Adoção, drogas e racismo pontuam novo romance de Bernardo Kucinski

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Pretérito imperfeito tem apenas 150 páginas. É o suficiente para o acerto de contas de Bernardo Kucinski. O terceiro romance do escritor paulistano é forte candidato às listas de premiação de 2018 e traz uma narrativa impossível de ser abandonada até a leitura da última frase. É sobre a dor de um pai esta história que tem início com uma carta cujo propósito é expulsar o filho da sua própria vida. É um início duro, mas não há inícios doces na escrita de Kucinski.

Paris: uma invenção genial

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Eric Hazan nem sabe direito como teve a ideia de escrever A invenção de Paris, mas lembra de achar curioso que os amigos se interessassem pelas histórias contadas durante passeios pela cidade. O fato é que Hazan é um historiador compulsivo e Paris, um assunto irresistível. A combinação foi perfeita para esse livro que chega agora ao Brasil em uma edição caprichada da Estação Liberdade.

Cinco biografias para entender a Revolução Russa

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A Revolução Russa nasceu de um ideal que colocava o homem trabalhador em primeiro plano. Foi a última das grandes revoluções do hemisfério norte a destituir uma monarquia e a instituir uma república. Aconteceu no século 20, quando o absolutismo já havia caído por terra há pelo menos em um século na maioria dos países da Europa. A Rússia também teve uma industrialização tardia e esse é um dos motivos que explica a revolução ter acontecido no século 20. Completados este mês, os 100 anos dessa revolta que tirou do trono o czar Nicolau II e implantou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) movimentaram o mercado editorial com publicações que vão de biografias dos líderes revolucionários a novas análises da história.

J. K. Rowling: “A vida não é uma checklist de aquisições e realizações”

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O texto é antigo, foi escrito há quase 10 anos, mas somente agora chega às livrarias brasileiras. E como a autora é responsável por um dos maiores sucessos do mundo editorial deste início de século 21, vale dar uma olhada. Em junho de 2008, a britânica J. K. Rowling subiu ao púlpito como paraninfa para falar aos alunos da Universidade de Harvard. O tema escolhido pela autora da série Harry Potter foi a importância de falhar e de imaginar.

Rita Lee destila ironia em livro de contos

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Dropz poderia muito bem ser um disco. Tudo o que Rita Lee escreveu nesse livro de contos, que chega depois da polêmica e sincera autobiografia, rende música simplesmente porque a cantora/compositora/escritora é uma narradora de primeira, seja na ficção, seja na canção. Rita é, ainda, excelente em transformar coisinhas do cotidiano em textos que nos prendem por conterem a dose certa de ironia (autodirigida, muitas vezes), indignação, humor e crítica. Dito assim, os ingredientes de Dropz vêm de um cardápio que sempre esteve presente nas músicas da autora.

The handmaid’s tale: a distopia que deu origem à série

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Distopias são sempre bem-vindas em estantes de livros. Além de permitir a fantasia ao criar mundos cheios de absurdos, é um gênero capaz de abrigar metáforas impensáveis em um universo real. E volta e meia elas ressurgem nas prateleiras das livrarias, especialmente em tempos de crise, quando explicar o inexplicável só é mesmo possível por meio de uma ficção científica muito improvável, porém não impossível. A distopia do momento responde pelo nome de O conto da aia, ou The handmaid’s tale, um romance escrito por Margaret Atwood e publicado em 1985.

Seleção de contos policiais organizada por Daniel Galera reflete realidade latino-americana

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Parece que a América Latina se presta bem às histórias policiais. Talvez pelo contexto da desigualdade social, raiz inevitável da violência urbana, talvez pelas tensões políticas que marcaram o continente, o fato é que o gênero encontra um eco particular por aqui. De olho nisso, o escritor Daniel Galera saiu em busca de autores não necessariamente ligados ao gênero para montar um pequeno mapa da literatura policial latino-americana a pedido da revista McSweeney´s, fundada pelo escritor Dave Eggers, autor de O círculo.

Cinco livros sobre o amor: autores homens destrincham o tema

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O amor de Alain de Botton ajuda a sobreviver à banalidade do cotidiano enquanto o de Francisco Azevedo une famílias nem sempre amigáveis. Na versão de Péter Gárdos, o amor afasta a morte e na de Louis Begley, esse sentimento pode ser bem destrutivo. O italiano Domenico Starnone é duro e coloca o amor como um depósito no qual se soca praticamente de tudo. O Leio de tudo selecionou cinco livros sobre o tema mais antigo e explorado da literatura. Todos são lançamentos recentes e foram escritos por autores contemporâneos do sexo masculino. Trazem, portanto, uma perspectiva masculina para um dos temas mais antigos da literatura.

Graphic novel de Richard McGuire desafia o tempo

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Pouco importa a página na qual você abrir Aqui: o tempo cruza o espaço de forma inusitada, então você estará sempre no lugar certo para começar. A graphic novel de Richard McGuire tem esse poder estranho de nos lembrar que o tempo não é linear (embora sejamos muito apegados a essa ideia de um minuto depois do outro) e atravessa o espaço sem pedir licença.