Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Estatais têm avaliação ruim pelo Ministério do Planejamento

Publicado em Empresa pública, Governo federal

Antonio Temoteo – De 48 companhias estatais avaliadas pelo Ministério do Planejamento, 36 tiveram nota menor que 5 numa escala até 10, conforme o Indicador de Governança da Secretaria de Coordenação das Empresas (IG-Sest). Entre as que tiveram os piores resultados, 16 registraram desempenho inferior a 2,59 pontos. A ferramenta avaliou a gestão, mecanismos de controle e auditoria, transparência das informações, além dos conselhos, comitês e diretorias das empresas. Petrobras e Banco do Brasil foram as duas únicas a garantir nota 10. A Companhia Docas do Maranhão teve o pior resultado, com 0,4 ponto.

Para o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o indicador expôs a enorme assimetria entre as empresas: de um lado, companhias com níveis elevados de governança, e, de outro, uma maioria que precisa melhorar a gestão. “Não podemos acusar as empresas que não foram bem-sucedidas porque sequer sabiam o parâmetro. A cada avaliação, veremos a evolução desses números”, observou.

As estatais foram divididas em quatro níveis. No primeiro deles, oito tiveram resultado entre 7,6 e 10 pontos; no nível dois, entre 5,1 e 7,59 pontos; no nível três, entre 2,6 e 5,09 pontos; e no nível quatro, de 0 a 2,59 pontos. Entre as estatais com pior desempenho estão os Correios, com 3,13 pontos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entretanto, reconhecida pela excelência no apoio ao setor rural, teve desempenho semelhante, com nota 3,66.

  • Gabão Nogueira

    Ridículo pesar a Embrapa somente pelo viés mercadológico, uma vez que a empresa tem um caráter muito mais focado em beneficiar a sociedade (agricultura familiar, processos produtivos sustentáveis, cultivares resistentes à seca etc) do que simplesmente uma empresa de lucro econômico. Se assim o fosse, era só voltada a milho, soja, algodão e carne, não entrando na conta feijão, agriculturas para o semiárido, mandioca e tantas outras práticas que não têm como resultado o lucro, mas sim o ganho da população.

  • Batista

    Talvez o instituto que avaliou seja de algum político com a intenção de multiplicar modelo de gestão da Petrobras. Nota 10? Palhaçada é pouco