje, carece de atenção das autoridades e de um plano realmente eficaz e duradouro, capaz de perpassar gerações para que possa apresentar resultados visíveis e permanentes. E é justamente por se tratar de um problema básico para nosso país, que deve ser iniciado de forma integral, consistente, isso é, abrangendo todos os aspectos da educação e o quanto antes.

Especialistas e pedagogos são unânimes em reconhecer que a aplicação de um bom ensino fundamental , para crianças de 6 a 14 anos, conforme prevê a Lei 11274/06, assegura à esses alunos maiores probabilidades de seguirem estudando até a conclusão do nível superior. Nesse sentido, é louvável a iniciativa do governo federal de editar medida provisória para regulamentar a educação domiciliar de crianças em idade escolar, conhecida como “homeschooling”.

Como toda decisão política, essa medida também é recheada de polêmicas e um prato cheio para críticas da oposição. Como essa atividade ainda não está regulamentada pelo Congresso Nacional, a matéria foi vetada pelo Supremo Tribunal Federal, o que não quer dizer que , cumprida todas as formalidades a suprema corte não venha adotar outro entendimento. O próprio ministro do STF, Luís Roberto Barroso, relator do caso, já adiantou ser favorável a medida , desde que a criança se submeta as avaliações da rede pública de ensino. Barroso reconheceu que, embora esse não seja um método ideal de ensino, a prática vem demonstrando que crianças que são educadas dentro de casa, apresentam , em média, melhores resultados em avaliações.

O que ocorre é que a contaminação ideológica , com todo o seu viés político e de preconceito, acomete boa parte das academias de educação. São justamente elas que vem atacando a medida por considerarem que estudar em casa retira das crianças o fundamento da convivência e da interação propiciados pelas escolas e que esses aspectos  são necessários , também ao processo de educação.

Para esses críticos, o homeschooling irá, facilitar e aumentar os casos de xenofobia e de racismo. Considerações a parte, o fato é que todas as mudanças, sofrem naturalmente, resistências na tentativa de manter o status quo, quer por medo das consequências das mudanças, quer por dogmas políticos de todo o gênero.

O mesmo parece acontecer também com o tele trabalho ou homeoffice já adotado em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Embora com objetivos distintos, o ensino doméstico e o trabalho em casa são tendências de um mundo moderno e congestionado que parecem ter chegado para ficar.

O mais curioso é que essas modernidades, propiciadas pela tecnologia, indicam querer nos levar de volta ao tempo em que as famílias passavam a maior parte do dia reunida e trabalhando sob o mesmo teto.

 

A frase que foi pronunciada:

 

“Não há escola igual a um lar decente e nenhum professor é igual a um pai virtuoso”.

Mahatma Gandhi, idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha como um meio de revolução

 

Ainda nada


Nem todas as notas de compras emitidas trazem o valor embutido dos impostos. Anos atrás foi prometido aos brasileiros que os produtos industrializados teriam os impostos reduzidos pela metade. Esse desconto até hoje não foi sentido nem visto pelos consumidores.

 

Nada ainda

 

Outra promessa não cumprida é o RIC Registro de Identidade Civil. O Brasil seria a vanguarda em relação aos avanços tecnológicos para a identificação de um cidadão. Os brasileiros seriam identificados em suas relações com a sociedade e com os órgãos públicos ou privados.

 

Novidade

Marcio Cammarosano, Fabrício Motta, Hélio Mileski, Juscimar Ribeiro, Augusto Dal Pozzo, Daniel Ferreira, Edgar Guimarães, José dos Santos Carvalho Filho, Marçal Justen Filho, Maria Sylvia Zanella Di Pietro, Paulo Modesto, Rafael Maffini, Rodrigo Valgas dos Santos, Sara Campos e Sergio de Andréa Ferra são os juristas que apresentaram a Comissão de Trabalho, Administração de Serviço Público um anteprojeto com mudanças na legislação que rege o  funcionamento da administração pública. Vem novidade por aí. A notícia é da Câmara dos Deputados.

Foto: uol.com.br

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

Quem autorizou a construção dos postos policiais dentro das superquadras, deve saber que na W-3, atrás dos supermercados, há local apropriado para serviços de utilidade pública. (Publicado em 09.11.1961)

O avanço do inimigo

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Ataques no Ceará — Foto: Alexandre Mauro/G1

Durante mais de uma semana, a população brasileira e, por extensão das redes, praticamente todo o mundo, têm assistido aos ataques violentos do crime organizado na cidade de Fortaleza e adjacências, numa repetição do que já vem ocorrendo em outras partes do país.

Com essas ações, o crime organizado tenta, mais uma vez, impor um estado de pânico na população, numa demonstração de força em que as próprias autoridades se vêm acuadas e voltam a pedir socorro ao governo federal. A frequência com que essas cenas vêm se repetindo, com uma audácia cada vez maior, mostra que a bandidagem há muito perdeu o medo da repressão das leis, desmoralizando o próprio poder do Estado.

Com essas ações, bem articuladas, muitas realizadas à luz do dia, o crime organizado demonstra que reuniu forças e poderio de tal porte, dentro e fora dos presídios, que hoje já se pode falar abertamente num modus operandi característico de grupos de guerrilha urbana. Com isso, fica cada vez mais patente que o crime organizado tem crescido em capacidade de ação, graças à leniência e inoperância dos seguidos governos.

Numa linguagem de tática de guerra, o inimigo tem avançado, ante o recuo, inexplicável das autoridades. Assim, não será surpresa se outras ações desse tipo e até maiores não voltarem a ocorrer em outras partes do país a qualquer momento. Em algumas regiões, inclusive, os criminosos não escondem que controlam toda a geografia local, impondo toque de recolher à população, fechando o comércio, exigindo múltiplos pedágios e cobrança de taxas aos habitantes dessas localidades, numa clara exibição de força, o que já demonstra a existência de Estados paralelos, fincados no coração do Estado legal.

No meio do tiroteio, ficam os brasileiros, principalmente os de baixa renda, que não têm outra opção de escolha e são obrigados a viver nessas áreas governadas por bandidos muito bem armados. Nessas localidades, feirões de armas e drogas são realizadas à céu aberto, sob o olhar displicente das autoridades e de medo dos habitantes. Diante de um quadro dessa gravidade, a ação do Estado já não pode tardar e não pode mais ser realizada com base num patrulhamento insipiente e postiço. No caso do Ceará, dezenas de envolvidos estão sendo encaminhados para prisão federal, segundo entrevista do governador à Rádio Verdes Mares. Prisões do interior estão sendo esvaziadas e os encarcerados encaminhados à cadeia na capital.

A transformação do Brasil numa antiga Colômbia, dominada outrora pelos poderosos narcotraficantes dos carteis, já é uma realidade presente em muitas partes de nosso território, onde boa parte dos presídios já se encontra sob o controle desses grupos criminosos. A questão da extensa fronteira seca entre o Brasil e muitos países do continente é outro fator a lançar mais gasolina nesse tipo de crise.

Os prejuízos, causados pela ação deletéria desses grupos, se estendem para além dos crimes praticados a cada dia e impactam a própria vida da nação, favorecendo a desestruturação social nessas áreas, afetando o futuro de muitos jovens, espantando o turismo, investimentos, inclusive externos, enxovalhando o Estado Brasileiro, promovendo e mantendo nosso país num perpétuo atraso, com sérias dificuldades em manter a própria paz interna.

Se é possível tirar uma lição desse evento, essa é o interesse pelo país onde Camilo Santana, do PT, se aproxima do Ministro Sérgio Moro com um sentimento de gratidão pelo apoio. É esse o espírito! Agora, se não cortar o mal pela raiz, a maturação ou não desses verdadeiros ovos de serpente representa hoje uma grande questão de Estado. Ou é isso ou é o caos.

 

A frase que foi pronunciada:

“A violência como forma de alcançar a justiça racial é impraticável e imoral. Eu não estou esquecido do fato de que a violência muitas vezes traz resultados momentâneos. As nações frequentemente conquistaram sua independência na batalha. Mas apesar das vitórias temporárias, a violência nunca traz paz permanente.” 

Martin Luther King Jr.

 

Pé no chão

Além do vice-governador Paço Brito e a esposa Ana Paula Hoff que foram para a posse da Juliana Navarro, nova Administradora do Gama, em um ônibus do BRT, estava o chefe de gabinete, Paulo César Pagi Chaves que também fez todo o trajeto no transporte público. Veja a foto no blog do Ari Cunha.

BRT de Brasília

 

Simples assim

Trabalho difícil para a Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Coronel Sheyla Sampaio, vai ser evitar os roubos pelo lago. No caso acontecido na Marina do Motonáutica, enquanto as vítimas registravam o boletim de ocorrência, os menores capturados saíam pela porta da frente da delegacia. Se menores não podem ser punidos, os maiores os recrutam.

Charge do J. César

 

Desafio

Outro trabalho urgente, que deve ter início o mais breve possível, é o de atualizar os telefones da corporação no portal do GDF. Clique no link, no blog do Ari Cunha, e tente ligar para qualquer número disponível.

Link de acesso ao site: http://www.pmdf.df.gov.br/site/

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Um senhor argentino, desembarcado ontem em Brasília, recebeu, da Excelsior, uma proposta para uma visita à cidade, pelo preço de 6 mil cruzeiros. Com a relutância do turista, o mesmo serviço ficou por três mil cruzeiros. (Publicado em 08.11.196)

O barato que sai caro. Carta de um concurseiro.

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    Cara Circe Cunha, espero poder contar com o seu espaço para trazer a voz de milhares de concurseiros à sua coluna no Correio Braziliense. Brasília é a capital dos concursos e estamos totalmente desamparados. No dia 02 de outubro de 2018, foi publicado o edital nº 01 do concurso público para provimento de vagas em cargos de nível superior da Advocacia Geral da União (AGU), abrangendo os cargos de Administrador, Analista Técnico-Administrativo, Arquivista, Bibliotecário, Contador, Técnico em Assuntos Educacionais e Técnico em Comunicação Social. A banca responsável pelo certame foi IDECAN e as provas estavam marcadas para o dia 09 de dezembro. Concurseiros de todo o Brasil, aguardavam desde 2014, por uma nova oportunidade de ingressar em um órgão tão significativo do Poder Executivo.

   Vida de concurseiro, pelo menos aqui em Brasília, todos sabem como é: gastos com cursinhos preparatórios, aulões e livros; abstenção de momentos em família e entre amigos; em média 8 a 12 horas de estudos por dia, de domingo a domingo, forma sistematizada entre os estudantes; um sacrifício maior ainda por parte daqueles que precisam conciliar os estudos com o trabalho, esposa e filhos, como é o meu caso. A rotina que já é cultura em nossa cidade. Além dos conteúdos básicos e específicos para cada prova, é essencial um bom conhecimento da banca, da sua tradição. O IDECAN, uma banca até então sem relevância nacional, especialista apenas em concursos pequenos de prefeituras,  lançou-se por baixo custo a grandes editais.

   Em Brasília, o IDECAN venceu a licitação para realizar o concurso do CBMDF por um valor de R$ 2.012.900 reais. Resultado: no dia da prova do cargo: qbmg02 os candidatos não receberam o cartão de respostas com os nomes corretos e deveriam, a pedido da banca, riscar à caneta o nome diferente da sua identidade que estava impresso no cartão de respostas e escrever o próprio nome por cima, ato que por si só seria suficiente para anular a integridade do Concurso. Na prova de oficiais o despreparo da banca foi ainda mais escandaloso. O que seria uma simples tarefa não foi executada. O IDECAN foi incapaz de entregar a folha de redação para todos os candidatos. A instrução a seguir foi a  de escrever a redação, em uma folha A4 em branco,  e colocar todos os dados pessoais. Um verdadeiro absurdo. Final da novela. As provas foram anuladas a pedido do Ministério Público do Distrito Federal que recomendou sob alegação de “inconsistência relativa à ausência de folhas de respostas da prova discursiva”. Depois disso pelo baixo preço cobrado, a PMDF havia escolhido o IDECAN para a realização do certame da corporação, entretanto, com sensatez, diante do circo de horrores, decidiu por desclassificá-la e contratar o segundo colocado.

   Pois bem. Não é novidade para ninguém que o concurso da Advocacia Geral da União também foi marcado por diversos problemas, a começar pelo cancelamento das provas aplicadas no período matutino e para o cargo de Técnico em Comunicação Social . O motivo teria sido uma falha na logística que causou o atraso e até mesmo a não entrega dos cadernos de provas em quatro cidades: Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Como um dos candidatos ao concurso, cheguei ao local de provas com mais de uma hora de antecedência, verifiquei se o meu nome constava na lista fixada no lado de fora da universidade e aguardei a abertura dos portões.

   Às 8 horas liberaram a entrada e, aparentemente, tudo corria bem. Até que me deparei com a primeira questão: Por que não passamos por detectores de metais ao entrarmos nas salas? Geralmente, é o que acontece, como podem atestar quem tem experiência com bancas mais competentes. Sendo assim, qualquer candidato mal intencionado poderia entrar com qualquer artifício que facilitasse uma possível fraude e permanecer até o final das provas, sem que ninguém percebesse.

   A segunda questão diz respeito ao despreparo dos fiscais de prova. Na minha sala, a orientação quanto aos horários foi passada de forma incorreta e, como é proibido o uso de relógios e qualquer tipo de eletrônico durante a realização das provas, dependemos dos fiscais para estimar o nosso tempo. Mesmo com essas falhas, quem estava ali não imaginava  o que  estava por vir.

 O concurso com provimento de vagas em cargos de nível superior da Advocacia Geral da União (AGU), abrangendo os cargos de Administrador, Analista Técnico-Administrativo, Arquivista, Bibliotecário, Contador, Técnico em Assuntos Educacionais e Técnico em Comunicação Social teve as provas encerradas às 13h 30min e as próximas iniciariam às 15h. Como deveria estar presente às 14h, almocei no carro com a família e voltei à universidade para a segunda etapa.

   As falhas ocorridas no período da manhã se repetiram. Além disso, em outras salas, problemas muito piores ocorreram. Em um dos pacotes de cadernos de provas para o cargo de Analista Técnico-Administrativo havia uma abertura de cerca de 15 centímetros, e um dos cadernos, de cor azul, que estava dentro do pacote, apresentava indícios de que havia sido manuseado, segundo o candidato que se recusou a fazer a prova e abriu um boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo ele, todos os demais candidatos que presenciaram a cena testemunharam uma possível fraude no concurso. Acesso à reportagem CLIQUE AQUI   Como se não bastasse, em outras salas, ficais autorizaram candidatos a folhear os cadernos de prova antes do horário de início. Houve também candidato passando a prova à lápis sem ser repreendido por nenhum fiscal. Um candidato com nanismo, que solicitou atendimento especial no ato da inscrição do concurso, não teve, sequer, uma cadeira adaptada; uma situação totalmente constrangedora e desrespeitosa. A cadeira em que sentei estava grande para mim, imagino a dificuldade que deve ter sido para ele. É de praxe também que todas as provas iniciem e terminem no mesmo horário, por medidas de segurança. Isso não ocorreu no período vespertino, com uma diferença de tempo que beirou 20 minutos.

   Por fim, na sexta-feira que antecedeu o concurso, os candidatos receberam uma retificação do edital. Uma das alterações dizia respeito a entrega da prova discursiva: “O candidato, ao término da realização da prova discursiva, deverá, obrigatoriamente, devolver a folha de textos definitivos, sendo obrigatória a retirada da folha de identificação anexa, pelo fiscal de sala.” Ao entregar a minha prova, questionei à fiscal sobre a retirada da folha de identificação da minha redação e obtive a resposta de que isso seria feito depois. Observei que o mesmo aconteceu com os outros candidatos da minha sala.

   Ontem a banca IDECAN emitiu uma nota confirmando a reaplicação das provas que ocorreram no período matutino – cargos de Administrador, Contador, Arquivista e Técnico em Assuntos Educacionais – e para o cargo de Técnico em Comunicação Social, que ocorreu no período vespertino, para o dia 27 de janeiro de 2019. Afirmou também, na mesma nota, que “as provas para os cargos de Analista Técnico-Administrativo e Bibliotecário não precisarão ser reaplicadas.” Um prejuízo gigantesco para todos aqueles que se prepararam para esse concurso e, principalmente, para aqueles que se deslocaram de outros estados para a realização das provas. Resta saber se, no dia 27 de janeiro, a banca já terá uma cadeira adaptada para o candidato com nanismo e se respeitará tantas outras solicitações de atendimento especial.

   O que mais causa indignação entre os candidatos é o fato de um órgão tão respeitado quanto à AGU contratar uma banca como a IDECAN (que se intitula como um Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistência Nacional), visto o seu histórico “peculiar” em realização de certames. As perguntas que ecoam entre os estudantes participantes desse concurso são: A realização do último concurso do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal não foi suficiente para atestar a incompetência da banca? Vale à pena escolher um instituto  que apresenta um baixo valor para ganhar dos concorrentes enquanto os estudantes pagam um alto preço pela incapacidade da banca? Fica a reflexão.

A frase que foi pronunciada:

Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo.

 Ayrton Senna , que não teve oportunidade de conhecer o IDECAN

IBAMA

   Superintendentes do IBAMA no Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia enviaram uma carta oficial ao presidente eleito Jair Bolsonaro denunciando aparelhamento no órgão e empecilhos para o cumprimento de fiscalizações ambientais. Um destaque interessante é sobre o Decreto de Temer que converteu multas em serviços de preservação ambiental. Diz a carta que “após um ano da publicação do decreto, o IBAMA ainda não estabeleceu em regulamento próprio as regras para julgamento dos pedidos de conversão em multa, provocando uma desconfiança ou descontentamento generalizado, levando ao descrédito do estado brasileiro.” Em outro trecho, criticando o loteamento de cargos pelo PT, PSOL, MDB e PCdoB, eles dizem: “a maior autoridade em instrução processual do IBAMA em Brasília é um dos maiores advogados do MST” e mais. O documento afirma que pessoas desses partidos foram identificadas com nome, CPF , SIAPE, cargos, filiação partidária e os papéis que desempenham contra o Estado brasileiro. Acesso à carta CLIQUE AQUI.

 

 

Natal Solidário

   O restaurante Carpe Diem (104 Sul), em parceria com o grupo Setec, está arrecadando brinquedos novos e usados, em boas condições, que serão doados à Creche Fale. A instituição, localizada no Recanto das Emas, cuida de centenas de crianças portadoras do vírus HIV. Os objetos podem ser entregues nos pontos de coleta: Carpe Diem (104 Sul), The Room Bar e lavanderia Acqua Flash, até o dia 21 de dezembro.

Cartaz: facebook.com/CarpeDiemBSB

Outro lado

   Em sua coluna de 12/12, há uma nota sob o título É Natal. Esclarecemos que não é papel do Sindivarejista a formação de mão de obra para o comércio de entrequadras e shoppings. Fundado há 48 anos, o Sindivarejista reúne hoje 35 mil lojas.  Cabe a cada uma delas decidir sobre as formas e metodologia de atendimento envolvendo empregados e consumidores. O sindicato defende o bom atendimento como forma de fidelizar clientes e dinamizar o comércio. Por derradeiro, com todo o respeito, discordamos da coluna quando ela afirma que, no quesito atendimento de lojas, “Brasília é um desastre”. A generalização é um equívoco que pode ser corrigido. A perspectiva é do amigo Kleber Sampaio, assessor de imprensa do Sindivarejista.

Escândalo

   Segundo ambientalistas que trabalham em áreas remotas e em condições de risco de morte, existe hoje um incentivo velado ao desmatamento para a extração de madeira a baixo custo.

Arte e Cultura

   O Google Arts & Culture, disponível em site e aplicativo (iOS e  Android), tem parceria com mais de 1800 instituições culturais de 70 países, que disponibilizam seus trabalhos ao alcance global. São mais de 6 milhões de fotos, vídeos, manuscritos e outros documentos de arte, cultura e história, representados por mais de 7.000 exposições digitais em toda a plataforma.  O passeio no Museu Nacional CLIQUE AQUI.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

            As cidades satélites estão sem transportes, e sem abastecimento do governo. Os moradores ficam expostos aos exploradores particulares.(Publicado em 07.11.1961)

Visão panorâmica

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Uma coisa é subir no palanque e fazer campanha eleitoral, outra muito diferente é subir a rampa do Planalto para governar um país complexo como o Brasil. Obviamente que diante da realidade que se apresenta ao eleito, sempre existiu aquele que prefere tomar um atalho mais fácil e governar o país ,cooptando com benesses, todas as forças políticas ao redor, dentro do velho esquema do presidencialismo de coalizão, onde todos lucram, menos a população que é chamada apenas para pagar a conta desses acertos escusos.

Com isso , para cada passo que o país avançava em frente, correspondia a dois passos recuando, ou seja, ficava patinando. Prova disso é que em praticamente todas as metas que o país estabeleceu nos últimos anos , como na questão do Plano Nacional de Educação (PNE), apenas uma , entre as vinte metas estabelecidas, foi efetivamente cumprida e saiu do papel.

Mesmo em questões prementes como o aquecimento global, que diz respeito à própria sobrevivência da espécie humana, o Brasil ameaça recuar e se retirar do Acordo de Paris. Pelo menos foi essa a promessa do então candidato Jair Bolsonaro. Agora, a um passo de ser empossado e diante dos fatos que lhe são apresentados, como a possibilidade de uma parceria bilionária com a União Europeia, o futuro presidente tem pensado melhor e mais profundamente no assunto.

Nesse caso, seguir os passos do presidente americano Donald Trump, definitivamente não seria uma boa ideia. Mesmo as alegações, em parte verdadeiras, sobre questões de possíveis perdas da soberania nacional, parecem não possuir o condão de levar adiante essa ideia formulada em palanque. Até as intenções de investir contra as inúmeras Unidades de Conservação, caem no vazio e se mostram apenas retórica de palanque. Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que entre os anos 2000 e 2016 o país perdeu 7,5% de suas florestas. Uma área equivalente a 4.017.505 Km² foi reduzida para 3.719.801 Km² em 2016. Um território maior em tamanho que muitos países do globo. O avanço do agronegócio nas bordas do bioma amazônico é uma realidade vista facilmente por todo o mundo e isso acaba por comprometer a aceitação de nossos produtos, num mercado atento para os problemas do aquecimento global.

Agora mesmo na COP24 , realizada pela ONU , na Polônia e que trata da questão climática, o Brasil ensaiou um recuo pedindo que os países em desenvolvimento não sejam marginalizados nas negociações dessa nova conferênci. Com isso Bolsonaro se verá obrigado a rever suas posições sobre o tema.

Um argumento forte que chama a atenção para uma melhor reflexão sobre o assunto clima foi dado pelos cientistas que demostraram que uma redução significativa na poluição do ar, e mesmo das águas, salvaria milhões de vidas nas próximas décadas, reduzindo também, enormemente, os gastos com saúde pública.

Os compromissos assumidos perante o mundo nos Acordos de Paris, considerados na ocasião ambiciosos, não podem ser rasgados sob pena de o mundo perder, de vez, a confiança no Brasil. Colocado na berlinda entre os ruralistas e um mundo em rápido processo de destruição, Bolsonaro terá que escolher entre a razão e as ambições desse grupo que o apoia. O que está em jogo é a perda de mercados para os produtos do Brasil. Nesse caso específico é preciso que o Brasil recue dois passos atrás para avançar na agenda ambiental, não apenas por que todo o mundo está e olho nos próximos movimentos do novo governo, mas sobretudo por que entre os 18 países com mais perdas econômicas decorrentes dos desastres climáticos, o Brasil aparece na dianteira.

Segundo a organização alemã Germnwatch o Brasil pode sofrer perdas da ordem de bilhões de reais a cada ano com eventos extremos, como tempestades e inundações e outros acontecimentos naturais , caso insista em desprezar os acordos climáticos. Não temos aqui mecanismos para prever desastres, nem Defesa Civil para prevenir e combater perigos iminentes.  Com isso, ao descer do palanque e subir a rampa do Planalto ao novo mandatário é possibilitado uma visão panorâmica e abrangente do Brasil e do mundo e isso é bom e necessário.

As frases que foram pronunciadas:

Lula: “Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim.”

Bolsonaro: “Só não concorri com Lula porque ele está preso.”

Natal vermelho

Mais ou menos R$1.500 uma passagem ida e volta para Curitiba, de Brasília. Nada de museus, igrejas, centros culturais, passeios de trem. O convite da deputada Benedita da Silva é para passear em um lugar sem muito atrativo turístico. O prédio da Superintendência Regional da PF.

Incrível

Inaz do Pará, banca do concurso da Novacap adia o certame por falta de espaço. É preciso uma regulamentação nessa festa que desrespeita quem passa anos abrindo mão da vida social para estudar.

De graça

Programa de primeira na Torre de TV. Estação Cerrado encerra as atividades no dia 15, sábado. Todas as atividades são gratuitas ao público. Veja no blog do Ari Cunha o que você pode aprender nessas férias. Desde oficina de Turbantes Étnicos até marketing em projetos culturais. Veja a programação completa clicando AQUI

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

O Setor de Indústrias e Abastecimento, onde está todo o dinheiro de Brasília, não tem água, luz, esgotos, nem telefones. Os comerciantes são obrigados ao uso de estações de rádio clandestinas, para comunicações com os escritórios na cidade.(Publicado em 07.11.1961)