Xôuí

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Foto: jornaldocampus.usp.br

 

          Saudada como uma espécie de musa intelectual das almas penadas que professam o credo no messianismo sem cérebro do lulismo, a professora Marilena Chauí, encontrou na pobre e sofrida classe média brasileira, um mote para desenvolver todo um rosário de elucubrações pseudofilosóficas em torno do, nada nobre, sentimento de ódio que diz sentir e alimentar por esse estrato da pirâmide social do nosso país.

        De fato, o Brasil é um país sui generis. Como dizia o músico Tim Maia, em suas tiradas sinceras, o Brasil não pode dar certo, pois aqui, prostitua se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante se vicia e pobre é de direita. Poderíamos acrescentar ainda a esse chiste o fato de possuirmos os melhores eleitores que as promessas vãs e os auxílios emergenciais e eleitoreiros podem comprar e iludir.

        Interessante que, nessa malquerença contra a classe média brasileira, alinha-se também o ex-presidente e ex-presidiário Lula da Silva. Não em decorrência de reflexões e outros trabalhos mentais, mas simplesmente porque ouviu essa tese, gostou dela e achou o que dizer nos palanques exclusivos. Um dia, algum psicanalista irá se interessar pelo o que esse demiurgo das montadoras de automóveis vem dizendo, sem mesmo perceber, nos palanques da vida.

        Há muito se diz que é nos palanques que políticos como Lula se revelam e podem ser dissecados até as vísceras. Jornalismo é para se ocupar de fatos sérios e que dizem respeito direto à vida dos leitores e não para analisar ou zumbis insepultos. Mas em se tratando de Brasil, onde realidade e fantasia se misturam numa geleia gosmenta, é preciso acompanhar, de perto, esses personagens, porque mesmo habitando o mundo ficção, eles podem interferir em nossas vidas, maltratando a nossa realidade diária.

        Na relação, pouco usual entre Lula e Chauí, difícil saber onde começa o criador e termina a criatura. Há, por parte da professora paulista, uma tentativa de buscar alguma racionalização e pontos de apoio filosóficos dentro do universo lulista, o que, em si, já nos parece surreal. Dizer que filósofos, por suas carências de ordem pessoal demonstram partidarismo por essa ou outra corrente ideológica e política, já é um contrassenso que compromete a própria imagem de liberdade que deve manter os livres pensadores.

        Quem diz pensar, refuta, duvida e não se alinha a ninguém. O livre pensador é um indivíduo solitário, que cultiva sempre a dúvida, mantendo distância principalmente dos poderosos, sejam eles políticos, empresários ou outros próceres da República. A linguagem do pensador e do filósofo, jamais deve se deixar enlamear pelos discursos e pelas ideologias, principalmente aquelas do momento. Filósofos que acreditam em utopias e distopias vindas de políticos, deveriam voltar aos bancos escolares.

        Lula odeia a classe média, como disse em recente discurseira, enquanto dizia isso apontava para o infinito o braço carregando no pulso um relógio de mais de R$ 80 mil, apenas porque jamais conseguiria se integrar à classe média, já que essa é uma parcela da população, formada mais ou menos por cerca de 100 milhões de brasileiros, gente que sempre trabalhou, pagou impostos e luta para ter uma vida digna.

        Chauí odeia a classe média porque é a única que parece não dar ouvidos às próprias tolices acadêmicas. Na verdade Chauí e Lula detestam todos aqueles que não querem ser parecidos com eles, nem hoje, nem nunca.

 

A frase que foi pronunciada:

É por isso que a arte existe. A realidade, por si só, não basta.”

Mamfil, Manoel Andrade, nosso colaborador

Mamfil. Foto: Arquivo Pessoal / Blog do Ari Cunha

 

História da cidade

Hora de as escolas planejarem um passeio histórico. Catetinho recebendo visitação depois da reforma.

 

O silêncio poderoso

Babel por balbucio. Essa troca de palavras do autor Dore Gold expõe temas interessantes para um debate maduro entre os cientistas sociais. O livro divide os temas: as raízes do terror, a erosão dos padrões, o fracasso prenunciado, o retorno da ONU? Imparcial ao genocídio, cenas do inferno, equivalência moral institucionalizada, a ONU apoia o terrorismo. Conclusão: da equivalência moral à ordem mundial. O livro: Torre de balbucio: como as Nações Unidas alimentaram o caos global.  

 

Susto

Na década de 70, eram muitos os pescadores que voltavam para Brasília do Araguaia, trazendo pequenos jacarés que eram jogados vivos no lago Paranoá. Pena que as imagens de Marcelo Bosi, enviadas pelo WhatsApp nessa semana, não mostrem claramente que o jacaré estava no lago candango. Com o filho de 16 anos, enquanto remava, gravou a cena do animal. Veja a seguir.

 

História de Brasília

Hoje é dia de reunião do Conselho de Ministros. É o dia dos ministros passearem no planalto. Veem de manhã e voltam de tarde. E ficam torcendo para a reunião não demorar muito, senão terão que viajar no Panair das 20 horas, com escala em Belo Horizonte. (Publicada em 23.02.1962)

Cacicocracia

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Charge de Jorge Braga

 

          Mesmo tendo se livrado, parcialmente, do coronelismo e suas vertentes, o Brasil ainda experimenta algumas cópias mal feitas desse fenômeno do folclore político nacional. O atual candidato pelo PDT, Ciro Gomes, chamado por muitos de “coroné”, busca, insistentemente, espaço na vida pública do país para exercer seus dotes de mandonismo, embora sua performance fique longe do que deseja hoje o eleitor brasileiro.

          Nem bem parece ter enterrado o coronelismo, o país assiste agora ao fortalecimento de uma segunda praga política, representada pelo caciquismo ou o que seria a preponderância dos presidentes de partidos dentro do ordenamento político e institucional do país. Trata-se aqui não de uma praga tão nova, mas que vem adquirindo, nos últimos anos, uma força extraordinária muito mais em razão dos vícios que exibem do que pelas virtudes raras.

         Na verdade, falar em presidente de partido, não esclarece precisamente a posição desses mandatários dentro das legendas. O certo e inegável é que essas figuras de proa, raposas descoladas e experientes nas artes da engabelação política, são, e não negam, donas dessas legendas, que comandam como bem querem, atraindo e repelindo outras parcerias, sempre de acordo com a mudança dos ventos.

         A impossibilidade de candidaturas avulsas realça, ainda mais, esse poderio dos caciques. Somente através deles e com suas bençãos é que os candidatos podem disputar almejar algum cargo público. Eles dominam o país e submetem tanto os correligionários como o próprio governo a agirem de acordo com suas pretensões.

         Depois da opressão representada por sindicatos, coronéis, chega agora a vez, na história política do país, da opressão exercida pelos partidos, que nada possuem de democrático e que são guiados para muito longe do que seria o interesse público. Longe do público, mas perto do privado e da cobiça pessoal. Não há identificação alguma entre o grosso da população e quaisquer desses partidos que aí estão. Representam a si próprios e os seus.

         A população, na figura dos eleitores, entra nesse esquema apenas para referendar o modelo viciado, que é causa e consequência do atual estágio sócio econômico do país. Os fundos partidários e eleitorais, a turbinar esses clubes políticos com bilhões de reais, extraídos contra a vontade dos contribuintes, deram a essas legendas, um poderio sem igual, elevando os caciques dessas siglas à posição de verdadeiros plutocratas. Eles decidem quem serão os deputados, senadores, governadores e prefeitos que disputarão o pleito deste ano, quem sairá como candidato da legenda na disputa para presidente da República, isso se não decidirem antes que a sigla não lançará candidato ao Executivo.

         De fato, eles decidem e organizam a distribuição de candidatos em cada cargo. Exercem o poder pelo poder. Não há hoje, no país, empresa alguma mais lucrativa do que um partido político. Não surpreende, pois o número é exorbitante de legendas, todas elas muito bem posicionadas em cada teta do Estado.

         Estamos diante de um fenômeno que cresceu e até merece hoje um neologismo: a cacicocracia. Estamos aqui diante de um novo modelo de velhas práticas, em que a carne putrefata permaneceu a mesma, mudando apenas as moscas por cima. E pensar que uma reforma política séria poderia dar um fim nessa moscaria. O que ocorre é que, aparentemente, os eleitores parecem ter se acostumado a esse ambiente mal cheiroso.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Meu caro jornalista, isso me deixa bastantemente entristecido, com o coração afogado na daceptude e no desgosto. Numa hora em que eu procuro arrancar o azeite-de-dendê do estágio retaguardista do manufaturamento (…), me vêm com esse acusatório destabocado somentemente porque meia dúzia de baiacus apareceram mortos na praia.”

Odorico Paraguaçu

Odorico Paraguaçu. Foto: Acervo TV Globo

 

Encontro

Dona Gardênia, da paróquia Nossa Senhora de Fátima, avisa que, neste ano, a quermesse não será na Igrejinha e sim na igreja da 705 Sul. Começa no primeiro dia de maio.

Cartaz publicado no perfil @pnsfatimabsb no Instagram

 

Teatro

Plínio Mosca registra seu pesar pela morte de Hugo Rodas, “o uruguaio mais candango do mundo”. “Era um sujeito brilhante. Um artista com enorme domínio do espaço e da noção do tempo que precisa ser dado entre cada réplica que os atores interpretam.”

Hugo Rodas. Foto: Gustavo Moreno/CB

 

Social

No Dia Mundial das Doenças Raras, em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humano lançará uma websérie sobre o assunto para que a sociedade possa conhecer a realidade das pessoas com doenças raras. Vânia Tiedo é a  coordenadora-geral das Pessoas com Doenças Raras do Ministério.

Foto: Reprodução/YouTube

 

História de Brasília

Os motoristas do aeroporto estão recebendo propinas para levarem hóspedes para o Hotel Imperial. Há, na portaria no Hotel Nacional, a reclamação de diversos hóspedes fazendo essa denúncia. (Publicada em 21.02.1962)

Hidra de Lerna

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Ilustração: amenteemaravilhosa.com

 

        Na mitologia grega, a Hidra de Lerna aparece como um monstro com corpo de dragão e várias cabeças de serpente, que habitava o grande pântano da Argólia. Quando cortada uma de suas cabeças, outras nasciam em seu lugar, o que significava ser esse um monstro impossível de ser vencido pela força humana.

        Para alguns historiadores, essa seria uma alegoria que tentava explicar doenças como aquelas transmitidas por moscas ou mesmo pela água contaminada, que matavam as pessoas por infecções microscópicas, bacteriológicas e outras enfermidades desconhecidas naquele período. De qualquer forma, a lenda dessa besta sobreviveu por dezenas de séculos, querendo significar ou reafirmar as limitações humanas frente a um problema que, por suas características próprias, encontra-se num nível inalcançável para as pessoas comuns.

        Tal ideia figurada pode muito bem ser transportada para os tempos atuais, em nosso país, para explicar a complexidade e mesmo a tarefa monumental que o combate à corrupção requer das forças humanas, uma vez que sua origem e defesa é feita justamente por pessoas poderosas e de grande preponderância junto aos governos. O cidadão comum, mesmo diante do entendimento de que essa é uma urgência nacional, vê-se incapacitado e mesmo impendido de lutar contra esse monstro de múltiplas cabeças.

        A corrupção, ao adquirir entre nós um status de problema sistêmico, transformou-se numa verdadeira Hidra de Lerna moderna, que, se não for dizimada a tempo, fará toda a nação de vítima. Suas várias cabeças representam os diversos estamentos dentro da máquina do Estado, dominados e infectados por esse monstro.

        Quando se combate um, outro parece nascer em seu lugar, tornando essa tarefa um trabalho apenas para os deuses. No nosso caso particular, esses deuses, ou pessoas extraordinariamente capacitadas para combater essa praga, existiram por um breve período de tempo, mostrando ser possível enfraquecer e até matar essa Hidra que hoje habita o pântano da Praça dos Três Poderes.

        Trata-se de uma tarefa sobrehumana ou, mais precisamente, suprapartidária. A questão aqui é que todo esse trabalho tem, necessariamente, que ser iniciado dentro do Congresso, com a formação de uma bancada numerosa e disposta a pôr um fim a esse monstro.

        O que os brasileiros assistem hoje, entre inertes e impotentes, é a resistência ao combate a essa praga e até a sua defesa aberta vinda justamente de quem menos se podia esperar esse comportamento malsão. Unidos nesse desidério, estão todos os Poderes da República com o Judiciário à frente e tendo o Legislativo e o Executivo na retaguarda. As várias cabeças dessa Hidra são compostas ainda por empresários envolvidos na Lava Jato, os mais caros escritórios de advocacia do país, o Tribunal de Contas da União, além de parte da imprensa que aposta no retorno do ícone de todo esse caos. Há poucos dias, o ainda candidato e um dos paladinos no combate à corrupção, Sérgio Moro, denunciou a trama que vem sendo levada a cabo pelo notório ministro Gilmar Mendes para anular todas as sentenças oriundas da Operação Lava Jato.

        Aos poucos, cada procurador que atuou contra os poderosos vão sendo espremidos contra a parede. Pedidos de indenização em dinheiro por supostos abusos são facilmente referendados pela justiça, como foi o caso da recente envolvendo Deltan Dallagnol e o chefão petista. Agora, novamente o Tribunal de Contas da União move ação contra Dallagnol por gastos em diárias durante a execução da Operação Lava Jato. Para ele, o que o TCU está mostrando com essa decisão é que se tornou absolutamente perigoso combater a corrupção no Brasil. Além disso, toda essa movimentação de procuradores, indo e vindo de diversas partes do país, possibilitou a recuperação de mais de R$ 15 bilhões desviados por essa sofisticada quadrilha formada por políticos e empresários.

        Até abril desse ano, R$ 25 bilhões, não corrigidos, já haviam sido recuperados graças à atuação dos antigos procuradores da Lava Jato, sendo que a Petrobras é uma das maiores beneficiárias dessa devolução. Para Deltan, qualquer cálculo simples de economicidade pode provar que a Lava Jato foi boa para o país. Na opinião de Deltan Dallagnol, o que há em todo esse processo é uma clara retaliação e intimidação aos antigos procuradores. Querem, por todos os meios, caçar direitos políticos e punir quem ousou investigar poderosos da República.

        A mensagem recebida pelos brasileiros que bestificados acompanham essas ações tortas é que, futuramente, ninguém ouse combater a corrupção. Dallagnol diz que essa luta contra os corruptos só terá efetividade caso a população consiga eleger uma grande bancada dentro do Congresso, comprometida com o combate à corrupção, o fim do foro privilegiado, o fim dos fundos partidários e eleitorais, a prisão em segunda instância e outras pautas de interesse da ética pública.

 

A frase que foi pronunciada:

Os lugares mais sombrios do inferno são reservados para aqueles que mantêm sua neutralidade em tempos de crise moral.”

Dante Alighieri

Dante Alighieri. Imagem: reprodução da internet

Imobilidade

Na 106 sul, um container no meio da calçada impede cadeirantes de seguir caminho.

 

Honra ao mérito

Amigos de dona Inas Valadares estão convidados para participar, no dia 18 deste mês, da homenagem às 70 pioneiras, no auditório do Centro de Convenções Ulisses Guimarães. A iniciativa é da Secretaria de Turismo.

 

História de Brasília

Doutor Ataulpa, há a informação de que a TCB vai suspender os ônibus do Gaminha, por falta de estrada. A conservação das molas está cara, e a companhia está estudando uma maneira de suprimir a linha, se não houver melhora da pavimentação. (Publicada em 21.02.1962)

    Indo para o fogo – clique no título para ler a coluna na íntegra

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         Teoria, cujo o conceito se insere no campo da especulação, pode, no caso da chapa formada agora com Lula na cabeça e Alckmin de vice, induzir as mentes mais férteis a acreditar que esse arranjo desengonçado esconde muito mais do que se observa em primeiro plano.          Há algo nessa formação que escapa aos princípios da lógica e nos leva ao campo hipotético das mais diversas e surpreendentes divagações.

         Primeiro ficamos a imaginar que explicações o próprio Alckimin buscou, em sua criatividade, para explicar essa junção à sua mulher e aos seus familiares. Que desculpas arranjou para justificar a adesão a esse novo companheiro? Depois de tudo, que teorias teria elaborado para defender essa nova posição diante do espelho e para seu íntimo?

          Pela experiência acumulada ao longo das décadas como político, soa improvável que Alckmin não tenha percebido que estava entrando numa espécie de cilada, armada pela esperteza matreira de Lula. Por certo muitos dos antigos amigos de Alckimin, antes de se afastarem dele, devem ter o alertado para os perigos que corre com essa chapa e as muitas possibilidades de que ela venha resultar no sepultamento da carreira política do ex-governador de São Paulo.

         As teorias se seguem, e por um motivo que nada tem de especulação e pode ser reforçado apenas olhando a biografia de Lula e principalmente seu histórico na justiça. É bem provável que, tão logo essa união esdrúxula surta os efeitos esperados pelo demiurgo de Garanhuns, Alckimin seja ejetado, sem paraquedas para fora da aeronave petista. Nada que venha desse submundo da política petista é livre de condenação. Talvez esta artimanha esteja ligada as eleições em São Paulo, onde Lula e sua turma deseja há décadas, pôr as mãos.

         Retirando Alckmin desse caminho, a eleição de um poste lulista é mais provável. Mas como a história do Brasil parece seguir um enredo dentro do estilo literário surrealista, à moda Gabriel Garcia Marquez , tudo pode acontecer, inclusive o impensável. Nesse campo das teorias da conspiração caberia a especulação de que Lula já estaria ciente de uma doença terminal e deixaria Alckmin como herança sua na presidência, tão logo tivesse de ser afastado por problemas de saúde. Há inda as hipóteses de que seria o vice-presidente Alckmin que iria governar de fato, deixando o mandrião Lula à solta para fazer o que mais gosta: nada.

         Depois da decepção com Dilma, que arruinou sua biografia e foi uma das responsáveis indiretas por sua prisão, Lula não poderia errar na escolha de um novo companheiro de aventura. Essa tese é reforçada ainda pelo afastamento que Lula tomou em relação à muitos companheiros, como é ocaso de José Dirceu. Ao menos publicamente ele encena esse afastamento.       Na verdade, nada se sabe de Lula, a não ser sua capacidade mimética, já confessada, de ser uma metamorfose ambulante. Pode ser também que não seja nada disso e essa chapa tenha saído da cabeça de Lula apenas por um desejo de se aliar à um gestor com experiência comprovada e credibilidade como Alckimin. Ou mesmo Fernando Henrique mexendo as peças do tabuleiro. Pode ser ainda que Lula, do alto do seu ego tenha pretendido surpreender sua atual namorada, tão enrolada quanto ele com a justiça, presenteando à ela com o cargo de primeira-dama do Brasil.

         Seja o que for, estamos no caso de vitória dessa chapa, não apenas no sal, mas indo direto para a fritura numa churrasqueira gigante.

A frase que foi pronunciada:

“Os brasileiros estão vacinados contra o modelo lulo-petista de confundir para dividir, de iludir para reinar. Mas vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder! Ou seja, meus amigos. Ele quer voltar à cena do crime.”

Geraldo Alckmin, em 2017

Na real

Ficou mais fácil escolher. Lula resolve adotar a linha de Bolsonaro e só falar a verdade. É a favor do aborto, disse que a elite brasileira é escravocrata, que a classe média ostenta padrão de vida mais alto que o necessário, convidou militantes e CUT para protestar em frente à residência de parlamentares, prometeu a demissão de 8 mil militares. Agora é só votar.

De cabeça

Luiz David é o modelo do barbeiro Mateus Lili, da Ceilândia. Super criativo e com habilidade artística, Mateus deixa verdadeira arte na cabeça da rapaziada. Veja as fotos no blog do Ari Cunha.

História de Brasília

É que êles foram ao Prefeito em companhia de um candidato desprestigiado. Até hoje a luz não foi ligada, e êles voltam a pedir ao sr. Sette Câmara, desta vez através do jornal. (Publicada em 21.02.1962)

RELAÇÕES INTRIGANTES – Os textos desse blog não traduzem a opinião do jornal

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Não fosse a exiguidade de tempo, cinco meses, a boa lógica recomendaria a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar, em profundidade, que relações, diretas e indiretas, que poderiam haver entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as urnas eletrônicas e os Institutos de Pesquisa de Opinião, que aferem a colocação dos candidatos à presidência da República, na tabela de preferência da população.

Alguma coisa cheira mal nesse conjunto todo. Por outro lado, uma vez apuradas todas as possibilidades plausíveis e havendo consenso de que todo esse conjunto segue, rigorosamente nos trilhos da lei, quem sairia ganhando é a própria população.

O problema com esse trio de entidades, físicas e mecânicas, é que dado a realidade dos fatos atuais, em que o TSE, quanto a defesa da votação eletrônica, não apenas vem impedindo a instalação do voto impresso, um recurso simplório diante da importância de uma eleição dessa natureza, como tem movido, céus e terra, junto com o próprio STF, para coibir e ameaçar qualquer um que venha apresentar dúvidas quanto a lisura e a inviolabilidade do voto computadorizado.

Há suspeitas no ar. Hackers e outros entendidos no assunto, bisbilhotices eletrônicas, afirmam a possibilidade de interferência nesse processo. Por outro lado, países desenvolvidos, em sua maioria, não utilizam esse sistema e possuem suas razões para não fazê-lo. Melhor passar uma semana apurando voto do que ter que aturar por anos alguém que não foi eleito legitimamente, diria o filósofo de Mondubim.

Há ainda o problema premente da divulgação das pesquisas de opinião, feitas por um pool de agências que mostram, por incrível que pareça, a dianteira do candidato da esquerda, com toda a sua imensa carga de crimes, com alguns institutos afirmando categoricamente, que esse pleiteante ganhará logo no primeiro turno, com larga vantagem.

Ocorre que o tal personagem, sequer transita em lugares públicos e só é avistado nas telinhas da mídia digital e mesmo assim com plateia e claque, escolhida à dedo. Nos poucos vídeos em que esse triste personagem aparece, o que se veem e ouve, são gritos e xingamentos com palavras impronunciáveis nos ambientes familiares. De ambientes sofisticados à feiras. Não por outra razão, o próprio pretendente à presidência, já externou sua preocupação com possíveis atentados nesses ambientes abertos.

Mesmo sua assessoria não esconde a preocupação com essa possibilidade. Há uma animosidade latente no ar a indicar que essas eleições não serão pacíficas. A questão aqui é posta da seguinte maneira: como pode um candidato, fabricado na undécima hora por decisão altamente polêmica, estar na dianteira das pesquisas, se sequer ousa sair às ruas? Pode existir uma popularidade política que prescinda do povo ao vivo?

Pode ser que não exista uma relação, digamos mal cheirosa, entre TSE, voto eletrônico de Institutos e pesquisa, mas, ninguém pode negar que as coincidências surreais entre esse trio, levam cidadãos atentos coçarem as barbas e fazerem bicos de desconfiança.

É nesse enredo de novela, a misturar realidade e ficção, que qualquer resultado que venha a confirmar a vitória do passado, poderá, por incúria das autoridades, degenerar numa guerra fratricida a gerar perdedores dos dois lados.

A frase que foi pronunciada:

“Nós, a comunidade de segurança de computadores, estamos analisando os sistemas de votação online há décadas(…) mesmo que existam empresas que vendem produtos neste espaço, absolutamente nenhum especialista em segurança de computadores lhe dirá que eles são seguros, porque simplesmente não sabemos como construir uma votação online segura ainda”.

Dan Wallach, professor de ciência da computação da Rice University, Huston, Texas.

Leitura

Leia no blog do Ari Cunha o texto completo de Miguel Gustavo de Paiva Torres publicado no Contexto Alagoas sobre Rússia, China, seus líderes e o futuro do planeta.

Caixinha, obrigado

O IPTU que é emitido pelo GDF considera o valor do imóvel atualizado. Ninguém sabe o critério de avaliação, mas o contribuinte paga um valor mais alto a cada ano, dada essa atualização no IPTU. Ao declarar o Imposto de Renda, essa atualização no valor do imóvel não é considerada. No Imposto de Renda o valor histórico é lançado. Quando há a venda desse imóvel, o “ganho de capital” é cobrado com a diferença do valor histórico e o valor venal do imóvel. Não houve ganho, houve o veto à informação da valorização do imóvel que durante anos acompanha o valor da moeda ou inflação,

História de Brasília

Quem quiser mais detalhes, procure, ao GTB, as notas taquigráficas dessa reunião. Efetivamente, não quisemos atribuir ao sr. Caldas a posição de “denunciante” como ele dá a entender. Denunciar o que está errado é mais do que nobre, e mais do que justo. E fique satisfeito o sr. Caldas pelo fato de após 42 anos de serviço político, denunciar com absoluta razão, com a tranquilidade de quem cumpre com o dever. AC. (Publicada em 20.02.1962)

O texto-bomba

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Foto: 14/09/2021 – REUTERS/Adriano Machado

 

      Em meio às bombas que começam a cair, nessa madrugada, sobre a cabeça dos civis na Ucrânia, forçando milhares de idosos, mulheres e crianças a fugirem, às pressas, das principais cidades daquele país, no que poderá se constituir no mais novo flagelo humano da atualidade, nossos lépidos parlamentares cuidaram logo, também na calada da noite, de lançar sobre a população brasileira o texto bomba do projeto que legaliza os jogos de azar em todo o país, com a volta dos bingos e dos cassinos.

        Por 246 votos a favor e 202 contra, o chamado texto-base passou na Câmara, abrindo a porteira para a consolidação não só dos cassinos, mas do jogo do bicho e dos jogos online. A urgência pedida para a apreciação dessa matéria e o empenho das principais lideranças dentro da Câmara para a aprovação dessa medida explicitam os muitos interesses que estão por detrás desse projeto.

        Caso venha a ser aprovado também pelo Senado, a lei liberando geral a jogatina cairá como uma verdadeira bomba sobre a cabeça da nação, pois, entre outras consequências imediatas, criará uma espécie de banco especial para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e armas, além, obviamente, de uma excelente lavanderia para o branqueamento dos recursos desviados pela corrupção.

        Muito mais importante do que programas sérios nas áreas de educação e de saúde para a população. Iniciativas que poderiam favorecer a sociedade, como o fim do foro privilegiado para todos, ou a prisão em segunda instância, ou mesmo o endurecimento das Leis de Improbidade Administrativa e da Ficha Limpa não são, sequer, mencionadas como prioridades. Pelo contrário, são afrouxadas para facilitar os atos costumeiros contra o erário. Os brasileiros de bem sabem muito bem o que se esconde nas entrelinhas de medidas dessa natureza, que visam apenas o favorecimento daqueles que sempre viveram à sombra do trabalho alheio, quer na contravenção e no crime organizado, propriamente ditos, quer em acordadas políticas para sempre, buscando ganhos escusos e o favorecimento próprio para si e para seus grupos.

        A aprovação dessa proposta é um claro retrocesso e um sinal preocupante a mostrar que o crime organizado, por meio do lançamento de candidaturas próprias, vai, pouco a pouco, infiltrando-se nas instituições do Estado. A liberação da jogatina é só uma forma de aplainar os caminhos para a entrada dessas organizações nas entranhas da máquina do Estado, de onde jamais sairão.

         Não há qualquer ilusão sobre o fato de que cassinos, casas de bingos e outras modalidades de jogos de azar vão favorecer apenas os donos desses estabelecimentos, ou os testas de ferro das organizações criminosas, não trará benefício algum ao cidadão brasileiro. Pelo contrário, transformará nosso país, campeão mundial na modalidade de violência urbana, em um paraíso tropical para a lavagem de dinheiro de nossos criminosos, com ou sem colarinho branco, e para as muitas máfias internacionais que buscam aplicar e branquear os ganhos astronômicos com todo e qualquer tipo de crime, inclusive o tráfico de órgãos humanos.

        Putin não precisa enviar tropas para invadir e destruir o Brasil. Nossos representantes políticos são muito mais eficazes e mortais.

 

A frase que foi pronunciada:

A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la.”

George Orwell

George Orwell. Foto: gettyimages.com

Sacrifício

Para a satisfação de seus desígnios tirânicos, ditadores em evidência não se fazem de rogados e mandam sacrificar, no altar personalista da pátria, o que uma nação tem de mais importante que é sua população jovem, mandada impiedosamente para o campo de batalha.

História

Repleta está toda a história da humanidade de exemplos iníquos como esse, em que um único indivíduo é capaz de conduzir, para o matadouro, milhares de conterrâneos na flor da idade, apenas para a satisfação de um gigantesco ego assassino.

Longevo

Estando, há mais de duas décadas, no poder, por meio de manobras e malabarismos políticos e até sanguinário, Putin revela ao mundo seu acentuado caráter psicológico de psicopatia. Mesmo que os tribunais internacionais, no futuro, eximem-se de condená-lo por crimes contra a humanidade, de certo, ficarão nos livros de história as escaramuças desse novo e transloucado Napoleão de hospício.

Ocidente

Ao assistir, de braços cruzados, uma nação inteira ser esmagada diante do mundo, o Ocidente, na figura da OTAN, dá uma demonstração clara da pouca valia de sua existência.

Foto: REUTERS/Pascal Rossignol

História de Brasília

Deve fazer muita raiva a muita gente, a W-3, como ela se encontra agora. No comêço, perto do Eixo Monumental, o jardim está uma beleza, e é uma resposta colorida aos que não acreditavam nas possibilidades de recuperação do nosso solo. (Publicada em 18.02.1962)

A semiverdade e o semipresidencialismo

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Charge do Laerte

 

        Convenhamos: do presidencialismo de coalizão, onde o Executivo só pode desempenhar suas funções mediante a concessão de infinitas benesses aos parlamentares, a maioria, flagrantemente, antirrepublicanas, até ao semipresidencialismo, modelo proposto agora pelo presidente da Câmara, é um pulo, bastando apenas a troca de denominação do sistema.

        Uma coisa e outra são vizinhas, habitando o mesmo espaço, dentro do Congresso Nacional. Propor debate em torno de proposta dessa natureza é só um meio de oficializar o que, na prática, já acontece desde a redemocratização. É preciso entender que, em si, o presidencialismo de coalizão, de acordo com estudos desenvolvidos pelo cientista político Sérgio Abranches há mais de três décadas, mesmo considerando que esse sistema se mostrou, desde sempre, um importante dilema institucional para o país, em tese, funcionaria bem, caso houvesse, de antemão, uma representação política de inegável qualidade ética e profissional dentro do Poder Legislativo.

        Obviamente que a qualidade da representação está diretamente ligada à qualidade do eleitor e à elevação do ato de votar a uma categoria de racionalidade, impensável para a média dos eleitores brasileiros. São ciclos hermeticamente interdependentes, forçando a perpetuação de um sistema que hoje tem a cara e a assinatura do eleitor.

        Mesmo que a proposta, caso venha ser aprovada, tenha sua implementação somente na próxima década, o assunto, por sua periculosidade, mereceria, desde já, um detido exame à luz de um microscópio de elétrons, um dos mais acurados hoje em dia.

        O semipresidencialismo, se for tomando a exemplo da qualidade da atual composição política do Estado, não irá passar de uma semiverdade, imposta por um pseudomodelo que pode vir apenas para escancarar os cofres da União. O que se propõe aqui não é nem um parlamentarismo puro, nem um presidencialismo misto, mas algo situado entre as ambições desmedidas da classe política e a pouca ou nenhuma disposição para governar demonstrada pelo governo.

        Aliás, é nesse vácuo, propiciado pela pouca disposição em fazer valer o que manda a Constituição para cada um dos Poderes da República, que surgem propostas desse nível, que mascaram um modelo a ser confeccionado apenas para gaudio dos políticos que temos. O que vimos até aqui é que a disposição em governar, comme il faut, só não é maior do que o desejo de cooptação da vontade dos políticos, por meio de prebendas e outros agrados. O presidencialismo de coalizão, como praticado entre nós, alcançou os píncaros de sua essência com os governos da esquerda, por meio de práticas como o mensalão, petrolão e outros mecanismos criminosos e pode atingir, com essa nova proposta, a perfeição, caso venha a ser implementado, de fato.

        O que ocorre é que os políticos, de olho na possibilidade de uma vitória das esquerdas, já começam a aplainar o terreno para a reentrada do Partido dos Trabalhadores no comando do país, dando a essa sigla e aos seus asseclas um Estado prontinho para ser novamente dilapidado, dessa vez, dentro do que estabelece o tal semipresidencialismo.

        Não se trata aqui, nessa proposta, de nenhuma movimentação ou interesse no sentido de modernizar as relações institucionais do país, sempre conflituosas, e fator de insegurança jurídica permanente. O que se tem é a oficialização de práticas de governo que os cidadãos de bem, há muito, já condenaram. Trata-se, pois, de uma mudança visando estabelecer, juridicamente, a cleptocracia.

A frase que foi pronunciada:

Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar. Alguns livros são para serem degustados, outros para serem engolidos, e alguns poucos para serem mastigados e digeridos. A leitura torna o homem completo, as preleções dão a ele prontidão, e a escrita torna-o exato.”

Francis Bacon (1561-1626)

 

Francis Bacon. Foto: oglobo.globo.com

Mais segurança

Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, a falha na identificação da criança recém-nascida pode ser punida com até um ano de detenção. Muitos casos no passado foram descobertos por causa da aparência das crianças ou instinto materno. No final de 1998, em Osasco, pelo menos 19 famílias sofreram por esse erro.

 

Cientista

Montagnier e Françoise Barre-Sinoussi dividiram o Nobel em 2008. Isolaram o vírus do HIV (da Imunodeficiência humana) no Instituto Pasteur, em Paris. Graças ao estudo, os testes da doença e antirretrovirais foram controlados. Mantagnier faleceu semana passada. Veja, no link Covid-19 : les élucubrations du Pr Montagnier, l’hypothèse d’un accident dans le P4 de Wuhan, a opinião de Montagnier sobre o Covid.

Luc Montagnier. Foto: PIERRE BOUSSEL

/ França
Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da AIDS, está morto

Publicado em:10/02/2022 – 17:42

O Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da AIDS, Luc Montagnier, durante uma coletiva de imprensa sobre vacinas e vacinação, 7 de novembro de 2017 em Paris. © Stephane de Sakutin, AFP

Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da Aids, morreu na terça-feira aos 89 anos no hospital americano de Neuilly-sur-Seine. Tendo se tornado uma figura controversa para várias teorias por mais de dez anos e gradualmente banido da comunidade científica, ele voltou a ser comentado por comentários contra as vacinas anti-Covid.

O professor Luc Montagnier morreu terça-feira no hospital americano de Neuilly-sur-Seine (Hauts-de-Seine), informou a AFP quinta-feira, 10 de fevereiro, ao prefeito da cidade Jean-Christophe Fromantin.

Rejeitado tarde por teorias duvidosas, ele ficará para sempre associado à descoberta do vírus da AIDS que lhe rendeu o prestigioso Prêmio Nobel de Medicina.

Seus comentários controversos contra as vacinas anti-Covid o colocaram novamente no centro das atenções, atraindo-lhe a simpatia do antivax e desacreditando-o um pouco mais junto à comunidade científica.

“Sempre procurei o inusitado. Tenho dificuldade em trabalhar com uma corrente já estabelecida”, confidenciou este biólogo especializado em vírus em um documentário dedicado ao trabalho que ele mesmo qualificou de “enxofre” sobre a “memória da água”, transmitido na França 5 em julho de 2014.

Óculos finos de metal, olhos brilhantes e rosto ainda de bebê aos 80 anos, o virologista se descreveu como um “marginal” de jaleco branco apesar de seus louros internacionais, com o Prêmio Nobel concedido em 2008 por uma descoberta feita um quarto de século antes .

“Doenca 4H”
É preciso mergulhar na atmosphere dos anos 1980 para hear a febre que tomou conta de um punhado de laboratórios ao redor do mundo: descobrir o mais rápido possível a origem de uma estranha doença que foi chamada, por falta de melhor, “doença de 4H” (porque parece atacar mainly homosexual, viciados em heroína, haitianos e hemofílicos).

Nascido em 8 de agosto de 1932 em Chabris in Indre (centro da França), where virologist Luc Montagnier directed from 1972 no Institut Pasteur um laboratório especializado em retrovírus e oncovírus (responsável pelo câncer).

No início de 1983, ele isolated com seus “associados” Françoise Barré-Sinoussi e Jean-Claude Chermann um novo retrovírus que ele batizou temporariamente de LAV (Lymphadenopathy Associated Virus) from uma amostra colhida pelo Dr. Willy Rozenbaum de um patiente jovem , um homossexual que morava em New York.

É para ele o “causal” agent da nova doença. Mas has discovered é recebida com “ceticismo”, in particular pelo americano Robert Gallo, great especialista in retrovírus.

“Durante um ano, sabíamos que tínhamos o vírus certo (…) mas ninguém acreditou em nós e nossas publicações foram recusadas”, disse Montagnier 30 years ago.

In April 1984, Margaret Heckler, Secretary of Estado da Saúde dos USA, announced that Robert Gallo had encountered a cause “provável” da AIDS, um retrovírus chamado HTLV-III. Mas o último acaba por ser estritamente idêntico ao LAV encontrado anteriormente pela team de Montagnier…

“Co-descobridores”
A polêmica aumenta: quem é o verdadeiro descobridor do virus da imunodeficiência humana (HIV), Montagnier or Gallo? A questão é important porque permite resolver a questão dos royalties vinculados aos exames de triagem.

A dispute chegou a uma conclusão provisória e diplomática em 1987: os Estados Unidos ea França assinaram um compromisso no qual Gallo e Montagnier foram oficially descritos como “co-descobridores”.

O verdadeiro epílogo vem 20 anos depois, com a entrega do Nobel pela descoberta do HIV, não a Gallo, mas a Montagnier e sua parceira Françoise Barré-Sinoussi. Jean-Claude Chermann será esquecido pelo prestigioso júri .

Alguns anos depois, para o 30º aniversário de sua descoberta, o professor Montagnier elaborou uma avaliação mista deste épico para a AFP: “Não conseguimos erradicar a epidemia ou mesmo a infecção porque não sabemos curar alguém que está infectado “. Os medicamentos antirretrovirais podem efetivamente amordaçar o HIV, mas não eliminá-lo completamente do corpo das pessoas infectadas.

“Antivax”
Since leading a department of AIDS and retroviruses with Pasteur from 1991 to 1997, since teaching at Queens College in Nova York since 2001, where Professor Montagnier has been crusading his scientific pesquisa and gradually banishing his scientific community.

Resumo da semana
France 24 convida você a voltar às novidades que marcaram a semana

Eu subscrevo
Ele defende a “trilha microbiana”, porém sujeita a cautela, para explicar o autismo . Retoma a tese unanimemente rejeitada do pesquisador francês Jacques Benveniste segundo a qual a água retém a marca (a “memória”) de substâncias que não estão mais lá. Ele defende teorias sobre a emissão de ondas eletromagnéticas pelo DNA, promove o mamão como remédio para certas doenças.

Suas repeated posições contra as vacinas lhe renderam em novembro de 2017 a condenação contundente e official de 106 members das Academias de Ciência e Medicina.

Le Figaro descreve sua carreira como um “naufrágio científico lento”. Durante a pandemia de Covid-19, voltou a ilustrar-se, afirmando que o vírus SARS-CoV-2 foi manipulado em laboratório com a adição de “sequências, em particular, do HIV” e que as vacinas são responsáveis ​​pelo aparecimento de variantes.

Essas teses, combatidas por virologistas e epidemiologistas, jogaram um pouco mais de descrédito em um cientista que se tornou um “pária” entre seus pares.

Com AFP

História de Brasília

Mais uma emenda à Constituição será tentada novamente. O sr. Anisio Rocha insiste na pena de morte, e não sabemos a quem isto vai favorecer. Nem prejudicar também. (Publicada em 17.02.1962)

Natureza exige resposta

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Foto: Sean Gallup/Getty Images

 

No mundo todo a fúria da natureza dá mostras de que algo muito preocupante está a caminho. No Canadá, um país costumeiramente frio as temperaturas esse ano bateram recordes. Na região da Colúmbia Britânica, os termômetros registraram 50 graus centígrados o que provocou a destruição, por um incêndio florestal, de toda a pequena cidade de Lytton. No Norte da Europa as cheias dos rios provocaram alagamentos nunca vistos na Alemanha e Áustria. As temperaturas próximas a 2022 estão totalmente diferentes dos últimos anos.

Os desastres naturais vêm se acentuando a cada estação. Todo o hemisfério Norte experimentou recordes de calor. Na Itália os termômetros marcaram temperaturas acima dos 40 graus em muitas regiões. Centenas de vidas foram perdidas apenas nas enchentes que devastaram parte da Holanda e Luxemburgo. Para os climatologistas esses são os fenômenos mais intensos dos últimos séculos e ameaçam se repetir.

Na memória tsunamis gigantescos no Japão, seguido de deslizamento de terras devastaram regiões como Shizuoka. No Iraque as temperaturas ultrapassaram a marca dos 50 graus centígrados, derretendo objetos de plásticos, dos automóveis e gerando colapso no abastecimento de energia elétrica e levando muitos à morte. Nos Estados Unidos a tempestade Elsa fez estragos. Também nos EUA uma onda de calor, sem precedente, ceifou vidas na região do Pacífico e em locais, antes frio como Seattle. Lugares como Nova York, Filadélfia e Boston estiveram sob forte ondas de calor, afetando mais de 40 milhões de americanos.

Na África a seca e as intensas ondas de calor, vem registrando marcas também histórica. Na Índia os efeitos de calor, seguidos de enchentes nunca vistas também demonstram que a Terra está entrando num ciclo de mudança do clima que pode afetar todos indistintamente. Na Grécia os incêndios, que nomearam o verão do pesadelo vem varrendo, sem controle, pequenas cidades, nas ilhas próximas a Atenas, numa situação que tem aterrorizado os moradores e turistas.

Na realidade não existe hoje lugar algum nesse planeta que não esteja experimentando condições climáticas extremas, o que só reforça o que há muito vem alertando os cientistas sobre o aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera, motivados, exclusivamente pela ação humana.      Alguns pesquisadores afirmam que a Terra já aqueceu mais de 1,2 graus centígrados desde o início da era industrial, sendo que as temperaturas seguirão subindo cada vez mais, até alcanças níveis de catástrofes globais com a morte de centenas de milhões de pessoas. Segundo o painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), ligado à ONU, caso não cessem as atividades humanas que produzem o efeito estufa, o futuro será inclemente para todos e poderá abolir a vida sobre todo o planeta até mesmo antes do que se espera.

 

A frase que foi pronunciada:

“O problema da realidade é que os desastres como o do efeito estufa ou disfunção do ciclo hidrológico e a perda da diversidade biológica não são violentos. São, pelo contrário, relativamente lentos e por isso a sociedade prefere ignorá-los, assumindo que o problema é de outros ou quiçá acreditando que se resolverão sós.”

Marc Dourojean

 

O outro lado

Acesse o link para o webinar General Villas Boas. Nomes destacados de pensadores e fazedores de um Brasil melhor. Mediado pelo jornalista Alexandre Garcia, a todo foram 9 dias de debates que trataram um outro lado da história indígena, fundiária, socioeconômica e produtiva, de exploração e sustentabilidade, geopolítica e cultural da Amazônia.

 

Contraste

A cada ano se intensifica a campanha para a eliminação dos fogos de artifício em festas. Não só pelos animais, mas principalmente pelos idosos, acamados e autistas. É a alegria se contrapondo ao sofrimento.

 

Prata da Casa

Nesse ano, foram 131 mil cartinhas distribuídas pelos Correios e adotadas por padrinhos. Em vários estados do Brasil crianças e Papai Noel viveram momentos mágicos. Essa foi uma iniciativa dos funcionários dos Correios. Eram tantas as cartinhas endereçadas ao Papai Noel que resolveram lançar a campanha de adoção dos pedidos. O sucesso é emocionante.

 

Retrospectiva

Por falar em Correios, leia o balanço de 2021. Desde as plataformas digitais modernizadas à participação na logística do Enem. Do leilão de refugos postais até o recorde de postagens. Os Correios souberam realmente se renovar com a chegada da tecnologia.

 

História de Brasília

Os funcionários da Câmara que residem nas casas da Caixa Econômica receberam a informação de que a partir de julho do próximo ano passarão a pagar Cr$ 22.600,00 de aluguel, sendo que atualmente pagam oito mil cruzeiros. Vale lembrar, no caso, que os funcionários da Novacap que compraram as casas do mesmo tipo pagam, por mês, Cr$ 14.195,00 de prestação. (Publicado em 16.12.1962)

     A barca do inferno

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Para os cidadãos que usam os olhos para enxergar além das aparências e usam desse sentido para ler a realidade em seu entorno, mesmo as palavras escondidas ou omitidas pela censura bruta, clamam em silêncio pela verdade. Mesmo se um dia todas as palavras do mundo fossem exiladas num planeta distante, restando apenas imagens borradas, impressas em fotos antigas, mesmo assim toda uma enciclopédica história humana poderia ser levantada dos arquivos empoeirados de fotografias. Não é por outra razão que se diz que uma imagem fala mais que infinitos textos. Por isso mesmo é que a ninguém é dado o direito de esconder da população, mesmo por medo ou outros motivos menos nobres, os ardis e as perfídias que contra ela vão sendo organizadas pela elite no poder. Está tudo impresso em imagens mudas, mas que muito revelam.      Compactuar com essas tramas, fazendo ouvidos de mercador, é contribuir, ao seu modo, para que o mal cresça e crie raízes.

Na verdade, não há muito mais o que dizer sobre nossa a realidade nacional nesses dias que correm. Basta fixar os olhos em algumas fotos e outras imagens que circulam nesse oceano midiático da internet, para entender o que se passa nesse país e em outras partes desse planeta. Está tudo aí, bem debaixo de nosso nariz, impresso em cores vivas.

Quem se der ao trabalho, nesse fim de ano, de refletir sobre fotos mostrando encontros, reuniões, confraternizações, almoços, pretensos seminários e outros convescotes, realizados não nas concorridas madrugadas da capital, mas em plena luz do dia, pelas mais altas autoridades desse país, pode constatar, sem maiores esforços do intelecto, que estamos todos a bordo de uma nau à deriva. Não uma nau qualquer, mas embarcados numa alegórica barca, muito semelhante a que foi concebida pelo dramaturgo português , Gil Vicente, em “Auto da Barca do Inferno”, escrita e encenada no ano de 1517.

As semelhanças e até as confusões entre uma fantasiosa realidade, imaginada há cinco séculos em Portugal e ao nosso cotidiano, exibido em fotos, são tão precisas que até parecem se tratar de uma continuação, em outro tempo e lugar, da famosa peça vicentina. O uso de instituições do Estado para perseguir e intimidar adversários políticos, pode ser conferida em foto.

Também pode ser atestado em fotos, dessas que as antigas colunas sociais estampavam diariamente nos jornais, um almoço, reunindo os mais famosos escritórios de causídicos desse país, todos eles autênticos janotas, metidos nos mais caros ternos de grife, com seus relógios, de ouro, a marcar o tempo mais valioso que há, homenageando, sem rubor, um ex-detento, desobrigado de cumprir sua pena, e agora candidato ao mais alto posto do país.

Estão todos ali, reunidos contra as leis e contra operações do tipo Lava Jato, que ousou prender os clientes do exclusivíssimo clube das Prerrogativas. Vê-se em fotos também um mandatário a passear com seu jet-ski , sem culpa ou remorso, pelas praias do Sul e Sudeste, enquanto o estado da Bahia submerge em enchentes históricas, com dezenas de mortes e milhares de desabrigados.

Aqui na capital, em Lisboa, Paris e outros pontos do planeta, as imagens se repetem, mostrando sempre personagens conhecidos da nossa República, todos eles com a boca recheada dos mais finos acepipes e vinhos, alegres e sem culpa. Mal sabem eles que no cais já está atracada da Barca do Inferno, cujo o capitão é o próprio capiroto que do leme grita: “embarcai todos vós” que “rapinastis coelhorum et pernis perdigotorum.”

 

A frase que foi pronunciada:

“ Grande é a verdade, mas ainda maior, do ponto de vista prático, é o silêncio sobre a verdade. Simplesmente não mencionando certos assuntos … os propagandistas totalitários influenciaram a opinião de forma muito mais eficaz do que poderiam com as denúncias mais eloquentes.”

Aldous Huxley

 

Sem discurso

Com sangue turco, o ministro da Agricultura da Alemanhã, Cem Özdemir, tomou posse nesse mês. Seguiu alguns carros de comitivas até o Palácio Bellevue, de bicicleta. Deu o recado.

 

Falha

A cada ano a Vara de Execução no DF consegue bater maior recorde de arrecadação. Usa o SisBacen para bloquear até conta salarial, o que é contra a lei. Nenhuma pesquisa é feita antes do bloqueio. O infeliz que se vire para reaver seu salário suado de volta.

 

Consome dor

Clientes reclamam do Toscanello na 111 Norte, Plaza Mall. Uma data de vencimento na embalagem externa e outra na embalagem interna. É bom ficar de olho.

 

História de Brasília

Deverá estar de volta no próximo mês, o sr. Jânio Quadros. Fugiu do govêrno numa hora em que devia sustentar suas ideias. Embarcou para a Europa com mêdo, levando tôda a família, inclusive a netinha, e agora volta para perturbar. Mas a democracia lhe dará nova oportunidade para que o povo o julgue melhor. (Publicada em 16/02/1962)

Edifício em chamas

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Uma possível volta de Lula ao Palácio do Planalto, como quer ele próprio, como querem seus partidários e apoiadores e como querem todos os empresários e políticos, que de uma forma ou outra experienciaram aquele período cuidando basicamente de dilapidar os cofres públicos, representará para toda essa gente uma vitória final sobre a Justiça e as leis, confirmando assim a tese e a sina, atribuída por alguns ao antropólogo Claude Lèvi-Strauss de que o Brasil passaria do estágio de evolução da barbárie diretamente à decadência sem conhecer o apogeu civilizatório.

O país do futuro, imaginado pelos ufanistas e outros otimistas de plantão, vai , par i passo, sendo sepultado por uma parcela significativa da classe política, que de mãos dadas com empresários e com o respaldo das altas cortes, cuidam para não haja um amanhã.

Da mesma forma, mas como o sinal trocado, uma possível reeleição do atual mandatário, como anseia ele próprio, como desejam seus filhos e apoiadores e como tramam os próceres do centrão e de outras bancadas com assento no Congresso, significará o mais do mesmo, o que em outras palavras, significará mais desgoverno, mais inflação, mais crises institucionais e mais da velha política.

Entre as opções, existiria uma terceira via formada por cidadãos de todas as partes do país, cientes do momento delicado que vai se desenhando à frente. A questão aqui é como transformar esse caminho do meio, situado entre dois abismos colossais, em uma senda segura capaz de avançar, transpondo os imprevistos, para alcançar o outro lado.

Tempo para a formação dessa caravana, existe. Como existe também brasileiros dispostos a integrá-la. O movimento ou o sinal que a população espera receber de algumas lideranças capazes de aglutinar forças contra a fatalidade que se avizinha , ainda não aconteceu.

Ao contrário do que vem acontecendo com as forças de esquerda, já prontamente reunidas, sob o comando unificado do demiurgo, todas elas ansiosas para retornarem ao controle do Estado onde irão colocar, novamente, as mãos nas engrenagens da máquina pública.

Entre a estagnação em que nos encontramos e o avanço para trás, como querem as esquerdas, existe o delicado movimento de encontrar uma saída segura que levem os cidadãos para fora desse edifício em chamas chamado Brasil. Um possível flanco para o avanço das forças contra o atraso, pode estar na total ausência de programa de governo que tanto direita como esquerda deixam à mostra.

Aliás essa é uma das características básicas de todos os candidatos dessas forças extremistas. Isso ocorre porque tanto esquerda como direita, usam o governo para atendimento prioritário de suas próprias necessidades, atendendo basicamente aqueles que lhe são simpáticos.

Qualquer candidato que apareça com um programa de governo minimamente bem elaborado e com metas realistas, pode, com mais facilidade confrontar esses aventureiros que almejam o controle do Estado para outros fins, distantes das necessidades da nação. O problema maior em uma terceira via está, não em seu candidato, propriamente dito, mas na quase intransponível muralha erguida pelas instituições da República, a maioria disposta em manter os privilégios adquiridos ao longo das décadas. Sobretudo aqueles que estão no alto da pirâmide do Estado.

Todos eles dispostos a oferecer o máximo de resistência para não perder vantagens. Para tanto não se negam até em retirar do presídio, candidato de sua preferência, lançando-o diretamente numa disputa eleitoral, na esperança de que ele venha a referendar o status quo vigente, deixando tudo como sempre foi, para beneficio apenas daqueles que usufruem desses arranjos , mesmo com prejuízo de muitos.

Qualquer candidato que venha a se posicionar como alternativa viável ao que aí está e ao que aí esteve, terá que lutar, não apenas contra dois fantoches, mas contra essa verdadeira Bastilha, acomodada nos 3 Poderes da República e em parte do empresariado nacional. É aí que residem as maiores resistências e os maiores entusiastas para que tudo permaneça em estado letárgico profundo, para que não haja despertar e não haja nem futuro, nem amanhã algum que venha abalar-lhes a quietude criminosa.

 

A frase que foi pronunciada:

“A mentira mais frequente é aquela que se conta para si mesmo; mentir para os outros é relativamente a exceção.”

Nietzsche

 

Novidade

Mais uma vez a administração do Aeroporto Internacional de Brasília facilita a vida dos passageiros, que já podem fazer gratuitamente o teste de Covid.

 

História de Brasília

Um engenheiro da Capua & Capua explicando o que houve no Bloco 29 da Asa Norte: “Realmente, a estrutura de concreto tendo sofrido movimentos clássicos não foi acompanhada pelos tijolos, criando, durante a deformação do concreto armado tensões internas à tração, que cresceram à proporção que aumentavam as deformações elásticas estruturais”. Entenderam? Nós também. (Publicada em .16/02/1962)