Desfiles 2024

Publicado em ÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)

Hoje, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade

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Ala da Vai-Vai que representou policiais como demônios. Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

 

          Não é de hoje que a população brasileira, mesmo aquela que não acompanha o carnaval e não presta atenção na evolução das escolas de samba pelas avenidas do país, sabe que essas agremiações, por razões históricas, geográficas e mesmo por pressão de todo o tipo, mantêm estreito relacionamento com o mundo da contravenção e mesmo da criminalidade.

         Não se descarta aqui, nessas relações atuais, a proximidade com o tráfico e com as milícias. Antigamente esses relacionamentos ficavam apenas restritos aos banqueiros do jogo de bicho. Mas é preciso entender que o crime em nosso país tem evoluído muito, ganhando até status de empresas multinacionais. Dizer que as escolas de samba são infensas a essa proximidade, pode parecer até eufemismo, quando se percebe que muitas dessas escolas já estão literalmente sendo comandadas por sequazes do crime.

         Por certo os carnavalescos mais tradicionais, não aprovam essas relações. Mas o que podem fazer, diante do poderio da grana e das ameaças de morte, que essas facções fazem? As secretarias de turismo e os governos locais, mesmo na esfera federal, fingem que nada disso existe. Afinal essa infiltração dos criminosos nas escolas de samba, são realizadas de modo discreto e longe da observação do grande público.

         Toda essa situação pode até parecer surreal, mas o que representa isso, quando se verifica que mesmo nos poderes legislativos de muitos estados da federação essa presença hoje já é uma realidade? Extensas áreas geográficas de muitas metrópoles brasileiras, dominadas pelo crime organizado, são consideradas regiões proibidas para todos aqueles candidatos, que não são apoiados pelos criminosos.

         Quem se elege nessas regiões, possui, no mínimo, a bênção dessas organizações. Essa situação e outras relativas à realidade nacional têm produzido um efeito negativo sobre as escolas de samba e mesmo sobre o carnaval tradicional, afastando, dessas folias, as famílias e grande número de antigos foliões.

         O carnaval não é mais o que era, reclamam muitos saudosistas, que desistiram dessas festas. A criminalidade em geral, que hoje anda muito segura de si e que até é saudada por carnavalescos, como vítimas da sociedade e truculência da polícia, aproveita as festividades de Momo para praticar mais crimes, em meio ao tumulto geral estabelecido e diante da má vontade de agir das autoridades.

         Ir para as delegacias, registrar boletins de ocorrência sobre crimes ocorridos nas folias, é perda de tempo. Ricos saem como culpados de derem parte. Para completar essa realidade, que em si já é fora da curva da normalidade civilizatória, registre-se ainda que às vésperas do carnaval, em todo o país, caravanas e mais caravanas de ônibus lotadas são vistas nas ruas de todo o país, liberando em baciadas, presos e condenados por diversos crimes, todos beneficiados pelo instituto da saidinha, livres para curtir, ao modo deles, os dias de folia.

         É a escola do crime que pede passagem. Também pudera. Situação inusitada como essa só poderia acontecer mesmo num país onde autoridades, do mais alto nível de importância política destinam milhões de reais para que escolas de samba criem enredos especiais elogiando esses padrinhos. Pensar que nos estados de origem desses personagens políticos folclóricos, por falta de recursos, nem mesmo saneamento básico é encontrado. É o Brasil desmiolado do samba no pé que sai às ruas desfilando seus trapos e suas mazelas.

A frase que foi pronunciada:

“Há pessoas que usam máscaras de janeiro a janeiro. O carnaval não se acaba na quarta- feira de cinzas. Dói saber !”

Leônia Teixeira

Sem doença

Hora de redefinir ‘vacinação’. O que está acontecendo contradiz a terminologia. O significado é claro: “Ato ou efeito de vacinar visando gerar uma imunidade ativa, específica contra uma doença.”

Foto: Takeda/Divulgação

 

Inferno

Ao se aposentar, o trabalhador é identificado por bancos que ligam pelo menos 18 vezes ao dia oferecendo empréstimo consignado ou outros serviços. Mais ligações do tipo spam desligam imediatamente ao serem atendidas.

Foto: Divulgação/ALEMS

 

Carnaval

No Parque Olhos D’Água, as Lagartixas Chorosas deram um show de bom humor e musicalidade. Carnaval assim dá gosto!

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Precisamente

Daniel Brian parecia ter uma bola de cristal. Na sexta-feira, primeiro dia em que a cidade pretendia aquecer os tamborins, o francês fechou as portas. Parece que sabia sobre a quantidade de água que cairia do céu.

 

História de Brasília

A última vítima das guarnições de Rádio Patrulha foi o jornalista Caio Caiubi representante da “Visão” do Distrito Federal.

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